Notas iniciais
Bom... Agora q sairam dos campos floridos da segunda prisão, acho q é hora das coisas começarem a ficar tensas nesta fase Então vamos rever acontecimentos e revelações bombásticas!

O Escolhido de Hades:


Orpheu chega ao palácio de Hades, em Giudecca, em posse de um grande baú. Pandora está mais desconfiada que de costume, e exige saber o que o Cavaleiro trás consigo. Este, porém, deseja mostrá-lo apenas ao imperador, o que deixa a jovem ainda mais certa de uma possível trama. Ela abre a caixa, encontrando-a cheia das mais belas flores.

- Flores?

- Sim, senhora Pandora. Como a senhora sabe, a segunda prisão é o único local do inferno onde as flores crescem, e é lá que sua majestade bondosamente me permitiu viver. Por isso queria presenteá-lo, como forma de agradecimento.

Porém a senhora não parece satisfeita com tal explicação. Em sua mão trás uma lança de três pontas, com a central maior que as outras, e a finca compulsivamente através das flores. Orpheu se mantém firme, e ela nada encontra, vendo-se obrigada a se desculpar com o rapaz à sua frente.

- Pode começar a tocar, Orpheu, o imperador logo estará aqui.

Ia iniciar com a música, mas o som da grande porta do palácio o detém. Era um mal sinal,os três juízes estavam ali, por ordem de Pandora, Radamanthys de Wyvern, Aiacos de Garuda e Minos de Griffon. Pareciam um tanto quanto insatisfeitos por estarem ali enquanto uma guerra ocorria lá fora, mas Pandora ordenou que ficassem para ouvir a música de Orpheu.

Tomaram seus assentos, o Cavaleiro começa a tocar, internamente pedindo para que os dois Cavaleiros de bronze ainda estivessem vivos depois das investidas de Pandora. Com seu som encantador, faz dormirem todos ali presentes, era mais uma de suas técnicas, a \"Serenata da Viagem da Morte\". Ao perceber que estavam todos sob o domínio de sua música, avança contra Hades, que acabara de aparecer no salão, no intuito de acabar de vez com ele.

Um golpe o atinge em cheio no peito, vindo pelas costas.

- Sinto muito, – diz Radamanthys – não me interesso por música, e já esperava por um truque seu.

Está pronto para disparar mais um de seus golpes contra Orpheu, mas é impedido pelos meteoros que o atingem pelas costas. Seiya e Shun saem de dentro do baú, dando ao Cavaleiro de prata a chance de mais uma investida contra Hades, mas o jovem pára repentinamente, com olhar surpreso.

- Mas... Este rosto...!

Os dois garotos também atentam para o Deus, que só agora saíra detrás da fina e transparente cortina de seda. De seu pescoço, curiosamente, pendia o mesmo pentagrama que Shun trazia consigo, e ao olhar para seu rosto, o menino arregala os olhos, com a imagem refletida em suas pupilas, boquiaberto, e um frio passa por todo o seu corpo, estremecendo suas pernas e fazendo-o suar frio.

- Esse... Sou eu!

Os olhos do Deus, porém, são vazios e profundos, calmamente assustadores, e seus cabelos eram ruivos, cor de vinho. Orpheu se refaz, e volta a atacar, o \"Acorde Perfeito\" entrelaça Hades nas cordas da lira e se apertam em seu corpo. Mas a imagem se desfaz como papel picado, e nada sobra de sua existência, as cordas estão presas ao trono.

Aproveitando-se do momento, Radamanthys ataca Orpheu, imobilizando-o e usando-o como escudo para impedir a ação dos dois jovens Cavaleiros. Seiya e Shun estão de mãos atadas.

Os dedos deslizam pelas cordas da lira, que se desprendem e circundam o inimigo às suas costas, atando-o. Mas ele também está preso, pois segura o instrumento.

- Ataque, Seiya, é sua chance.

- Mas... Se eu fizer isso, vou feri-lo também...

O juiz ainda pode se mover, de certa forma. Um golpe apenas, e a lira voa ao chão, com as cordas rompidas. O Cavaleiro prateado se lança sobre o inimigo, imobilizando-o com seu próprio corpo. O garoto não consegue ferir um aliado, e se mantém sem saber o que fazer, enquanto o espectro atinge o jovem guerreiro com inúmeros golpes, numa tortura que poucos suportariam. O sangue já lhe escorre pela testa, e ele vira-se mais uma vez para os que o seguiram até o palácio, firme e decidido como um verdadeiro Cavaleiro deve ser.

- Vamos logo, Seiya! Eu não tenho mais saída, e você tem uma missão para terminar. Não se preocupe comigo. Vamos, Seiya, Ataque!

Não há saída, para nenhum dos guerreiros, os meteoros cortam o ar, atingindo amigo e inimigo, rápido e impiedoso, derruba a ambos. O garoto corre para perto de Orpheu, tomando-o nos braços, com os olhos marejados. Shun toma a lira em suas mãos, trazendo-a para perto de seu dono.

Mas ao segurar a mão de Seiya, os olhos de Orpheu estão cheios de felicidade, e ele sorri, encarregando estes jovens e impetuosos guerreiros de protegerem Atena, e se despedindo para ir de encontro a sua amada, Eurídice, agora para nunca mais se separarem.

Levantam-se para seguir caminho, ainda não faziam idéia de onde Saori estava, e Hades ainda vivia. Mas o poderoso Juiz se põe novamente de pé diante deles, com nada mais do que leves rachaduras em sua Surplice. \"Será imortal?\" – pensava Seiya, mas não teria tempo para raciocinar, pois o espectro logo o atacaria novamente, não fosse uma voz imponente que lhe deteve.

- Pare Radamanthys!

A voz vinha de Shun, mas não era a mesma de antes. Seiya está mudo sem saber o que está acontecendo. Não só a voz, como o porte, a atitude e a seriedade, eram completamente diferentes das de seu amigo. Radamanthys se assusta por um momento, percebendo uma nobreza sobre-humana no garoto, mas logo afasta tal pensamento da mente, imaginando que ele quisesse ludibriá-lo. Mais uma vez a voz de comando o faz parar e, desta vez, ele percebe que não existe farsa alguma.

- Você não ouviu, Radamanthys? Nós não gostamos de lutar, portando pare agora mesmo!

Ele obedece, sem retrucar. Seiya aproxima-se do amigo com uma cautela assustada, tentando falar com ele, põe a mão sobre seu ombro.

- Shun... O que aconteceu, ta tudo bem?

Mas a reação do garoto é assustadoramente distante e hostil, e seus cabelos tomam a cor avermelhada da imagem de Hades que viram antes, e seus olhos tinham a profundidade e o vago desta.

- Não me toque, humano... Não percebe que está diante de um Deus?

Confuso e temendo que o amigo nunca mais voltasse a ser o mesmo de antes, Seiya não percebe a aproximação de Radamanthys, que o golpeia pelas costas, deixando-o inconsciente.

Os juizes e Pandora despertam, sem entender bem o que acontecera. Após tudo explicado, a jovem manda os três para combaterem os Cavaleiros que se aproximam. Os corpos de Seiya e Orpheu são mandados para o Cocyto, enquanto Shun, agora Hades, se desfaz de sua armadura, cobrindo-se com um majestoso manto negro, com ombreiras finas e longas, detalhadas em dourado.

Shun não é mais Shun, Seiya parece estar completamente fora de combate, os juízes estão de prontidão. No meio do caminho, dois Cavaleiros de bronze alcançam um dourado, que acabava de atravessar a Segunda Prisão, e passam a acompanhá-lo. Saori e Shaka buscam por Hades, e agora que sentiram sua presença, correm em seu encontro, enquanto Dohko está ainda em algum lugar longe de qualquer conhecido seu. E eu... estou chegando na entrada da Terceira Prisão, onde as pedras rolam pelas mãos dos luxuriosos...

Notas finais
Seiya: AH! O que aconteceu c/ o Shun?

Hyoga: Esse aí num é o Shun... O.o

Seiya: Claro q é... Num reconhece mais ñ?

Hyoga: Ñ tô falando do corpo, é do q tá nele ¬¬ Eita, o q tá havendo.

Ai... E agora? A gnt vai precisar de uma sessão de descarrego... -.-

Seiya: Sessão de q?

Haja moleque sem cultura... -.-

Ikki (chacoalhando Shun): Shun! SHUN! Responde!

Shun (muuuuuuuito sombrio): Tire suas mãos de mim, Fênix. Eu não sou seu irmão.

Ikki: Ai mer... Quem é tu? O.o

Shun: Quem vc acha... ¬¬

Ikki: Demônio! SAI DESSE CORPO Q Ñ TE PERTENCE!

Seiya:

Viu... Isso é descarrego...

Seiya: Q medo...

Ainda mais sendo o Ikki... Bom gnt... Próximo capítulo!