Notas iniciais
Certo... Depois da cena do barqueiro arrogante e asanhado levando uma bela cravada de garras no queixo...

Hyoga: Muito merecido, por sinal u.u

Er... Isso... =P Voltemos ao q está acontecendo pelas prisões afora! Vamos conhecer a segunda prisão do submundo, lá onde um bichinho muito fofo gosta de brincar c/ os espíritos dos mortos...

O monstro que devora os avarentos:


No caminho percorrido agora por Seiya e Shun a chuva cai fina e fria, gelando a pele, os ossos, a alma. Um gigantesco templo egípcio surge à frente dos rapazes, era como se o tivessem esculpido na própria montanha de pedra da região, a Segunda Prisão. Por dentro, era como os templos normais, com ladrilhos de pedra e pilares, completamente revestidos de hieróglifos, alguns tombados ao chão.

O cheiro ali, porém, era difícil de se suportar, forte e rançoso. Ouvem um barulho, escondendo-se por detrás das pilastras caídas para observar. Um cão monstruoso, com mais de três metros de altura, três cabeças, presas afiadas e olhos amarelos faiscantes devorava os mortos que passavam por ali.

Shun pensa em passar o mais discretamente possível para não serem percebidos, mas é em vão, e o monstro engole Seiya num só bote. Ele logo o cospe de volta, envolto na grossa e volumosa saliva, Andrômeda corre para perto do amigo.

O guardião da Segunda Prisão se apresenta, jovem, andrógeno, cabelos lisos e pretos, até os ombros, com um corte egípcio como o estilo de sua Surplice. Olhos cor de mel, corpo esguio e não muito alto, usava braceletes e trazia uma estranha harpa que tinha de segurar com ambas as mãos, na tiara, uma serpente, nas costas, asas de esfinge, nos lábios, um sorriso.

- Parece que ele não gostou da comida... Sua carne é fresca demais para quem está acostumado a devorar os mortos.

- Quem é você? – pergunta Shun.

- Eu sou Faraó de Esfinge, guardião desta Segunda Prisão, para onde vêm os avarentos. Eles são eternamente devorados pelo cão de guarda do Inferno, Cérberos.

Faraó manda o gigantesco animal ao ataque, esperando que ele acabasse de vez com os dois, mas Shun o afasta habilmente com a \"Defesa Circular\". Cérberos parte para cima de Seiya, abocanhando-o novamente. Ele desaparece, seu elmo cai ao chão, ensangüentado, diante dos olhos de Shun, que já com os olhos cheios d\'água, sente um aperto no peito pelo amigo.

Entre os dentes fortemente cerrados do Cão do inferno um brilho azulado se propaga, e algo força a bocarra a se abrir.

- Eu não vou morrer na boca de um monstro qualquer. AAAAAH!

Um soco e os dentes são feitos em pedaços, a cabeça cai. As outras duas avançam uma vez mais para Shun, que parecia distraído, mas ele salta rapidamente e lança suas correntes, envolvendo-as.

- GRANDE CAPTURA!

As cabeças se enroscam e são esmagadas, até não suportarem mais a pressão, tombando pesadamente. Faraó se espanta com a habilidade daqueles Cavaleiros de bronze, que acabaram de destruir se querido companheiro.

- Não se preocupe. – diz Shun – Eu não o matei, ele só está desmaiado. É preciso um ataque mais direto. Faraó levanta sua harpa, elevando seu cosmo, todo o local toma um tenebroso ar púrpura e pesado, as ondas sonoras dançam na cor do cosmo do espectro, paralisando os Cavaleiros, dando uma sensação de desespero tal qual a que Shun sentira na batalha contra Sorento. O som é da mesma natureza, mas pesado e agonizante. A técnica, porém, é anulada repentinamente por um doce som que invade a sala, o som de uma lira.

Um guerreiro está de pé sobre um dos pilares caídos. Não parecia um espectro, com uma armadura clara e brilhante como a prata. Seus cabelos e olhos são azuis, claros como o céu, e as mechas onduladas caíam-lhe no rosto. O espectro o chama por um nome bastante conhecido entre os Cavaleiros: Orpheu, o Cavaleiro prateado de Lira, um guerreiro do nível dos Cavaleiros dourados e que foi tido como morto após seu desaparecimento. Isso ocorrera há anos, mas ele jamais foi esquecido, era um verdadeiro Cavaleiro lendário. Dizem que sua música acalmava o coração de qualquer humano, e era muito apreciada pelo Grande Mestre e pelos Cavaleiros de ouro.

- Então é aqui que esteve todo esse tempo... – diz Shun, mais para si. Orpheu mantinha-se calado, e foi Faraó quem respondeu por ele.

- Porém, Orpheu não está morto, como vocês pensam. Ele veio ao Submundo por conta própria, e por sua vontade está servindo a Hades.

Era impossível acreditar que um guerreiro tão poderoso, que a vida toda lutou por Atena, estivesse voluntariamente como servo de Hades. Realmente, o próprio Orpheu oferecia-se para lutar contra os dois, mas foi impedido pelo guardião da Segunda Prisão, que voltou a tocar tenebrosamente sua harpa. A imobilidade volta aos corpos dos jovens guerreiros, o coração de Seiya dói.

- Agora seu coração será posto na balança da Justiça. Somente se ele se equilibrar com a pluma de Maat você será considerado um ser bom, se não, seu corpo e sua alma serão destruídos. \"Balança de Maldição!\"

Mesmo a Nebulosa de Andrômeda, estendida sob seus pés, não pôde protegê-los da música mortal, e os meteoros de Seiya são inúteis. O coração parece querer sair do peito de Pégaso, a dor é insuportável. Shun não tem reação, em meio à agonia de ver seu amigo sofrer sem poder fazer Orpheu volta a tocar sua Lira, barrando mais uma vez o poder de Faraó, o coração de Seiya volta ao seu lugar de origem. Ele reafirma querer destruir os Cavaleiros, elevando perigosamente seu cosmo e utilizando sua técnica. O \"Acorde Noturno\" derruba a ambos imediatamente, disparando raios que se erguem do chão aos pés dos rapazes. Toma os corpos nos ombros, afirmando que ele mesmo daria um fim nos dois, e os leva para longe dali.

Notas finais
Vixe! Aí está um Cavaleiro de Prata c/ o poder de u de Ouro. E eles tá contra os garotos! OU será q naum? Afinal de contas, o q foi mesmo q aconteceu c/ ele? Lembrem-se no próximo capítulo xD