Notas iniciais
Bem, assim como o capítulo anterior, esse vai ser bem longo, isso pq o anterior tinha eu, e, é claro, é mais fácil falar de detalhas qdo é comigo XD Nesse a coisa é bem parecida, mas é a vez de um certo amigo meu lutar contra um certo marina, q um dia teve uma certa importância em nossas vidas. Bom... Se ficou confuso, vamos ler e lembrar sobre o q é q eu tô falando XD

O Pilar do Oceano Ártico:


Corria apressadamente para o Pilar do Ártico. Com lágrimas ainda nos olhos, prometia à alma de seu mestre que, dali em diante, manteria a frieza em combate, fosse o inimigo quem fosse. Ele chega ao pilar, cristais de gelo pairam no ar, o clima é frio, e o cosmo que preenche o local não lhe é estranho. O General Marina se põe diante de Hyoga, de forma altiva, chama o Cavaleiro pelo nome como se o conhecesse.

- Hyoga... Não esperava revê-lo vivo. A armadura de Cisne fica bem em você...

- O que...? Quem é você?

- Já esqueceu a pessoa que lhe salvou a vida, Hyoga?

Ele tira o capacete, sua imagem se reflete nos olhos de Hyoga, surpreso em ver aquele rosto. Os cabelos ondulados, no mesmo tom esverdeado de seus olhos, caiam-lhe até pouco abaixo dos ombros. O olhar mantinha-se sério, fixado no Cavaleiro de Atena, que ainda não refeito da revelação pronuncia com voz espantada o nome do amigo que pensava estar morto: \"Isaak!\". As lembranças daquele dia em que amigo o salvou se reavivam em sua mente, e o rapaz não consegue conter as lágrimas, ajoelhando-se diante de Isaak.

- Isaak... Não tenho como me desculpar pelo que aconteceu...

- Hyoga... – ele se abaixa até o Cavaleiro, pousando uma das mãos sobre seu ombro. Sua face agora é calma.

Num segundo um chute lança Hyoga a metros de distância, e Isaak volta a ter uma expressão severa.

- O que está pensando, Hyoga? Isso é uma guerra, eu sou um General do reino de Poseidon, protetor do pilar do oceano Ártico, Isaak de Kraken!

- Mas... Nós treinávamos juntos, e você era nobre e digno. Era você quem deveria vestir a armadura do Cisne. Por que se tornou um Marina?

Isaak sempre tivera o coração cheio de ideais justos, seu maior objetivo era se tornar igual ao nosso mestre, Camus, seguir seus passos como Cavaleiro. Mas ele não era o mesmo Isaak de antes, estava completamente diferente. Uma enorme cicatriz abria-se no lugar de seu olho esquerdo, e se estendia pela face, até o queixo. Hyoga percebe, então, uma das conseqüências do sacrifício do amigo que, como ele mesmo admitira, não devia ter sobrevivido.

Certo dia, quando eu já havia partido da Sibéria, Isaak lhe contou sobre a lenda de Kraken, um monstro marinho em forma de lula gigante que atacava os navios que passavam pelo mar glacial, sem deixar sobreviventes. Diziam que era impiedoso, mas que nunca atacava embarcações onde houvesse inocentes. Isaak seguia os passos do monstro lendário, afirmando que todo Cavaleiro deveria manter a paz na Terra sendo impiedoso diante do mal. Se soubesse o porque de seu amigo querer se tornar Cavaleiro, com certeza ficaria furioso.

Foi o que houve, Isaak feriu Hyoga com inúmeros golpes, indignado com o desejo do companheiro em se tornar forte para resgatar o corpo da mãe do fundo do mar glacial. Ninguém jamais deveria querer se tornar Cavaleiro por um motivo pessoal. O último golpe atinge a parede de gelo eterno atrás de Hyoga, abrindo uma cratera do tamanho que seria necessária para chegar à água do mar, debaixo de dezenas de metros de gelo, mostrando ao jovem que tal façanha era possível, se ele conseguisse a força de um Cavaleiro. Isaak dá-lhe as costas, advertindo o amigo sobre a forte corrente que mudava abruptamente nos mares da região.

Finalmente, depois de seis anos de treino, Hyoga consegue destruir a barreira de gelo e mergulhar no oceano Ártico para rever o rosto de sua mãe. Mas a corrente o pega desprevenido, arrastando-o. Isaak sente a demora do rapaz e descobre o buraco feito por ele na crosta de gelo. Percebendo que devia ter sido pego pela corrente, mergulha em busca do amigo, encontrando-o preso às amarras do navio, ainda tentando chegar perto da mãe, mesmo que inconsciente. \"Hyoga, se tivesse essa mesma determinação para a justiça, seria um Cavaleiro excepcional.\". Ele o tira do barco e tenta trazê-lo de volta à superfície, mas a correnteza muda mais uma vez, arrastando os dois. É nesse momento que o rapaz fere o olho esquerdo numa das pontas do gelo, perdendo a visão. Vendo que não conseguiriam sair ambos de lá, e já estando muito longe da primeira fenda aberta, Isaak abre uma nova passagem com os punhos, por onde atira Hyoga, mas ele já está sem forças, e a correnteza o leva para longe.

Ele pensa ser seu fim, mas algo surge diante dele. \"Kraken?\" Ele é salvo por Poseidon, e feito General Marina. No início, sente-se mal por saber que seria inimigo dos Cavaleiros, não sabe que caminho seguir. Mas quando recebe a notícia de que os Cavaleiros de bronze começaram batalhas épicas contra o Santuário e matavam até os Cavaleiros de ouro, Isaak passa a acreditar nos ideais de Poseidon, tomando os Cavaleiros como assassinos impiedosos.

Hyoga sente-se culpado pelo que acontecera com o amigo, também não é capaz de atacá-lo, devia-lhe a vida.

- Isaak, se isso for suficiente para pagar seu sacrifício... Pode me tirar a visão de um dos olhos!

- Como quiser, Hyoga...

Ele ataca, sem que haja reação, e o sangue logo escorre no lado esquerdo do rosto do Cavaleiro de bronze.

- Ah... Isaak, você só conseguiu ferir minha pálpebra... Mas eu ainda posso enxergar.

- Isso não importa, já que vou matá-lo. Depois disso Poseidon poderá salvar a Terra...

- Do que está falando? Ele a está destruindo!

- Esse é o único modo. Para construir um mundo melhor, Poseidon terá de começar do zero, a Terra será um lugar muito mais belo que na mitologia.

Kraken ataca com um frio poderosíssimo, levando o Cisne ao chão. Mas ele se levanta, mesmo que extremamente ferido.

- Isaak... Então esse é o seu poder...? Mas a verdadeira força só serve à justiça. Eu não posso ser derrotado por você porque seu cosmo está podre!

- Como é? Meu cosmo está podre?

- Sim. Sua aliança com Poseidon e seus planos mancharam seu cosmo, você jamais poderá vencer um Cavaleiro de Atena.

Hyoga finalmente percebera, ele não podia desistir de sua vida, mesmo que para se desculpar pelo sacrifício do amigo, pois o destino da Terra estava também em suas mãos. Mas suas palavras parecem enfurecer o Marina.

- Eu não preciso ouvir lições de moral de um garoto que ainda está choramingando pela morte da mamãe!

Hyoga ainda tenta fazê-lo parar, mas o General lança-lhe seu mais poderoso golpe. A imagem de Kraken surge atrás de Isaak,e um poderoso ar frio é liberado, a \"Aurora Boreal\" atinge em cheio o Cavaleiro. Mas parece que o adversário não é tão frio como dizia ser, chega perto de Hyoga, caído, com os pensamentos perdidos. \"Será que precisávamos chegar a tanto?\".

- Hyoga!

Kiki chegava ao pilar. Logo atrás, eu o acompanhava, ainda sem muitas forças. Shun e Seiya haviam se levantado e seguido caminho. O Marina se vira para nossa direção, aquele rosto era para mim como o de um irmão... Mas me paralisei ao vê-lo vivo e diante de Hyoga, sem movimentos. O Isaak que eu conhecia jamais agiria de tal forma.

- Isaak...? Está vivo?

- Nala... Não queria acreditar que até mesmo a Amazona lendária estaria aliada aos Cavaleiros de bronze... Mas vejo que é verdade...

- O que... O que fez com Hyoga?

- Ele está morto...

- Não... Você não faria isso... – meus olhos transbordaram de lágrimas – Por que? O que deu em você? Não é o Isaak que eu conheço!

- Tem razão... Não sou. Agora entreguem essa armadura!

- Nunca! Terá que passar por cima de mim!

- Você é quem sabe. Mas está ferida demais. \"AURORA BOREAL!\"

Ele tinha razão, eu não pude suportar seu golpe. Avançou para Kiki, exigindo que entregasse a armadura para que ele pudesse destruí-la.

- Não! Ela é muito preciosa... Você só os venceu porque estavam muito feridos! – o menino levita as pedras a sua volta, mas elas instantaneamente congelam e são voltadas contra ele, soterrando-o.

Kraken puxa a urna pela alça, mas o garoto ainda a segura pelo outro lado. Agarrando-se a caixa, recebe em seu corpo todos os golpes de Isaak, capazes de destroçá-lo. Levantei-me, indignada com aquela cena.

- Chega, Isaak! Como pode usar sua força contra uma criança?

Suas mãos prendem meu pescoço e seu olhar é aterrorizante.

- Saia da minha frente, Nala...!

- Tire as mãos de cima dela, Isaak!

Diante da voz de Hyoga, que acabara de se levantar, Isaak me solta, deixando-me cair de joelhos, apoiando-me ao chão com as mãos e o olhar assustado, vendo o Cisne avançar sem dizer uma palavra, tomar o pequeno em seus braços e deitá-lo no chão, com um sorriso amigável.

- Eu não soltei a caixa, Hyoga... Nem por um segundo.

- Eu sei, mas agora descanse, eu enfrentarei Isaak.

- Você vai me enfrentar...?

- Isaak, um dia você me censurou por dizer que eu queria me tornar Cavaleiro por motivos pessoais, e que um Cavaleiro descente não faria isso. Mas então quando você me salvou, também não agiu por motivo pessoal? Mas por mais importante que seja o motivo, não posso deixar o Planeta nas mãos de Poseidon. Pelo bem da maioria, meu dever é te matar.

- E você se julga capaz disso?

Ele olha para mim, percebendo meu olhar preocupado, e as marcas das mãos de Isaak em meu pescoço. Seus olhos se estreitam. A temperatura diminui bruscamente, surpreendendo até mesmo o Marina.

- Você mexeu onde não devia, Isaak...! Vou provar que posso vencê-lo, com os ensinamentos de nosso mestre, eliminarei o adversário com frieza.

O \"Pó de Diamante\" derruba o inimigo, que ao se levantar pode ver, por um instante, a imagem de nosso mestre atrás de Hyoga. Ele o protegia, mesmo depois de sua morte. Mais uma vez, o Cisne atinge Kraken. \"Esse golpe é o castigo de nosso mestre!\". Mas ele não parece ter se ferido muito.

- Não me faça rir... Que castigo é esse? Camus nos ensinou a ser impassíveis diante do inimigo, mas no fim nem ele o foi. Se alguém como ele foi vencido por você, então não é mais meu mestre!

- Como pode dizer uma coisa dessas?

- Você se diz impassível, mas não quer atingir nenhum de meus pontos vitais! Matarei você, e Nala depois! \"AURORA BOREAL!\"

Eu estava tensa, sem poder interferir, tinha que confiar em Hyoga. Mas ele não foi atingido pelo golpe, segurou-o com as mãos. Sua armadura tomou o brilho dourado conferido pelo sangue dos Cavaleiros de ouro. Mas o impacto do golpe abriu seu ferimento no pescoço, e o sangue escorreu-lhe pelas costas.

- Você não vai encostar nela, Isaak... – ele estava quase ao meu lado, arrastado pelo golpe.

- Então... Você ainda a ama, não é, Hyoga?

Meu estômago gelou, e rapidamente voltei meu olhar para Hyoga, vendo-o erguer a cabeça, ainda que com o rosto corado.

- Você sabe a resposta...

Mais uma vez ele tenta fazer o inimigo enxergar a realidade, mais uma vez aquele que já fora nosso amigo recusa-se, afirmando que o mataria. Não há outra saída, a não ser feri-lo mortalmente. Ele une as mãos acima da cabeça.

- Hã... Que posição é essa? Não pode ser... É a postura do golpe supremo do mestre Camus! Ficou louco? Esse golpe nem é seu! Você não pode vencer... \"AURORA BOREAL!\"

- Me perdoe, Isaak... \"EXECUÇÃO AURORA!\"

Isaak cai, completamente vencido. Eu sabia que era inevitável, mas as lágrimas ainda escorreram pelo meu rosto, e eu baixei a cabeça.

- Que golpe magnífico, Hyoga, você se tornou mesmo forte. Acho que eu cometi um erro grave, não é? Espero que nosso mestre possa me perdoar. – e olhando para mim, com ar ressentido – Me desculpe, Nala.

Tomei sua mão nas minhas, sorrindo entre lágrimas, vendo novamente um irmão à minha frente. Hyoga toma a Tonfá da armadura de Libra e a usa para derrubar o pilar, reanimando Kiki logo em seguida. Mas Isaak, depois de tornar-se novamente nosso amigo, ainda tem uma revelação que nos ajudaria.

- Hyoga, um último conselho de amigo... Não é Poseidon quem é realmente perigoso...

- O que quer dizer com isso? – pergunto surpresa.

- Quem realmente preparou todos esses confrontos, vocês o conhecem...

- O que? – ao ouvir o nome daquele homem, Hyoga se exalta de forma inesperada. – Mas se for verdade, tudo isso foi só com intuito de nos eliminar!

Isaak está morto, até a chuva salgada parece ajudar a entristecer o momento. Era preciso ajudar os outros, ou seria perigoso se eles fossem até o templo de Poseidon. Mas o ferimento de Hyoga está sangrando cada vez mais, e ele não conseguiria continuar. Com a faixa do cinturão de minha armadura amarro seu pescoço, impedindo que o sangue escorra. Na tentativa de que ele coagulasse mais rápido, diminuo a temperatura no local.

- Vamos, Hyoga, eu te ajudo...

- Não quero te atrapalhar, vá na frente.

- Não diga besteiras, Hyoga, não vou deixar você aqui. Shun e Seiya já foram adiante, e eu posso sentir o cosmo de Ikki também. Eles darão conta dos últimos pilares, mas Seiya estava indo para o templo de Poseidon. Se você não vir, vou enfrentar Poseidon sozinha.

- Ficou maluca?

- Então me deixa te ajudar... – disse seriamente.

Ele finalmente aceita, eu o ajudo a se levantar e seguimos juntos em direção ao templo de Poseidon.


Continua...

Notas finais
Shun: Nooooossa! Nossa, nossa, nossa. Eu ouvi isso?

Hyoga: Shun... Esse ñ foi um capítulo lá muito feliz... Ç_Ç

Shun: Mas... Mas ele sabia, né? O Isaak?

Seiya (entra c/ um enorme cachorro quente, de boca cheia): Sabia o q?

Ikki: Pega o bonde andando e quer sentar na janelinha... ¬¬

Seiya: O q vcs têm contra mim, heim?

Todos: Tudo!

Seiya:

Shun: Voltando ao assunto... O Issak sabia, né, Hyoga?

Hyoga (vermelho): Sabia... O q...?

Shiryu: Ñ disfarça, vai... Conta aí.

Nala (vermelha): Gente... Vamo deixar esse assunto de lado?

Shiryu: Ah, mas agora eu quero saber.

Hyoga: Hei, vc ñ tem moral p/ exigir saber dessas coisas...

Ikki: Nisso ele tem razão...

Shiryu: Como assim? Eu... Eu... Admito o q sinto, só ñ consegui dizer ainda...

Hyoga: Então tamos quites.

Shun: Vc admite?

Hyoga (pimentão): HEIM? Er... Eu... Tá quente aki, vou tomar um ar. (sai)

Shun: Peraí! (olha p/ Nala, estática e vermelha q nem tomate) Nala... Nala... Vc tá bem?

Nala:... Próximo... Capítulo, né...?