Notas iniciais
Opa... Eu me enganei, disse q faltavam dois capítulos, mas esse aki é o ultimo! Enfim... Vamos a ele!

Novos amigos:


Eu decidira viver com os Cavaleiros de bronze. Ikki era o único que não vivia conosco, ele sempre foi um verdadeiro lobo solitário, nunca sabíamos onde estava. Agora eu podia estar novamente perto do meu amigo Hyoga, além de ter ganhado outros quatro companheiros. Eu sabia que podia confiar em todos, e fui me acostumando ao jeito de cada um. Vivíamos numa casa perto da mata, fora de Tóquio, com três quartos (um para Hyoga e Shun, outro para Seiya e Shiryu, e o terceiro para mim) e uma agradável varanda, com bancos e rede.

Hyoga, aparentemente muito frio, principalmente durante uma luta, mesclava a racionalidade a um espírito amigo, atencioso, dedicado e sempre preocupado com os outros. No fundo, era muito emotivo e alegre.

Shiryu, sempre muito sério, também era capaz de tudo pelos amigos, afinal, já até rasgara os olhos para salvá-los, agora milagrosamente curados. Estava sempre disposto a conversar e dar conselhos, e esses ele tinha muito bons. Era algo que trouxera dos ensinamentos do Mestre Ancião, que contava tantas histórias, que mais parecia um infindável livro. Mas, em grande parte do tempo, estava na China, ia visitar o mestre, treinar, mas o que queria mesmo, era estar perto de Shunrey.

Shun é o garoto mais calmo que já conheci, sempre tivemos uma grande amizade e conversávamos muito. Sempre entendia os sentimentos dos outros, antes mesmo da própria pessoa, como desconfiou de mim quando me referi a Hyoga na Batalha das Doze Casas. Era também muito preocupado com os amigos. Mas a maior felicidade dele era quando recebia cartas de June, e se corava quando perguntávamos quem a enviara, ou para quem eram as que estava mandando. Perguntávamos mesmo para ver seu sorrisinho bobo.

Seiya com certeza era o mais enérgico dali. Vivia a fazer piadas e malabarismos pela casa, não era incomum quebrar um prato ou copo. Cheio de brincadeiras, ninguém conseguia ficar perto dele sem dar boas gargalhadas. Tirava sarro de todos, e eu me fingia de irritada, só por diversão. Mas qual não foi nossa surpresa quando, certa noite, o vimos com rosto angelical a olhar as estrelas e soltar um \"O que será que a Saori ta fazendo numa hora dessas...?\".

De qualquer forma, minha maior proximidade era com Hyoga, por algum motivo eu me sentia melhor quando estava perto dele. Quando conversávamos, passeávamos pela mata ou sentávamos lado a lado na grade da sacada só para olhar a paisagem. Viver entre amigos como estes era como se trouxessem de volta a minha família. Eram como meus irmãos. Mas as coisas ainda se complicariam para nós. Novas batalhas estavam para explodir em breve.

Estávamos sem nossas armaduras, elas haviam sido mandadas para Mu, pois foram estraçalhadas na Batalha das Doze Casas. Não estavam apenas danificadas, estavam mortas, e apenas sangue de Cavaleiro poderia salvá-las. Vendo isso, os Cavaleiros de ouro resolveram se unir e usar seu sangue para revivê-las. Milo deu seu sangue para minha armadura, Mu para a de Hyoga, Shaka para a de Shun, Mestre Ancião para a de Shiryu e Aiolia para a de Seiya. Mu então começou a recuperação.

Após algum tempo, as novas armaduras nos foram entregues. Estavam muito mais resistentes, e a forma mudara bastante, ganhando uma dinâmica completamente nova. Quem as trazia era Kiki, o discípulo de Mu que, como ele, possuía poderes de telecinese e podia se teletransportar, mesmo com outras pessoas ou as armaduras, apesar dos seus poucos nove anos.

- Mas que maravilha! Elas têm um brilho que nunca vi antes! – eu estava realmente surpreendida.

- Com essas armaduras tenho certeza de que estaremos muito mais protegidos! – afirma Hyoga, sorrindo.

- A técnica de reparação de Mu é mesmo surpreendente! – diz Seiya, ainda estonteado com o brilho de sua armadura.

- Devemos agradecer a Mu e aos Cavaleiros de ouro, por terem ajudado a trazê-las de volta a vida. – diz Shun.

- Com certeza, – concorda Shiryu – graças a eles, poderemos continuar nossa missão como Cavaleiros de Atena.

Era tudo novo, os capacetes não cobriam toda a cabeça, mas faziam sua volta, os cinturões também não tinham a saia típica das armaduras gregas. Porém, em hipótese alguma essas mudanças prejudicavam a função de defesa, na verdade, a armadura era quase tão resistente quanto as de ouro. Isso porque foram restauradas com o sangue dos Cavaleiros dourados. Além disso, a nova dinâmica deixava as vestimentas muito mais leves do que as antigas, sem contar que a proteção era maior para os punhos, ombros, peito e pernas. Estávamos realmente equipados para qualquer desafio que viéssemos a enfrentar, e estes com certeza viriam.

FIM... Por enquanto!

Notas finais
Bom! Aí está o fim do primeiro livro da série "Além da Coragem" Espero q tenham gostado e q acompanhem o próximo!!!

Além da Coragem - Livro I - A Lenda, a Infante e os Doze Sígnos - Mundo dos Homens ---> FIM

Vem aí, o próximo livro, as sagas de Asgard e Poseidon!!!

Além da Coragem - Livro II - Neve, Oceano e Utopia - Mundo de Sonhos ---> NÃO PERCAM!!! XD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!