Além da Coragem - Livro 1
29 Capítulo 29
Notas iniciais
A casa de Sagitário:
Seiya e Shiryu sobem as escadas rumo à nona casa. Lá embaixo, onde se encontra Saori, os outros cinco Cavaleiros de bronze que também participaram da Guerra Galáctica, vieram para ajudar a protegê-la. Tatsumi, seu mordomo e protetor, pergunta por um dos rapazes, que ele havia mandado para o jato com o qual Saori viera ao Santuário. Logo o homem esperado chega, trazendo o báculo de Saori, Tatsumi o põe nas mãos da jovem. Como que se comunicando, o cetro brilha, e atrai para perto a armadura dourada de Sagitário, mas ela não fica por muito tempo, desaparece logo depois como uma estrela subindo ao céu.
Das escadarias entre Escorpião e Sagitário, Seiya e Shiryu vêem um brilho no céu, que desaparece na casa zodiacal à frente.
- Veja Shiryu! O que é aquilo?
- Parece uma estrela cadente, e desapareceu na casa de Sagitário!
Chegando à nona casa eles encontram, no pátio central, a armadura de Sagitário. \"Então foi ela que vimos descer aqui como um raio!\" pensam. Mas há algo estranho neste lugar: a casa não tem saída em lado nenhum. Seiya está passando pela frente da armadura quando algo ainda mais estranho acontece: ela segue os passos do Cavaleiro, de modo a manter a flecha dourada sempre apontada para ele. O garoto está espantado, tanto quanto Shiryu e, de repente, a flecha é liberada. Quase atinge o coração do Pégaso, mas fica cravada na parede, entre o seu peito e o braço esquerdo.
- Mas o que aconteceu? Até hoje esta armadura só quis me proteger! Porque agora ela me ataca?
- Não fique aí parado Seiya! – grita Shiryu, ao mesmo tempo em que um brilho dourado surge da parede onde a flecha estava.
Numa fração de segundo, Seiya salta para o lado e um pedaço da camada superficial da parede se desprende numa pequena explosão. Sob ela estão palavras escritas em grego, as quais Seiya traduz: \"Aos Cavaleiros que aqui chegarem, eu lhes confio Atena. Aiolos\".
- É o testamento de Aiolos! – afirma uma voz, na entrada do salão.
Hyoga, que acabara de chegar da casa anterior, ouvira a tradução de seu amigo. Shun havia acordado, com o barulho das pedras desprendendo-se da parede. Shiryu se lembra de um provérbio chinês, dito a ele por seu mestre: \"Confiar o filho a um estranho antes de partir\". Ele explica:
- Um homem prestes a morrer é capaz de deixar aquilo que lhe é mais valioso a um homem em quem deposita sua confiança.
- Então Aiolos está nos confiando o que tinha de mais importante, Atena! – diz Seiya.
- E ele nem sabia quando viríamos... Ou mesmo se viríamos. – diz Hyoga. – Ele nos esperou por todos esses anos.
- Aiolos nos reconheceu como homens de verdade! – conclui Shun.
Lágrimas escorriam pelos rostos dos quatro rapazes. Era uma emoção que eles não conseguiam controlar, e que renovava suas forças para continuar a jornada das Doze Casas. Outra pequena explosão abriu caminho para as escadarias que levariam ao próximo templo. Naquele momento, fitando o horizonte onde o sol se punha, eles todos juraram ao espírito de Aiolos que protegeriam Atena com suas vidas.
Antes de continuarem o caminho, porém, havia algo mais que os preocupava. Seiya se vira para Hyoga, perguntando:
- E a Amazona? Ela estava lutando contra Milo, em Escorpião.
- Sim. Parece que a luta foi terrível e, de acordo com o Cavaleiro de Escorpião, ele foi vencido, que sobreviveu graças à armadura de ouro. Mas a garota foi gravemente ferida. Ao que parece, ela conseguiu fazê-lo acreditar em nós, e ele tentará salvá-la, mas acho que ela não poderá continuar lutando ao nosso lado.
- É realmente uma garota de muita coragem. – diz Shiryu. – De onde será que vem toda essa força e coragem...?
Eles seguem para a casa seguinte, Capricórnio, mas Hyoga se detém, olhando para o pulso e, só então, percebendo o amuleto deixado por mim. Ele olha para traz por um momento, com olhar preocupado, e continua o caminho.
Continua...
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