Além da Coragem - Livro 1
17 Capítulo 16
Notas iniciais
A identidade de Saori. Como ser respeitada?
Os Cavaleiros chegam ao Coliseu de Graad, encontrando-o em pedaços. Outros Cavaleiros de prata estiveram por lá quando estava vazio, e destruíram o lugar. Saori está à espera e, quando os ouve dizer que a armadura é falsa, resolve abrir o jogo: Ela é a reencarnação de Atena, fora salva por Aiolos de Sagitário de ser morta pelo Grande Mestre. O Cavaleiro morreu após deixá-la ainda bebê e a armadura com o velho Mitsumassa Kido. Este, temendo que descobrissem a menina e a armadura, mudou a forma desta, e disse tê-la adquirido em um antiquário europeu. Achando que era tudo invenção, os quatro deixam a armadura e vão embora. Saori tenta trazê-los de volta:
- Eu não vou aceitar isso, vocês não podem ir, são eleitos da cavalaria.
Eu estava à espreita e não agüentei, tive de tomar partido:
- Não grite tanto, só vai gastar garganta...
-Quem é você, o que faz aqui?
- Não interessa quem sou, e o que faço aqui é tentar abrir seus olhos. Acha que está agindo como uma Deusa? Você ainda age como uma rica senhorita que foi mimada a vida toda.
- Como se atreve a falar assim comigo? Eu não vou permitir...
- E é por isso que nunca vai ter apoio desses Cavaleiros!
- O que está dizendo?
- Está disposta a me ouvir? Tudo bem, eu digo que você devia se por no lugar deles, se imaginar uma criança sozinha no mundo, humilhada pela garotinha mimada que você sempre foi, com o perdão da palavra. Obrigado a treinar para ganhar uma armadura sagrada da qual nem conhecia a verdadeira importância. Depois ser exposto a lutas na frente de todo o mundo, arriscar a vida por uma armadura que descobriram ser falsa, ou pelo menos é o que acham, e ainda por cima descobrir que aquela a quem devem defender é a mesma pessoa que os humilhou a vida toda. Você deve convir que não é nada fácil, e que vai ter que mudar muito para ter a chance de ser respeitada por eles.
Houve alguns segundos de silêncio, Saori mantinha a cabeça baixa. Depois, finalmente solta um suspiro.
- Talvez tenha razão. – Mas quando se ergue novamente, eu já não estava mais lá.
Continua...
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