Além Do Bem E Do Mal

8 Capítulo 8 - PRIMEIRAS LIÇÕES


Notas iniciais
Oi meninas!!
Tinha planejado postar amanhã, mas o capítulo ficou pronto e não vi por que esperar.
Espero que gostem da Bella dando uma de professora. KKKKKKKKKKKK
Beijão enorme pra todas que leram e comentaram!!
P.S: O próximo post será apenas no domingo que vem. É que acabaram meus capítulos já escritos. Agora vai ser semanal mesmo!!!

CAPÍTULO 8 – PRIMEIRAS LIÇÕES

"Que nada nos limite...
Que nada nos defina...
Que nada nos sujeite...
Que a liberdade
seja a nossa própria substância."

Simone Beauvoir

Bella abriu a porta de seu quarto e se assustou ao ver Preston sentado em sua cama com cara de poucos amigos.

Vampiros e seus poderes...”

Lembrou-se do aviso de Edward.

- O que você está fazendo aqui? Quem te deixou entrar? – Perguntou irritada.

- Esqueceu que sou do FBI, Bella? Posso tudo.

- Pode uma ova! Quer, por favor, sair daqui! Se precisa falar comigo, me espera lá embaixo. Vou tomar um banho e depois desço.

- Não vou sair não! Você vai me explicar direitinho o que está acontecendo. AGORA! – Ele parecia meio exaltado, mas Bella não se intimidou.

- EU NÃO DEVO EXPLICAÇÕES NEM A VOCÊ NEM AO FBI. SE NÃO SE LEMBRA, FUI DEMITIDA!

- Bella, por acaso você está tentando resolver isso sozinha para ter seu cargo de volta? Se for isso, esse é o ato mais irresponsável que eu já vi na vida! Esse cara é um assassino e você está correndo perigo se envolvendo com ele dessa forma. Deixe isso com a gente. Aceite que está fora do caso! – Preston abaixou o tom da conversa.

- Eu não estou fazendo investigação nenhuma. Pelo amor de Deus, o que deu em você e no Will? Parem de se meter na minha vida! Eu sei o que estou fazendo. São questões pessoais, coisa minha!

- Bella, nós nos preocupamos com você, a gente...

- PRESTON, EU TENHO VINTE E SETE ANOS E NÃO PRECISO DE NINGUÉM SE PREOCUPANDO COMIGO. VOCÊ CHEGOU ATRASADO. JÁ SE FOI O TEMPO QUE EU PEDIA DESESPERADAMENTE AO “PAPAI DO CÉU” QUE ALGUÉM QUISESSE CUIDAR DE MIM, QUE VIESSE ME TIRAR DAQUELE MALDITO ABRIGO ONDE FUI CRIADA. AGORA EU SOU ADULTA. ADQUIRI A DURAS PENAS O DIREITO DE SER DONA DO MEU NARIZ E DECIDIR SOZINHA COM QUEM DEVO ANDAR. EDWARD CULLEN É MEU AMIGO E, A MENOS QUE TENHAM UM MANDADO DE PRISÃO PARA ELE OU PARA MIM, NADA ME IMPEDIRÁ DE CONTINUAR ME ENCONTRANDO COM ELE!!

Bella colocou para fora tudo o que estava entalado em sua garganta. Já não aguentava mais dar explicações sobre seu relacionamento com Edward para os outros. Bastava seu próprio sentimento de culpa.

- MEU DEUS, AGORA EU ESTOU COMEÇANDO A ENTENDER TUDO!!... ESTÁ APAIXONADA POR ESSE MOLEQUE PSICOPATA?... VOCÊ ENLOUQUECEU, BELLA?

- Não fale dele assim, você não o conhece! Não sabe nada da vida dele! – Bella praticamente rosnou aquelas palavras.

- E você o conhece? Passou um dia e meio ao lado dele e acha que sabe quem ele é? O que fez com seus anos de faculdade? Cadê sua psicologia? Não consegue perceber que está jogando o jogo dele? – Preston balançou a cabeça dando sinais de desânimo. – Espero não ter de recolher seu corpo um saco preto, Bella, pois é este o fim que te espera...

- Se ele é mesmo o assassino dos Gordon, duvido que vá encontrar meu cadáver. Ele é bom em esconder corpos...

Onde foi que arrumei esse humor negro?”

Bella estava assustada com o próprio comportamento.

- Você fez um juramento, Bella... Estava do lado da lei. Agora está se aliando a um assassino, escondendo informações do FBI. Como pode mudar de lado tão rápido assim?

- Quem disse que estou fazendo isso? Não é uma questão de escolher lado, Preston... Eu simplesmente estou me permitindo ser feliz pela primeira vez em muitos anos. Escolhi o lado certo para mim.

- Escolheu ele? Agora baseia suas escolhas pela qualidade do sexo? Por Deus, o garoto é menor de idade! Isso é... é... é quase pedofilia. – Ele a acusou, fazendo cara de nojo.

- ME POUPE DE SUA IRONIA E INSINUAÇÕES MALDOSAS!! SOMOS APENAS AMIGOS! ELE NÃO SE INTERESSA POR MIM DESTA FORMA... AGORA SAIA DAQUI! CHEGA, JÁ OUVI BESTEIRAS DEMAIS!

Preston saiu do quarto desconsolado e irritado.

Falar que Edward não a queria como mulher em voz alta doeu mais do que quando era apenas um pensamento em sua mente. Bella tinha dito para seu eu ex-chefe que estava se permitindo ser feliz, mais percebera que amar sem ser correspondida podia doer muito. E estava doendo... Que felicidade era essa?

Dúvidas e mais dúvidas fervilhavam em sua cabeça...

Seria a diferença de idade física entre eles que a tornava tão pouco atrativa para Edward. Seria sua aparência? Será que ele gostava mais de loiras?

Deve ser por tudo isso, sua idiota!”

Bella tomou um banho e se deitou. Aquela loucura toda a tinha deixado sem fome e tudo o que queria era dormir para ver se aquele dia acabava logo.

Ainda restava uma chance de acordar no dia seguinte e descobrir que tudo tinha sido um pesadelo...

As coisas não melhoraram muito quanto acordou na manhã seguinte. Além dos hematomas no pulso, que incomodavam um pouco, a confusão de seus pensamentos ainda tomava conta de sua cabeça.

Bella nem tinha notado que a pressão e a dor que sentiu enquanto Edward a segurava, no dia anterior, tinha sido tão forte. A adrenalina do momento a impediu de perceber a força que ele colocara nas mãos, provavelmente sem ter notado. Achou melhor colocar umas pulseiras tampando, com medo que as marcas o deixassem constrangido.

Era incrível como se importava com os sentimentos dele...

Caprichou na roupa. Como não tinha nenhuma caminhada na mata em seus planos, resolveu o velho e conhecido charme do salto alto.

http://images.bymk.com.br/Sets/Set-1156829-500.jpg?v=634283887800000000

Bella se olhou no espelho e gostou do que viu. Constatou que só tinha uma coisa a ser feita: ia deixar o destino seguir seu curso. Não iria mais embora. Se a simples presença de Edward já a deixava feliz, então teria de se contentar com isso... E no momento isso lhe parecia o suficiente.

Lá estava ele, lindo como sempre, sorrindo e esperando-a no mesmo lugar do dia anterior.

O que eu preciso além desse sorriso?...”

- Bom dia, Bella! – Ela percebeu os olhos dele percorrendo seu corpo de cima a baixo. Pela engolida seca que ele deu, podia afirmar que tinha gostado. Mas ainda assim seu olhar parecia preocupado, como se a avaliassem internamente, procurando saber se ela tinha tomado uma decisão.

- Bom dia, Edward!

- Quer que eu dê um jeito nesse pessoal do FBI?

- NÃO!! – Bella se apressou em negar, imaginando que “jeito” seria aquele. – Eles latem mais não mordem. Pode deixar que eu me entendo com eles.

- Se prefere assim... Mas se mudar de idéia é só pedir. – Edward falou sorrindo.

- Você realmente teria coragem de ma...? – Bella terminou a frase com uma expressão de indignação, ao invés de falar o resto da palavra.

- Não sei se seria necessário matar, – Edward riu – posso ser bem assustador quando quero.

- Bobo! – Bella também riu . — Quem teria medo de um rosto tão lindo quanto o seu?

- Dentro de mim vive um monstro, Bella. Nunca se esqueça disso! – Já não havia mais sorriso no rosto de Edward. Ele agora falava sério.

Um frio percorreu sua espinha. Bella sabia que não poderia simplesmente sublimar esse fato para poder viver uma vida de sonhos com Edward. Ele era um vampiro... Isso era fato!!

- Depois do café tenho uma surpresa para você. – Edward quebrou o clima tenso, voltando a sorrir.

- Surpresa? Para mim? O que é? – Bella resolveu esquecer a realidade. Sonhar era bem melhor.

- Deixa de ser curiosa e espere!

- Está bem... Mas dê pelo menos uma dica... – Ela pediu, com carinha de pidona, voltando a aproveitar a presença deliciosa de Edward.

- Às vezes você parece uma menininha de quinze anos. – Ele falou rindo.

- Quem me dera! Doze aninhos a menos eram tudo o que eu queria.

- Você é linda, Bella! Não tem nada em você que deveria ser mudado... É perfeita do jeito que é, na idade que está!

Qual era a dele, afinal? – Bella se perguntava. Como assim, uma hora dizia que seriam apenas amigos e na outra ficava fazendo galanteios pra ela? Realmente estava difícil entendê-lo.

Bella tomou o resto do café em silêncio.

Entrou no carro sem saber aonde iriam.

Edward parou na frente de um prédio novo. Parecia recém construído.

- O que tem aqui?

- Seu novo apartamento.

- O quê? – Bella surpreendeu-se enquanto subiam no elevador.

- Minha mãe decorou para alugar, mas agora vai ser seu enquanto ficar aqui.

- Edward, ficou louco? Falei que não precisava se preocupar.

- Mas eu me preocupo, Bella. É mais forte do que eu. Preciso ter certeza que está segura, que esteja confortável, que se sinta feliz...

- Posso ter tudo isso no hotel.

Edward abriu a porta e Bella ficou de queixo caído. O apartamento era pequeno, mais lindamente decorado. Tudo ali era perfeito.

- Nossa, que lindo!

- Que bom que gostou.

- Edward, já falei que...

Bella não conseguiu acompanhar o movimento de Edward, só percebeu que o dedo dele pousava levemente sobre seus lábios e que seu corpo gélido estava praticamente colado ao dela, fazendo-a tremer com a proximidade.

- Shiiii!! Não fale mais nada... Fique aqui, por mim. – Ele pediu.

Bella o encarou e mais uma vez se deslumbrou com sua beleza. Seu rosto estava a centímetros do dela. Seu olhar se voltou para a boca vermelha de Edward e ela sentiu que morreria se não o beijasse.

Parecia que o tempo tinha parado. Edward também olhava para sua boca. Ela podia sentir que ele também queria beijá-la. A atração entre eles era tão forte que parecia sair faíscas.

Seus lábios foram se aproximando. Seu coração pulava no peito.

Bella levou as mãos até o rosto dele, puxando-o para mais perto, acabando logo com a distância que a impedia de sentir o gosto daquela boca irresistível. Fechou os olhos e se entregou definitivamente ao êxtase que estava por vir.

- Bella, o que é isso? – A pergunta meio brusca de Edward a fez despencar das alturas, principalmente por senti-lo se afastando.

- Isso o quê?

- Estes machucados em seus pulsos! Foi de ontem, não foi?– Ele falou, segurando-a pelos cotovelos para que ela pudesse ver as marcas.

- Não foi nada, Edward. É que minha pele é muito branca. Por qualquer coisa eu fico com hematomas. – Bella percebeu que as pulseiras deviam ter saído do lugar quando ela tinha levantado os braços para tocá-lo.

Edward se virou de costas e levou as mãos à cabeça. Estava transtornado.

- Edward, não foi nada...

- E pensar que eu estava a ponto de cometer uma loucura, te beijando... Bella, pelo amor de Deus, isso é só um pequeno exemplo do quanto eu posso machucá-la. Nunca mais vou te tocar, eu prometo. Desculpe-me!

- Você fala como se eu fosse uma bonequinha de louça. Eu não quebro, Edward.

Ele a olhou com indignação.

- Você ainda não entendeu a dimensão do perigo que eu represento...

- O único mal que você pode fazer é ao meu coração. – Bella sussurrou, esperando logo depois de ter falado que ele não tivesse ouvido.

- Por que tinha de ser assim? – Ele perguntou, encarando-a com o olhar mais triste que Bella já tinha visto em seu rosto.

- Você se preocupa demais, Edward. Por que não relaxa e deixa as coisas simplesmente seguirem seu curso?

- Como eu queria que fosse fácil assim...

- E é, Edward. – Bella disse, aproximando-se dele novamente. — Você é que está complicando!

Edward segurou o rosto de Bella com as duas mãos e a encarou.

- Bella, você precisa entender que corre perigo estando ao meu lado. Sua vida depende do meu controle e não é certo eu me arriscar a perdê-lo.

- Quer saber, você fala demais, Edward...

Bella passou seus braços ao redor da nuca dele e colou seus lábios no dele de surpresa. Teve de ficar nas pontas dos pés para alcançá-lo.

Edward ficou estático. Naquele momento não havia melhor definição para ele do que a expressão “morto-vivo”.

Bella deixou que ele se acostumasse com o toque dela e então começou a mover-se lentamente.

A boca de Edward era diferente de tudo que já tinha experimentado em seus vinte e sete anos. Era fria, extremamente macia e deliciosamente sexy.

Lenta e carinhosamente sugou seu lábio inferior e depois os umedeceu com a ponta da língua, acompanhando seu desenho perfeito.

Edward soltou um gemido contido, demonstrando sinal de vida.

- Bella, não faz isso... – Ele sussurrou em sua boca, fazendo um apelo sofrido.

Bella aproveitou que os lábios dele tinham se separado e o invadiu com sua língua, sentindo o maravilhoso gosto dele confundir-se com o seu.

Os braços de Edward envolveram sua cintura e ele a puxou para si, erguendo-a do chão como se levantasse uma pluma.

Aquilo foi como um sinal verde. Bella intensificou o beijo, explorando sedenta aquela boca que estava levando-a a loucura.

Porém Edward não correspondia, o que deixou Bella frustrada.

- Edward, não resista, me beija! – Ela sussurrou, implorando para que ele desistisse da idéia de controlar-se.

- Mas eu estou te beijando, Bella.

- Não está não. Está?

- Não estou?

Bella se afastou um pouco, ainda em seus braços, e o encarou curiosa.

- Você já beijou na boca antes?

Edward balançou a cabeça de um lado pro outro, em negativa.

- Jura?

- Ham, ham... Tá tão ruim assim?

- Não, mas digamos que a gente pode melhorar. Senta ali no sofá? – Bella pediu, soltando-se de seus braços.

Edward ficou meio desconfiado, mas obedeceu.

Ela sabia que tinha de agir rápido, enquanto ele ainda estava sob o efeito do “quase” primeiro beijo deles.

Sentou-se em seu colo, de frente para ele, com as pernas dobradas, ladeando as coxas dele. A posição em que se encontravam era extremamente comprometedora.

- Bella, o que vo... você está fa... fazendo?

- Sentando no seu colo. Ontem você me pareceu gostar disso... – Bella suspirou profundamente quando percebeu que assim como da primeira vez, Edward estava completamente excitado. – E me parece que hoje também! – Concluiu, rebolando levemente para que o contato de seus sexos se acentuasse.

- Pelo amor de Deus, Bella, não faz isso! – Edward mordeu os lábios como se procurasse controlar-se.

- Isso? – Bella movimentou-se em círculos um pouco mais firmemente, fingindo estar confirmando que era sobre aquilo que falavam.

Edward segurou em sua cintura e a puxou para si. Parecia não ter mais forças nenhuma para impedir o que viria a seguir.

- Se você rebolar assim mais uma vez eu não respondo por mim... – Ele sussurrou, fechando os olhos enquanto suas mãos frias subiam pela base das costas de Bella, por baixo da parca.

- Eu vou fazer o que eu quiser! Você pode ter vivido mais, ser mais rápido e mais forte do que eu, mocinho, mas disso aqui eu entendo bem melhor que você. Então fica quietinho e deixa eu te ensinar a beijar. – Bella cochichou no ouvido dele, soprando o ar sutilmente, a ponto de vê-lo encolher os ombros e se retesar. O sexo de Edward parecia que ai explodir o zíper de tão duro que estava. Bella também estava tendo de se segurar muito para não atacá-lo de vez.

Antes que ele retrucasse, Bella encostou seus lábios nos dele e começou a falar baixinho.

- Abra sua boca, Edward. Só um pouquinho.

Assim que ele obedeceu sua ordem, ainda assustado, ela sugou carinhosamente sua língua. Em seguida diminuiu a pressão e começou a fazer círculos com a sua, ao redor da dele. Tudo calma e delicadamente.

Edward soltou um gemido profundo, demonstrando o quanto estava sentindo muito prazer com aquela aula particular.

Aos poucos ele foi ensaiando movimentos incertos, aprofundando e correspondendo ao beijo de Bella.

- Assim, Edward... – Bella praticamente gemeu aquelas palavras, se entregando ao êxtase que sentia.

Não demorou para que a lição fosse aprendida. O beijo se tornou urgente e intenso.

Seus corpos já se movimentavam em sincronia, procurando um maior contato cada vez mais.

Não tinha nada no mundo que a convencesse que estava fazendo algo errado. Bella tinha alcançado a plenitude da felicidade, e olha que sua alucinante função de professora não tinha nem começado.

Enquanto espalhava beijos pelo pescoço de Edward, dando chupões perto de sua orelha, pois sabia que não ficariam marcas, Bella percebeu que não estavam mais sentados. No calor do momento tinham se deitado no sofá e agora estavam lado a lado, um de frente pro outro, sem que houvesse o mínimo espaço separando-os. O desejo já a dominava por completo e, considerando a excitação e os gemidos de Edward, ele também já não comandava mais nada em sua mente.

Com perícia foi desabotoando a camisa dele, distribuindo beijos em cada centímetro de pele fria que se desnudava.

- Bella, desse jeito eu não consigo...

- Shiiiii!!

- Mas isso está saindo do meu controle... – Sua voz era quase inaudível, porém desesperada.

- E quem disse que eu te quero controlado. – Bella sussurrou, com a boca passeando por seu peito.

Edward a puxou firme, mas delicadamente, e beijou-a com se tivesse anos de experiência. O adversário estava completamente subjugado.

Aprendeu rápido, vampirinho!!

- Vai me dizer que não está gostando do que estamos fazendo? – Bella perguntou.

- Era algo assim que você estava sonhando ontem? – Ele devolveu a pergunta, com o velho sorriso presunçoso no rosto.

- OMG! Você realmente estava lá? – Bella exclamou, afundando a cara no pescoço dele de vergonha.

- Não se preocupe, tirando os gemidos e o fato de falar enquanto dorme, eu não vi nada, você estava coberta pelo edredom. Se bem que não foi difícil imaginar o que estava fazendo.

- Ah, meu Deus, que vergonha!!

- Você estava linda! Eu quase joguei tudo para o alto e me deitei naquela cama com você. Se bem que eu já estava lá, pelo que deu a entender. – Ele riu, puxando-a para que pudesse encará-lo.

Edward estava se sentindo no poder novamente, constatou Bella, abusando do direito de deixá-la constrangida. Aquele sorrisinho irônico era irritante.

Bella resolveu que era hora de acabar com sua soberba.

Já tinha reparado que o cós da calça dele estava bem largo, deixando aparente o elástico da cueca preta que ele usava.

Sem aviso prévio, desceu a mão rapidamente e a enfiou-a entre as duas peças de roupa, pressionando levemente o membro duro e latejante de Edward.

Vamos ver quem manda aqui, garoto!”

Edward arqueou o corpo e soltou um gemido alto, demonstrando seu completo espanto com o que ela acabara de fazer.

- Be... Be... Bella?

Não era hora de dar importância para o sinal vermelho que piscava nos olhos repreendedores de Edward. Sua expressão corporal deixava bem claro que ele estava extasiado com seu toque e desistir não estava nos planos de bella.

- Relaxa, você vai gostar. – Bella falou baixinho em seu ouvido, enquanto seus dedos ágeis buscavam passagem por dentro da cueca dele.

Bella aproveitou a umidade que escorria da glande e deslizou a mão ao longo do pênis de Edward, massageando-o firmemente.

Edward cerrou os olhos e começou a apertar o quadril de Bella, onde uma de suas mãos repousava, mas quando percebeu o que estava fazendo, tirou-a rapidamente e cerrou o punho, canalizando toda sua força para si.

- Está tão duro! – Bella murmurou, fazendo o segundo vai-e-vem com as mãos.

Não houve resposta. Edward até que tentou fechar a boca, mas gemidos que mais pareciam urros ecoaram de sua boca, enquanto seu sêmem esguichava na mão de Bella.

Seu corpo parecia desfalecido enquanto seus olhos assustados e tímidos procuraram os de Bella.

- Des... desculpe-me...

Ele parecia completamente constrangido.

Bella não sabia se retirava a mão ou se a deixava lá dentro de suas calças. Preferiu deixar.

- Tudo bem, Edward, isso acontece.

Bem, na verdade, não era bem assim. Os homens com os quais já se relacionara tinham bem mais controle.

Edward tentou se levantar, mas antes teve de puxar o braço de Bella para que pudesse fazê-lo. Ao ver a mão dela lambuzada com aquele líquido viscoso ficou mais sem graça ainda.

- Desculpe-me, Bella, eu não... não sei o que aconteceu... Não consegui me segurar.

Ele parecia um menino assustado. Bella teve pena de seu constrangimento e se sentiu culpada por ter sido tão afoita.

Limpou a mão na lateral da calça, sem se importar com o que faria depois com a mancha, e se levantou também, aproximando-se de Edward.

- Não fique assim, Edward. Já falei que está tudo bem. Foi a primeira vez que foi tocado dessa maneira. Ejaculação precoce é comum nesses casos. Vai lá ao banheiro se limpar e pare de ficar se desculpando. Foi tão bom pra mim quanto pra você... – Bella falou carinhosamente, sorrindo para ver se o deixava mais à vontade.

Se não fosse o vento que se deslocou com sua saída, ela nem teria percebido que ele não estava mais ao seu lado.

Ainda com um sorriso no rosto, levou a mão ao nariz e aspirou o cheiro dele. Não, não tinha sido um sonho... Eles realmente estiveram naquele sofá e ela realmente tinha-o tocado intimamente. Naquele mágico espaço de tempo, que não saberia quantificar, tinham sido apenas homem e mulher...

Notas finais
Meninas, essa é minha nova e muito doida oneshot.
Quem for corajosa e gostar de comédia, fica a dica.
http://www.fanfiction.com.br/historia/164618/Ensaio