Além De "irmãos"
23 O Internato
Notas iniciais
Quem tá preparado para uns dramas? rs' Agora só vai ter desgraça.... No bom sentido é claro. Mas, por favor não desistam de ler a fic. Tudo é passageiro por aqui. Os acontecimentos serão como uma chuva de verão, calma, rápida e passageira ok? E.... Ah Meu Deus!!!!! Estão tipo assim, tentando me matar do coração. Mais uma Recomendação!!! Valeu keka... Vamos ao capítulo...
Boa leitura...!
POV Samanta
Descemos no aeroporto. Eu me sentia sem força. Ainda estava meio tonta por causa do efeito da droga que Josefa usara para me dopar. Não tinha como correr, fugir ou tentar escapar. Estávamos em outra cidade e tudo ali era desconhecido para mim.
–Você fica aqui? _Josefa me perguntou com um olhar maternal.
–Não. vou fugir na primeira oportunidade. _Foi quando notei dois homens fortes que também estavam no carro conosco. _É né, eu fico. _Cruzei os braços e sentei em um banco estreito. Pensei imediatamente no Luan. Será que ele sabia de tudo aquilo? Claro que não! Tá. Ok cérebro. Pare de brigar consigo mesmo. Olhei em volta. Era um aeroporto de segunda. Josefa estava parada em um balcão conversando com uma recepcionista. Logo ela estava de volta.
–Você acha que meus pais vão me buscar um dia?
–Eu buscaria. _Sorri pra ela.
–Para onde vou? _Perguntei apontando para meu passaporte.
–Inglaterra. _Ela disse baixo.
–Puta que o pariu! Meu pai é um corno, veado mesmo! Saco! _Josefa riu.
–Não fale palavrão! É feio. _Ela me advertiu.
Em poucos minutos uma voz anunciou pelos alto falantes o meu voo. Olhei para Josefa.
–Eu não quero ir! _Logo lágrimas inundavam meu rosto. _Por favor. Você já me dopou. Eu te perdoei, mas isso... Por favor, por favor... _Eu supliquei. Nem assim ela deu o braço a torcer.
–Venha Samy _Ela disse pegando duas malas que não eram minhas. Ou pelo menos eu achava que não. _Até logo querida.
–Adeus. _Eu disse apenas. Sentia como se meu mundo tivesse desabado inteiramente. Ok. Ele tinha desabado. E deixar Luan era a pior parte de tudo. A única coisa que me restava agora eram os destroços dessa guerra que não tive tempo para combater de verdade. Minha perna dóia muito ainda. Não tinha me recuperado totalmente.
Senti o avião decolar. Eu estava indo rumo a um país que eu sequer sabia a língua. Inglês nunca foi um dos meus pontos fortes.
Eu tentava cochilar mas, sempre uma turbulência me acordava assustada. Era um voo e tanto. Quando dei por mim tínhamos pousado. Peguei minhas malas no compartimento e desci olhando o enorme aeroporto. Havia pessoas andando de um lado para o outro nervosas. Vi uma mulher com um cartaz na mão onde estava escrito meu nome. Fui até ela.
–Samanta Luzer? _Ela perguntou com um português horrível e arrastado.
–Exato. _Eu disse emburrada.
–Acompanhe-me _Ela disse já se oferecendo para carregar a mala maior.
No carro ela tagarelava coisas sem sentiddo para mim e narrava os principais acontecimentos da Inglaterra como se ela tivesse de fato, participado de algum. Eu apenas sorria para esconder meu tédio. Dentro de uma hora ela parou em frente a uma casa revestida de madeira. Casa era um termo para diminutivo. Aquilo estava mais para castelo. Era realmente assustador. Me senti em um filme de terror quando vi umas garotas passarem de braços dados, lado a lado, conversando. Elas pareciam clones uma da outra. Com saias estilo da Escócia e tranças tipo "maria chiquinha', lembrei de personagens totalmente caracterizados para alguma cena horripilante. Segurei um riso ao pensar isso. Na verdade eu estava bastante assustada. A moça tirou minhas malas do carro e pediu para que eu a seguisse. Ao entrar naquele 'castelo' senti que minha rinite atacaria a qualquer momento. O cheiro de mofo e madeira inundavam o ar. Meu Deus! como era insuportável. Ao olhar em volta vi musgo cobrindo algumas paredes.
–Esse é seu quarto. _Ela indicou uma porta e eu entrei olhando em volta. _você vai ficar aqui embaixo por enquanto. Quando a diretora conseguir te instalar você sobe para ala feminina lá em cima.
–E aqui tem ala masculina? _Ela me olhou e fez cara de quem estava pensando.
–Sabe que não! _Ela soltou uma risada estridente que me fez querer tampar os ouvidos e depois saiu me deixando sozinha. Sozinha mesmo.
–Que ótimo! Estou em um desertoooo! _Disse cantarolando.
O quarto não era bom, na verdade ele era desagrádavel. Parecia cenário de filme de guerra sabe? Aqueles da época de Hitler.Revirei os olhos e então notei mais duas camas no quarto. Elas estavam impecavelmente arrumadas. Era um sinal de ue eu não ficaria sozinha. Sentei na cama e abaixeei a cabeça tentando não pensar-mais uma vez- em Luan. Estar longe dele estava me matando.
–Por que eu me permiti amar você? _eu disse colocando a mão no rosto. Lágrimas estavam prestes a saírem dos meus olhos quando a porta se abriu e três garotas entraram. Procurei uma quarta cama no quarto mas, só havia três mesmo. Elas me olharam. Uma delas, a mais baixinha do grupo me olhou de cima a baixo.
–Agora que a Mah não vem mais pra esse quarto mesmo! _Ela bufou.
–Deixa de ser assim. _Uma garota magra de cabelos louros falou. _Meu nome é Bianca. _Ela disse se apresentando para mim. _Chegou hoje? _Eu as olhei, me levantei e saí do quarto.
–Tá vendo. Vai tentar ser gentil com todo mundo só toma no rabo! _A baixinha falou alto o suficiente para que eu ouvisse.
Eu não sabia para onde estava indo. Eu queria sair dali. Voltar para casa mas, aquilo parecia impossivel agora.
POV Renan
–Alô? Mãe? _Eu perguntei assim que atendi o telefone.
–Oi filho. Estou com saudades.
–Nossa mãe, não faz nem quatro meses que te visitei.
–Você acha pouco quatro meses garoto? É quase uma eternidade pra mim. _Minha mãe arrastava a voz com um sotaque britânico invejável.
–O que a senhora quer?
–Gostaria de te ver. Vem pra cá passar um tempo comigo. É sempre tão bom te ter aqui.
–Agora mãe, não dá. Eu estou muito afim de uma mina e não posso sair daqui do Brasil. Não agora.
–Por favor filho. Depois da morte do teu pai aí no Brasil, me sinto estupidamente sozinha aqui. E você só vem me ver quando precisa de algo. _Ela acusou.
–Não é bem assim...
–É assim sim _Ela retrucou. _Não aguento mais olhar pra cara dessas meninas. Vem pra cá por favor? _Tentei pensar em uma desculpa.
–Er... Tô sem grana mãe. _Menti.
–Isso não é problema. Eu pago tudo. _Ela disse já se animando do outro lado.
–Ok, ok senhora Cássia. Você venceu, _Eu disse baixo.
–Upa! _Ela brincou. _Vou tratar agora mesmo de te mandar uma boa quantia por correio. Talvez demore uns dias, mas venha filho. Venha por favor.
–Tá bom mãe.
–Eu te amo pirralho.
–Também te amo mãe. _Ela desligou e eu bufei.
Rumo a Inglaterra. Eu odiava ir lá depois que meu pai morreu. Aquele internato onde minha mãe trabalha e mora, o lembrava completamente.
POV Luan
Depois de muito lamento meus pais foram embora. Meu pai que sempre adulou a Samanta não parecia nem um pouco preocupado. Assim que me vi sozinho liguei para Roberta.
–Luan? _Ela perguntou identificando meu número de telefone.
–Eu. A Samanta está aí? _Perguntei sem rodeios.
–Não. Faz algum tempo que não a vejo.
–A Samanta sumiu. _Eu disse querendo encerrar lgo aquela conversa. _Estou desesperado. Por favor, ligue para todos os seus amigos em comum e pergunte se ela está com eles. Não diga que ela sumiu. Não quro alvoroço. Pode fazer isso? _Pedi.
–Claro, mas...
–Obrigado Roberta. _E eu desliguei. Peguei meu celular outra vez e disquei para Karla.
–Kah?
–Oi, Luh. Já tá com saudade? _Ela brincou.
–A Samanta sumiu.
–O quê? Como? _A notícia a tinha pegado de surpresa.
–Eu saí para dar uma volta com a minha mãe e quando voltei ela não estava mais no meu apartamento.
–Tem certeza que ela sumiu?
–Tenho. Desde hoje de manhã. Foi repentino.
–Já ligou pra polícia? _Ela perguntou. Como eu ainda não havia feito isso?
–Não. Nem pensei nisso se quer saber. _Eu quase pude ver ela revirar os olhos e bater na testa.
–Ai Luan como você é burro. Meu Deus! Estou indo aí. Não faça nada até que eu chegue ok?
–Ta bem. _Eu concordei desligando.
POV Karla
Sumiu? A Samanta? eu podia quase ver um dedo da Vanessa nisso. Cheguei na sala depois de me trocar e ela estava sentada assistindo algum programa de humor.
–Vanessa? _Ela me olhou.
–Resolveu sair do quarto, é? _Ela me perguntou. _Chegou tarde ontem, e depois não saiu mais do quarto. O que aconteceu, hein?
–Vou direto ao ponto. _disse ignorando a curiosidade dela em relação a festa da noite passada. _Você sequestrou a Samanta? _Ela me olhou assustada.
–Acho que você está ficando louca, maninha. _Ela fungou fazendo uma pausa significativa. _Não que eu não tenha vontade. Eu tenho e muita, de fazer aquela songa sumir, evaporar... Mas, é apenas vontade. Ainda não fiz nada do que planejo.
–Tem certeza? _Desse vez eu a olhava. Não podia ser que havia outra pessoa em jogo.
–Tenho Karla.
–Ai Deus! Então ela foi mesmo raptada. _Pensei alto.
–Raptada? _Vanessa indagou me olhando esperançosa.
–Sim. Luan me ligou agora à pouco e disse que ela tinha sumido.
–Isso é ótimo! _Ela gritou pulando em cima do sofá. Revirei os olhos e saí batendo a porta. Garota insensível! Tá. Tudo bem que eu queria armar algo contra a Samy, mas seria algo light. Relax. Nada comparado a um rapto. Eu andava rápido. Queria chegar até Luan logo.
[...]
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