Notas iniciais
Oi gente... Me desculpem não ter postado ontem como prometido, minha net tava ruim e acabei desistindo. Mas, tá ai fresquinho pra vocês!

Boa leitura!

Foi quase uma missão impossível levar Samy até o carro. Fora que estávamos os dois, encharcados.
Eu a coloquei no banco de trás e entrei no carro tremendo de frio. Olhei pra ela pelo espelho retrovisor e a vi desacordada.
–Você poderia ficar assim sempre garota. _Resmunguei e dei partida no carro. Eu não conseguia evitar. De minuto em minuto olhava pra ela.
Chegamos no edifício. Guardei o carro no estacionamento e carreguei Sam no colo até o sofá. Onde a coloquei devagar e cuidadosamente. A roupa dela pingava água. Se eu a deixasse assim ela ficaria muito doente. Por outro lado, se eu a secasse e trocasse sua roupa, eu ficaria doente. Ficaria paralítico, cego, em coma para sempre. Ela me mataria.
–Você só me dá dor de cabeça! _eu disse indo tomar um banho rápido. Não queria ficar resfriado.

POV Samanta

Aos poucos fui abrindo os olhos. Sentia meu corpo dolorido. Não me lembrava de quase nada. Me esforcei para sentar e tentar reconhecer onde estava.
–Parece meu apartamento. _Pensei alto.
–É o seu apartamento, Samanta. _Eu ouvi uma voz rouca que reconheci. Pequenos flashes passaram na minha cabeça e me lembrei de pular feito doida na piscina da casa da Jane. Fechei os olhos na esperança daquilo ter sido apenas sonho. Levantei e um vento entrou pela janela escancarada. Eu tremi e bati os dentes quando o vento gelado tocou minha pele molhada. _Venha. Vamos tomar um banho. Você vai ficar doente e já me deu muito trabalho por hoje.
–Vamos? _Eu o olhei absorta. _Vamos sua bunda! Eu vou sozinha!
–Então vai, merda! Mas, vá logo. _ele disse me apressando.
–Não vá dormir. Eu estou me lembrando de um tal beijo aí... _Eu o fuzilei e depois entrei no banheiro batendo a porta com força.


POV Roberta

Eu passei a festa toda com o Sebastian. Não conseguia me sentir culpada ou me arrepender. Eu estava gostando dele. Até mais do que deveria, eu acho.


#flashe back on#
–Tem certeza disso? _Eu perguntei.
–Vamos logo! _Ele disse me puxando pela mão direita. Subimos pro terraço e ele começou a me beijar carinhoso. Me beijava de um jeito envolvente, me fazia ter tremores de tempos em tempos. Era estranho estar ali. Com ele.
–Podemos mesmo ficar aqui? _Eu perguntei interrompendo um beijo.
–Podemos tudo. Só basta querer! _Eu o olhei. Havia entendido muito bem. Não seria a primeira vez que eu fazia aquilo e já estava acostumada. Ele me beijou mais depressa, desesperado, com ânsia, como se precisasse daquilo para se manter vivo. Apertava minha cintura com firmeza e me puxava para si. Com um impulso pulei no seu colo e entrelacei minhas pernas em sua cintura. Gemi baixo quando senti a excitação dele...
Quando dei por mim, estávamos transando num terraço escuro. E eu estava amando tanta adrenalina... Depois disso ainda conversamos e repetimos o ato algumas vezes.
#flashe back off#


Mordi o lábio me lembrando daquilo.


#flashe back on#
Perto da meia noite, quando pedi para ir embora, eu fui chamar Samanta que pulava feito doida na pista e eu já tinha visto ela beijar uns cinco garotos.
–Vamos Samy? _eu gritei para que ela me ouvisse.
–Eu não iria com você nem pro inferno! _ela gritou de volta.
–Você está caindo de bêbada. Já deve ter beijado todos os garotos da festa. Já causou demais por hoje. Vamos embora! _eu insisti.
–Eu ainda não dei. Ainda não revelei minha perseguida pra ninguém _ela me olhou séria. Depois sorriu e voltou a pular como uma perfeito maluca.
–Samanta, para de graça. Vamos? _eu disse mais uma vez
–Vai se fuder! _ela gritou e me deixou sozinha. Ela nunca fazia isso. Fiquei mais um tempo a observando de longe. Ela estava com certeza, passando dos limites. Mas, depois de um tempo eu cansei e Sebastian disse que queria dividir a cama dele comigo. Então eu saí da festa e fui passar a noite na casa do Sebas.
#flashe back off#


Ela tinha me tratado mega mal e estava totalmente errada, se chegasse a pensar que eu havia esquecido aquilo. Abracei o Sebas e senti sua respiração lenta e profunda Era bom estar ali. Logo peguei no sono.


POV Luan

Eu a fiquei esperando. Ela estava demorando demais! Fui até meu quarto, peguei um edredom e me deitei no sofá enrolado no mesmo, enquanto a esperava.


POV Samanta

Fui até ele. Ele estava dormindo. Cochilando talvez. Ri ao ter uma ideia que veio fresquinha dos altos céus! Fui no banheiro e peguei a pasta de dente. Passei na mão e depois passei na mão dele. Ele e mexeu um pouco e eu segurei o riso. Em seguida peguei algo parecido com uma pena e passei no nariz dele. Ele levou a mão cheia de creme dental no rosto e se sujou sozinho. Eu ri em silêncio. Aos poucos ele acordou e eu estava o olhando e rindo.
–Meu rosto tá ardendo! _ele comentou sentando na cama. Eu não conseguia parar de rir. _Por que bulhufas você está rindo? _Ele me perguntou se levantando.
–Você combina tão bem com branco _Eu consegui dizer em meio aos risos. Ele me olhou com uma cara indagativa. Eu parei de rir quando o vi indo até o banheiro. Onde tinha um espelho enorme. Ele voltou sério com o creme dental em mãos. Eu o olhei para ele com um olhar de súplica.
–Luan o que você? _Eu disse quando ele vinha para perto de mim. Tinha um sorriso astuto no canto da boca.
–Você vai ver só _Ele disse acelerando o passo. Comecei a dar voltas em torno do sofá para que ele não me pegasse.
–Ah, Luan isso não tem graça! _eu disse rindo alto.
–Como não? Você estava rindo até agora. Quero rir também. _Eu o olhei e ri. Ele deu um salto por cima do sofá e me pegou pelo braço. Tentei correr, mas ele me segurava. Eu me perdi ao passar as coordenadas para o cérebro. Pois, agora eu só ria. _Não vai tentar fugir? _Ele disse me apertando e tentando me derrubar no chão. Logo, conseguiu.
–Já ta ficando sem graça, Luan. _eu disse rindo sem parar
–E porque você continua rindo? _Ele pressionou meus braços acima da cabeça e segurou somente com uma mão. A outra mão ele usava para abrir o creme dental com ajuda da boca. Tentei chutá-lo, mas, com o joelho ele apertou minhas pernas.
–Agora você vai ver o que é bom pra tosse! _ele disse passando pasta na minha cara.
–Creme dental não é bom. Xarope é melhor. _Eu caçoei e ele passou mais pasta ainda. Quando ele deixou de usar tanto da força, e afrouxou as mãos, eu saí de baixo dele.
–Eu acabei de tomar banho. Você podia ter esperado até amanhã! _Eu disse bicuda.
–Desculpa, agi por impulso. _ele disse limpando um pouco de pasta da roupa.
–Você agiu por impulso quando me deu aquele beijo também? _Perguntei num tom alto para que ele pudesse ouvir.
–Eu te beijei porque estava tentando te salvar. _Ele disse baixo e devagar.
–Me salvar né? _Eu repeti e vi ele assentir com a cabeça. _Por quê? Você nem gosta de mim.
–Não sei o que te faz pensar assim. _Ele me cortou se aproximando _Nós somos irmãos, Sam. E sabe... Mesmo tendo um longo histórico de brigas contigo, eu nunca deixei de me importar, pimpolha. _Eu ri toda boba.
–Não somos irmãos de verdade. E eu acharia justo você herdar tudo aliás, você é o mais velho.
–Pare de fingir que não se importa com dinheiro! _Ele me interrompeu outra vez. _Eu sei que você tá tentando provar para o papai que consegue ser independente e sei até que tens feito sacrifícios do tipo, andar de ônibus... Mas, isso não muda nada. Tenho certeza que se você pudesse já teria se formado e estaria rica. _Eu engoli em seco. Ele disse o que ninguém nunca me disse. Lembrei da tarde que saí de casa.


#flashe back on#
–Você não consegue ir ao shopping e gastar menos do que tem no banco? _Meu pai me disse visivelmente transtornado. _Agora, como sempre, terei que pagar suas contas. Todas as que sobraram. Assim como pago seus estudos, suas luxúrias, sua vida de princesinha, o SPA e acha que isso custa pouco? Eu trabalho e mal vejo meu dinheiro.
–Você é incrivelmente mesquinho. Consegue ser pior que a mamãe. _Eu disse balançando a cabeça. _Eu não preciso de você. Não preciso do seu dinheiro. _eu cuspi entre os dentes.
–Ouviu o que disse? Você não passa um dia sequer sem fazer compras. Coisas que você usa uma vez e depois deixa de enfeite. Você jamais conseguiria ser independente! _Ele disse me encarando.
–Me deixa ser então.. _eu disse num murmúrio
–O que? _ele perguntou. Com certeza tinha ouvido muito bem.
–Quero provar que posso ser independente.
–E acha que consegue? Sem carro, empregados, festas até altas horas...?
–Acho _eu disse simplesmente.
–Pois bem.
–Só quero lhe pedir uma única coisa.
–Que seria?
–Um apartamento, quitinete ou algo do tipo.
–É só escolher. Você tem um ano pra provar. Isso é tudo que eu posso te dar. _Ele me olhou e depois saiu.
#flashe back off#


Eu ia saindo de cabeça baixa quando ele me pegou pelo braço.
–Quer ajuda pra se limpar? _Ele perguntou malicioso.
–Não será necessário _Eu sorri
–Ok. Se precisar tamo junto! _eu ri e saí da sala.
[...]

Notas finais
Já estou terminando o sétimo tá? Então, até lá.

P.S: Espero que tenham gostado!