Além De Um Sonho.

8 Capítulo 8 – Seria mesmo o paraíso?


Eu estava num ambiente tropical. Era todo verde, mas sim, maravilhoso. Havia árvores, coqueiros, flores de todos os tipos e cores e... UAU... Era ENORME. Era lindo demais, um paraíso. O único problema era que eu não sabia onde estava e nem se estava sozinho. Mas não sei por que, não sentia medo. “Por que sentiria? Era um lugar aberto e o sol estava bem forte... Desde que eu não ficasse no escuro, não sentiria medo. E qualquer perigo, era apenas eu sair correndo hahahaha...” Eu pensei e falei sozinho — Só espero que não haja leões por aqui – Engoli em seco com essa possibilidade, mas rapidamente tirei-a de minha mente. Decidi guiar-me pelo meu senso de direção e parti em direção ao sul. Andei por alguns minutos e então avistei uma trilha logo à frente. Fui até ela e encarei o seu percurso até onde minha vista alcançava. A trilha passava por dentro de uma... Selva?! Senti um pouco de medo, mas não via alternativa para conseguir continuar em frente. E quem sabe assim eu não encontrasse alguma pessoa perdida dentro da selva a espera de um socorro? Uma donzela em perigo? Percebi que havia muitas folhas grandes atravessando a passagem e então peguei um galho seco cumprido que achei no chão para me ajudar a empurrá-las. Estava tudo correndo bem, apesar de estar com medo de quê apareces... – AAAAH NÃO, SAI DE CIMA DE MIM, SAI, SAI DO MEU TOPETE SUA COISA ASQUEROSA, NOJENTA!!!!! – Caiu uma cobra da arvore que tinha acima de mim. Virei para um lado, para o outro, mas ela continuava sobre meu ombro direito e meu topete. Cutuquei-a com o galho que estava em minha mão, mas, ela não saia. Dei pulos altos quando então, tropecei em meus próprios pés e caí sobre uma moita. E então percebi que com a minha queda, ela também caiu junto indo parar do outro lado da moita. “Ufa” eu pensei me aliviando. Prossegui adiante. Depois de muito caminhar, muito mesmo, eu comecei a ouvir uns barulhos... Ouvi alguma coisa guinchar. Ou seria... UM MACACO? Comecei a respirar fundo e me desesperar. Procurei, olhava com atenção em todas as árvores a minha volta em busca de uma que tivesse um macaco pendurado. Então, bem ao meu lado, uma arvore beeeem alta, havia um macaco no galho mais alto, guinchando e comendo banana. “Isso estava sendo ridículo. Será que estou sendo filmado? Não pode ser. Primeiro uma cobra, agora um macaco. Pelo amor de Deus, que porra está acontecendo aqui?” pensei e gritei – VAS HAPPENIN MACACO? – neste minuto o macaco deu um berro e meu coração disparou. Sai correndo, mas em hipótese nenhuma deixava de olhar para trás, para ver se o macaco vinha atrás de mim. E então... WOW. Oh merda! Cai dentro de uma poça de lama. – QUE NOJO! Oh, viu o que você fez comigo seu macaco inútil? Você é que deveria estar aqui dentro! – Disse furioso. Apesar de o macaco não estar nem aí para mim. Acho que ele apenas ficou com medo de que eu roubasse a sua banana. Tentei sair da poça dando alguns impulsos para fora, mas de nada adiantou. De repente é que eu me dei conta... Eu estava afundando. Não era uma poça de lama, não. Era areia movediça. – ÓTIMO! – Eu gritei, para dar ênfase á minha raiva. Desesperei-me igual ao Ron em Harry Potter e a Pedra Filosofal, no qual a Hermione dissera ao Ron para ele ficar parado. Como sou tonto não? Olha no que vou lembrar uma hora dessas... Se eu fosse na onda da Hermione, aí é que eu afundaria e nunca mais sairia. Peguei o galho que estava em minha mão, e segurei-o com as duas mãos, e com força enfiei-o na terra. Fazia impulso para cima com toda a minha força, me segurando no galho, quando então... “TRACK”, o galho quebrou-se no meio. Não me contive — @#!?&%+$– Todos os palavrões que eu conhecia eu gritei aos quatro ventos. “Droga, e agora? O que eu faço?” eu pensei. Olhei para o macaco e ele já estava eu acho que na 4ª banana. — Troglodita... Não é a toa que o Niall evoluiu de você!– Eu falei e então – HAHAHAHAHAHAHA – Não me contive, ri com o meu próprio comentário. Em um momento como estes, e eu consigo ser capaz de fazer piada. Oh senhor, preciso parar de passar tanto tempo com o Tommo! Olhei novamente para o macaco, que neste momento estava guinchando de uma maneira que me surpreendeu. Parecia que ele estava rindo de mim. Não dava para acreditar. Ele ria, e apontava em minha direção com aquele braço gordo e peludo. Se ele era tão inteligente para rir de mim, será que ele não poderia me ajudar? – Oh seu macaco – Chamei-o alto – Será que você não poderia me ajudar a sair daqui não? – perguntei. “Eu só posso estar ficando louco. Eu estou falando, com um MACACO.” Eu pensei e comecei a me dar tapas na cabeça. E então o macaco guinchou – Uh! Uh! Uh! Ah! Ah! – Enquanto apontava para as folhas cumpridas que haviam ao meu redor. Grande macaco! – Valeu seu comedor de babanas! – Agradeci. E ele continuou a comer a sua 6ª banana. “De onde é que ele tirava tantas bananas?” imaginei. Puxei varias folhas juntas, pensando que desta maneira, estariam mais resistentes ao meu peso. Puxei com toda a minha força, dando impulsos para frente. E finalmente, consegui! A areia movediça só chegou até a minha cintura, mas ainda sim, estava me sentindo um porco. Continuei com a trilha pedindo a Deus que nenhum outro animal aparecesse no caminho. Mas a frente, localizei uma poça, mas dessa vez, de água! E inacreditavelmente, estava limpidinha. Entrei e me limpei. Tirei todos os vestígios de areia que havia no meu corpo. Não manchou minha bermuda, ela continuou intacta. Incrível! Então tive uma idéia. “Se tem uma poça de água aqui, talvez haja mais água logo à frente." Faltava pouco para a trilha e a floresta chegar ao fim. Prossegui. Para sair da floresta, tinha que retirar mais algumas folhas do caminho, então as cortei com as minhas próprias mãos, abrindo caminho suficiente para eu conseguir passar. Aquele pesadelo que foi a floresta, finalmente havia chegado ao fim. Bem em frente os meus olhos, estava um lago imenso, com águas mais limpas ainda do que tinham na poça. Era um lago grande e oval. Com águas azuis cristalinas e peixes nadando ao fundo. Olhei para o céu, e o sol continuava forte. Acho que na floresta como tinham muitas árvores, eu nem percebi. Mas estava abafado. A minha vontade era de me jogar naquele lago. E eu ia. Mas então, eu notei que a água do lago estava muito movimentada. Acho que tinha alguém lá. Me aproximei até a margem do lago e fiquei olhando para dentro dele, e nele havia uma garota. Não sei se era bonita. Por conta da água, a imagem estava trêmula. Mas ela estava apenas de roupas íntimas e através disso, eu consegui deduzi que era uma garota, por causa de suas curvas de mulher. Depois de alguns instantes, acho que ela percebeu a minha presença, e subiu para a superfície.