Além De Um Sonho.

2 Capítulo 2 – Believe


Era o primeiro ano, numa escola nova em que não me apaixonara por alguém. Pois sempre, estivera afim de um garoto, e depois de muito tempo me decepcionava. Não sei o que havia de errado. Era comigo, ou com os garotos? Acho que depois de tantos anos de decepção, eu comecei a ficar exigente. O garoto tinha que ser muito maduro, bonito, e mais velho. Cansei de garotinhos que só querem saber de curtição e nunca levam nada a sério. Eu sou assim, sempre me apaixonei fácil, sempre me joguei de cabeça em abismos do “amor”. Aliás, amor?! Acho que não. Não, nunca cheguei a amar alguém. Minhas amigas diziam que eu amava, mas eu sabia que amor é uma palavra muito forte, e que só sentiria isso quando achasse aquele cara ideal, aquele que ficará ao meu lado, pelo resto da vida. Os garotos por quem me apaixonei? Eram... Platônicos?! ...Igual diz meu pai. Bom, não sei. A única coisa de que sabia, era que idealizava um garoto como o Zayn em todos que conhecia. Tinha que ser EXATAMENTE igual a ele. Seria perfeito! Pode ser momentâneo... Pode ser que daqui a alguns anos, eu olhe para trás e me ache “ridícula” por me apaixonar por cinco meninos. Mas, enquanto esse amor viver em mim irei desfrutar cada minuto, pois o meu sentimento é verdadeiro, é algo que nem eu mesma as vezes, consigo explicar.

Estava tarde, já eram quase 4 horas da manhã. Todos em casa já estão dormindo faz tempo. Meus pais, e meus irmãos. Ficara acordada durante a madrugada na esperança de conseguir me comunicar com algum dos meus meninos, mas foi mais uma tentativa em vão. Cansei. Resolvi ir dormir. Estava frio, mas nem tanto. Um frio reconfortante para deitar debaixo das cobertas, e sonhar com meus príncipes encantados. Coloquei um pijama de moletom quente, e em seguida preparei um chocolate quente. Digamos que tenho o “espírito Nialler comilão”. Para mim, um dos melhores prazeres da vida era comer. E sempre, durante a madrugada, meu estômago roncava. Sentei-me, próximo a janela da cozinha, apreciando a beleza da Lua, enquanto uma mera música me veio à cabeça: “Talking to the moon”( Conversando com a Lua) do Bruno Mars. Bruno Mars era um dos cantores favoritos do Zayn. Eu definitivamente, me deixei levar pelo pensamento, e fiz um pedido à Lua: “Lua linda, posso lhe fazer um pedido? Bom... Não sei se é simples, mas... Tente ok?! Queria do fundo do coração, que meus meninos viessem para o Brasil... E que além de tudo, que eu não corra o risco de não conhecê-los, de não conhecer o meu Zayn. Isso seria a maior dor da minha vida! Eu os amo Lua! Obrigada”. Eu não sei... Algumas pessoas dizem que quando a Lua está lá no alto, linda, brilhante e cheia... Que elas podem lhe conceder desejos. Mas, eu poderia ter milhões de desejos antes, mas agora, a única coisa que me importava era conhecê-los. Não sei se isso da “Lua da lâmpada” era verdade, mas eu tentei, mas uma vez, sem pestanejar. Porque também... Sonhar não custa nada né?!

Coloquei a minha caneca de chocolate quente na pia, e bem em seguida, um dos meus gatos favoritos Mingau se esfregou em minhas pernas, miando, pedindo carinho. Lhe concedi. Em seguida escovei os dentes e fui para a cama. Mingau tinha o costume de deitar no pé da cama comigo, e eu adorava. Não sou de acreditar em lendas nem em superstições, mas diziam que os gatos tinham o poder de retirar toda energia negativa do seu corpo e de seu ambiente. Sentia-me segura com essa idéia. Virei-me, apaguei a luz e deitei. Não demorei muito para pegar no sono.