Além Da Amizade
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Minu estava terminando de ler para as crianças do orfanato um conto de fadas, no pátio do orfanato, algumas estavam concentradas, enquanto outras estavam entediadas esperando a hora de jogar futebol. Quando Minu finalmente terminou de ler, a maioria começou a correr para começar um jogo. Mas duas meninas se colocaram na frente da Mino.
— Tia Minu, a gente queria saber uma coisa: contos de fadas existem ? – perguntou uma delas.
— Aposto que não! – disse a outra.
— Bem... na verdade os contos desses livrinhos não são reais mas... – Minu abraçou o livro e fechou os olhos, se sentindo nas nuvens. – Existem sim situações em que um valente cavaleiro se apaixona por uma mocinha, e eles estão destinados a ficarem juntos para sempre. – Minu suspirou e se encostou na árvore.
— A Tia Minu tá estranha, tá até ficando vermelha. – comentou baixinho uma das meninas, com a outra.
— Ah, vai ver ela tá pensando no Seiya.
— Ah! – Minu acordou de suas ilusões. – Tenho que apitar o jogo! – E saiu correndo para organizar tudo.
O jogo começou. Correu tudo normal durante a maior parte do jogo. Mas perto do final, após sair gol de um dos times um menino apontou para uma direção.
— Olhem, é o Seiya! – disse ele.
Seiya chegou sorridente.
— Oi pra todos. – disse ele, com um sorriso especial para Minu, que sorriu de volta. – Será que eu posso jogar também ?
— Claro! – disse Makoto, puxando ele pelo braço. – No meu time! Vamos fazer uma substituição.
Seiya jogou durante os momentos finais. E bem no último minuto, fez um gol. Todos do time começaram a comemorar, pois Seiya havia desempatado a partida. Minu apitou alto, indicando o fim do jogo. As crianças caminhavam para seus respectivos quartos, enquanto Seiya foi falar com Minu.
— Olá.
— Oi Seiya. Você fez um belo gol hoje.
— Ah, esse gol eu fiz dedicado a você. — disse, piscando um olho. Minu sorriu.
— Ah, fico feliz por saber disso.
— Minu, me diz uma coisa, você estaria interessada em... jantar fora esta noite ?
— Jantar fora ?! Com você ?! – ela se surpreendeu com o convite.
— Se não quiser também não precisa.
— Ah, eu quero sim, Seiya!
***
Já era tarde da noite quando Seiya e Minu voltaram do encontro. Haviam jantado em um restaurante.
— Ah, esse foi o melhor encontro que eu já tive! – disse Seiya, se espreguiçando e andando com Minu pelos corredores do orfanato.
— É, eu também acho.
Ouviram uma porta rangendo, viraram-se e viram Makoto com a cabeça pra fora do quarto.
— Então, como é que foi o encontro ?! – disse ele, com uma risadinha.
— Makoto, já pra cama! – disse Minu, num misto de vergonha e revolta. Makoto fechou a porta e Minu sentiu uma mão no seu ombro.
— Não se preocupe, Minu. Todas as crianças já perceberam o nosso namoro. Não esquenta com isso.
Continuaram a andar, pararam na frente do quarto de Minu.
— Bom, acho que é aqui que a gente se separa. – disse ela.
— Ah, você se importaria se eu entrasse um pouco ?
— Claro que não, não tem problema.
Seiya entrou e Minu fechou a porta, se sentaram na cama.
— É que eu queria te dar isso. – Seiya pôs a mão no bolso e tirou uma aliança.
— Nossa, que lindo, Seiya! – Minu pegou o anel e se levantou. – É um belo anel de namoro.
— De namoro ? – Seiya se levantou, os dois se olharam. – Eu gostaria que ele se tornasse um anel de noivado. – Minu esbugalhou os olhos.
— Seiya... – Minu o abraçou e deixou uma lágrima cair.
— Você está chorando ? – perguntou Seiya, ainda abraçado com ela.
— De felicidade! – disse ela, desfazendo o abraço.
Seiya e Minu se olharam por mais alguns segundos até que se aproximaram e se beijaram, a emoção os fez cair na cama.
***
— Ah! – gritou Seiya, num sobressalto que teve deitado na cama quando acordou.
— O que houve, Seiya ?! Você está tão tenso.
— Alguma coisa vai acontecer... no santuário! Eu tive um sonho muito estranho Minu, um pesadelo.
— Mas que pesadelo, Seiya ? – perguntou, preocupada.
— Eu não me lembro de todos os detalhes. Mas lembro que o Mu me atacou, alguns cavaleiros que já morreram apareceram com armaduras escuras, e a Saori estava segurando uma adaga e apontando para si mesma! Eu tenho quase certeza que foi um sonho premonitório. Eu tenho que ir ao santuário!
Seiya se levantou da cama, vestiu suas calças e sua camiseta. Ainda estava no quarto da Minu.
— Calma, Seiya! Por quê você está sempre tão preocupado com a Saori ?!
— Ela é a reencarnação da deusa Atena, é meu dever protegê-la! Isso não é hora pra ciúmes, Minu. Só vou tomar um café da manhã aqui e depois vou pegar a urna da minha armadura e ir para o santuário.
— Tá bem, está na hora do café mesmo. Vamos lá.
***
Seiya estava com a urna da armadura em seus ombros, como uma mochila, à sua volta estavam todas as crianças do orfanato, e Minu bem ao seu lado.
— Seiya, eu fico preocupada, você vai se arriscar de novo!
— Não se preocupe, Minu. – Seiya pegou em suas mãos. – Eu prometo que vou resolver qualquer problema que tiver que enfrentar, e vou voltar vivo. E quando eu voltar, nós dois vamos nos casar! É uma promessa.
— Tudo bem. – disse Minu, sorridente e com uma lágrima caindo de um de seus olhos. – Vai então, Seiya.
As crianças se afastaram e Seiya começou a andar na direção oposta à do orfanato. Todos estavam gritando despedidas. Minu estava sorrindo.
— Até mais!! Eu prometo voltar!! – gritou ele, acenando, e todos acenaram de volta.
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