Alyce

5 Capitulo 5 - Sons e viagem para Londres


Notas iniciais
Oiee , bem , se tem alguem ai lendo isso desculpa pelos erros , vou corrigir assim que der tempo . Se quiser pode comentar , to de braços abertos para ideias , Beijos

Eram 19:30 e eu estava terminando de me arrumar , quando escuto algo , um ruido , um cochicho , desco as escadas com cuidado , Julian e Miguel estão na sala vendo TV , vou para o quarto deles e procuro o tal som , e nada , vou para o quarto de hospedes e nada , procuro no meu quarto e nada , desco as escadas decidida a procurar no resto da casa , vou para a cozinha e para o jardim dos fundos e nada , na volta vejo o relogio de bolso que ainda estava no mesmo lugar , eu o pego , ele fazia tic tac tic tac , “Devo ter ouvido isso com certeza ” penso comigo , sem Julian ou Miguel verem , arranco a faca dourada e a examino

Tenho uma grande certeza que já a vi em algum lugar , mas não me lembro , coloco o relogio no bolso da minha calça jeans e a faca no pequeno espaço entre meu pé e meu All star azul claro , vou para a sala como se nada tivesse acontecido

– Já esta pronta Alyce ? – Miguel perguntou

– Sim , sim – respondi me sentando no braço do sofá

– MUDANÇA DE PLANOS – Julian gritou olhando o celular – Esqueci de fazer uma coisa importante para a impresa – ele disse correndo para o escritorio

Nossa partida foi adiada , partiriamos no dia seguinte bem cedo , Miguel esquentou lanches prontos , não tinha logica sujar a cozinha que ele tinha limpado . Comemos e ele levou um para Julian , da sala podia ouvir o barulho do teclado , fui para fora , para ver o fim dia , sentei na grama , olhei pro meu balanço de quando era criança , Julian não conseguia se desapegar dele , respirei fundo , olhei para o ceu e me joguei para tras me aconcheguei e acabei adormecendo .

Acordei com alguem sussurrando , agora tinha certeza que era um sussurro , não um relogio , eu quase podia entender as palavras , gemi e rolei para um lado e dei de cara com a grama ou invês da minha cama . Me levantei e fui para dentro , Miguel dormia ,já passava das 23:30 , fui para o escritorio pegar meu prendedor de cabelo , e vi Julian digitando , provavelmente iria até altas madrugadas , fui para o quarto peguei meu travesseiro e 2 cobertores .

Coloquei um envolta dele , ele pausou e sorri-o para mim

– Obrigado fofa , desculpa ter esqueçido disso — ele respondeu torcendo o pescoco para o lado e para o outro

– Tudo bem , não queria dormir no quarto , e acho que o Mig ta dormindo – respondi

– Então pode ligar a TV , o ar condicionado e dormir aqui , vou estar aqui a noite toda – ele assegurou

– Okay – disse , me deitei no sofá e fiquei vendo TV , até pegar no sono

Acordei com som do computador sendo desligado , olhei para Julian e sua cara de sono , Miguel entrou com a minha caneca de bolinhas e uma xicara . Bebi meu leite e respirei fundo

– Quando voltarmos me lembra de levar a Alyce ao medico Mig ? – Julian perguntou o olhando

– Claro – ele respondeu

– Por que medico ? – perguntei pegando minhas coisas

– Porque desde sempre você , para tudo que estava fazendo para respirar fundo e as vezes esqueçe o que estava fazendo – ele explicou

– Ah ... desculpa – respondi

Julian veio até mim e me beijou na testa , Miguel sorrio e levou minha caneca e a xicara para a cozinha , fui para o quarto e peguei minha mala , coloquei ela no carro , corri para cima para tomar banho , vi sangue quando olhei para baixo , respirei fundo e olhei para o meu pé esquerdo , aonde eu havia colocado a faca dourada , tinha um corte na lateral , bem embaixo

Depois do banho enfaixei meu pé para Julian nem se quer imaginar que eu toquei naquele instrumento dourado . Voltei para o carro desliguei meu celular , pois não teria torre e não queria gastar a bateria . Encostei minha cabeça no banco aonde se encontrava meu travesseiro e acabei pegando no sono .

***

Acordei com o sol no meu rosto , gemi e virei para o outro lado .

– Acorda pequena , já chegamos – Julian disse saindo do carro

Respirei fundo e sai do carro tambem , não me lembrava da casa de campo ser tão parecida com o Castelo do rei Branco , apesar de só estarmos em frente ao portão de ferro enferrujado , e eu não ter nunca mais entrado no meu pequeno paraiso , me lembrava vagamente de como o castelo branco era , eu e o rei Branco brincavamos de esconde esconde , e ele por ser quase todo branco , obviamente , sempre vencia .

Andei pelo caminho feito de pedras que dava a casa , olhei para uma arvore aonde tinha um balanço de pneu , era um casa enorme , tinha um labirindo feito de cerca viva , essa casa foi feita no final do séc. XVIV* , aqui morava um jovem casal com uma filha chamada Alice , loira , olhos azuis , pele branca como porcelana , e muito mimada . Em seu aniversario de 10 anos , deu o maior escandalo pois haviam lhe dado um vestido azul , juro que posso ouvir seus gritos estericos , invez de um rosa . Os pais do Julian compraram essa casa por uma pexinxa , e depois de ouvir a historia ele colocou na cabeça que teria uma filha chamada Alice , bem , graças que a minha tia Stella colocou o nome da filha dela de Alice , antes de Julian , ai ele conheçeu o Miguel , se apaixonaram e anos depois de casados resolveram me adotar , e ta ai a “origem” do meu nome e um pouco de um dos pouquissimos lugares que gosto de ir .

– Bem fofa , pode ir ver o jardim se quiser – Julian disse – Mas volte antes do almoço

– Okay pai – respondi colocando uma blusa de manga longa azul clara , um short preto e meias longas com listras pretas e brancas

Fazia um pouco de frio , afinal estavamos em Londres no inverno , fui até o portão , todas as demais casas estavam com placas na frente com dizeres “Vende-se” ou “ Alugue”

Isso era estranho , casas , ou melhor mansões , nesse antigo bairro nobre eram o olho da cara e o orgulho de seus proprietarios . olhei para os dois lados da rua , só vi a neblina que se formava , e o ceu cinza , voltei para dentro , ouvi um ruido , olhei para baixo , um gato preto se entrelaçando nas minhas pernas , perdi o equilibrio e cai , juro que o ouvi rir , me levantei e fui para fora , sentei na calçada e bufei .

– Quem é você ? – uma moça de cabelos castanhos perguntou

– Margaret , essa é a Alyce minha filha – Julian disse me abraçando com um braço

– Alyce ? Não seria Alice ? – ela perguntou

– Não , Stella colocou esse na filha dela – ele respondeu – Bem , Marg , Alyce adora historias por que não conta uma das suas pra ela ? – ele ofereceu

– Logico – ela respondeu animada

Realmente Margaret era uma otima contadora de historias , eu estava envolvida nelas . Sinto algo tocar no meu bolso , meio que pegando alguma coisa , me lembro do relogio de pulso e me viro com tudo , não tem nada , muito menos relogio

– Tudo bem Alyce ? – Marg perguntou

– Sim , só ...esquece por favor continue – disse

Ela continuou enquanto andavamos pelo labirindo

Suas historias eram loucas e encantadoras , algumas macabras de arrepiar os cabelos , outras feitas para se paixonar . Ao anoitecer sentei em um balanço que parecia um banco , me balancei , e dormi sem preceber .

Nas ultimas vezes que dormi , não tive aquele sonho , isso era estranho , agora todos eram sonhos bobos de adolecentes , eu não queria isso , queria meu sonho de volta, apesar dele me perturbar , ele é meu e de mais ninguem!

Quando acordei , tomei café e fui explorar o labirinto com Marg

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.