Always with you
1 Capítulo Unico
Notas iniciais
a personagem Olga é criação minha.
espero que gostem.
boa leitura!
Eu sempre estive ao lado dele,sempre tentei entender seus atos e fazia de tudo para protege-lo,mas Ivar estava muito fora de controle.
— Eu irei mata-lo e pendurarei sua cabeça para todos verem quem é Ivar The Boneless. — seus olhos transmitiam ódio e nem parecia que estava falando de seu própio irmão.
— Ivar,matar Bjorn não é uma boa jogada,ele é amado por todos e você não precisa de mais inimigos. — meu papel nesse casamento,era tentar controlar os impulsos de raiva que Ivar tinha,mas nem sempre eu conseguia.
— Falando assim,até parece que ainda o ama... — seu olhar caiu sobre mim e meu corpo se arrepiou todo. — Diga-me Olga,ainda o ama? — senti um certo desdenho em sua voz.
— Eu nunca o amei,Ivar... — eu estava sentada ao seu lado,mas logo me afastei de seu corpo. — Bjorn e eu nunca passamos de grandes amigos... — Ivar soltou uma gargalhada em alto e bom tom.
— Olga,meu amor... — ele se apoiou em uma das pilastras e se deslocou com certa dificuldade até mim,segurou meu queixo e olhou no fundo dos meus olhos. — Amigos não se casam...
— Não tivemos escolha,nossos pais acharam que era a coisa certa a fazer,manter vikings com vikings... — seu olhar permaneceu fixo nos meus,ele parecia me analisar.
— Não sei se confio em você... — soltou meu queixo e me deu as costas.
— Vai questionar minha fidelidade agora?
— Não a quero em minha cama...- ele se deitou e fingiu que eu não estava ali.
Como ele se atrevia a dizer aquilo? Logo eu,que me entreguei completamente a ele.
— Eu dediquei todos os anos da minha vida a você,desde que você era uma criança,quando você saia para brincar e todos fingiam que você não existia,eu sempre te protegi dos que zombavam de você... — caminhei rapidamente até o outro lado da cama e o encarei. — Eu vi amigos e parentes morrerem sobre seus comandos,eu traí pessoas que confiavam em mim,tudo por você Ivar e eu permaneço aqui ao seu lado,mesmo quando muitos foram embora... — pude ver seus olhos se encherem de lágrimas e aquilo partia meu coração.
Ivar nunca se sentiu amado,era sempre o "pobre Ivar" entre seus irmãos,saudáveis e fortes,prontos para qualquer batalha que aparecia em sua frente,mas ele não podia se dar ao luxo de estar em uma batalha,não como gostaria de estar.
Aslaug,sua mãe,sempre o protegeu de todas as formas possíveis,quando ela não estava por perto,era eu que tentava o proteger e depois de sua morte,ele ficou completamente tomado pelo ódio e solidão,aquela que antes o protegia demais,agora não o protegia,de nenhuma forma possível.
— Eu te amo Ivar,eu sempre te amei e sempre estarei ao seu lado,não lhe dou motivos para desconfiar de minha lealdade a você... — afaguei suas tranças e selei meus lábios aos dele. — Por isso eu lhe peço,vamos embora de Kattegat,devolva o trono ao Bjorn... — ele soltou um riso debochado. — Vamos construir uma vida fora daqui,podemos descobrir lugares,tal como seu pai fez...
— O trono é meu,eu lutei por ele e se Bjorn quer toma-lo de mim,ele terá de me matar,isso se eu não o matar primeiro. — aquele olhar de ternura que pairavam sobre mim a alguns segundos atrás foi tomado pelo ódio novamente.
Eu não tinha mais argumentos contra essa decisão de matar Bjorn,ele estava certo disso,eu tinha certeza que ele conseguiria e com isso ele assinaria sua própia sentença de morte.
— Você precisa dormir... um rei precisa estar bem disposto para atender aos pedidos de seus súditos...- peguei uma das peles que estava estendida na cama.
— Onde você vai? — ele me olhou curioso.
— Você não me quer em sua cama... — sai fora do cômodo e deitei sobre o chão do grande salão.
***
Tentei dormir,mas os pensamentos em minha cabeça não permitiam,precisava fazer alguma coisa,tentei faze-lo mudar de idéia mas nada que eu disse mudou sua decisão,então eu só tinha mais uma opção,mas para isso,eu precisava sair de Kattegat.
Em todos os lugares haviam guardas,muito bem armados e que não saiam de seu posto nem por um minuto sequer.
Ivar nunca foi bem aceito pelo povo de Kattegat,com as ameaças públicas a Bjorn ele era constantemente ameaçado e não havia feito nada porque eu consegui impedir por inúmeras vezes execuções públicas,então ele vivia rodeado pela sua guarda pessoal.
***
Consegui sair sem que os guardas me vissem,peguei um dos cavalos e fui até onde Bjorn se escondia com Torvi e seus filhos.
Ainda era madrugada então eu sentei em uma das pedras em frente a sua casa e esperei o sol aparecer.
Por muitos momentos pensei em ir embora,se Ivar descobrisse que eu estava ali certamente me mataria sem piedade.
— Quem é você? — ouvi a voz grossa de Bjorn atrás de mim e deduzi que ele estivesse com seu machado em mãos pronto para atacar quem vigiava sua casa.
— Não faça nada,sou eu... — tirei meu capuz calmamente e me virei devagar.
— Olga... — ele olhou ao redor a procura de guerreiros que deveriam estar me acompanhando.
— Estou sozinha...preciso falar com você. — ele apenas fez um sinal com a cabeça pedindo para que eu entrasse.
Seus filhos estavam dormindo e Torvi estava com seu escudo e espada em mãos.
— Ela esta sozinha... — Bjorn soltou seu machado e suspirou aliviado.
— E você confia nela mesmo depois de tudo que ela nos fez? — Torvi o questionou mas sem tirar os olhos de mim.
— O que quer aqui,Olga? — eu fui direto ao ponto.
— Bjorn,você tem que sair daqui... — ele riu desacreditado. — Ivar esta decidido em te matar e ele esta cada dia mais forte,seu exército esta crescendo cada dia mais e você...você só tem poucos guerreiros que conseguiram fugir de Kattegat.
— Eu não vou recuar,aquele trono é meu por direito,Ivar o usurpou de minha mãe...
— E ela usurpou de Aslaug...a matou a sangue frio,mesmo ela ja tendo se rendido. — rebati.
— Ela o roubou de minha mãe,enfeitiçou meu pai e ele a abandonou...
— Ela escolheu ir e você escolheu acompanha-la...
— Ela era minha mãe...
— Eu sei mas isso não muda os fatos... — eu o encarava séria e ele parecia não acreditar no que ouvia.
— Você se tornou igual a ele...- seu tom de voz era de desprezo e pena.
— Quando se é rainha,você aprende algumas coisas.- meu olhar se perdeu em um ponto qualquer do pequeno cômodo.
Realmente eu havia mudado.
— Se sua intenção era me fazer recuar,você perdeu seu tempo,não irei desistir do meu lar,não irei desistir do meu povo.
— Então não me resta outra escolha...
Essa era definitivamente minha última opção e eu falhei assim como nas outras tentativas,o que me restou foi algo que eu não queria fazer,mas precisaria.
— Vai me matar? — Bjorn abriu os braços e riu esperando uma reação minha.
— Não a você,mas ao Ivar...
Torvi riu do que havia acabado de ouvir.
— Isso é algum tipo de armadilha planejada por Ivar? Nos fazer acreditar que você o trairia dessa forma? — ela me questionou.
— Por que você faria isso? — Bjorn tentou entender.
— Não há outro jeito... se Ivar te matar,o povo de Kattegat o mataria logo em seguida e não haverá nada que eu possa fazer.
— Ele não irá me matar...
— Ele irá Bjorn...ele irá,as forças dele não se comparam a nada ja visto por nós,você não tem chances contra ele,não com os poucos guerreiros que você tem.
—Estou reunindo forças,Hvitserk partiu com alguns guerreiros e voltará com o exército de Odda.
— Você não entende...
— Eu não posso deixa-la se arriscar dessa forma por mim... — ele segurou minhas mãos e as apertou levemente.
— Esse é o meu destino,os deuses me mantiveram perto dele para chegar a este momento,todo esse tempo o apoiando com suas decisões e tiranias,mesmo não concordando com varias delas...foram pra chegar até aqui... — ele se recusava a aceitar minha decisão.
Apesar de tudo,eu e Bjorn tínhamos uma ligação muito forte,passamos muitos anos de nossas vidas juntos e era inevitável esse sentimento de proteção.
— Me deixa tentar ajudar,eu posso enviar alguns guerreiros a Kattegat e você não precisaria fazer isso.
— Vocês não conseguiriam passar dos portões...tem que ser eu... — eu ja estava aos prantos.
Finalmente havia entendido todo esse amor e dedicação a quem quase nunca me enxergou.
—...mas eu preciso da sua ajuda.
— Como posso te ajudar? Você mesma disse que não temos chance contra ele.
— Independentemente se eu tiver sucesso ou não,eu quero... — caminhei calmamente ate bjorn,segurei sua mão novamente,respirei fundo e o encarei.- eu quero que você,Bjorn Ironside,me prometa,que irá me matar.- ele me olhou espantado,parecia ter visto um fantasma.
— Se você tiver sucesso,poderá ser uma mulher livre,viver da forma que quiser viver,fazer o que você bem entender,porque me pede isso,Olga?
— Se eu falhar,eu não quero morrer de forma fria e cruel nas mãos de Ivar... — eu mal conseguia falar,eu estava com medo e assustada com essa ideia.- E se conseguir,eu não quero ter que viver com a culpa de ter matado o homem que eu amo,não irei suportar,Bjorn. — sem demora,ele me abraçou e por alguns instantes,parecia que nunca teve traições e nem desavenças entre nós.
Kattegat
Logo quando entrei pelos portões,quatro guerreiros vieram a meu encontro.
— O rei exige sua presença... — um deles segurou em meu braço.
— Eu sou sua rainha...- puxei meu braço bruscamente. — Me trate como tal. — o encarei com desdenho e segui meu caminho.
Ivar notou minha ausência na cidade e eu precisava inventar uma otima desculpa para que ele não desconfiasse de minha traição.
Adentrei o grande salão e o avistei sentado em seu trono.
Meu coração acelerou e minhas pernas começaram a tremer.
— Meu rei... — fiz uma leve reverência. — Estava a minha procura?
Os olhos antes cabisbaixos se direcionaram a mim.
Em certos momentos,aqueles olhares me davam prazer,mas nesse caso eles me causaram medo e desespero.
— Não te vi a manhã inteira,meus guardas reviraram a cidade e nenhum sinal de você,onde estava meu amor? — seu olhar era tão intenso que eu podia sentir que ele via o meu medo.
— Fui até o sábio,precisava de algumas respostas... — eu disse qualquer coisa que veio em minha mente.
— E conseguiu alguma? — ele brincava com sua adaga.
— Nenhuma que me agradasse... — caminhei calmamente até meu trono.
— Não...aqui. — ele bateu a mão direita em sua perna esperando que eu me sentasse em seu colo.
Me aproximei devagar e assim que me sentei ele grudou a adaga em meu pescoço.
— Se eu descobrir que você esta aliada a Bjorn eu irei mata-la calma e friamente,entendeu?
Eu não conseguia me mexer,não conseguia respirar,minha voz não saia,eu entrei em choque
— Ivar,você está me machucando...- tentei não transparecer o meu desespero.
Ivar nunca tinha me ameaçado dessa forma,ele sabe de alguma coisa e eu precisaria agir rápido antes que ele me matasse.
Ele me largou e eu me afastei calmamente,deixando-o ali.
***
A noite foi caindo e eu permaneci em meu quarto pensando em como eu o mataria,por vezes pensei em desistir e fugir dali mas eu não podia escapar do meu destino.
Eu tinha que mata-lo.
Ivar entrou no quarto e eu ja estava deitada,a noite estava silenciosa mas meu coração estava inquieto.
— O sábio disse algo que acho que possa lhe interessar. — ele permaneceu quieto,se deitou ao meu lado e então eu prossegui. — Hoje é a noite escolhida pelos deuses para nos dar nosso filho.
— Como posso saber se isso é verdade? — seu olhar estava fixo no teto.
— Não irá saber,apenas se tentarmos. — me aproximei de seu corpo e depositei alguns beijo sobre seu ombro desnudo logo ficando por cima de seu corpo.
Vi um sorrisinho fraco brotar em seus lábios e agora seus olhos pairavam sobre meus seios a mostra.
— Sei que ainda me deseja Ivar,não tente negar isso,seu corpo reage a mim...meu toque... — selei levemente seus lábios e logo sussurrei em seu ouvido. — meu gosto...
Em apenas um movimento,Ivar se pôs em cima de mim e segurou meus braços a cima da minha cabeça.
— Você sabe que não posso lhe dar um filho,sabe que não funci... — o interrompi com um beijo.
Pelos deuses,como eu sentia falta dos seus lábios com sede dos meus.
Desci minhas mãos por suas costas e segui até o fecho de sua calça,fiquei por cima novamente,ergui o tecido fino que cobria meu corpo,encaixei meu quadril e coloquei seu membro calmamente dentro de mim.
Ouvi um gemido baixo de Ivar e por mais que eu não estivesse sentindo nada,precisava fingir que sim.
Mas isso não incomodava só a mim.
Ivar sabia que aquilo não era verdadeiro então ele me empurrou me fazendo cair ao seu lado na cama.
— Não seja tola,eu tenho plena consciência de minhas condições. — se virou para o lado e ignorou qualquer investida que tentei fazer em seguida.
Eu não sabia o que fazer,Ivar nunca me rejeitou na cama,ele sempre me satisfazia de outras formas mas hoje...logo hoje...
Definitivamente ele sabia de alguma coisa e eu não podia correr o risco,amanhã poderia ser tarde demais.
***
Ele ja havia dormido e eu ainda não tinha pregado os olhos,aquilo precisava ser feito e dessa noite não iria passar.
Me levantei com cautela para que não o acordasse,caminhei até um baú que eu usava para guardar as jóias que ganhei de Ivar no inicio do nosso casamento e la encontrei uma das adagas que me foi entregue em meu casamento,presente de Lagertha.
Assim que me dei conta do que eu estava prestes a fazer,eu desabei silenciosamente em lágrimas,aquilo era a nossa sentença de morte.
Respirei fundo,olhei para aquela adaga em minhas mãos e caminhei até o lado de Ivar na cama.
Sua fisionomia tão serena,respiração tranquila,parecia que ele estava em seu lugar de paz.
Passei a ponta dos dedos sobre seu rosto e segui para seus lábios macios e carnudos,me aproximei,selei seus lábios e logo ele correspondeu me puxando para cima dele.
O beijo foi calmo e necessitado,era a minha despedida.
Minhas lágrimas já caiam sem permissão e ele notou.
— Por que está chorando? — seu olhar era curioso.
— Me perdoe meu amor... — minha voz saiu falha e sem hesitar cravei a adaga em seu peito.
— Olga... — ele disse com certa dificuldade. -...meu amor... — levou uma de suas mãos até o meu pescoço mas não tinha forças para fazer o que pretendia.
— Não me odeie por isso meu amor...eu tentei te alertar...eu não queria... — eu fui tomada pelo desespero,eu realmente havia feito aquilo...eu realmente havia matado o amor da minha vida.
— Eu te amav... — vi uma lágrima escorrer de seu rosto e assim sua voz se calou.
Me debrucei sobre ele e aproveitei o calor do seu corpo ainda quente.
— Espero lhe encontrar em Valhalla meu amor... — selei seus lábios e tirei minha adaga do seu peito.
Iria amanhecer e eu precisava sair dali antes que notassem algo errado.
Os guardas não estavam na porta então foi fácil,mas os cavalos estavam protegidos e eu teria de ir andando.
***
O sol ja havia nascido e eu estava andando a muito tempo,meus pés doíam mas eu precisava continuar.
Após alguns minutos avistei a cabana de Bjorn,a pequena Siggy correu para dentro ao me ver naquela situação.
Eu estava toda ensanguentada,com uma adaga em mãos e os cabelos bagunçados,se eu visse alguém assim,também me assustaria.
Logo Bjorn saiu para fora e veio até mim.
— Olga...você fez... — eu ja não conseguia mais andar,me joguei sobre meus joelhos,meu olhar antes perdido agora estavam fixos ao do Bjorn.
— Eu o matei... — ele se ajoelhou em minha frente,me abraçou e assim desabei em lágrimas novamente.
— Tenho certeza que ele está em Valhalla,junto com nosso pai,sua mãe e Sigurd. — ele desfez o abraço e me olhou novamente. — Eu nunca irei esquecer o que você fez por nós...por mim,Olga. — notei uma lágrima escorrer pelo seu rosto.
— Você precisa ir,precisa tomar Kattegat antes que notem o que aconteceu com o rei...vá Bjorn. — ele correu até seu cavalo e foi ao encontro de seus guerreiros.
***
Torvi me cedeu roupas limpas e Siggy trançou me cabelo.
— Eu sinto muito que você tenha que ter feito isso... — Torvi me estendeu um prato com um pedaço de pão e algumas frutas.
— Eu o amava e também amo Bjorn,eu não podia correr o risco de perder duas pessoas que eu amo. — Peguei o prato de suas mãos.
— E então você optou por quem você mais amava...para sobreviver. — ele me olhou pelo canto do olho.
— Não... — sorri fraco. — Eu optei pelo melhor pro nosso povo,optei pelo melhor para a nova geração... — olhei para Siggy e acariciei seu rosto. — Ivar era ambicioso,inteligente,astuto mas não estava pronto para o poder e não reconhecia isso.
— Então agora você irá permanecer rainha de Kattegat...você matou o rei,o trono é seu por direito.
— Eu irei renunciar a minha coroa e irei entrega-la a Bjorn,ele será o rei e você será a rainha... — me aproximei dela e segurei suas mãos. — Uma rainha guerreira,assim como Lagertha foi. — um pequeno sorriso brotou em seus lábios e sem hesitar ela me abraçou.
Alguns dias depois
Kattegat estava feliz,o povo estava feliz,não via mais medo estampado no rosto das pessoas,a cidade estava mais limpa visualmente,os monumentos e bandeiras com cores escuras que Ivar colocou na cidade ja não estavam mais presentes e tudo estava como deveria ser,mas aquilo não conseguia me fazer sorrir,continuar vivendo era um fardo então decidi que deveria cobrar a promessa que Bjorn fez a mim.
— Bem vinda ... — Bjorn fez uma pequena reverência ao me ver adentrar o grande salão,Siggy correu até mim e abraçou minhas pernas.
— Olá pequena,trouxe uma coisa para você,mas precisa fechar os olhos. — a pequena garota ruiva fechou os olhos e estendeu suas mãos. — Fiz isso para você... — coloquei uma pequena coroa de flores,que havia feito mais cedo,em sua cabeça e ajeitei alguns fios do seu cabelo. — Espero que goste. — ela abriu os olhos e tateou o adereço em sua cabeça.
— É lindo... — Torvi caminhou até mim e me abraçou rapidamente. — Não te via a alguns dias,espero que esteja tudo bem com você. — sorri fraco.
— Bjorn... — ele voltou sua atenção a mim. — Está na hora... — o sorriso que havia em seus lábios e de Torvi desapareceram rapidamente.
***
— Olga,você pode conviver conosco,será tratada como deveria ter sido,você não precisa fazer isso. — eu puxava Bjorn pela mão floresta a dentro.
— Tem que ser hoje Bjorn...
Andei por mais alguns metros e finalmente cheguei até onde queria,a paisagem era linda,Kattegat vista de cima era sem igual.
Aquele lugar era o meu lugar preferido no mundo,todas as vezes que eu me sentia mal com minhas escolhas,era aquela vista que me confortava e me dava forças para seguir o meu destino mas ultimamente nem aquilo conseguia acalmar meu coração.
— Esse é o lugar,é aqui que quero morrer Bjorn... — sorri fraco e segurei suas mãos.
— Como faço para tirar essa ideia tola da sua cabeça? — seu olhar era triste e sua voz saia quase suplicante. — Eu não posso fazer isso,Olga...
— Você me prometeu... — meus olhos se encheram de lágrimas. — Cumpra o seu destino... — me aproximei e o abracei.
Bjorn soltou uma de minhas mãos,ainda abraçado a mim e tirou a adaga do seu cinto,minha hora estava chegando.
— Eu te... — senti uma dor insuportável abaixo da minha costela,me afastei,olhei para minha barriga e la estava,a mesma adaga que eu havia usado para matar Ivar agora estava a me matar. -...amo. — dei um sorriso fraco e a ultima coisa que vi foi os olhos cheios de lágrimas de Bjorn e ouvi sua voz ao fundo.
— Nos vemos em breve em Valhalla minha querida Olga.
***
E essa é a minha história.
Um amor trágico requer um final trágico.
Não é mesmo?
Notas finais
comenta ai,vamos papear.
qualquer duvida pode perguntar que eu irei responder e se algo não ficou muito claro,terei prazer em esclarecer.
ps: o amor de Bjorn e Olga não é um amor romântico.
obrigado por lerem.
chu~~
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