(Sebastian)

É melhor assim. Afastamos-nos e eles não lhe farão mal espero.

– Filho, já vais?

– Preciso de falar com Esme!

– Aconteceu alguma coisa? — perguntou meu pai, ah, ele não sabe

– O meu grupo quase que a magoava, sem ela fazer nada para isso acontecer. — virei as costas e sai da floresta

– Acordaste cedo? — perguntou Esme

– Temos que praticar..

– Chiu, queres que alguém te oiça?

– Esme, podemos falar? — perguntei, ela ficou admirada, afinal combinamos nos afastarmos — Por favor?

– Esther..

– Ok, te espero na casa de banho...

– Esme... — como lhe vou dizer que me apaixonei por ela?

– Sebastian... — puxou-me — ..se fores o que penso, somos inimigos, não quero criar uma guerra contigo, por isso por favor não insistas em falar comigo..

– Inimigos porquê? Não te fiz mal! — fiquei confuso, ela respirou muito fundo

– Eu sei o que és... — fiquei incrédulo, como ela sabia? — ..acredita, eu também não sou só humana!

– Não és?

– Se os teus amiguinhos tentarem novo algo, eles não sabem com quem se meteram...depois vês... — piscou-me o olho e virou as costas

(Esme)

Eu tinha que lhe dar pistas do que sou. Eu amo-o mas sei que se ficar junto dele criaremos uma guerra entre nós. Corri o mais que pude até Esther...

– Estás bem?

– Eu amo-o! — falei chorando

– Oh Esme! — suspirou Esther e me abraçou — Como foi isso acontecer?

– Ele mexe comigo, mesmo antes de saber o que ele é, tu própria disseste que achavas que isto era amor.. — chorei — ..não quero criar guerra..

– Calma, vou-te ajudar, se ele te amar também! — sorri

– Sério?!

– Sim, as melhores amigas servem para isso!

– Oh Esther, mas eu não quero que cries problemas por minha causa...

– Nada disso, sou ou não sou tua melhor amiga?

– Claro que és! — ri

– Então está dito! — abraçou-me