Always in My Head

12 Capítulo XII - You wanna go for a ride?


Notas iniciais
Capítulo curtíssimo. Apenas para matar a saudade kkk

P.O.V Nico

– Thalia Grace, o que diabos você tem em mente? — Falei, com um certo tom de preocupação.

– Relaxa, Nico, vai tomar banho enquanto escolho sua roupa. — A morena falou. Depois do jogo, ela me jogou no banco de carona do meu carro e dirigiu até minha casa. Lá, apenas me empurrou até o banheiro. Não pude me concentrar muito no banho, já que minha cabeça trabalhava freneticamente em pensar como o Thalia. O que ela estaria planejando?

Ao terminar o banho, abri a porta e me deparei com algumas roupas bagunçadas espalhadas aleatoriamente na minha cama, mas uma camisa e uma bermuda estavam intactos, um pouco afastados da pilha de roupa.

– Tive o trabalho de escolher sua roupa – antes de reclamar da pilha de roupas bagunçadas, ela se antecipou – sobre essa bagunça, depois eu arrumo. Ou não. Mas vai, veste isso, eu me viro. – e assim ela se virou. Na verdade, eu não dava a mínima se ela olhasse ou não.

Era uma camisa vermelha de manga longas com os dizeres “F*ck relativism”, e uma bermuda branca. Pus o conjunto e avisei a ela que já podia se virar. Mas, como previsto, ela já estava virada, com uma grande expressão maliciosa.

– Bela bunda, Nico. – Revirei os olhos e me sentei na cama para calçar os tênis.

– Se quer ver o resto, é só pedir, Thalia. – Numa atitude extremamente madura, ela joga o travesseiro em mim.

– Tarado.

– Tá. Então eu que sou o tarado? – Fico encarando-a.

– É. – E ela me beija. Esse é um macete que ela desenvolveu para encerrar briguinhas; é bastante efetivo.

– Tá. Mas pra onde vai me levar? – Perguntei – Já estou com medo disso.

– Pronto, agora você pode saber. Vamos para um clube de karaokê. Eu, você, Percy e Annabeth. — Era uma boa ideia.

– Beleza. É aquele perto do Central Park?

– Esse mesmo. Já que você conhece, você dirige. — Concordei com a cabeça. Peguei carteira e o que mais devia levar e fomos para o Sing An'Eat. Depois de estacionar e entrar no recinto, de cara, já vimos o casal 100. Para variar, se beijando. Ou melhor, engolindo um ao outro.

– É... boa noite, senhores. — Abruptamente, eles param o ritual de acasalamento. E o pior, não estavam envergonhados. Nos cumprimentamos e sentamos, lendo as opções do cardápio. A noite seguia.

O "campeonato" de Karaokê teve 4 etapas. Como o bar tinha 32 mesas para 4 pessoas, Para a segunda fase, passaram 16, para a terceira, 8 e para a última fase, 4 mesas. Cantamos, respectivamente, American Idiot, Hotel California e Madness. Para a final, duas mesas se juntariam. A mesa que se juntou conosco tinha 3 meninos, de uns 18 anos.

– Bem caras, têm alguma ideia? — Um deles perguntou. Olhei para Percy. Já tocamos juntos várias vezes, ele na guitarra e eu no baixo.

– Na verdade, tenho sim. — Falei — Vocês tocam algo?

– Sim, eu toco teclado. O Bryan toca bateria e o James toca guitarra.

– Eu também toco guitarra, e o Percy toca baixo. — Falei — Vocês acham que conseguem tocar Pink Floyd? — Eles se entreolharam, e Percy me lançou um olhar desafiador.

– Que sorte. Já fizemos um tributo a eles. Mas temos que cantar, apenas, não?

– Bem, acho que podemos tocar. Acho que ganharíamos mais pontos por isso. E como temos que tocar 3 músicas em sequência, tava pensando em In the Flesh, Another Brick in the Wall e Have a Cigar. O que acham?

– Ótimo — Os 3 responderam em uníssono.

– Isso dará certo, meninos? — Annabeth perguntou.

– Apenas confie — Percy respondeu.

Fui falar com o gerente do local e ele permitiu que tocássemos, dizendo, inclusive, que era fã de Pink Floyd.

E assim a final começou. Os concorrentes cantaram Demons, It's Time e Radioactive, todas de Imagine Dragons, e quando desceram do palco ouvíamos gritos de "já ganhou". Percy olhou para mim, com uma expressão falsa de preocupação, que só me fez rir.

– Vamos lá cara, vamos detonar. — Falei.

– Ei, e os instrumentos? — Bryan, o baterista perguntou.

– O gerente disse que tem um monte de instrumentos naquele palco — apontei para um pequeno palco coberto por cortinas pretas, no lado oposto do palco do karaokê — vamos tocar lá.

E assim tocamos. Todos ficaram perplexos por uns segundos quando terminamos Have a Cigar, mas, em seguida, aplaudiram de pé por uns 2 minutos.

– Cara, temos que remontar uma banda na escola. — Percy falou. Concordei com a cabeça.

– Bem, acho que temos os vencedores. — O gerente do local falou num microfone e apontou para nós. — Bem, os vencedores não pagarão as suas respectivas contas. A mesa dos casais levará 2 vinhos Rocca Barolo. Os meninos levarão um whisky Platinum Label. — Pegamos os prêmios e contato dos 3 meninos e, quando eu e Thalia entramos no carro, ela sussurrou no meu ouvido:

– Que tal usarmos esse vinho agora? — A noite prometia.

Notas finais
Quem não conhece, por favor, passe a conhecer Pink Floyd. Não se arrependerá.