Always in My Head
1 Capítulo I - Crossroads
Notas iniciais
P.O.V Nico
Always in my head. Mais uma música do Coldplay que terei que tirar do meu despertador para não enjoar. Ela foi a que mais tempo ficou: 5 dias.
Acordar não é algo legal, mas é necessário, e o que torna isso mais chato é o fato de hoje ser o primeiro dia de aula depois das férias. Coisa boa: faltam "apenas" 6 meses para a formatura. Estudar não é algo que eu não goste, mas o ambiente da Goode não é dos melhores para mim. Fazem 3 anos que estudo lá, mas apenas conheço Percy Jackson (meu primo), Annabeth (namorada do Percy), Chris, Charles e suas namoradas: Clarisse e Silena, respectivamente. Esses são meus amigos. O que torna o ambiente ruim? simples: um conjunto de coisas. A futilidade das líderes de torcida e dos jogadores de futebol americano (tirando meus amigos, que são os únicos normais), entre outros fatores. Eu deveria me irritar profundamente com alguns comentários à meu respeito, mas não tenho tempo para isso.
Enfim, são 7 horas. A escola começa às 8. Faço minha higiene matinal, ponho uma calça jeans, um Skid Grip preto, uma camisa do Real Madrid (sou viciado em futebol) e um casaco do Green Day por cima. Desço as escadas do primeiro andar e dou de cara com meu pai, Hades di Angelo, 44, terminando seu café.
– Bom dia, filho. — Ele fala e me abraça, beijando o topo da minha cabeça. Não posso reclamar do meu pai, embora seja muito compromissado, é muito atencioso no seu tempo livre.
– Bom dia, pai. Algo de importante para sair mais cedo?
– Tenho que fechar patrocínio paraum time de futebol americano, e não querome atrasar, até mais. — Meu pai é empresário, representante de uma companhia aérea italiana. Me despeço e sigo para a cozinha. Lá, encontro minha irmã, Bianca, 21, e minha Mãe, Maria di Angelo, 39.
– Bom dia, família — Falo e dou um beijo na bochecha de cada uma delas.
– Bom dia! — recebo das duas ao mesmo tempo.
– Nico, acho que é uma boa hora para você começar a usar seu carro. Mudei a empresa para mais longe, e fica na direção contrária da escola, então não poderei mais te dar carona. — Bianca fala. Ela, muito aos 16 anos, tinha terminado a Goode, e há 1 ano, a faculdade de Administração e já abriu sua própria empresa de mineração.
– Ele vai — minha mãe responde por mim — mas tenha cuidado, Niquito — Pois é, já tenho 18 anos e ela ainda usa o apelido. Viva.
Dou de ombros e tomo meu café da manhã.
Ganhei um Civic nessas férias, então ainda não tinha andado muito nele. Obviamente, primeira vez que iria na escola nele. O caminho de, aproximadamente, 10 minutos, já era um velho conhecido, então coloquei um CD do Foo Fighters e segui.
Parei o carro no estacionamento da escola e já pude ver Percy saindo do seu carro, junto com Annabeth, que tinha uma moto, mas Percy insistia que ela viesse com ele. Quanto protecionismo...
Fechei o carro e, antes de virar-me para cumprimentar-lo, suspirei e falei:
– Apenas uns meses para o fim, graças à Deus — e sorrio para o casal.
– Bom te ver também, Nico — Annabeth fala e me dá um leve soco no ombro.
– Conseguiu uma namorada, Nico? — Percy pergunta, já sabendo da resposta.
– Perguntas retóricas, baiacu. — Falo e sigo em direção ao prédio principal, ouvindo reclamações do Percy sobre todo dia ser um peixe diferente, e da Annabeth por preferir "cabeça de algas". Feitos um pro outro. Subo meu capuz antes de entrar no prédio. Conheço o caminho com a palma da minha mão, então vou apenas observando as coisas, em busca de algo novo.
Nada de mais, apenas alguns novatos, cartazes de clubes nos murais... vou caminhando em direção à sala de filosofia até escutar algo que chama minha atenção.
– Olha lá, o viadinho di Angelo... — seguido de algumas risadinhas. Viro o rosto calmamente em direção à voz, e vejo que veio de Jack Slanny, jogador do time de futebol americano, que está abraçado com sua namorada, Calipso, líder de torcida, e junto de outra corja de líderes de torcida e jogadores.
Percy já tinha me falado sobre boatos que eu era Gay, apenas pelo fato de eu nunca ter aceitado uma garota dessa escola. Dessa escola, repito. Então, sou gay? claro que não. Sorrio cinicamente para o Jack e vou em sou direção, observando o corredor vazio, pois o sinal já tinha tocado.
– Bom dia para você também Jack. Como foram suas férias? — pergunto.
– Boas ao lado da minha mulher. E você? ficou com muitos homens? — Perguntou sorrindo como um idiota. Os outros idiotas seguiram o idiota rei na risada. Desbloqueie meu S4 branco e procurei algo perfeito para o momento na minha galeria.
– Bem, apenas se sua mãe for um homem. — Dito isso, mostro uma foto de uma certa balada nas férias, em que fiquei com a senhora Mary Slanny e ela me levou para a casa dela e tiramos a foto na cama dela. — Acho que você estava saindo com a Calipso e sua corja nesse dia. — Completo a fala e guardo o celular, esperando a ação do idiota rei.
Os "idiotas súditos" começaram a rir desenfreadamente, e Jack falou algo como "seu idiota" e tentou me dar um soco. As aulas de várias artes marciais foram úteis, então apenas pisei na coxa dele, enquanto ele corria. Ele desabou ao meu lado no chão. Me agachei até ele e falei:
– Não chore, provavelmente você já estará bom para jogar daqui a uns 40 dias. Melhor que esquentar banco pro Percy, não é? — não esperei sua resposta e saí do local em direção à sala, enquanto a corja apenas observava a cena, atônita.
Cruzamentos são perigosos. Aprendi isso na auto-escola, mas isso também se aplica para escolas. Alguém vinha no corredor perpendicular, e nos chocamos.
– Seu idiota, olhe por onde anda! — quando me virei para retrucar, pude ver que era uma garota com uma blusa do Imagine Dragons, cabelos negros com pontas azuis, combinando com seus olhos, extremamente azuis.
...
P.O.V Thalia
– Puta merda!
Grito pra quem quiser ouvir, quando acordo ao som de radioactive, como despertador. Detalhe: já estava em seu terceiro toque, ou seja, já eram 07 e 30. Fiz minha higiene matinal o mais depressa possível, coloquei uma calça jeans, um all star preto e uma blusa do Imagine Dragons.
– Tchau, pai! — disse apressada ao passar pela cozinha para pegar um achocolatado e uma maçã. Iria comendo no caminho.
– Tchau, Tha... — não pude ouvir o resto, pois já estava fechando a porta. Assim que me virei a rua, pude ver que o ônibus já estava chegando.
Sim, gosto de ônibus, embora eu tenha uma Harley Davidson. Vim deMiami paraNova Iorque porque meu pai, praticamente, me obrigou à isso. Meus pais se separaram quando eu tinha 10 anos, e, sempre morei com minha mãe, até uma semana atrás. Meu pai sempre vinha me visitar, então,eu gostava dele. A propósito, esse é meu primeiro dia na Goode. Não conheço ninguém nessa porra de escola, embora eu tenha quase certeza que minha antiga vizinha de Miami, Annabeth Chase, está estudando aqui. Ela morou lá dos 8 aos 13 anos, e posso dizer que nossa amizade era enorme. Assim que cheguei da mudança, meu pai me mostrou a moto que tinha comprado para mim, mas até agora só tinha sido usada duas vezes. O caminho foi novo para mim e tentei memorizá-lo, enquanto ouvia Imagine Dragons. Notei alguns olhares variados para mim, uns pareciam dizer "quem é essa?" e outros "gostosa".
Enquanto o ônibus parava e o pessoal ia descendo, pude ver a estrutura da escola. Realmente nada mal. Me atrasei um pouco porque tive que falar com o diretor, pegar o horário, entre outras besteiras. Minha primeira aula era filosofia, e eu teria apenas que seguir esse corredor e...
Perfeito para um primeiro dia de aula! se chocar com alguém. Bom trabalho, quem quer que seja.
– Seu idiota, olhe por onde anda! — vi que era um menino, que enquanto se virava, já abria sua boca para retrucar, mas parou para me analisar. Ele tinha cabelos rebeldes negros, pelo que pude ver no que não estava escondido no capuz, e olhos igualmente negros, parecendo não haver diferença entre pupila e íris. Ele apenas fechou a boca, desviou o olhar e seguiu seu caminho.
– Idiota. — Pude ouvir. Algo me diz que consegui um inimigo, embora ele tenha bom gosto musical. Percebi pelo seu casaco do Green Day. Seu caminho era o mesmo que o meu, e descobri que estudaria junto comissoquando li o nome "Sala de filosofia" na porta.
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