Notas iniciais
Só queria agradecer a você, leitor, por sempre comentar, deixar sua opinião, seu elogio ou sua crítica. É muito importante saber o que pensam a respeito da estória, de seu rumo, dos acontecimentos, o que acham dos persoangens, o que fazem... Quero agradecer também aos leitores que favoritam a fanfic com tão poucos capítulos. Obrigada à todos ;) Mwah!

— Olá meninas. — Cumprimentou Graham, assim que entrou no Departamento, para mais um dia de trabalho.

— Olá querido Humbert. — Cumprimentou Regina, sorrindo cínica.

— O que foi que eu fiz dessa vez? — Indagou franzindo o cenho, tentando lembrar o que poderia ter feito de errado para a Sargento, pois sempre que ela falava daquele jeito, algo estava errado.

— Sério que você não sabe? — Questionou, levantando-se de onde estava e andando predatoriamente até o homem, que começou a dar alguns passos para trás enquanto negava. — Então me deixe refrescar a sua memória. — Pede, no seu melhor tom irônico. — ''Mills, meu amor, eu preciso que você trabalhe na madrugada de sábado para ocupar o lugar de um Tenente que se feriu gravemente em uma missão. Não podemos ficar com esse desfalque.'' — Murmurou, imitando a voz de Graham, o que fez Emma e outros que estavam presentes, sorrirem da tal imitação. — Lembrou agora? — Indagou entredentes.

— Regina... — Ele não sabia bem o que dizer. — É... — Para sua sorte, o telefone celular em seu bolso, começou a vibrar e consecutivamente, tocar, interrompendo-o com a possível desculpa esfarrapada que daria. — Só um minuto. — Pediu receoso, e se virou para atender ao telefone, não sem antes respirar de maneira aliviada. Ao menos naquele momento.

— Salvo pelo gongo. — Murmurou, revirando os olhos. Voltou para o lado de Emma, no sofá da sala, e ficou esperando pacientemente, Graham terminar sua ligação.

Alguns minutos ao telefone, e Graham encerra a chamada.

— E então? — Indagou, levantando-se assim que viu o homem colocar o aparelho telefônico em cima de sua mesa, junto com alguns papéis que trazia consigo. — O que me diz a respeito disso, uh? — Voltou a se aproximar do Capitão.

— Que... — Fez uma pausa. Regina arqueou a sobrancelha enquanto encarava-o, ele levantou a mão para pedir calma a morena e tratou logo de continuar. — Você não precisará cumprir esse horário. — Concluiu, causando espanto tanto na morena, quanto em Emma, que ouvia tudo sentada tranquilamente no sofá.

— Não? — Indagou incrédula.

— Não, porque... — Fez uma pausa novamente e respirou fundo. — Porque o Departamento de Nova Iorque precisa de vocês lá, por uma semana, para prender um grupo de traficantes que está causando muito problemas já há algum tempo. Eles precisam de reforços. — Falou tudo rápido para se livrar logo. — E vocês terão que ir agora. — Acrescentou hesitante.

— Vocês... — Emma sussurrou de cenho franzido, levantando-se. — O que quer dizer com vocês? — Perguntou juntando-se a amiga. Graham apontou para ela sem falar nada. — Eu? — Ele assentiu. — O que? Por que nós? — Indagou indignada.

— Mesmo que fosse só ela, você iria de qualquer forma... Sempre estão juntas e trabalham juntas... — Argumentou Graham. — E por que vocês? — Repetiu a pergunta da outra. — Bem... Vocês são as melhores... — Admitiu, causando um sorriso nas duas mulheres.

— Você tem razão... — Concordou aproximando-se mais da amiga. — Mas...

— Desculpe-me por isso, ainda mais em cima da hora assim, mas foram ordens deles lá. Eles que escolheram vocês. — Falou em sua defesa, interrompendo-a de seu contra-argumento.

— Vamos para casa fazer nossas malas, Emma. — Regina se manifestou, completamente irritada, puxando sua amiga pela mão, para fora dali.

— Vocês precisam voltar para cá. — Avisou. — Então, não demorem muito por aí, fazendo coisas. — Gritou em tom malicioso, de dentro do Departamento. Elas já estavam quase do lado de fora. Ele nunca perdia uma oportunidade de irritar.

— Vai à merda. — Mills gritou de volta.

— Olha a boca Mills. Eu sou o seu chefe. — Rebateu sorrindo, fazendo a morena bufar de raiva.

•§•

— Uma semana em Nova Iorque. — Emma comentou pensativa, enquanto ajudava Regina a fazer uma pequena mala. As duas já tinham ido à casa da loira e feito a dela. — Veja o lado positivo... — Parou o que fazia, e se sentou na cama. — Vamos ver nossos familiares e alguns amigos... — Sorriu.

— Pensado por esse lado, realmente é positivo... — Concordou. —Isso é, se tivermos tempo. — Sentou-se na cama também. — Mas mesmo assim, ainda não aceito essa viagem. Você sabe que gosto de ir para lá com calma e para me divertir. — Bufou irritada. — Não gosto de ir justamente para NYC desprevenida, às pressas, e a trabalho. — Deitou-se no colchão fofo de sua cama.

— Eu sei, mas o que podemos fazer contra isso? — Indagou retoricamente, juntando-se a amiga deitada. — É uma ordem vinda de lá, e não podemos desacatar.

— Você poderia me fazer um agrado. — Comentou maliciosa, virando-se para a amiga, encarando-a com seus lindos olhos castanhos, pidões.

— Um agrado é? — Rebateu sorrindo. Realmente, Mills não deixava passar nenhuma possibilidade de ataque.

— Poderia me relaxar antes de fazermos essa viagem. — Enquanto falava, ia subindo em Emma, que logo a agarrou pela cintura, assim que ela ficou deitada em cima dela, por completo.

— E o que você quer que eu faça? — Sussurrou sensualmente, entrando no jogo.

— Você sabe o que eu quero. — Sussurrou em seu ouvido, fazendo-a se arrepiar.

Antes que Emma a rebatesse, seu telefone começou a tocar, interrompendo o momento. Era o Graham. De novo. Era sempre ele. Regina saiu de cima de Swan e pegou o celular, que tocava insistentemente.

— Você adora nos interromper, não é? — Indagou com raiva.

— Ei, em minha defesa, eu não sabia o que vocês estavam fazendo. Não tenho bola de cristal para ver as coisas. — Defendeu-se sorrindo.

— Diga logo o que você quer. — Pediu impaciente.

— O helicóptero já chegou, e está só esperando vocês. — Informou, voltando a ficar sério.

— Por que você não disse de que horas que deveríamos estar aí? — Indagou mais irritada. — E outra, nós vamos ficar sem carro por lá, nas horas vagas? Porque eu não quero ter que alugar quando tenho um.

— Se você tivesse esperado eu terminar de falar, antes de ir embora, saberia de tudo isso. — Rebateu, sorrindo da provável irritação que causou na outra.

— Então diga logo, tudo que tem que dizer. — Pediu novamente, impaciente.

— Vocês ficarão em um hotel que fica há dois quarteirões do Departamento. Também terão um carro para usar nas horas vagas. Tudo pago por eles lá. — Explicou tudo de uma vez para não surgir mais dúvidas.

— Menos mal. — Murmurou. — Bom, daqui a pouco chegamos aí. — Informou, já fechando sua mala pronta.

Não demorem. — Rebateu malicioso. Regina nem se deu ao trabalho de responder. Encerrou a ligação.

— Vamos logo que tem um helicóptero a nossa espera. — Informou, saindo do quarto com sua mala em mãos.

— Wow! — Exclamou Swan, surpresa. — Não sabia que iríamos voando. — Comentou, seguindo a morena.

— No caminho te conto tudo que o Graham falou. — Emma assentiu e as duas saíram da casa logo em seguida.

•§•

— Sigam direto para o Heliporto. — Pediu Graham, assim que viu as duas entrando no Departamento.

— Você deveria me dar uma promoção por isso. — Mills rebateu irritada, encarando o homem sentado em sua cadeira, com os pés em cima da mesa, como quem não quer nada. — Já está mais do que na hora. — Acrescentou. — Ainda mais depois de fazer uma viagem às pressas, contra a minha vontade.

— Quem sabe quando você chegar de lá, não voltamos a conversar sobre isso? — Arqueou uma sobrancelha e sorriu para a mulher. — Agora, façam uma boa viagem. — E se levantou de onde estava, seguindo para a sua sala.

As Sargentos logo se dirigiram para o Heliporto, acima do prédio do Departamento. Onde um oficial as esperava.

— Que promoção é essa? — Emma quis saber, deixando sua curiosidade transparecer, assim que entram no helicóptero e se acomodaram.

— Falei com o Graham para ele nos promover a detetives Sargentos. — Acomodou-se no banco do veículo, e atacou o cinto de segurança. Emma parou o que fazia no mesmo momento. — Continuaremos sendo Sargentos, tendo nossa equipe, e recebendo como, mas só sairemos a campo, para investigar. — Explicou.

— Com ‘’nos’’, você quis dizer nós duas? — Indagou sorridente, com a possibilidade de ser “promovida”. Tinha gostado da ideia.

— Isso mesmo... — Sorriu rapidamente. — Você não gostou? Prefere continuar como está? — Indagou preocupada. — Eu deveria ter falado com você primeiro... — Coça a cabeça, nervosa. — É só que, eu queria fazer uma surpresa para você... — Acrescentou, visivelmente preocupada e ainda nervosa.

— Ei... — Tocou no braço da amiga. — Calma... — Sorriu-lhe, passando tranquilidade. — É claro que eu gostei... — Disse animada. — Eu amei, na verdade. — Emma só faltava pular de alegria, tamanha felicidade que sentia com a ideia.

Logo o helicóptero pegou voo.

Regina aproveitando a proximidade com Emma, tratou logo de abraçá-la e enfiar sua cabeça em seu pescoço. Iria a viagem inteira sentindo seu perfume. Emma, nada disse. Apenas a abraçou mais, e começou a fazer carinho em seus cabelos, enquanto sorria abobada.

Foram assim, abraçadas, com algumas vezes Regina beijando delicadamente o pescoço de Emma, e a mesma se segurando para não demonstrar que estava se excitando, até NYC. Regina não perdia uma oportunidade de tentar a amiga.

•§•

Logo que chegaram, foram direto para o Departamento da Polícia de Nova Iorque. Precisavam se apresentar para o chefe de uma semana, conhecer as pessoas que trabalhariam com elas naquele período, saber de todos os detalhes da missão que participariam, e precisavam pegar tanto a chave do apartamento onde ficariam durante a estadia na cidade, como o carro que foi disponibilizado para as duas.

Depois de todos os procedimentos de conhecerem e serem apresentadas as pessoas que ali trabalhavam, um agente as levou até o hotel que ficariam, pois, o carro que elas usariam, ainda não tinha chegado ao Departamento, esperou que elas guardassem as malas, e logo voltaram para o Departamento.

— Sinto muito por vocês não terem descansado. — Comentou o Capitão, assim que elas entraram em sua sala. — Mas infelizmente não podemos perder tempo. — Elas assentiram. — Essa turma de traficantes vem agindo há mais de um mês em quase toda a cidade... Sempre que chegamos perto de descobrir alguma coisa, algo acontece e desvia nossa atenção. — As duas permaneceram caladas, ouvindo tudo atentamente.

— Hoje vocês ficarão apenas por aqui pelo Departamento, estudando o caso... Todas as informações possíveis... — Informou o Tenente que estava ao lado do Capitão. — Michael. — Apresentou-se, estendo as mãos para as duas. — Amanhã vocês já poderão sair, caso tenhamos novidades.

— Emma Swan e Regina Mills. — A loira as apresentou para o rapaz.

— Sejam bem-vindas. — Sorriu simpático. — Jonny... — Chamou um rapaz que estava na porta. — Acompanhe as meninas até a sala de cada uma. — O homem assentiu e logo as levou para um corredor.

•§•

— Regina, é apenas uma semana. — Murmurou Emma, mais uma vez. Já tinha perdido as contas de quantas vezes disse aquilo para amiga. — Você não vai morrer por isso. — A Sargento a encarou por alguns segundos.

— O que você achou daqui? — Ignorou completamente o que a amiga falou. — Aquele Michael não tirou o olho de você. — Comentou irritada.

— Ah! Eu achei legal... Aqui é diferente. — Comentou simplesmente. Teve vontade de sorrir pelo ciúme evidente que a amiga sentiu, por conta das olhadas do homem que trabalharia com elas durante a semana, mas preferiu se segurar, e continuar com o que dizia. — O cheiro é diferente. — Deu de ombros, vendo Regina juntar as sobrancelhas em confusão. — Eu não sei explicar, mas o ar é diferente, sabe? O cheiro também... A forma como o dia passa é diferente de Chicago. A temperatura... — Divagou. — O céu aqui é diferente também... — Explicou-lhe, fazendo a outra assentir em entendimento. — Estou me sentindo como se estivesse em um lugar que nunca estive... — Sorriu. — Bem, eu nunca estive exatamente aqui, mas já estive em Nova Iorque. Na verdade, já morei aqui, né... E sempre que posso, venho por aqui... Mas, a forma como me sinto é como se eu nunca tivesse vindo aqui. — Sorriu. — Como se fosse novo... — Concluiu com o olhar longe. — É como quando voltamos para a escola depois das férias. — Sussurrou.

— Sei como você se sente... — Tocou em sua mão, fazendo um carinho de leve. — Acho que é porque nunca veio por essa parte da cidade, e porque é mais acostumada com Chicago. — Sorriu também. — Não vi uma mulher até agora. — Mudou de assunto, fazendo Emma revirar os olhos. — Será que não tem ninguém do sexo feminino que trabalha aqui? — Franziu o cenho. Emma fechou o semblante no mesmo instante. Regina ao perceber, segurou-se para não ri.

— Não se esqueça de que viemos para trabalhar. — Levantou-se do sofá que estava sentada com a amiga, e se dirigiu até a porta.

Antes que ela pudesse sair, Regina se levantou rapidamente e a puxou pelo braço, fazendo-a se virar para ela.

— Não precisa ficar com ciúmes, meu amor, eu só quero conhecer novas pessoas. — Piscou para a amiga e deu um beijo leve em sua bochecha.

— Uh... — Murmurou com ironia. — Eu vou para a minha sala. Depois você vai para lá também. — Pede. — Não quero ficar sozinha. — Regina assentiu e a soltou, deixando-a sair pela porta finalmente.

•§•

— Eu não aguento mais ler. — Reclamou Emma enquanto coçava os olhos e massageava as têmporas. — Se for para ficar assim o dia todo, se Graham nos liberar a promoção, eu não quero.

— Não será assim... — Garante-lhe. — Precisamos comer, tomar um banho, receber uma massagem e depois dormir. — Regina deixou os papéis de lado e se deitou no sofá. — Eu quero dormir. — Espreguiçou-se.

— Será que já podemos ir? — Levantou-se da poltrona, que de tanto tempo que esteve sentada, já não era mais tão confortável.

— Ninguém nos falou sobre o horário de largar. — Colocou as mãos atrás da cabeça e olhou de modo malicioso para a amiga. — Vem aqui... — Chamou em tom sussurrante, querendo realmente seduzir. — Esse sofá é ótimo para dar uns amassos. — Piscou, fazendo a loira sorrir. — Só não é melhor que o meu. Mas na falta dele, pode ser esse mesmo. — Emma arqueou a sobrancelha. Estava realmente tentada a se deitar ali com a amiga, mesmo sabendo o que poderia acontecer. Todavia estava tão cansada que queria mesmo aceitar o convite, para descansar, mesmo sabendo o que a amiga faria, e sabendo também, que alguém poderia entrar. — Eu sei que você quer. — Voltou a sussurrar sensualmente.

Antes que Emma pudesse responder, alguém bateu na porta. Quando ela abriu, deparou-se com Michael. Emma o cumprimentou e deu passagem para que o homem entrasse. Regina logo fechou a cara.

— Graham de Nova Iorque. — Sussurrou. Emma até entendeu o que ela disse, mas fingiu não escutar e se segurou para não rir. Já o homem ouviu, porém não entendeu.

— Vim aqui apenas para dizer que vocês já estão liberadas. — Sorriu simpático para as duas, especialmente para Emma. — Amanhã, estejam aqui às 9:00am em ponto. — As duas assentiram. — Até mais, senhorita Mills. — Acenou para a morena, que deu um sorriso sem graça. — Até mais, senhorita Swan. — Dirigiu-se a loira.

— Emma... Apenas Emma, ou Swan. — O homem assentiu e saiu da sala em seguida.

Apenas Emma, ou Swan. — Debochou, imitando a voz da loira, que não se aguentou e começou a gargalhar da amiga.

— Não fique com ciúmes, meu amor. — Repetiu as palavras que Regina usara mais cedo. — Só quero conhecer pessoas novas. — Piscou para a morena, que bufou irritada e se levantou do sofá.

— Vamos logo que eu quero dormir. — Pegou a jaqueta e a bolsa, e se dirigiu a porta.

— Tudo bem, madame ciúme. — Zombou, pegando também, sua jaqueta e seus pertences, e saindo da sala.

•§•

— O que você acha de irmos comer em algum lugar, antes de irmos para o apartamento? — Indagou Emma, cortando o silêncio do carro. Só o que se ouvia dentro do veículo, era ‘’Stuck on you — Lionel Richie’’

— Se você quiser, nós podemos ir... — Deu de ombros. — O que você quer?

— Podemos ir para algum barzinho por aqui por perto... Só quero comer um bom hambúrguer com fritas e tomar um guaraná. — Respondeu, entretida, jogando em seu celular. Era uma viciada em Subway Surf.

Regina aumentou o som e começou a cantar baixinho. Quando pararam em um sinal, ela virou-se para a amiga, chamando então sua atenção, e com um olhar ‘’estilo 43’’ direcionado a ela, cantou:

— Stuck on you. I've got this feelin' down deep in my soul that I just can't lose. (Preso a você. Eu tenho este sentimento tão no fundo da minha alma que simplesmente não consigo perdê-lo.)

O coração de Emma bateu acelerado no exato momento em que as palavras processaram em sua mente. Regina sorria para ela. Aquele sorriso lindo e iluminado que fazia sempre seu coração bater mais rápido. A morena piscou para ela e levou a mão ao seu rosto, começando então um carinho lento, até que seus dedos chegaram a sua nuca e ela fechou os olhos. Mills se aproximou lentamente. Olhos fechados, narizes a centímetros de se encostarem. Ambas as respirações e corações estavam acelerados. Suas respirações já estavam se misturando, mas, como algo sempre tem que atrapalhar... Alguns carros que vinham atrás, começaram a buzinar, impacientes para que a passagem fosse liberada, fazendo então, Regina se afastar e voltar sua atenção ao trânsito, enquanto Emma voltava ao seu jogo.

Depois desse momento, as duas passaram a conversar trivialidades, enquanto Regina rodava em busca de algum lugar, e Emma jogava em seu celular. Depois de meia hora rodando pelos arredores do apartamento onde elas estavam, encontraram um lugar do agrado de ambas.

Enquanto Regina estacionava o carro e na sequência, trancava-o, Emma a esperava do outro lado da rua, para poderem entrar no estabelecimento, que estava bastante cheio para o dia.

Quando Regina Enfim se aproxima de Emma, repara alguns movimentos em um carro parado próximo a elas. Curiosa, as duas vão até o mesmo para ver do que se trata.

Ao se aproximarem do veículo, que estava com as janelas abertas, nota uma criança sozinha no banco de trás.

— Hum... Olha o que temos aqui. — Murmurou Emma, abaixando-se um pouco e colocando sua cabeça na janela. — Oi! — Cumprimentou a criança com seu tom mais gentil. — Onde estão seus pais? — A criança não respondeu. Parecia bem assustada. — Faz tempo que você está aqui? — A criança assentiu. — Certo... — E então saiu da posição que estava, e se virou para Regina. — Abandono de incapaz.

Regina logo tratou de sair procurando o dono do carro, enquanto Emma, ligava para o Departamento para que algum agente disponível viesse resolver o problema.

Minutos depois, Regina chega acompanhada de um homem negro, alto, cabelos longos, e com aparência de mal-humorado. O rapaz diz que é pai da criança, e que ela é adotada, junto com sua esposa, que está em casa.

Depois de alguns minutos de conversa, o agente solicitado por Emma aparece, e as duas tratam de explicar o que está acontecendo. O homem liga para a esposa para que venha buscar a criança, e em seguida é levado embora.

As duas mulheres ficam no aguardo, até que a mulher que o rapaz dissera ser sua esposa, chega, e sob o olhar atento das duas, vai embora com a criança, que confirma com um largo sorriso, que conhece a moça.

Quando Regina se vira com Emma para finalmente entrarem no barzinho, a morena vê um rosto familiar. Para no mesmo instante e começa a ficar nervosa. Emma, sem entender do que se trata, fica preocupada com a forma que Regina ficou.

— Regina! — Balança-a pelos ombros. — Regina! — Chama mais uma vez, porém não obtém resposta. Olha para onde a amiga olhava, mas não imagina o que ela poderia estar vendo. — Você está me preocupando, Regina.

— É ele. — Diz finalmente, encarando um homem branco, de boa aparência, cabelos pretos e longos, mas que não chegam aos ombros, com uma barba curta, que conversava animadamente com um grupo de pessoas. — Foi ele que matou Daniel. — Murmura novamente. — Eu sei que é.

— O que? — Emma franze o cenho. Seria possível, depois de tanto tempo, Regina encontrar o homem assim, andando tranquilamente em um bar de Nova Iorque? Até onde a coincidência seria capaz de agir? — Você tem certeza? — Questiona, ainda sem saber de quem se tratava o homem que a amiga falava.

— Eu nunca vou esquecer o rosto daquele infeliz. — Diz entredentes. — Eu vou lá agora. — Colocou a mão no cano da arma e começou a andar em passos largos, em direção ao homem, que a olhou no mesmo instante e parou de sorrir.

— Você não pode chegar e dar voz de prisão a ele sem ter provas... Na verdade não pode chegar assim... — Emma a puxou pelo braço fazendo-a voltar.

— Ele vai fugir! — Murmurou, ignorando completamente o que a amiga falou.

O homem ao perceber onde a mão da morena estava e o olhar irritado que esta lhe lançava, reconhecendo em seguida, quem ela era, levanta em alerta, e começa a sair a passos largos, do local, deixando os outros para trás. — Ele vai fugir... Emma... — Sem esperar uma resposta da amiga, puxa seu braço com força e sai correndo em disparada atrás do homem, atraindo a atenção dos demais presentes.

E então ele começa a correr também. Mills retira a arma do coldre e a aponta em direção ao local que o rapaz está correndo. Mas, ao chegar do outro lado do bar, por onde ele saíra, o perde de vista, pois além de ter vários carros, e muitos deles, altos, que impossibilitavam uma visão melhor da rua, havia alguns becos, dificultando tudo. — Merda. — Guarda a arma de volta e olha ao redor, completamente frustrada.

— Regina... — Emma chega logo em seguida. — Fugiu... — Concluiu, ao ver a cara da amiga e olhar ao redor. — Eu sinto muito. — A abraça, confortando-a. — Não desista de procurar. — Incentiva. — Se depois de todos esses anos, você o achou, há chances de encontrar novamente... Ainda mais agora, que sabe que ele está por perto. — Apertou o abraço e beijou sua cabeça. — Vem... Vamos comer alguma coisa.

As duas voltaram abraçadas para dentro do estabelecimento, recebendo diversos olhares. Em sua maioria, por causa do ocorrido, minutos atrás.

Sentaram-se em uma mesa afastada e logo foram atendidas. Fizeram seus pedidos, e entre conversas, todas puxadas por Emma, para tentar fazer a amiga esquecer por alguns minutos, o problema, elas comeram e beberam até encherem, e o sono apertar, obrigando-as a ir para o apartamento.

Notas finais
Esse foi o último capítulo que eu já tinha pronto.. Para quem quer a pegação: Keep Calm... É que eu adoro esse jogo de provocações, sedução, ciúme, tentação, insinuações, entre outras coisas... Stuck on you - Lionel Richie