Always by your Side
30 Visita ao Charlie
Notas iniciais
"A suprema felicidade da vida é ter a convicção de que somos amados".
Abri a porta da mansão acompanhada de Clary e Gus, os dois estavam arrumados e cheirosos. Hoje, por uma ideia de Bella iriamos leva-los para conhecer Charlie. O plano inicial era dizer que eles eram filhos de um primo de Edward que havia morrido em um acidente de avião. Em passos calmos cheguei até a sala, aonde Clary correu até Rose de braços abertos.
— Titia – Clary a abraçou com carinho.
— Como passou a noite, querida? – Rose correspondeu o abraço, dando um beijo na testa de Clary.
— Bem...- respondeu de forma meiga, passando a mão em seus cabelos sedosos. Ela usava um vestido vermelho que cobria o seus joelhos, um casaco preto, uma meia-calça branca e uma sapatilha preta. Fitei Gus, ele usava uma calça jeans preta, uma camiseta azul escura e um casaco vinho. Seus cabelos eram castanhos e escorriam por seu rostinho na cor pêssego.
— E vocês vão passear, Gus? – Alice perguntou entrando na sala. Os rapazes estavam todos na biblioteca, Edward e Alec passaram a noite estudando as táticas que os Volturi usam para eliminar um clã.
— Sim, titia. Vamos conhecer o vovô Charlie – sua voz era tão infantil e carinhosa. Então vi um vulto passar pelo meu lado, uma menininha de cabelos bronzes levemente cacheados. Ela usava um vestidinho cor de rosa, uma bota e um casaco vermelho escuro.
— Clary, Gus! – Renesmee correu em direção aos dois, Clary saiu do colo de Rose e abraçou a prima de forma gentil. Ouvi o som do passos de alguém se aproximando de forma leve e em seguida uma mão ser colocada em meu ombro. Me virei e abri um sorriso pequeno para Bella.
— Como está? – perguntei observando os três pequenos conversando sobre conhecer Charlie. Em seguida, passei a mão em meus cabelos os jogando para atrás. Eles estavam castanhos novamente, pelo que me parece a tinta acabou saindo durante o processo da transformação. Bella usava um jeans escuro, uma blusa vermelha vinho e uma jaqueta de couro marrom.
— Do mesmo jeito que você, Edward e Alec não saem para nada. – murmurou como se estivesse desabafando, sua mão foi para o seu bolso da calça e em seguida ela respirou.
— Eu conheço meu marido... – fiz uma pequena pausa e em seguida continuei. – E você conhece o seu, sabemos muito bem do que eles são capazes. Mas, isso é loucura Bella. Vivi anos ao lado deles, sei que quando eles vão atrás de um clã... – Não consegui terminar, minha voz estava tremulada e meu coração parecia que batia forte – mesmo sendo impossível.
A porta da biblioteca foi aberta de forma um pouco brusca de dentro saia um Edward e um Alec tomados pela exaustão, mesmo nos não precisássemos dormir era necessário um descanso. Os cabelos negros de Alec estavam bagunçados, a fisionomia em seu rosto era de revolta e medo. Ele caminhou até o meu lado, dando-me um beijo em minha testa e depois ficou ali em pé. Edward estava encostado na parede próximo de Bella.
— Papai... – Clary e Gus disseram ao mesmo tempo, correndo em direção a Alec. Que pegou os dois no colo, um de cada lado e os abraçou de forma carinhosa. Ele passava a mão nos cabelo dos dois afagando.
— Hoje nós vamos conhecer o vovô Charlie – Renesmee comentou ao lado de seus pais, abraçando um ursinho daqueles marrom e um pouco surrados, que tinha uma gravata vermelha.
— Nós, vamos? – Alec questionou colocando as crianças no chão e me fitou. Fiz uma careta de “essa ideia não foi minha” e afaguei os cabelos de Gus que agora estava abraçado a mim.
— Ideia dela! – apontei para Bella, que deu de ombro e abriu um pequeno sorriso.
— Bem, achei que seria uma boa oportunidade para nosso pai conhecer os netos. – explicou Bella, enquanto Edward se matinha em total silencio. O clima estava pesado no ambiente e não era para menos.
— Ótima ideia, Bella. – Edward finalmente falou algo, em seguida ele se afastou da parede e passou a mão em seus cabelos.
— Então, vamos. – disse quebrando o meu silêncio e estiquei minha mão para poder pegar na mão das crianças. – Gus... Clary – os chamei e vi os dois caminhando em minha direção e cada um pegando em uma das minhas mãos.
Saímos de dentro da mansão e caminhamos até os carros. Edward, Bella e Renesmee foram no Volvo prata dele. Sumi em nossa Mercedes preta, Gus e Clary se sentaram no fundo e Alec no banco do passageiro. Liguei o mesmo, seguido o Volvo a nossa frente. Entramos na estrada, que sempre estava vazia e o silencio do carro dominava. Olhei o retrovisor e vi Gus brincando no vídeo game portátil e Clary com sua boneca, fitei com o canto dos olhos Alec. Ele parecia estar tão petrificado e sua face estava com dor, de quando ele era um guarda de Aro. O carro era automático, senti a mão entrelaçando nossos dedos.
— Mamãe... – Clary disse baixinho.
— Sim, querida? – perguntei sem desviar o olhar da estrada. Porém, pude ver os dois se entre olharem.
— Você e o papai estão brigados? – Clary perguntou um pouco manhosa e com olhar triste. Fitei Alec que pareceu engolir em seco apertando minha mão.
— Por que diz isso, querida? – Alec perguntou.
— Por que vocês dois estão diferentes, mal se falam e parecem estar bravos. – Gus murmurou de forma desanimada, senti um nó em minha garganta e me encolhi um pouco no banco do carro.
— Papai e a mamãe, não estamos bravos e está tudo bem crianças. – Alec apertou minha mão, senti uma energia boa me tomar. Era como estivesse carregada de alguma coisa que me deixasse mais forte.
— É verdade, estamos bem meus amores. – disse de forma carinhosa, enquanto via os dois ainda em silencio. Dei um pequeno sorriso de lado para Alec, nos dois sabíamos que não seria possível esconder por muito tempo o que estava acontecendo, mas por hora seria assim.

Estacionei o carro em frente a bela casa de madeira, o Volvo de Edward já estava parado em frente a alguns segundos. Respirei fundo, tirando a chave do painel e abri a porta. Sendo seguida por Alec e depois as crianças, ficamos um tempo do lado de fora planejando como iriamos contar a Charlie. As crianças assentiam a tudo que Edward explicava.
— Vocês entenderam, certo? – Edward perguntou para os três que apenas mexiam a cabeça para cima e para baixo.
— Vamos entrar, então. – Bella disse.
Seguimos até a porta da casa de Charlie, era estranho estar aqui. Não vinha aqui desde o meu casamento e nem virá Charlie pessoalmente. Apenas nos falávamos por telefone, já que ele não podia saber de nossa transformação. Subimos a pequena escada, as crianças iriam ficar com Alec por enquanto e Edward apertou a companhia com sutileza fazendo o som ecoar. E em questão de minutos surgiu um homem, com sua meia idade, olhos cansados e barba por fazer. Usava um jeans clara rasgada, uma camisa xadrex e um tênis velho. Seu cheiro invadiu a minha narina, então tranquei a minha respiração e seria necessário agir como uma humano.
— Edward, Bella e Becca. – Charlie disse em tom de surpresa, abrindo a porta com velocidade era possível ouvir seu coração a quilômetros de distância. Seus olhos brilhavam, enquanto ele passava a mão em seus bigodes e abri um sorriso sem jeito nenhum.
— Não vai nos convidar para entrar? – perguntei de forma contente, era maravilhoso poder ver meu pai novamente e acho que Bella sentia a mesma coisa.
— Oh, sim. Claro, entrem! – Charlie respondeu de forma desajeitada.
Com a porta aberta seguimos até a sala, passando por Charlie. Ele coçou sua barba, porém nada disse se manteve em silencio. Edward ficou em pé ao lado da lareira, Bella e eu ficamos em pé próximo ao sofá. Charlie caminhou lentamente até sua poltrona e então ele respirou fundo.
— Por que vocês não vieram mais para casa? – perguntou Charlie quebrando o silencio.
— É complicado. – Bella respondeu.
— É complicado? Vocês duas... As duas, sabem como eu fiquei preocupado com vocês? Tem noção do quanto... Do quanto, eu sofri? – Charlie se levantou e sua voz estava um pouco alterada.
— Nós sabemos que o senhor passou, acha que não queríamos ligar e contar o que estava acontecendo? – perguntei dando alguns passos para perto dele. Seus olhos percorriam meu corpo, cabelos e olhos. Sorte que estava usando lentes da cor de meus olhos. Ele se aproximou um pouco para tocar em meu rosto, só que desviei dele.
— Queríamos te contar tudo, mas não é tão simples assim. – Bella comentou, se pudéssemos chorar provavelmente já estaria com os olhos cheios de lagrimas. Controlei minha emoção e me virei para ele novamente.
— Vamos contar tudo que precisar saber, somente o necessário e nada mais. – disse e então Charlie fez uma face de deboche e apontou o dedo para nós.
— E se eu não puder me contentar? – Charlie questionou, afinal ele era um cabeça dura igual a nós duas. Balancei a cabeça de um lado para o outro e vi Bella procurar o que dizer.
— Você nunca mais irá nós ver, lamento pai. – Bella disse. Charlie arregalou os olhos, em seguida fechou suas mãos. Puxando todo o ar para os seus pulmões e pude ver sua expressão mudar por completo.
— Minhas filhas, parecem minhas filhas. Mas, não são elas mesmas. – Charlie murmurou um tanto frustrado.
— Nós ainda somos suas filhas, pai. – meu coração se partiu e então caminhei em sua direção o abraçando, Bella me seguiu e o abraçamos com força. Sua mão era passada por minha costa, provavelmente me sentindo gelada. Charlie tentou dizer alguma coisa, porém nada saia dos seus lábios.
— Eu senti muita falta, das duas. – A voz dele estava chorosa e então nos afastamos de Charlie. Demos um pequeno sorriso e fingi que estava limpando os olhos, a lente incomodava um pouco. Edward saiu da sala caminhando até a porta e abriu a mesma.
— Charlie... – Edward o chamou.
— Queremos que conheça algumas pessoinhas. – Alec disse entrando na porta, sendo seguido por Clary, Nessie e Gus. Os três estavam atrás de Alec e agora Edward vinha caminhando junto.
— Quem são? – Charlie perguntou enquanto passava a mão em seus cabelos e em seguida na barba.
— Nossos filhos. – Edward comentou, pegando na mão de Renesmee.
— Essa é a Renesmee, minha filha e de Edward. – Bella disse, seus olhos brilhavam e Nessie estava encolhida perto de seu pai. Charlie se abaixou e caminhou até ele e deu um pequeno sorriso.
— Ela tem os seus olhos, Bella. – Ele murmurou. – Oi, eu sou o vovô Charlie.
— Oi, eu sou a Nessie... Tenho 4 anos. – Renesmee disse de forma tímida.
— Esses são Augustus e a Clarissa, nossos filhos. – Alec se aproximou com os dois. Os dois pareciam mais acanhados que o normal, continuei a observa-los.
— Oi, sou o Gus... sou irmão gêmeo da Clary e nós dois temos 4 anos. – Augustus falou de forma simpática. Ele respirava forte, em seguida abria um sorriso pequeno.
— Oi, vovô. – Clary se aproximou de Charlie e o abraçou.
— Vocês os adotaram? – Charlie perguntou e então todos nós olhamos. – Tudo que eu preciso saber. – Murmurou revirando os seus olhos.
Passamos a tarde toda juntos, Bella e eu tentamos fazer um bolo de cenoura que não deu muito certo. Charlie e os rapazes falavam sobre o futebol e as crianças brincavam na sala. Após o café da tarde, resolvemos voltar para casa. E Charlie nos levou para até a porta aonde nos despedimos.
— Venham mais vezes, o natal está se aproximando. – Charlie disse da porta, acenando para nós.
— Voltaremos, pai. – dei um abraço nele.
Adentramos o carro seguindo em direção a mansão, quando meu celular começou a tocar. Dessa vez quem estava dirigindo era Alec, apanhei o mesmo e o atendi o mesmo. Era Alice.
— Becca, aonde vocês estão? — sua voz estava um pouco apreensiva.
— Indo para casa, porque Alice? – perguntei curiosa. Fitei que as crianças estavam dormindo no banco de trás. O sol já começava se por.
— Nossos primos do Alasca estão aqui, já liguei para Bella e a avisei. — Alice continuava a falar, mas ainda não havia entendido o motivo de sua apreensão.
— E qual o problema, Alice? – quis saber. Segurando o celular ao meu rosto.
— Que eles... São a família de Irina.— Apertei meu celular com força, sentindo o mesmo se partir. E então fitei Alec e o mesmo entendeu o que quis dizer. Senti a velocidade do carro aumentar, assim como a minha fúria.
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