Always at your side

13 "Ela é especial"


Notas iniciais
Boa tarde amores! Passando por aqui hoje, porque tenho quase certeza de que amanhã não vou ter tempo livre e não posso deixar vocês esperando por mais dias, não é? Quero agradecer pelos comentários maravilhosos que deixaram para mim, significa muuuito! Obrigada litaeml por favoritar a fic e a todos que estão me acompanhando. E no capítulo de hoje, Castle e Beckett finalmente começam a "trabalhar em parceria". E pode ser que algo comece a surgir entre eles a partir daí... Espero que gostem! Tenham uma boa leitura!

Finalmente chegamos à sua casa. Ainda estou me sentindo um pouco estranha, com a sensação do corpo dele bem próximo ao meu, o seu cheiro, sua respiração quando sussurrou em meu ouvido... por algum motivo tudo ainda está presente. Ainda estou surpresa pelo seu abraço. Realmente não esperava por isso. E o mais engraçado é que ele conseguiu fazer eu me sentir melhor.

Ele abre a porta, fazendo um gesto com a mão que indica “entre”. Passo por ele sorrindo e assim que coloco o pé para dentro do cômodo, instantaneamente me sinto à vontade. O ambiente é agradável, os móveis e a decoração conversam entre si em perfeita harmonia. E há um cheiro peculiar, mas gostoso, como se estivesse sendo exalado um aroma de algum lugar. Ou talvez eu esteja imaginando.

Sequer percebo que parei de andar após dar poucos passos, até que o Castle surge na minha frente com uma expressão divertida.

_Gostou tanto assim da minha sala de estar? – pergunta, enquanto inicia um caminho que eu não sei onde vai dar, mas sei que devo segui-lo.

_Ah, é que... não foi assim que eu imaginei a sua casa.

_E como você imaginou a minha casa? – ele faz uma expressão engraçada.

_Pensei que iria encontrar algo um pouco mais...não sei, desleixado? Talvez até com algumas roupas de mulheres jogadas aqui e ali. Sua fama te precede, Castle, você sabe disso, não é? – digo, brincando.

_Uou, calminha aí. Eu já fui um homem de muitas mulheres, não vou negar para você, mas isso é passado. – faço uma expressão cética, e ele continua. – É sério. Palavra de escoteiro.

_E por acaso alguma vez você foi escoteiro? – sorrio.

_Hmmm não, mas o que vale é a intenção. Disse isso de consciência limpa.

_Está tudo bem, Castle, eu só estava brincando... Enfim, a decoração é incrível.

_Obrigado. Mas na verdade, tem muito mais da minha mãe do que de mim aqui.

Só então passa pela minha cabeça que ele tem uma mãe. Martha Rogders. E que li em algum lugar que agora eles estão morando juntos. Além de sua filha, é claro, de quem sei muito pouco. Sequer o nome. Aparentemente ela não gosta de se expor. Nunca a vi em nenhum dos lançamentos dos livros do Castle, o que não quer dizer que ela não estava lá, mas enfim, não a conheço. Paro de andar e seguro o seu braço. Ele me encara confuso.

_Ela está aqui? – pergunto. – Quero dizer, sua mãe?

_Não, ela saiu com algumas amigas. Por quê?

_E a sua filha? – ele sorri, e eu sei muito bem o que está querendo dizer. Então continuo, revirando os olhos. – Essas informações podem ser lidas em qualquer lugar.

_Ok. Ela também não está aqui. Irá dormir fora. – respiro fundo, soltando-o, e ele continua. – Por que a preocupação?

_Nada. – respondo rápido, mas ele intensifica o olhar. – É só que...não saberia como me comportar perto delas, sou uma estranha aqui. E elas podem pensar outras coisas ao nos ver juntos e isso seria bem...

_Embaraçoso. – completa. – Yeah, claro. Se isso te faz sentir melhor, elas sabem da nossa pequena parceria. E que é apenas isso.

Ele volta a andar, parando em frente a uma porta e abrindo-a.

_Sabem? – pergunto. – O que elas disseram?

_Só nos desejaram sorte. – ele dá espaço para que eu possa passar. – Bem-vinda ao meu escritório!

Entro no local, observando atentamente cada detalhe: os diversos livros que ocupam duas das paredes, os quadros, o tapete perfeitamente disposto no chão, o sofá, e por último a mesa com um notebook fechado em cima, certamente onde ele escreve seus livros. Sorrio ao lembrar da época em que eu criava uma lista mental de fã chamada “sonhos a se realizar”. Conhecer o local de trabalho do Castle era definitivamente um dos itens.

_Gostou? – ele pergunta, enquanto vai até a mesa, pega seu notebook, e depois se senta no sofá, convidando-me a fazer o mesmo. E eu não vejo nenhum problema nisso.

_Bastante. – respondo, com sinceridade. – Esse escritório sim, tem muito a ver com você.

_É mesmo?

_Sim. – respiro fundo, vendo-o ligar o aparelho. – E então, como iremos fazer isso?

_Compartilhamos nossas ideias, juntamos as melhores, eu anoto tudo aqui, e pronto.

_Simples assim?

_Simples assim. Por enquanto.

_Okay. Primeiro item: perfil e história da vítima. Pronto para começar?

_Sim, capitã.

Sinto-me um pouco idiota, sem saber como podemos iniciar isso. Mas tento não pensar muito, porque se eu fosse parar para analisar a situação, sairia correndo daqui, com certeza. Então pergunto logo de cara:

_Como você quer que a vítima seja? Homem, mulher? Características físicas, essas coisas...?

Ele começa a pensar.

_Uma mulher. Loira, olhos claros. Típica americana. Tinha tudo para ter a vida perfeita, mas...

_Se envolveu com as pessoas erradas muito cedo e acabou se encrencando... – completo e vejo-o assentir com a cabeça. Surpreendo-me com a espontaneidade com que fiz isso. – Drogas, talvez?

_Muito simples. Quem sabe, tráfico de alguma coisa?

_Tráfico de mulheres! Ou bebês, ou... sei lá, animais em extinção? – faço uma careta.

_Tráfico de mulheres... Sim, vamos pensar por esse caminho.

_Podemos colocá-la como a amante do “chefe”.

_É um bom começo. Mas como ela foi parar nesse mundo?

_Ok, vamos voltar ao seu passado então. – digo, com várias ideias surgindo em minha mente. – Ela pode ter sido uma daquelas adolescentes que têm tudo, mas nunca estão satisfeitas. Pode ter saído em busca de aventuras fora do mundinho de amigos dos pais ricos, e dos filhos desses amigos. – faço uma pausa. — Começou a frequentar pubs barra pesada, e inicialmente se envolveu com drogas...

_O que vai explicar o fato de os pais pararem de se preocupar com ela, tratando-a como uma estranha; e isso vai impulsioná-la a se rebelar ainda mais. E então, um dia, ela resolve ir num desses...pubs, certo? – ele diz, enquanto vai digitando a informações rapidamente.

_Sim. – respondo.

_Ela aparece frustrada, e revoltada com a vida, sob o efeito de algumas drogas e etc...

_E então um cara (nosso futuro “chefe”), percebe aquela garota ali, frágil e influenciável, e se aproxima dela, bancando o “homem perfeito”. Finge ser um bom conselheiro. E mesmo ele sendo mais velho, ela não vê problemas em deixá-lo levá-la para a cama. A dependência de tê-lo por perto começa aí...

_Os anos se passam e ela percebe que o “homem perfeito” não era tão perfeito assim. Ela descobre sobre o tráfico e até pensa em se separar, mas o amor era muito grande. Por sua cabeça passa que o sentimento só podia ser recíproco, pois caso contrário ele já a teria mandado para outro país, como fazia com as outras mulheres. E, em partes, ela acaba tendo razão. O homem começa a fazer dela sua cúmplice. No crime e no amor.

_Uau. – sorrio, apreciando a facilidade com que ele pensou tudo isso. – Essa frase certamente deve ser colocada no livro.

_Certamente.

Levanto-me do sofá por motivos de não estar me sentindo confortável, ciente dos olhos de Castle sobre mim.

_O que você está fazendo? – ele pergunta.

_Isso. – digo, e me sento sobre o tapete, cruzando as pernas e ficando bem de frente para ele. Como eu queria. Ele ri, provavelmente do quão infantil eu estou parecendo no momento. Mas continuo. – Então, acho que está na hora de darmos um nome à personagem.

_Você está certa. Hmmm, Sophia? – ele pergunta, e nós dois fazemos uma careta, dizendo em uníssono: “Não!”.

_Rebecca? – sugiro.

_Lucy? – ele rebate.

_Que tal Emma?

_Emma... – ele repete como se testasse a sonoridade do nome. – Emma está bom.

_Sério? – digo, surpresa. – Quero dizer, é o seu livro. Você tem certeza?

_Claro que sim. – pisca um dos olhos. – Onde paramos?

_Adicionamos a informação de que... a Emma – sorrio – , passou a ser cúmplice no tráfico de mulheres. Podemos, ou melhor, você pode colocar que foi nesse momento que ela deixou definitivamente a casa dos pais para ir morar com o homem. Ah, e devemos dar um nome a ele também.

_Alguma sugestão?

_Não, nada disso. Você escolhe.

Ele hesita.

_O que me diz de... Viktor?

_Hum, gostei. Soa mesmo como o nome de um bad guy.

_Ótimo. – ele diz. – Acho que agora...

_Espera. – o interrompo, para não deixar ir embora meu pensamento. Eu realmente estou começando a me surpreender com a minha capacidade de inventar tudo isso. – O Viktor não iria deixar a Emma participar diretamente do tráfico, iria? Quero dizer...

_Seria muito arriscado... – ele completa, fixando o olhar em algum ponto atrás de mim, pensando. – Sendo assim, qual seria sua função?

_Ela poderia ser a pessoa responsável por... – mordo os lábios. – Receber e fazer pagamentos, talvez? Ninguém acharia suspeito, por exemplo, uma mulher como ela conversando em algum lugar público com outros caras do “esquema”. No máximo, pensariam se tratar de um encontro. Emma só precisaria ser esperta o bastante para não deixar ninguém ver o dinheiro.

_Poderiam fazer isso de muitas maneiras, sem chamar atenção. E usá-la para isso, evitaria que tivesse contato com as “prisioneiras”, eliminando qualquer chance de ela ajudar em algum tipo de fuga. Isso é ótimo, Kate. – diz, empolgado.

Não deixo de notar que essa é a primeira vez que ele me chama de Kate. Sorrio.

_Obrigada. Acho que isso avança um dos nossos itens, certo? Essa seria a ligação dela com o nosso assassino não existente.

_Sim, acho que sim. – ele diz com um quase desapontamento na voz. – Mas não o motivo. Ainda teremos tempo para aperfeiçoar essa parte. Vamos voltar ao relacionamento entre Emma e Viktor. Pelo que falamos até agora, Emma realmente o amava a ponto de fazer qualquer coisa por ele...

_E ele a amava à sua maneira, ao ponto de não exportá-la como uma mercadoria e introduzi-la no negócio.

Ficamos alguns segundos em silêncio, até que ele diz:

_Alguma coisa poderia acontecer com o Viktor, não acha? Sei lá, algo que servisse de gatilho para desencadear os outros acontecimentos.

_Acho que ele poderia se envolver em problemas sérios com “compradores” bem influentes, acostumados a fazer acordos com ele, por assim dizer. Dívidas, talvez.

_Poderia ele estar jurado de morte? – pergunta.

_E ser obrigado a sair do país, tentando fugir! – digo, com mais animação do que pretendia. Castle sorri e eu ignoro, continuando. – E então, ele poderia pedir ajuda à Emma e...

_Pare! – ele exclama, praticamente jogando o notebook de lado e se inclinando para frente para tapar a minha boca. Levo um susto.

Uso minhas mãos para afastá-lo.

_Por Deus, Castle! O que foi?

_Iríamos avançar muito se você continuasse.

_Mas nós já temos...

Escutamos um barulho vindo do lado de fora do escritório, fazendo-me interromper a frase. Nossos olhares se encontram e ficamos paralisados. Minha expressão diz “alguém invadiu a casa”. Passos se aproximam, mas aos poucos fica fácil dizer que, pelo som, é alguém usando sapatos de salto...

_Me desculpe, Kiddo – a voz inconfundível de Martha Rodgers ecoa pelo local. –, mas eu realmente precisei voltar.

Fecho os olhos com força, antes de voltar a encarar os olhos azuis e igualmente surpresos do Castle. Minhas mãos ainda estão segurando as dele, e ele ainda está inclinado para frente, dando uma interpretação talvez não muito boa da situação. Dou graças a Deus por estar de costas para a porta.

“Fale alguma coisa”, digo sem emitir som, apenas movendo meus lábios.

_Ham...mãe! – ele diz, separando-se de mim e se levanta, indo em direção a ela. – O que aconteceu?

Aproveito para ficar de pé também, passando as mãos pela roupa e cabelo, a fim de arrumar qualquer coisa que estivesse fora do lugar.

_Ah, só a memória pregando uma peça em mim... Esqueci minha carteira em cima do sofá da sala e, bem, não poderia... – ela começa a dizer, exatamente quando resolvo me virar e ficar de frente para eles. Ela interrompe a frase e em seu rosto surge uma expressão que não consigo definir. Desvia-se do Castle dando alguns passos em minha direção analisando-me. – Então você é Katherine Beckett!

Sem saber direito o que fazer, apenas dou um sorriso.

_Sim, sou eu. Muito prazer em revê-la, Martha. – e percebendo meu erro, completo. – Não que... você se lembre de mim.

Mãe e filho fazem uma expressão de surpresa. Ele diz “Você a conhece?” e ela “Você me conhece?” ao mesmo tempo. Olho alternadamente para os dois, e decido responder me dirigindo ao Castle.

_Sua mãe é uma atriz conhecida por muitas pessoas. Aliás, é ótima no que faz. E... talvez eu já tenha ido assistir algumas de suas peças... – digo, excluindo o fato de que eu já havia a visto de longe em alguns dos lançamentos de livros do Castle.

Martha solta uma risada tão espontânea, que me faz sorrir também. Vejo-a esticar os braços em minha direção para um abraço. Ela deve perceber a minha hesitação, porque diz:

_Venha cá! Não é todo dia que se encontra uma pessoa de bom gosto como você.

Então dou um passo para frente e ela me puxa ao seu encontro. Retribuo o abraço, olhando de soslaio para o Castle que observa a cena com um sorriso nos lábios. Percebendo que ela não iria me soltar tão cedo, ele se aproxima, afastando-a gentilmente de mim.

_Bem, eu sei que você fica super animada quando encontra uma fã por aí, mas eu – ele passa a mão pela minha cintura, puxando-me para o seu lado, fazendo-me desequilibrar e soltar um gritinho de surpresa. –, e a senhorita Beckett aqui, estamos no meio, ou melhor, no começo do que tem tudo para ser um grande crime.

_Eu percebi. – ela diz, enigmática, olhando para nós dois ainda bem próximos um do outro. Sinto meu rosto queimar.

_E então...? – Castle diz.

_Ah, sim. Já vou indo. Até mais, Katherine. – ela sorri para mim, se virando para ir em direção à porta. – Richard, pode me acompanhar, por favor?

Olho para ele, que dá de ombros e diz de modo automático:

_Claro.

Os dois vão andando lado a lado até a porta do escritório, onde param apenas alguns centímetros de fora e posso vê-la dar um abraço rápido nele e sussurrar algo em seu ouvido, no mesmo instante em que me encara. Desvio o olhar, sentindo-me desconfortável, mas ainda assim percebo o sorriso que se formou nos lábios do Castle. Eles se despedem e ele vem ao meu encontro.

_Me desculpe por isso. Não era para ela ter aparecido por aqui.

_Está tudo bem. Fui pega de surpresa, mas ela não fez nada demais. – faço uma pausa, percebendo o que ele acabou de dizer. – Espera, então você está dizendo que...

_Não! – ele me olha, fingindo inocência.

_Sim! Castle! Não acredito que você obrigou a sua mãe a sair de casa porque eu viria aqui. – eu realmente não estava acreditando, mas no fundo, achava a situação engraçada.

_Eu não obriguei, eu só...

_Fez isso com a sua filha também?

_Não. – faço uma expressão cética. – Não! Ela já tinha esse compromisso há muito tempo.

_Por que não queria ninguém além de nós dois aqui, Castle? Posso pensar que você possui outras intenções... – digo, e vejo-o dar um sorrisinho quase imperceptível. –... ou que você está com vergonha de mim.

Divirto-me com a situação.

_O quê? Não! Precisávamos de um lugar silencioso e acredite, se Martha Rodgers estivesse aqui, não teríamos conseguido sequer escolher o nome das personagens.

Começo a rir.

_Você é inacreditável.

_E isso é algo positivo? – ele pergunta, repentinamente sério de certo modo, como se quisesse mesmo ouvir e registrar a minha resposta.

_Para você, parece que sim. – sorrio, sendo sincera.

Ele parece um tanto quanto satisfeito.

_Bom, então acho que só posso continuar te surpreendendo. – sorri, fazendo-me sentir algo. – Onde paramos? Quero dizer, em nosso assassinato.

_Hum...eu estava começando a criar uma teoria que, segundo você, avançaria muito “o nosso caso”.

_Ah, sim. Agora eu me lembro. Que tal paramos por aí?

Fico sem entender.

_Você, não quer continuar? Mas por quê? Estávamos indo tão bem e...

_Ei, calma. É só por hoje. Pensei que poderíamos comer alguma coisa agora. Não está com fome?

Faço uma expressão de desapontamento.

_Sim, mas...

_Parece que alguém estava mais empolgada do que eu. – me interrompe. – Vem, vou te levar até a cozinha.

Começo a seguir os seus passos. Em rápidos minutos já estou sentada em um dos bancos em volta da bancada, bebendo um copo de vinho que ele me ofereceu e observando-o se mover para lá e para cá, como um chefe de culinária. Ainda não acredito que ele sabe cozinhar e que se ofereceu a fazer isso para mim. Na verdade, acho até mesmo fofo. Richard Castle me surpreendendo a cada minuto.

_Tem certeza de que você sabe o que está fazendo? Não quer uma ajudinha aí? – brinco.

_Estou bem, esse prato é uma de minhas especialidades. – sorri. – E já está quase pronto.

_Tudo bem, não tenho pressa. – apoio os cotovelos sobre a bancada e começo a dar voltas pela parte de cima da taça com o dedo indicador, mordendo os lábios, antes de dizer. – Posso te perguntar uma coisa?

_Claro. O que quer saber?

Hesito.

_O que a sua mãe sussurrou em seu ouvido antes de sair? É que... ela estava olhando para mim e...

Ele para o que está fazendo para olhar em meus olhos e eu paro de falar. Por um momento, sinto que eu não deveria ter aberto a boca para perguntar isso. Mas então, vejo um sorriso se formar em seus lábios.

_Ela disse “ela é especial”. – responde, sustentando o olhar por mais alguns segundos antes de ir verificar o forno. E não diz mais nada. Apenas deixa as palavras no ar. E eu não tento mudar isso.

Notas finais
Prontos para entrar na mente da Kate e explorar seus sentimentos no próximo capítulo? See ya!