Notas iniciais
Bom dia, anjinhos! Roubando o pc da Rai de manhã para postar esse capítulo para vocês.

Cheguei na escola feliz. Amava Santana, perdi minha virgindade com ela e, melhor ainda, estávamos namorando. Peguei o livro da primeira aula, olhei para a foto que Santana havia me dado para colocar em meu armário e sorri.

– Sonhando acordada? – ouvi Britt perguntar.

Me virei e olhei para ela, ainda com o sorriso no rosto.

– Eu estou namorando a Santana.

– Isso eu sei. Fui expulsa da casa dela, lembra?

– Você não foi expulsa. Saiu porque quis.

– Oh, sim! “Saia de perto da MINHA namorada!” Santana é muito boa com as palavras, não acha?

– Britt...

– Não direi mais nada.

Revirei meus olhos, fechei o armário e vi Santana se aproximar, com fones nos ouvidos, a mão perto da boca, fingindo que estava cantando e caminhando como se estivesse dançando.

– Vocês realmente são estranhas. – Britt disse, me fazendo rir.

– Bom dia, princesa! – Santana disse, em seguida me dando um selinho.

– Bom dia, Santana. O que está ouvindo?

– Nada de mais. Bom dia, estátua.

– Cale a boca, Santana. Eu vou para a sala de aula. Vejo vocês depois.

Acenei para ela, Santana tirou os fones dos ouvidos e se aproximou mais de mim.

– O que vai fazer depois da escola?

– Santana, estamos na escola.

– E?

– É melhor irmos para a sala de aula.

– Tem razão. Se eu ficar aqui, olhando para esse corpo lindo e coberto, vou te agarrar.

– Boba...

Ela me deu um selinho e fomos para a sala de aula.

***

Saí da última aula com Santana atrás de mim. Realmente, não explicaram para ela como era um relacionamento, pois ela não desgrudava de mim, e quando alguém se aproximava, ou sorria para mim, ela logo mandava um olhar aterrorizador e as pessoas se afastavam. Me aproximei do meu armário e coloquei os livros dentro, olhei em volta e Santana ainda me olhava com um sorriso fofo.

– Amor. – a chamei.

– Hum?

– Que tal, você ir para o ônibus agora, entrar na fila e guardar um lugar para mim?

– E se alguém se aproximar de você? – ela perguntou, olhando em volta.

– Eu vou saber me cuidar.

– Tem certeza?

– Absoluta.

Ela sorriu, nos beijamos rapidamente e a vi saindo pela porta. Eu a amava, mas naquele momento suspirei de alivio, por estar sozinha. Fechei a porta do armário e vi Finn passando pelo corredor com óculos escuros.

– Oi Finn.

– Oi. – ele respondeu, olhando em volta.

– Você está bem?

– Claro, por que não estaria? Santana não está com você? Eu a vi junto com você o dia todo e...

– Se acalme, Finn. Santana foi para o ônibus e... por que você está de óculos escuros?

– Para proteger os olhos, para isso que eles servem.

– Mas aqui dentro?

– Essas luzes não são muito confiáveis.

– Finn... tire esses óculos.

– Não posso.

– Por favor.

Ele tirou lentamente, seu olho esquerdo estava roxo e inchado, levei minha mão até seu rosto, mas ele se afastou.

– Finn! O que aconteceu?

– Treino de futebol.

– Você não usa capacete?

– Às vezes.

Olhei em volta, o corredor já estava vazio, voltei a olhar para ele, que já estava com os óculos.

– Foi a Santana, não foi?

– Não! Foi o...

– Finn.

– Não diga à ela que você sabe.

– Como isso aconteceu?

– Bem, lembra quando eu disse que não poderia ir à festa? Santana tinha ido à minha casa horas antes e, antes que eu dissesse algo, ela me deu um soco e sorriu.

– Mas...

– Ah! E depois segurou a gola da minha camisa. “Fique longe da minha garota! Se eu souber que você se aproximou dela, acabo com o outro olho e uma coisinha à mais.” – ele disse, imitando Santana perfeitamente.

– Ela fez isso?

– Sim. Me desculpe ter criado aquele plano besta de fazer ciúmes na Santana. Deu certo até demais.

– Não se desculpe. Eu vou conversar com a Santana e...

– Não! Você não pode falar com ela sobre isso. Ela vai me matar, Rachel!

– Mas Finn...

– Prometa que não vai falar com ela sobre isso.

– Finn.

– Prometa, Rachel.

– Está bem. Eu prometo. Agora vamos para o ônibus, já estamos atrasados.

Ao entrar no ônibus, vi Santana no final, olhando fixamente para o Finn. Me sentei ao seu lado e ela olhou para mim.

– Por que demorou?

– Tive um probleminha com meu armário.

– E por que Finn entrou no ônibus com você?

– Ele me ajudou com o armário. Não se preocupe, não fizemos nada.

Ela virou o rosto, olhando pela janela, segurei sua mão, fazendo-a me encarar, sorri e ela fez o mesmo.

– Eu te amo, Santana. Nada, nem ninguém vai mudar meu sentimento por você.

– Eu sei, e eu também te amo.

Nos beijamos, mas logo paramos, assim que senti uma cotovelada da Britt, que estava ao meu lado.

Notas finais
Desculpem se tiver erros, de manhã dá preguiça de ler. Beijos! #Isa