Always and Forever
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Percebi que a isadora berry safarti leu/lê todas as minhas fics.. *---*
Acho que é porque em todas tem a Rachel? Estou certa? kk
A festa já rolava, mas Britt ainda não tinha chegado, então eu ficava sozinha, sentada no sofá, sendo a única a beber refrigerante. Olhei em volta e vi Puck conversando com uma garota. Ele tinha o direito, era livre e não sabia da minha paixão por ele. Bebi mais um pouco do refrigerante, me afundei no sofá e Santana sentou ao meu lado.
- Está sozinha? – ela perguntou, em seguida bebendo um pouco da cerveja que estava em sua mão.
- Britt ainda não chegou.
- Que pena. Ela está perdendo a festa.
Ficamos em silêncio, olhei para suas pernas. Deus! Por que olhei para suas pernas? Santana olhou para mim, desviei meu olhar para o chão.
- Quer dançar? – ela perguntou.
- Não, obrigada.
- Você não pode ficar aqui sozinha.
Santana se levantou, olhou em volta e sorriu.
- Hey, Puckerman!
Puck olhou para ela, Santana o chamou com a mão e ele se aproximou.
- Fique um pouco com a Rachel, até que Britt chegue.
- Está bem.
Santana se afastou, Puck sentou ao meu lado e ficamos em silêncio.
- Então... – ele disse, tentando puxar assunto. – Você veio sozinha?
- Sim. Eu ia encontrar Britt aqui, mas ela ainda não chegou.
Ficamos em silêncio novamente, ele bebeu um pouco e olhou em volta.
- Escuta, não precisa ficar aqui se não quiser. – eu disse.
- Você quer que eu vá embora? – ele perguntou curioso.
- Não! Não é isso. Mas percebo que você não está muito confortável e...
- Rachel, se eu quisesse sair daqui, já teria feito.
Novamente ficamos em silêncio, bebi um pouco de refrigerante e Puck olhou para mim.
- Rachel, eu quero te perguntar uma coisa.
- Pergunte.
- Posso te beijar?
Eu engasguei, olhei para ele confusa e ele sorriu.
- Queria fazer isso à um tempo, mas fiquei com medo de fazer.
- E por que agora?
- A bebida meio que ajuda, sabe? Então, eu posso?
- Eu não sei. – respondi desviando meu olhar.
- Como não sabe? Sim ou não?
- Hum... acho que sim.
Puck colocou sua mão em minha cintura, se aproximou e, antes que eu repensasse, Puck me beijou. Eu sonhava com aquele beijo por dois anos, dois longos anos que Britt não cansava de ouvir. Mas naquele momento, em que ele me beijava, algo estava estranho. Ele se afastou, procurei por ar que, não sei porque, o segurei enquanto Puck me beijava.
- Foi bom? – ele perguntou.
- Foi. – respondi com um pequeno sorriso. – Mas...
- Mas?
- Foi estranho.
- Como assim, estranho? – ele se afastou.
- É que foi meu primeiro beijo e...
- Sério? Que legal.
Ele se aproximou novamente e voltou a me beijar. Ficamos assim por um tempo, até Britt nos separar com suas mãos.
- Já chega, Romeu e Julieta! – ela gritou.
Puck a olhou com raiva, eu estava... como eu estava? Não sabia ainda. Tentava reformular o que havia acontecido. Ele se levantou e saiu de perto, Britt sentou ao meu lado e sorriu.
- Finalmente, hem... – ela disse, me dando cotoveladas.
- Cale a boca, Britt.
- Foi bom?
- Acho que sim.
- Acha? – eu ia responder, mas ela não deixou. – Ah! Tem aquela história do primeiro beijo, certo?
- Sim.
Britt olhou em volta, depois olhou para mim e pegou meu refrigerante.
- Você viu a Santana por ai?
- Vi à alguns minutos atrás, mas agora...
- Sei, você estava ocupada demais.
Ela riu, eu fiquei emburrada e peguei meu refrigerante de volta, que já estava quente.
- Venha. – ela disse, se levantando. – Vamos pegar uma bebida para mim, outro refrigerante para você e procurar Santana.
Me levantei, fomos até a cozinha, depois fomos até a entrada da casa procurar por Santana.
- Acho que ela está no quarto. – Britt disse, assim que não achou Santana.
Fomos até o quarto, ele estava trancado, Britt bateu na porta duas vezes, depois de um segundo, bateu mais duas vezes, eu a olhei confusa. Em segundos, Santana abriu um pouco a porta, olhando para nós duas. Ela estava enrolada em um lençol vermelho e seus cabelos estavam um pouco bagunçados.
- O que querem? – ela perguntou, com um tom de voz nervoso.
- Santana, você faz uma festa e se tranca no quarto? – Britt perguntou.
- Qual é, Britt! Eu estou acompanhada.
- Quem é? – Britt perguntou, quase colocando a cabeça dentro do quarto.
- Ninguém que te interesse. – Santana olhou para mim e deu um pequeno sorriso. – Você poderia tirar sua amiguinha daqui, antes que eu jogue ela pela janela?
- Oh! Vamos Britt. – eu empurrava ela.
- Ela não vai me jogar da janela, Rachel.
- Tem certeza?
- Sim. Pode parar de me empurrar.
Olhei para trás e vi Santana fechando a porta. Voltei a olhar para Britt, ela estava rindo.
- Achou mesmo que Santana ia me jogar da janela?
- Cale a boca, Britt.
- O máximo que ia acontecer era, eu cair em cima do jardim e me sujar de lama.
- Britt...
- Você acredita em tudo o que dizem, Rachel.
Me virei e me afastei dela, não queria mais ouvir ela rindo de mim. Entrei no banheiro, me olhei no espelho e percebi que eu já estava com a expressão de cansada. Alguém abriu o banheiro rapidamente, me assustei, era Santana, ainda enrolada no lençol. Ela se ajoelhou e começou a vomitar no vaso sanitário, segurei seus cabelos e afaguei suas costas. Assim que ela parou, olhou para mim, seus olhos estavam marejados.
- Você está bem? – perguntei, pegando lenços de papel no armário do banheiro.
- Acho que bebi demais.
Santana pegou uns lenços, limpou seus lábios e se levantou.
- Obrigada, Rachel. Se você não estivesse aqui, provavelmente iria dormir fedendo à vômito e teria um trabalhão amanhã para lavar o cabelo.
- Que nada, eu só fiz o que devia.
Ela saiu do banheiro, eu a segui, Santana olhou para novamente e sorriu.
- Quer que eu te leve para casa?
- Não precisa. Você deve estar ocupada e...
- Não estou mais. Espere apenas eu colocar uma roupa.
Eu a vi entrando no quarto, olhei em volta e vi Britt dançando. Incrível como ela sabia se divertir sozinha. Fui até a cozinha, peguei outra latinha de refrigerante, me virei e vi Santana parada na porta. Ela estava usando uma camiseta verde, um short branco, tênis e seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo.
- Eu estava te procurando. – ela disse, se aproximando. – Achei que tinha recusado minha carona.
- Não. Apenas vim pegar outro refrigerante.
Saímos da casa dela, caminhamos pela rua à caminho da minha casa em silêncio, eu bebia o refrigerante e Santana olhava em volta.
- Quer? – lhe ofereci o refrigerante, quebrando o silêncio.
- Não.
Voltamos ao silêncio, terminei de beber o refrigerante, nos aproximamos da minha casa, coloquei a latinha no lixo e me virei para ela.
- Então... – tentei.
- Então...
Ela olhou em volta, eu fiz o mesmo, Santana voltou a olhar para mim.
- Até segunda. – ela disse.
- Sim, até segunda.
Santana se afastou, olhou novamente para mim e sorriu, depois foi embora. Eu fiquei a seguindo com os olhos até que não pudesse vê-la mais.
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