Always and Forever
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Acordei com dor de cabeça, lembro-me de ter bebido, mas o que aconteceu depois? Percebi que estava no quarto da Santana e eu... estava sem roupa. Completamente sem roupa. Olhei para o lado e vi Santana deitada de bruços, o cobertor cobria de sua cintura para baixo, deixando suas costas à mostra, seus cabelos escondendo seu rosto. Me sentei rapidamente, olhei para o relógio, já passava das dez horas, olhei para Santana novamente, essa dormia tranquilamente. Me levantei, peguei meu celular e me sentei no chão, me escondendo perto da porta.
“Onde você está? – R”
Olhei novamente para Santana, aquele corpo lindo, macio... Me levantei, caminhei até a cama e me sentei, tirei os cabelos do rosto dela, sua expressão serena me fez sorrir. De repente meu celular tocou, me assustei e pulei na cama, acordando Santana.
– Bom dia, linda... – ela sussurrou, se virando de frente para mim.
– Hum... Santana...
Ela se sentou, acariciou meu rosto e me deu um selinho, assim que se afastou e se levantou, meu celular tocou novamente, eu a vi se despreguiçar e soltar uma risada.
– É melhor você atender.
– Eu...
Coloquei meu celular em cima da cama, o ignorando novamente, Santana foi até seu armário e pegou uma camisa grande, a jogou para mim e depois pegou uma para ela. Eu coloquei a camisa rapidamente, me aproximei da beirada da cama e fiquei ajoelhada.
– Santana, precisamos conversar...
– Claro, querida. Podemos fazer isso enquanto tomamos café da manhã?
Ela caminhou até a porta, eu me levantei e segurei seu braço.
– Santana, olhe para mim.
– O que foi? – ela perguntou, se virando para mim.
– Eu... você... o que...
– Eu sabia.
Santana se sentou na cama, me sentei ao seu lado, ela abaixou a cabeça e suspirou.
– Você estava bêbada demais ontem. Eu devia ter parado, sabia que você não iria se lembrar.
– A culpa não é sua, eu só...
– Foi sua primeira vez, eu sei, e você nem lembra.
– Então, nós..
– Sim.
– E o que eu disse?
Ela olhou para mim e sorriu.
– Você disse que não gosta do Finn, pelo menos não do jeito que gosta de mim, depois disse que Finn estava te ajudando a fazer ciúme em mim.
Arregalei meus olhos, me levantei rapidamente, peguei meu celular e comecei a pegar minha roupa.
– O que está fazendo? – ela perguntou.
– E-eu... eu preciso ir para casa.
– É sábado, Rachel. Fique aqui e...
– Não! Eu... eu preciso falar com a Britt.
Sai do quarto e corri para o banheiro, rapidamente coloquei minha roupa, peguei meu celular de cima da pia e suspirei.
“Estou em casa, por quê? – B”
“Ainda está com a Santana? – B”
Me apoiei na pia, fechei meus olhos e os senti se encherem de lágrimas.
– Rachel? – ouvi Santana chamar do lado de fora.
Sequei meu rosto, respirei fundo e abri a porta.
– Você está bem?
– Estou sim. Como disse, só preciso falar com a Britt e...
– Rachel, olhe para mim.
Passei por ela rapidamente, peguei minha bolsa que estava jogada em cima do sofá, coloquei meu celular dentro e caminhei até a porta.
– Rachel!
Me virei e encarei Santana, minhas lágrimas já desciam, pela merda que eu tinha feito.
– Eu... – ela se aproximou e segurou minhas mãos. – Eu te amo.
***
Santana estava sentada ao meu lado no sofá, ela me encarava e eu olhava para o nada.
– V-você disse...
– Eu disse que te amo.
– Espere! Você não está brincando comigo, está? – perguntei agora a encarado.
– Eu não estou brincando com você, Rachel. Eu disse isso ontem, disse isso hoje e digo o quanto mais você quiser.
– Mas... por que isso agora?
– Porque eu te amo.
– E por que não disse antes, quando eu disse isso à você?
– Eu... eu fui pega de surpresa. Não sabia exatamente o que sentia por você, é algo novo para mim.
– Novo?
– Sim. Eu nunca senti isso por qualquer outra garota, nem mesmo por qualquer garoto. Isso é diferente, eu sinto por você, sinto que preciso de você à todo momento.
– Você... sente isso?
– Sim. Sinto como se meu coração explodisse se não te visse na escola, sinto vontade de chorar quando te vejo com o Finn...
– Santana...
– Eu amo você, Rachel. Quero provar isso para você, mesmo que eu tenha que dizer para o mundo inteiro.
Rapidamente eu a abracei, senti a camisa molhar, acariciei seus cabelos, me afastei dela e a beijei, como se nunca mais nos beijássemos novamente.
– Rachel... – Santana sussurrou, assim que nos afastamos. – Diz para mim.
– O que? – perguntei, olhando em seus olhos.
– Diz que me ama, por favor.
– É claro que eu te amo, Santana. Eu disse antes, nada poderia mudar isso.
Ela sorriu, acariciou meu rosto e voltamos a nos beijar. Santana acariciou minha perna, me puxou para mais perto, subiu sua mão por dentro do meu vestido até minha cintura e começou a beija meu pescoço. Senti-la começar a tirar meu vestido, levantei meus braços e a deixei tirar, em seguida voltamos a nos beijar.
– Santana...
– Hum?
– Eu...
Voltamos a nos beijar, segurei seu pescoço e a puxei para mais perto, nos deitamos lentamente e ouvimos meu estômago roncar. Santana se afastou e sorriu.
– Vamos comer algo.
– Santana.
– Você está com fome e eu também então, vamos.
Nos levantamos, peguei meu vestido, Santana entrou no banheiro, em seguida jogando a camisa em mim.
– Você só vai colocar esse vestido quando for realmente embora.
Coloquei a camisa com um sorriso idiota no rosto, fomos até a cozinha e Santana abriu a geladeira.
– O que quer para comer?
– O que você tem ai?
– Torta de chocolate, bolo de laranja, cereal, ou posso fazer panquecas...
– Santana, eu sou vegetariana.
– Oh! Eu não sabia. Isso quer dizer que...
– Eu não como nada disso.
– Hum... – ela olhou dentro da geladeira. – Acho que você terá que passar fome.
– Posso me alimentar com uma maçã. – respondi, pegando uma na fruteira em cima da mesa.
– Apenas isso? Não vai ficar com fome?
– Não.
Dei uma mordida na maçã, Santana se aproximou e me deu um selinho.
– Eu vou comer algo rapidinho, e depois vamos para o meu quarto.
Me sentei à mesa, ela se serviu com cereal e sentou ao meu lado.
– Santana, onde estão seus pais?
– Trabalhando. – ela respondeu dando de ombros.
– Você não os vê? Porque nos dias que vim aqui, eu ainda não os vi.
– Eles saem bem cedo e voltam tarde, então fico nessa casa sozinha a maior parte.
– Então... se eu quiser ficar aqui hoje...
– Você VAI ficar aqui hoje, porque eu não vou deixar você ir embora.
Dei mais uma mordida na maçã e senti Santana colocar sua mão em minha coxa.
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