Always and Forever
13 Capítulo 13
Notas iniciais
À noite, enquanto jantava com meus pais, meu celular começou a tocar, meu pai olhou para mim com desaprovação, me encolhi e afastei minha cadeira.
– Com licença.
Peguei meu celular em cima do sofá na sala, me sentei e olhei para meu pai, que ainda me encarava.
– Sim?
– Rachel, nós precisamos conversar.
– Santana?
– Sim. Me diga, o que eu fiz? Você não falou comigo o dia todo, e ainda está toda amiguinha do Finn.
– Santana, eu não posso falar agora. Estou jantando e meus pais estão me encarando.
– Oh! Me desculpe. Quando você terminar, me liga?
– Está bem.
Voltei para a mesa, ainda com olhares de desaprovação. Depois do jantar, corri para meu quarto, coloquei meu pijama e me joguei em minha cama. Eu não ia dormir ainda, mas não tinha nada para fazer, nem mesmo queria. Ouvi meu celular tocar, o peguei revirando os olhos e atendi.
– Rachel?
– Sim.
– É Britt. Queria saber sobre aquela história de Finn e você.
– Nós somos amigos, por quê?
– Santana disse que vocês estavam sorrindo demais na sala de aula.
– Ela viu demais.
– Posso dizer à ela que vocês são apenas amigos?
– Não. Finn vai me ajudar a fazer ciúmes nela.
– Ciúmes? Hum... Posso ajudar também?
– O que você tem em mente?
– Nada de mais.
– Está bem. Mas não estrague tudo.
– Ok. Boa noite.
Desliguei o celular, me virei de frente para a porta e ouvi um barulho vindo da janela, me virei e vi uma pequena pedra acertando o vidro. Me levantei, me aproximei da janela e mais uma pedra foi lançada, olhei para baixo e vi Santana com um sobretudo branco, os cabelos soltos e um tênis preto. Abri a janela, olhei para baixo, um vento gelado passou por mim, me deixando com frio.
– Rachel, precisamos conversar. – ela sussurrou.
– Santana, são onze horas da noite.
– Eu sei, mas preciso mesmo falar com você.
– Vá para casa, Santana. Podemos conversar amanhã.
Fechei a janela, me deitei novamente em minha cama e peguei meu celular, Santana voltou a jogar pedrinhas na janela, revirei meus olhos e suspirei.
“Santana está aqui, o que faço? – R”
“Veja o que ela quer, e diga que está feliz por ser amiga do Finn. – B”
Me levantei novamente, abri a janela e senti uma pedra acertar minha testa.
– Me desculpe, Rachel.
– Santana, eu preciso dormir.
– Por favor, me dê apenas dois minutos.
Suspirei, fechei a janela e desci as escadas. Ao abrir a porta, Santana olhou para mim com um pequeno sorriso, se aproximou e eu a deixei entrar.
– Não faça barulho, meus pais já estão dormindo.
Subimos as escadas, entramos em meu quarto e Santana tirou seu sobretudo, revelando uma calça de moletom verde e uma camisa preta, ela colocou seu sobretudo em cima da minha cama e olhou para mim.
– Pode começar. – eu disse, olhando para meu relógio.
– Eu queria saber por que você saiu correndo da minha casa ontem, por que você estava toda feliz com Finn hoje, e nem sentou comigo e Britt no ônibus.
– Eu... eu não podia chegar em casa depois dos meus pais e, Finn é um garoto legal, ele parece gostar de mim e eu gosto dele.
– Qual é! Finn é um canalha!
– Fale baixo Santana.
– Me desculpe, mas Finn já ficou com todas as garotas daquela escola, até Britt e eu.
– Mas ele gosta de mim, e disse que quer algo sério comigo. – menti.
– Rachel, ele diz isso para todas.
– E por que você não quer que eu fique com ele?
– Porque... você é minha amiga, certo?
– Amiga? Claro.
– Então... não quero que você sofra.
– Acredite, já sofri antes, e foi pior.
– Rachel, eu realmente me preocupo com você. – ela disse se aproximando. – Não quero ver você triste.
– Hum... Seu tempo já terminou, Santana.
– Ainda tenho um minuto.
Santana se aproximou mais, lentamente colocou suas mãos em minha cintura e sorriu.
– Me diz que você não gosta do Finn.
– Eu...
– Me diz, Rachel.
Ela foi se aproximando mais, mordeu seu lábio inferior e olhou em meus olhos.
– Diga.
– Eu... hum...
– Apenas diga, Rachel. “Eu não gosto do Finn.”
– Eu... não...
Seus lábios se aproximaram aos meus, fechei meus olhos lentamente, senti sua respiração quente em meu rosto.
– Você quer me beijar, Rachel? Então diga que não gosta do Finn.
– Eu não gosto...
Fui interrompida por meu telefone que começou a tocar, me afastei da Santana rapidamente me recompondo, ignorei meu celular, peguei o sobretudo da Santana e joguei para ela.
– Vá para casa, Santana. Amanhã temos aula e eu preciso levantar cedo.
– Eu vou, mas só se você dizer que...
– Santana, pare com isso. Finn e eu somos bons amigos e acho que isso vai se tornar algo a mais.
– Isso não pode acontecer, Rachel.
– Por que não?
– Porque... porque...
– Está vendo? Você não tem motivo, eu gosto do Finn e vamos ficar juntos.
– Você não pode ficar com ele! – ela gritou.
Tampei sua boca com minha mão, ouvi um barulho do lado de fora do quarto, Santana me olhou assustada, a empurrei até o armário, fechei a porta e me joguei na cama. Em segundos meu pai abriu a porta, fechei meus olhos e ouvi ele se aproximar. Eu não sabia fingir que estava dormindo, normalmente eu sorria, mas naquele momento eu estava tão nervosa que enganei bem. Meu pai saiu do quarto, abri meus olhos lentamente e vi a porta fechada, me levantei em um pulo só e corri até o armário.
– Vá para casa, Santana. Antes que isso aconteça novamente e te vejam aqui. – eu disse, a empurrando para fora do quarto.
– Você tem vergonha de mim?
– Não, mas meus pais não me deixam trazer alguém depois da hora de dormir.
Descemos as escadas em silêncio, eu abri a porta e Santana saiu.
– Você não vai conseguir o Finn. – ela disse, se virando para mim. – Você não merece ele, Rachel.
– Santana...
– Anote isso.
Rapidamente ela me deu um beijo, me assustando, se virou e correu para casa. Fechei a porta, subi para o meu quarto e me joguei em minha cama, tocando em meus lábios com meus dedos.
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