Always You Will Be Part Of Me
11 Final
Notas iniciais
Eu tenho que me desculpar seriamente pelos erros dos capitulos anteriores, sim eu li e tipo é MUITOS, eu nao sei como eu pudi postar e tipo nao ver os erros, me perdoem por favor.
Espero que gostem deste ultimo capitulo e por favor nao me abandonem e ouçam essa musica ela meio que foi inspiração e não foi pouca, juro por Deus ela serviu totalmente de inspiração. http://www.youtube.com/watch?v=G57JH_Sk9Ws
Enfim, obrigada por quem leu e acompanhou esta fic. Serio, sem vocês eu nao sou nada.
http://www.youtube.com/watch?v=G57JH_Sk9Ws
É difícil forçar o sorriso quando eu vejo nossos velho amigos e estou sozinho.
Pov Zayn
Eu tento, juro que tento, não me lembrar daquele dia mas parece que tudo se levasse até ela. Eu falei coisas horriveis, coisas sem ao menos pensar, agi de tal forma que me envergonho. Só não me lembro o porque disse e agi daquela forma, como se ela não fosse nada, mas me esquecendo que ela era tudo. Sua ultima convulsão foi o fim de todos os momentos e do nosso futuro juntos. Ela se foi para um lugar bem distante de mim, onde telefonemas, mensagens e e-mails nunca chegariam. Eu errei tanto com Ariel e as vezes me odeio por isso. Ela era a causadora dos meus sorrisos, do meu coração acelerado e das minhas mãos suadas, ela era a causadora da minha vida ser perfeita e ver que tudo tem um lado bom e o meu lado bom, era ela. Quando muitos dizem “Quando se perder é que se dá valor”, pois bem, aqui estou diante de seu caixão, controlando a tremedeira, as lágrimas e os pensamentos da minha futura vida vazia, escura e cheia de nada. Agora sei o que ela passou quando estava diante do caixão de seu pai, mesmo eu estando com minha mãe e os companheiros de bandas me sinto completamente sozinho e desejo mas que tudo sua presença ao meu lado.
Seus olhos azuis tomaram conta de minha visão, com aqueles cabelos ruivos com cheiro de morango e tão macio quanto qualquer outra coisa, seu sorriso encantador e seu olhar um tanto sexy. Familiares e amigos estavam nos rodiando, aquela pequena capela mesmo estando cheia se tornava cada vez mais vazia. Eu tinha em minhas mãos sua flor favorita, rosas vermelhas, como seu cabelo. Tudo que eu via me lembrava algo relacionado há Ariel, flores, roupas, cabelos, sorrisos, pessoas… Tudo.
Eu segurava a alça de seu caixão, as minhas lágrimas presas por tanto tempo na capela sairam agora. O tio de Ariel estava há minha frente, usava tanta força em seu braço e para mim era mais leve que pena. Esta era a minha ultima caminhada ao seu lado, eu rezava em pensamentos, desejava que aquilo não fosse verdade e que tudo não se passou de um mal entendido. Mas nada a fazia levantar. Nada a traria de volta, como eu há queria de volta. Dois primos bem próximos de nós segurava o outro lado do caixão e como o seu pai, usavam tamanha força.
Senti uma mão em meu ombro, voltei para o mundo real e vi Harry, seu cabelo como sempre desarrumado e ele estava impecavel em seu terno preto, assim como eu e o resto da banda. Minha mãe estava atrás de nós, segurando a mãe de Ariel que estava em prantos, Valeria estava tão mal quanto qualquer outra amiga de Ariel. Ver a mãe dela desta forma, sozinha, fazia com que a culpa aumentasse junto com o buraco negro que envolvia meu coração.
Em pouco minutos seu tumulo já estava fechado, as pessoas já começavam a partir em direções do seus carros comentando algo que mal me importava. A partir daquele momento teria que ver minha vida sem Ariel, teria que ficar sem seus abraços, beijos, risadas, sorrisos, seus telefonemas no meio da madrugada dizendo o quão bom era ouvir minha voz sonolenta. Seus olhos, naquele dia, estavam sem cor, sem vida, sem brilho. Já que antes eles antes eram tão egoistas ao roubar todo o brilho das estrelas e colocados em apenas um par de olhos azuis.
- Zay. – Harry parou ao meu lado, com as mãos dentro do bolso de sua calça. – Vamos embora. – ele disse.
- Eu vou… vou ficar mais um pouco. – forcei um sorriso.
- Vai ficar bem cara? – ele perguntou.
- Sim, eu… eu vou. – menti. Ele deu dois tapas em meu ombro e se afastou.
Eu não ia ficar bem. Eu estava sem ela, Ariel já não pertencia mas a esta terra, ela havia agora se transformado em um anjo e torcia para ser o meu anjo a cada momento mais. Olhei ao meu redor, eu estava sozinho, todos os carros com suas familias dentro haviam partido, inclusive minha mãe, Valeria e a mãe de Ariel. Eu não devia estar olhando para seu tumulo recem fechado e pensar que ela ainda se levantaria e viesse a mim e me abraçasse de um jeito doce e abertado.
Estava dentro de nossa casa da árvore, onde quando crianças passavamos a maioria de nosso tempo dentro, uma garrafa de vodka estava vazia jogada sobre o blazer em algum canto dali. Minha cabeça estava encostada na parede com mapas feito a giz-de-cera e fotos nossas, ela agora cheirava bolor e as madeiras tanto que faziam o chão quanto a parede já começavam apodrecer. Um buraco fora aberto no teto e isto deixava a entrada e saida para esquilos. Nos cuidavamos tão bem daquela casa e olha agora como estava, estava prestes a cair.
Ouvi a gargalhada mas bela que qualquer canção já ouvida, me levantei com dificuldade e caminhei até a janela que havia lá, vi uma garotinha brincando na lama seu vestido braços e rosto estavam tão lamelados quanto o chão e a grama ao seu redor. Ela parecia se divertir bastante e mais gargalhadas foram dadas logo depois que um boneco de lama fora feito, ela o desmachou e começou seu outro trabalho e não poupava sua gargalhada. Eu desci da casa da árvore e caminhei em sua direção, uma de minhas mãos estava dentro do bolso da calça social.
- Ei – a chamei. Seu belo cabelo ruivo estava caindo em seu rosto, mas ela não importou de afasta-lo com sua mão suja, ela sujou ainda mais seu rosto e riu. – Garota. – a chamei novamente. Ela me olhou, dei passos para trás e coçei meus olhos. A garota era Ariel.
Seus olhos grandes azuis me fitaram e um sorriso grande abriu em seu rosto. Ela se levantou e correu. Fui atrás dela, aumentava meus passos e parei quando a vi dando as mãos com um homem… eu o conhecia… era seu pai. Ela olhou para trás e sorrio para mim, ela acenou e se deixou ser levada pelo seu pai, sumindo a cada passo dado, até sumirem por completo.
Agora tudo era verdade, Ariel não estava mais ao meu lado e nunca mas estaria.
E eu sei que lhe verei novamente e isto, não é um Adeus.
Fale com o autor