Always You Will Be Part Of Me
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Naquela época, não sabia sobre o amor verdadeiro e nem que o amor verdadeiro, as vezes, machuca tão profundamente uma pessoa.
Já ouvi muitas vezes, que quando uma pessoa esta prestes a morrer, sua vida passa como um filme em sua mente. Seus erros, seus amores, suas decepções... Mas quando esse “filme” vira obscuro e vazio não há nada que o fara parar, ele nunca ira parar.
Uma luz vinha em minha direção, nada a parava. Ouvi um barulho, alguém gritou meu nome, quem? Onde esta? Não consegui me mover, algo me segurava. Por que minhas pernas não se mexem? Tentei gritar, mas minha voz estava presa em minha garganta.
- Ariel. – a voz de Zayn ficou imersa em meus pensamentos, um zumbido irritante e alto fazia sua voz ser o nada.
Minhas pálpebras não se abriram, estavam pesadas demais.
— Liguem para a em... – Zayn, fique comigo, queria dizer. – Ariel, me per...
Uma garota ruiva apareceu em minha frente, ela tinha um sorriso sapeca e levado no rosto. Havia lama por todo o seu vestido, corpo e rosto. Aquele rosto me parecia bastante familiar, era... Não era possível, era eu.
Abri meus olhos por um momento, Zayn estava ao meu lado, ele chorava e dizia algo, por que não lhe conseguia ouvir? Ele beijou as costas das minhas mãos.
— Ariel, por favor, fique comigo. – ele pediu entre as lágrimas.
Minhas pálpebras começaram a pesar, pesadas demais. Elas se fecharam bruscamente.
Novamente aquela garota dominou minha visão. Ela brincava na lama, a felicidade transbordava em seus olhos azuis.
— Menina, venha cá. – alguém gritou, fazendo-a se levantar com rapidez e correr rindo na direção da mulher com longas pernas bronzeadas. A garota parou em sua frente e colocou os braços para trás e formando em seus lábios um sorriso mais travesso ainda.
A mulher era jovem, com longos cabelos loiros e enrolados. Uma pele clara e macia, uma boca carnuda destacada pelo batom vermelho e olhos tão azuis quanto o oceano. A mulher vestia um vestido azul, com um decote que realçava seu seios e sua cintura.
— Ariel, o que houve com você? – ela respondeu cruzando os braços.
— Eu... Eu cai. – respondeu a garota.
— Você caiu? – perguntou a mulher levantando sua sobrancelha.
— Sim. – mentiu.
— Menina, por que não brinca com as bonecas que o papai Noel lhe deu?
— Aquelas bonecas são bobas, os cabelos não crescem depois que eu corto. – ela cruzou os braços fazendo um bico.
— Ariel, lhe disse que teríamos visitas e olha só você, esta... Imunda. — mulher olhou a garota e riu, balançando a cabeça negativamente. – Vá, seu pai lhe espera no jardim.
— Papai? – a garota pulou em seguida correndo em disparada, a risada sempre a sua companhia. Logo a garota avistou um homem de terno cinza, com as mãos no bolso da calça, ele ria de algo. – Papai. – ela gritou.
Seu pai se virou e pegou sua filha no colo, não se importando com a lama que sujaria sua roupa limpa e perfeita, ele apenas abraçou a garota que não via a dois dias. Ele beijava suas bochechas.
— Papai, você está babando. – resmungou a garota sendo colocada no chão pelo mesmo, ela limpava freneticamente a bochecha com suas duas mãos, mas ao mesmo tempo ria da cena.
Sua mãe se aproximava delicadamente, com passos confiantes e apressados. Ela se pois ao lado do marido que a olhou. Ela entrelaçou seu braço com o do marido e sorrio.
— O que houve com ela? – perguntou o pai sussurrando.
— Nem queira saber. – respondeu a mãe rindo.
A garota depois de alguns minutos percebeu a presença de um casal. Ambos deviam ter a idade de seus pais, pelo menos o homem. A mulher sorria com gentileza para a garota que recuou até sentir as pernas do pai atrás de si.
— Ariel, estes são Patrícia e Yasser Malik. Eles são os nossos novos vizinhos. – meu pai disse.
Patrícia tinha grandes olhos castanho-escuros, perfeitos. A mulher havia longos cabelos negros, e uma pele bastante clara. Quem há visse não lhe daria mais que 30. Seu marido havia cabelos negros, tais como a escuridão, olhos grandes castanho-escuros, assim como o de sua esposa. Ombros largos e pele bastante bronzeada. Eles eram bastante jovens e belos, assim como os seus pais.
— Prazer, Ariel. – disse a mulher lhe estendendo a mão. A garota sorri e aperta com leveza sua mão e assim fez o mesmo com o homem.
Em sinal de usa timidez, a garota se pois a brincar com a bainha lamelado de seu vestido.
— Você é muito linda, Ariel. – disse Patrícia.
— Obrigada, senhora Malik. – disse a garota.
— Este é o filho deles, Zayn. – um garoto pequeno e assustado saiu detrás das pernas da mulher e com timidez foi para sua frente. Sorrindo.
A garota sorrio ao ver aquele garoto, não sabe o porquê. Ele tinha grandes olhos castanho-escuros, quase pretos, um brilho inacreditável. O garoto havia grandes bochechas rosadas. Ela ficaria o ali para sempre, encarando o pequeno.
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