Always You Will Be Part Of Me
9 Capítulo 8 - segunda parte
Deixar Sang foi a segunda coisa mais dificil em sua vida, ele a ajudara em tudo, desde que pisou no aeroporto até a hora de cometer erros e mais erros no restaurante de seu pai. Sang era o oposto de Zayn, ele era delicado, perfeito, tinha um ótimo talento para dança. Seus braços não chegavam nem perto dos braços musculosos de Zayn. Mesmo não sendo todo musculoso ele a conquistou, mesmo as vezes se tornando ciumento demais. Depois de alguns meses morando na casa dos Beons, um relacionamento entre eles se pois a acontecer, mas ambos sabiam que os pais de Sang nunca aceitariam,já que uma noiva para ele já havia sido escolhida. Foi dificil, mas eles sempre arrumavam um jeito de sairem, mesmo com a desconfiança seu namoro durou 7 meses e só acabara pelo casamento já marcado e pela viagem de volta a Londres. Mas isto não importava, ela o amava e ele retribuia o amor mais do que qualquer jeito. Mas seria complicado para ele descumprir algo que seus pais escolheram, seria uma bela desonra para a familia e até fora de casa ele poderia ser expulso. Ela odiaria vê-lo ser uma decepção para seus pais, ainda mais por sua causa.
- Querida, Zayn e Trisha virão te ver. – disse sua mãe estacionando o carro na garagem e antes que a garota gritasse ela desceu, fechando a porta.
Ariel desceu logo em seguida, foi até sua mãe ainda com a boca aberta. Passos firmes e pesados eram dados pela garota, fazendo eco pela garagem.
— Ma…ma… Mãe o que? – ela piscou varias vezes.
— Zayn e Trisha, se lembra deles? Virão lhe ver, estavam com saudades meu amor. – sua mãe sorriu e pegou as malas nas porta traseira do carro, as colocou no chão fechando a porta em seguida.
- Mãe, saudades? – ela seguiu sua mãe até a sala – Zayn nem se quer me procurou nesse um ano.
— Querida.
— Mãe, se Zayn estivesse realmente sentindo minha falta ele pegaria a droga do telefone e ligasse para mim.
Ariel estava de costas para a sala, encarava com sua mãe indignada, Zayn sentindo sua falta? Que piada, uma das melhores. Zayn apenas se preucupava com o cabelo e corpo e agora, claro, a banda.
- Ele devia para de se importar com aquele corpo dele e começar a ligar para o que eu quero. Ele pensa que é só ele vir em casa e tudo se resolve?
— Ariel, vire-se. – sua mãe gritou e ela lentamente se virou. Zayn a encarava com a boca aberta. Trisha a encarava, inconformada.
— Zayn? – ela perguntou com a boca aberta.
— Ariel. – ele disse depois de alguns minutos.
- Zayn. – ela cerrrou os olhos e fechou os punhos.
— Ariel. – ele disse com um sorriso bobo.
Eles ficaram se fitando por mais algum tempo. Até que Valeria, amiga de Ariel chegar. Elas se conheceram quando Ariel ainda tinha 17 anos, na mesma época que ela achava que todos lhe odiavam, de certo modo Valeria lhe ajudou a sair do lado obscuro da vida e até hoje Ariel era agradecida por tal coisa. Valeria era loira, tudo nela era em excesso, de peito a traseiro. Olhos azuis, tais como o oceano. Se não fossem pela amizade, talvez, ela se odiariam muito. Mas quando ela se conheceram Valeria não se passava de uma mera garota invisivel. A amizade delas até hoje, continuam forte, cada vez mais.
Valeria estava sentada no meio de Ariel e Zayn e parecia não se importar com a cara feia de Zayn e muito menos com seus xingamentos em pensamentos. Ela ria com Trisha contanto como foi o encontro de ambos e de como aprontavam juntos. O que trouxe belas lembranças, tanto para Ariel, como para Zayn, assim como foi para suas mães.
— Se lembra, Ariel, de quando foi pescar com seu pai? – Trisha perguntou.
A saudades de seu pai encheu seu peito de algo que nem ela indentificava, era doloroso pensar que sempre que acordava ele não estaria na cozinha fazendo suas famosas panquecas ou seu famoso ovo mexido. Ariel não pode deixar de uma lágrima escorrer em seu rosto, ela rapidamente a limpou.
— Me deêm licença, sim? – a garota deu passos rapidos para fora de sua casa, até ficar encostada na árvore, lágrimas rolavam por seu rosto.
Ela deslizou na árvore até estar sentada, lágrimas molhavam seu joelho e escorriam por sua coxa, sumindo por dentro do shorts, ela abraçou as pernas e abaixou a cabeça. Como ela queria seu pai lá, naquele momento a abraçando e rindo do dia de pescaria, que foi tão maravilhoso quanto os outros que ele fez favor de participar.
— Ei. – ela olhou ao ser chamada, Zayn se aproximava lentamente, suas mãos estavam em seus bolso da calça, deixando apenas o polegar para fora.
— Sai daqui. – ela enxugou as lágrimas, tentando evitar outras.
— Ariel, me desculpe. Por causa da banda eu tenho entrevistas e sessões de fotografias, mal da tempo de pensar em qualquer outra coisa.
— Nem na garota que você dizia ser sua melhor amiga? – ela se levantou, limpando seu shorts atrás e o encarando de braços cruzados.
— Eu nunca parei de pensar em você. – ele se aproximou.
— Para de mentir, que droga Zayn. – ela gritou. – Por favor, pare de mentir, por favor. – ela implorou em um sussurro. – Diga a verdade uma única vez a verdade.
— Ariel, eu te amo. – ele disse no mesmo tom. Agora ele estava mais proximo, suas mãos estavam em sua cintura.
— Zayn, você não sabe o quão dificil foi te esquecer. Durante um ano eu pus uma trava no meu coração, uma trava que impedia a entrada de idiotas – ela pegou folego e limpou a lágrima. – Mas ai entro na minha casa e lá esta você parado no meio da minha sala, como se ainda fossemos crianças. – ela afastou. – Olhe para a gente Zayn, crescemos. Mas ai você decidiu seguir sua vida sem mim perto, você me abandonou no enterro do meu, sabe quem foi o único que foi lá e segurou minha mãe? – ela perguntou já não conseguindo mais segurar suas lágrimas – Jesse e sabe que eu desejei que fosse você lá no lugar dele? – ela o encarou
— Eu sinto muito, estava resolvendo umas coisas e…
— Resolvendo coisas? – ela o olhou surpresa, mas ao mesmo tempo incredula. – Pensei que qualquer coisa não era maior que a nossa amizade.
— Ariel, minha vida não gira em torno da sua. Eu tinha um compromisso. – ele disse secamente.
— E aquela coisa “de minha vida é sua”, se lembra? Na casa da árvore, nossa promessa embaixo da lua. – ela engoliu seco.
— Assim como a lua, Ariel, as promessas vão embora. Não é sempre que se vê estrelas no céu e ninguem chora por isso. Tem algo em você que precisa mudar, você precisa parar tanto no passado, — ele a olhou friamente – Viva seu presente e esqueça de todo o passado.
— Tem razão. Foi um grande erro ter deixado você entrar na minha vida. – ela saiu andando. A garota foi impedida de entrar em sua casa, quando foi puxada por Zayn. Ele a abraçou o mais forte que podia, mas ela resistiu até o ultimo momento. – Me deixa em paz, Zayn. Espero que você morra, eu espero que você morra. Eu te odeio. – ela entrou correndo dentro de sua casa.
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