Always You Will Be Part Of Me
7 Capítulo 7
Notas iniciais
E antes que perguntem da musica, é esta aqui http://www.youtube.com/watch?v=KQ6zr6kCPj8
Hoje eu pensei em você quase o dia inteiro, suas lembranças me tocavam, era como se eu sentisse sua presença…
Ariel acordou com o sol entrando por sua janela, não sabe como foi parar ali no seu quarto. Se lembra de estar na sala com sua mãe e apagou deitada com a cabeça em sua perna. Otimo, parecia que tinha bebido, umas das ressacas mais ruins que já teve em sua vida, sua cabeça pesava mil quilos. Ela olhou para o relogio e deu um pulo.
– Mãe, eu estou atrasada. – gritou, sua mãe apareceu com uma xicara em sua mãe, já arrumada. – Por que não me acordou? – ela disse vestindo sua calça.
– Querida, você não esta atrasada. – falou devagar.
– Mãe. – gritou. – Leve minhas malas lá para baixo, por favor. – entrou no banheiro.
Sua roupa não fora escolhida por horas, ontem antes de arrumar a mala escolheu. Ariel nunca ligou para moda e muito menos para a opiniao dos outros, mesmo precisando.
O aeroporto não estava cheio, havia o suficiente para deixa-la apavorada. Primeira viagem de avião, ela estava se sentindo uma idiota. Riu baixo e continuou a andar ao lado de sua mãe que parou perto da escada rolante..
– Quando precisar de mim, já sabe não é? – perguntou a mãe.
– Sei mãe, ouvi isto milhares de milhões de vezes. – ela riu.
Sua mãe lhe puxou para um abraço um tanto apertado, apertado o suficiente para sentir falta de ar, mas não queria sair dos braços aconchegantes de sua mãe, a rainha que tanto amava.
– Mãe, eu preciso ir. – disse, tentando se afastar.
– Não me deixa, minha querida. – disse chorando.
– Mãe, eu vou voltar. Prometo. Skype, se lembra? – ela disse sorrindo.
– Está bem. – a mãe lhe abraçou novamente e logo a soltou. – eu te amo meu bem.
A garota se afastou de sua mãe, fez um tchau com a mãe e partiu. Mais uma vez, Zayn não estava do seu lado. Ela balançou a cabeça e subiu as escada rolante com pressa.
Meus olhos se abriram com muito sacrificio, o quarto estava vazio. Podia ver retratos, flores, cartões e balões por todo aquele quarto branco e sem vida. O aparelho ao meu fazia o mesmo barulho que eu tanto tinha vontade de fazer parar. Quebrar na verdade. Meus olhos percorreram por todo o quarto, eu estava sozinha. Como sempre. Lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto, chegavam a arder. Tentei levantar minha cabeça, mais o peso era enorme. O “PI, PI” continuava, infelizmente.
Zayn entrou no quarto e correu em minha direção, sua mão macia tocou meu rosto, não conteve seu choro, as lágrimas molharam meu rosto, não pude não conter o sorriso. Seus olhos castanho-escuros me hipnotizavam de tal modo. Olha-lo desta forma me fez me lembrar do garotinho timido que saia atrás das pernas da mãe timido ou daquele garotinho que em pouco tempo conquistou-me de tal forma que me deixava louca. Ele havia virado um homem, seus traços no rosto estavam mais fortes, formados. Suas bochechas rosadas, já não mais existiam. Seus ombros estavam largos, seus braços estavam musculosos e me deixavam louca. Seu torax estava bem trabalhado. Seu cabelo era, pelo que parecia, algo que ele mais dedicava o tempo, antes do corpo. Ele me encarou e riu. Não entendi o porque apenas sorri. Já que ainda estava com o tubo de oxigenio.
– Você voltou para mim, minha pequena? – ele perguntou. E sorrio – minha pequena, como é bom ver seus olhos. – seus olhos encararam o meu. – espera trouxe algo para você. – ele pegou em seu bolso da calça seu fone e o conectou no celular, procurou algo e logo colocou um fone em meu ouvido, pondo uma musica para tocar. – Se lembra?
Como se fosse impossivel não me lembrar, era a musica que me fazia chorar, mesmo não sendo romantica ou lenta. Me lembro quando ela marcou minha vida de tal forma que não conseguia imaginar. Eu e ele na pista, ambos suados e cansados. Era em uma festa na casa de Jesse, meu ex-namorado. Eu não pudi conter as lágrimas que rolaram pelo meu rosto, nunca pensaria que tal musica tão idiota e insignificante poderia se tornar a trilha sonora do meu conto de fadas.
Senti o gosto de hortelã da boca de Zayn na minha daquela noite, senti os lábios quentes no meu, suas mãos quentes em minha nuca, descendo até minha cintura, aproximando nossos corpos. A musica fazia cada parte de meu corpo ficar eletrico, como naquela noite. Senti uma vontade de dançar, mas meu corpo não permitia nenhum movimento. A musica ainda continuava, mas a escuridão puxava-me para mais perto. Algo apertava minha garganta, tampava meu nariz. Me sentia sufocada, a maquina ao meu lado desparou alto em um “pi” frenetico. Olhei para o lado, Zayn estava imovel ao meu lado, seu celular havia caido no chão, mas ele não se importou. As enfermeiras entraram correndo, enquando uma me acudia a outra empurrava Zayn para fora do quarto.
– Ariel. – ele gritou antes da porta ser fechada em seu rosto.
Seu rosto foi a ultima coisa que vi, logo veio a escuridão envolvendo-me por completo.
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