Notas iniciais
É, vamos lá, tédio dominou. Uhul acho que em breve casarei com ele, enfim... espero que gostem.

E quantas vezes os nossos medos foram capazes de vencer nossos sonhos?

- Se af... – alguém gritou.
Senti meu corpo ser levantado e algo gelado em minha costas, algo prendia meus pulsos e pernas. Ordenei que meus olhos se abrissem e com força eles se abriram. Um homem de uniforme laranja me encarava. Barba branca e cabelos ralos brancos, olhos negros
— Garota,aguente firme. Vai ficar tudo bem. – ele disse me encarando. Quem era ele? Cadê Zayn?
— Ariel. – sua voz era maravilhosa, rouca, perfeita. Eu poderia ouvi-la pelo resto de minha vida. Virei minha cabeça para o lado e lá estava ele, ao meu lado me encarando com lágrimas nos olhos.
— Estou pedindo para se afastarem, ag... – a voz daquele homem disse novamente, nervoso.
Meus olhos se fecharam sem minha permissão, sem que eu pudesse interferir, minhas forças eram sugadas ao pouco que meus olhos permaneciam abertos.

A garota a beira de seus 7 anos estava ao lado de Zayn, eles estavam na casa da árvore, cuja qual passariam a noite, pela primeira vez. Zayn tinha o olhar mais puro e belo que ela já vira e agora confundia seu olhar com a escuridão dali. Seu medo pelo escuro era diminuído pela pequena lanterna na mão do garoto e uma vela acessa no meio deles, ambos estavam sentados em cima de seus sacos de dormir, lado a lado. Era costume até dormirem na mesma cama, mais naquele dia Trisha, decidida não levar a ideia de levarem um colchão para cima decidiu então emprestar os velhos sacos de dormir e agora Ariel se arrependia por concordar com a ideia louca.
— Ariel, esta com medo? – caçoou o garoto.
— Não seja tolo, não estou. – ela abraçou suas pernas e o encarou.
Ele riu.
— Tem certeza, sereia? – ele perguntou.
— Não me chame de sereia, idiota. – resmungou.
— Não gosta?
— Não. – mentiu, a verdade é que a garota gostava de ser chamado de sereia, ele tinha um jeito especial e doce, assim como fazia quando a chamava pelo seu nome.

O apelido surgiu quando ambos assistiram “a pequena sereia” na casa de Zayn, desde então seu nome foi trocado pelo apelido, que todos de sua escola, agora, chamava-a. Mas logico que Zayn se interferiu, dizendo que apenas ele poderia chama-la de tal coisa. E deu certa sua bravura.
— Esta bem, do que posso chama-la?
— Apenas pelo meu nome, Ariel. – fez careta.
— Hora das historias de terror. – ele disse iluminando seu rosto com a lanterna e soltando uma estranha risada do mal.
— Não. – ela disse tremendo.
— Esta com medo?
— Tire esta ideia de sua cabeça.
— O que houve, por que esta tão brava?
— Desculpe. – ela sorri de lado e se deitou. – Estou com sono.
— Vamos conversar apenas, o que acha? – sugeriu o garoto deitando-se e se virando para o lado dela, encarando-a.
— Perfeito. – sorrio animada.
O silencio dominou aquela pequena casa. Mais era delicioso apenas ficar observando-o, seu rosto iluminado pela vela era ainda mais perfeito.
— Ariel? – ele a chamou.
— Sim?
— Você acredita que existe o amor verdadeiro? Igual ao de Ariel com o príncipe no filme?
— Sim. – ela o encarou. – por quê?
Era claro que ela acreditava, ela era uma princesa, assim como a sereia Ariel, ela ainda esperava seu príncipe, nem que teria que perder sua voz para conquista-lo.
— Boa noite, princesa. – ele disse se virando para o outro lado.

Notas finais
Já sabem ne seus lindos e suas lindas HUSA