Notas iniciais
Flash Back
Meu primeiro dia de aula numa cidade completamente diferente, me mudei pra Nova York com minha família à três dias, não conheço nada e nem ninguém aqui. É uma chance de começar uma nova vida, posso deixar de ser Joseph Jonas o chato e virar Joe Jonas, o cara maneiro, que nem o Kevin e o Nick. Como já é de se perceber, sou a ovelha negra da casa, o mais alto, o chato, o palhaço de cabelo liso.

Entrei na sala de química, minha primeira aula. Muitas carteiras já estavam ocupadas e haviam apenas algumas, duas no fundo e uma na frente. Fui me sentar no fundo.

Em minha volta haviam vários tipos de tribos, vi as patricinhas, os jogadores de futebol, os nerds, os emos, os excluidos, os \'normais\', todos. Acho que agora devo ser um dos excluidos.

Sabe, ainda bem que a primeira aula é química, eu adoro química, mando muito bem em química e biologia, mas se me mandar pra física, eu sobro. Sou péssimo em matemática e decorar aquelas fórmulas, nem vou usar isso na minha vida.

-Bom dia alunos, abram suas apostilas na página 67. — disse que professor que acabara de chegar em sala de aula.

Abri a apostila recém comprada e comecei a folhea-la até chegar na página pedida pelo professor.

O professor começou uma explicação e eu fiquei prestando-lhe atenção, as vezes desviando me de bolinhas de papeis e bilhetinhos de garotas. E apenas parei de prestar atenção quando o sinal batendo indicando o término deste horário, juntei minhas coisas e peguei a folha com os meus horários, agora seria aula de história. Na folha, estava escrito que a sala de história era a número 45. Ótimo, estou na sala 2, ainda terei que procurar muito.

Eu já estava no terceiro e último andar do prédio, quando finalmente cheguei à sala 45, a mais afastada, imagino eu.

Abri a porta que estava levemente encostada, a sala era pequena, com carteiras juntas formando um círculo, parecia mais um culto pra fazer macumba ou algo do tipo. Analizei toda a sala, encontrando apenas uma alma vida naquele lugar.

-EI! O que está fazendo aqui? — a mulher me perguntou.

-Desculpe, estou procurando a sala de história mas pelo visto não é aqui né? Desculpe-me.

-Hm, novato, suponho eu. — disse a mulher. Ela aparentava ter uns 40 anos, seu óculos de armadura vermelha e seu batom mal passado mostravam também que não liga muito pra aparência.

-Sim, primeiro dia hoje. — respondi-a.

A porta se abriu e nós dois olhamos para ela, uma garota acabara de entrar com uma caixa cheia de materiais na mão.

-Não achei as colas tia, mas acho que o durex serve. — ela disse passando direto por mim e colocando a caixa em cima da mesa da mulher.

-Servem sim, querida. Escute, pode mostrar a sala de história para ele? Esta perdido. — a mulher disse.

Ela me olhou pela primeira vez, levamtou a sombrancelha e foi até a porta, abriu-a e ficou me encarando.

-Não vem? — ela me perguntou e saiu.

Sai encostando a porta e segui-a. Ela ia na minha frente e nunca olhava para trás, parecia até um robo programado pra isso ou coisa parecida. Saimos do prédio e eu comecei a estranhar, ela entrou no próximo bloco e eu continuei seguindo-a até chegarmos à uma escada, onde ela parou antes de subir. Virou-se para mim e começou a falar:

-A sala 45 é a segunda à direita, corra porque já está atrasado. — ela disse e saiu andando.

Subi as escadas e fui ao local que ela indicou, estava certo. Bati na porta e entrei pedindo licença, todos me olharam e dessa vez só tinha um lugar livre, na fileira do canto, bem na frente, perto da porta, me sentei e o professor disse:

-Alunos, esse é Joseph Jonas e ele é novato, quero todos recebendo-o aqui. — e se virou para o quadro, onde continuou a escrever. Finalmente um professor descente que me apresentasse.

A aula de história deve ter demorado um pouco mais pra passar, cada minuto pareceu uma hora e assim que tocou o sinal acordei pra vida. Próxima aula: Matemática.

A sala de matemática era no mesmo bloco que a sala de história, só que no primeiro andar.

Quando deu o horário do almoço fui para a cantina, não tinha nem com quem me sentar, já que sou o único da família que não quis estudar em casa.

Peguei a minha baneija e servi um pouco de tudo que tinha, assm que olhei para as mesas, não sabia para onde ir, deveria ter tentado conhecer alguém em algumas das aulas, mas nãão, é claro que você tinha que ignorar todo mundo né Joseph? Hm Olha, é a menina que me mostrou a sala de história. Vou até ela.

-Oi — dei o m eu melhor sorriso. — Posso me sentar aqui?

Ela me analizou com os olhos e então assentiu.

-Então, qual o seu nome? — perguntei enquanto me sentava.

-Marie. — ela disse. — E o seu?

-Me chame de Joe.

-Joe. Primeiro dia?

-Sim, muito ruim por sinal.

-Você se acostuma.

-Pra você que é veterana é fácil dizer isso.

-Não sou veterana, não estudo aqui.

-Como não?

-Só venho aqui as vezes para ajudar a minha tia, queria estudar aqui mas não passei na prova de seleção.

-Hm, então aquela senhora é sua tia?

-Sim, ela é professora aqui. Você esta em que ano?

-Terceiro.

-Provavelmente terá aulas com ela, mas as aulas dela são opcionais, faz quem quer.

-E ela da aula de que?

- Artes.

-Interessante, ela não tem cara de artista.

-Eu sei.

-Hm e você estuda onde?

-Um lugar aqui perto, mas sempre estou por aqui, senão ajudando minha tia, estou com a minha prima, maus pais acham que ela deve ser o meu modelo de conduta e blá blá blá, mas na verdade ela é uma vadia que paga pau pra todo mundo aí.

-Que amor fraternal hein?

-É. Se me der licença, já terminei. — ela disse e se levantou, sem esperar a minha resposta. Sozinho de novo.

Terminei de almoçar e fui até o banheiro masculino escovar os dentes, assim feito.

-E aí cara, tudo em cima? — um cara chegou perto comprimentando.

-Tudo e aê? — respondi.

-Supimpa, mano. Pode me chamar de Will.

-Ok, sou Joe.

-Então, já conheceu alguém? Te vi na aula de química.

-Só uma garota que nem aqui estuda.

-Hm, se é assim venha que vou te apresentar a galera e o colégio.

-Você deve ser do comitê de boas vindas né?

-Sou, mas isso não tem nada a ver, vem!

Saímos e ele foi me mostrando e contando tudo sobre o colégio, como era cada pessoa e cada lugar, contando casos e acontecimentos. Chegamos perto de um grupo de garotos.

-E aí galera, esse é o mano Joe. — disse Will.

-Fala aí brother! — um me cumprimentou com um soquinho.

-Beleza man? — o outro disse.

-Sussa. — respondi.

Começamos a conversar e descobri que eles estavam montando uma banda, são dos meus, músicos. Enquanto começaram a discutir sobre um assunto qualquer, eu começei a observar o pátio a fora, tinha um gramado com muitas pessoas sentadas, entre elas, uma me chamou a atenção. De cabelos castanhos e ondulados, olhos verdes, lábios avermelhados e belas maçãs no rosto, essa garota é perfeita. Seu corpo parecia ter sido escupido pelo mais dedicado e delicado artista renascentista, era beleza demais.

-Mellody Germanotta? Esquece man, ela não fica nem namora ninguém da escola, ela só fica com os caras da faculdade, estudiosa e muito divertida, não é pro teu bico, é melhor nem tentar a sorte. — Jake, um dos caras falou.

-Que foi, ta com medo dele conseguir, Jake? — Will brincou.

-Não, idiota! — Jake deu um tapa na cabeça do amigo. — Se lembra do último cara que chegou nela, aqui da escola?

Todos riram e eu boiei.

-Depois de ter levado um fora feio dela, o cara foi zoado por toda escola e apanhou do irmão dela, ele é capitão do time de futebol da faculdade aqui da redondeza. — Will explicou.

-Podem se despreocupar, sei bem com quem não devo mexer. — respondi.

Olhei mais uma vez pra ela e ela também me olhava, assim que viu que eu percebi, ela virou o rosto e começou a andar com mais duas amigas.

-A da direita, é Brenda, essa é facinha, já foi comida pela metade da escola. — Henry disse.

-A outra, namora sério com a irmão da Mellody, o karma dela é Tifany.

Elas andavam ao mesmo rítimo, acompanhei-as com o olhar até sairem da minha vista, e então voltei a prestar atenção na conversa.

Notas finais
Então o que acharam? Reviews
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.