Always The Tone Of Surprise
12 Dezenove anos depois
Notas iniciais
Hermione observava Rony estacionar o carro sufocando um riso. Ele tinha insistido e muito para aprender a dirigir um carro trouxa, afinal ele não podia ficar aparatando toda hora, muito menos sair voando numa vassoura pelas ruas de Londres. Então os dois entraram nas aulas de direção, Hermione por sempre ter sido curiosa já estava mais familiarizada com o veículo, já Rony estava sempre se atrapalhando e se recusou a deixá-la trazer o carro até King’s Cross. Hermione confiava nele, mas ele vivia dizendo que em seu intimo ela duvidada dele e o acusava de ter confundido o avaliador.
Depois de longos minutos ele conseguiu estacionar e logo a família Weasley desceu do carro. Hermione de mãos dadas com as crianças e Rony carregando o malão da filha, e então adentraram a estação.
— Tem muitos trouxas aqui, mamãe! — o pequeno Hugo disse maravilhado.
— Tem sim, filho, por isso não solte a mão da mamãe, ok?
— Chegamos cedo, ein? — Rony disse.
— Nem tanto, com a demora que o senhor levou pra estacionar, né mãe? — Rose disse trocando um sorriso com a mãe.
— Acho melhor parar com as gracinhas, viu mocinha? Quero ver se terá presentes nas férias de Natal.
— Ron! — Hermione o repreendeu — Ela está só brincando.
— Só brincando?
— Oras, não foi de mim que ela puxou o lado piadista... Chegamos! Estão prontos? — Hermione perguntou aos filhos, seria a primeira vez que atravessariam a plataforma 9 ¾.
— Posso ir com o pai, mãe? — Rose perguntou.
— Pode sim, filha! Vão na frente, Hugo e eu estamos logo atrás de vocês.
— Está pronta? — Rony perguntou para a filha.
— Sim! — ela respondeu um pouquinho nervosa, e então os dois correram empurrando o malão dela em direção a parede e rapidamente estavam na plataforma — Uau!
— É genial, não é? — Rony perguntou para filha que estava maravilhada com a estação.
— Vamos? — Hermione perguntou surgindo atrás deles com Hugo ainda agarrado a sua mão.
— Vamos!
Os quatro encaminharam-se até certo ponto na plataforma e lá pararam para esperarem os Potter, enquanto Hermione ditava regras e mais regras para a filha. Regras essas que Rony fazia sinal para que Rose ignorasse as costas de sua mãe, fazendo com que ela e Hugo rissem.
— O que está fazendo, Ronald? — Hermione perguntou virando-se para encará-lo e ele parou subitamente de gesticular para os filhos.
— Nada! — exclamou com a voz esganiçada, mas deu uma piscadela para os filhos que riram ainda mais.
— Sei... Espero que tenha escutado tudo! — Hermione voltou-se para a filha — Sempre que quiser pode nos escrever, ouviu? Se precisar de qualquer coisa pode falar com o James que ele te ajudará, está bem?
— Eu sei mãe, a senhora já me disse tudo isso!
— Sempre é bom relembrar! — ela disse, mas puxou a filha para um forte abraço — A mamãe vai sentir muitas saudades! Vou sempre escrever pra você e mal posso esperar as férias de Natal pra te ver de novo!
— Ok, mãe! Também vou sentir saudades da senhora!
— Amor, desse jeito vai esmagar nossa Rosie. — Rony alertou-a e logo ela se separou da filha secando algumas lágrimas que derrubara.
— Tudo bem, tudo bem. Está certo! Quer colocar sua capa, filha?
— Quero! — a menina exclamou animada.
— Não vejo a hora de ser a minha vez, pai! — Hugo disse animado enquanto a mãe ajudava a irmã a se vestir.
— Ainda faltam alguns anos, Hugo. Enquanto isso vamos treinar muito Quadribol em casa para você entrar no time! — Rony disse e Hermione e Rose reviraram os olhos, a filha tinha a mesma aversão ao jogo que a mãe.
— Vou ser goleiro igual a você, pai! — e assim os dois engataram numa conversa animada sobre Quadribol.
Hermione vivia dizendo que era um esporte muito perigoso, mas era a palavra dela contra todo o resto dos Weasley’s e Potter’s, todos completamente fanáticos por Quadribol. A única que parecia concordar com ela era Rose e Hermione se orgulhava pela filha parecer-se tanto com ela, mas ainda teria alguns anos para convencer Hugo antes que ele fosse para Hogwarts.
Logo os Potter’s apareceram e Rony não perdeu a oportunidade de fazer suas piadas e assustar os garotos que iniciariam o primeiro ano letivo em Hogwarts. A despedida dos Potter com os filhos foi mais fácil que a dos Granger-Weasley, afinal, era a primeira vez que enviariam um de seus tesouros para Hogwarts.
Observaram o trem partir, Hugo agarrado a cintura da mãe um pouco assustado ao vê-la derramar algumas lágrimas, mas ela o tranquilizou enquanto alisava seus cabelos ruivos como os do pai, lhe dizendo que eram lágrimas de saudade.
Rony passou o braço sobre os ombros da esposa, trazendo ela e o filho para perto. Ele também sentiria falta da sua “Rosie”, mas não ousaria derrubar algumas lágrimas na frente de todos também. Ele beijou o topo da cabeça de Hermione e ela inclinou o rosto na direção dele para que ele lhe beijasse os lábios também. Ela soltou um longo suspiro e sorriu, apertando o abraço entorno do filho e abraçando o marido também, desejando que Rose ficasse bem.
Depois de dezenove anos juntos eles enviavam a primeira filha a Hogwarts, fruto de um relacionamento que lá se iniciara e se dependesse dos dois, prevaleceria por toda a eternidade.
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