Always Love You!
3 A briga
Notas iniciais
Na casa da família Potter os patriarcas Thiago e Lilian não estavam nada satisfeitos com a atitude dos filhos. Mal chegaram em casa e o sermão começou ao passarem pela porta de entrada, na sala.
–Hermione, Harry, por quê? Só me respondam!- Thiago fala incrédulo com briga – Respondam! -gritou irado com os filhos
–Vocês dois sabem que depois do que aconteceu nenhum Potter vai poder pisar naquela boate por um bom tempo, não é mesmo? – Lilian era dura com os filhos.
–Mãe, pai, eu primeiramente não sabia que ele era um Weasley antes do Harry aparecer – mentiu a morena – Mas o rapaz em nenhum momento foi um incomodo pra mim...
–Mesmo assim minha filha, o que ensinamos a vocês? O que lhe dissemos? – gritou desta vez a matriarca – Nunca devem confiar em um Weasley!
Os dois filhos baixaram as cabeças como uma forma de rendição e arrependimento pelo ato que praticaram na casa noturna.
–Hermione, você ficara um mês sem mesada, sem sair para festas com suas amigas e só poderá receber visitas do seu namorado nos fim de semana. A universidade será o único lugar do qual está liberada para ir- o patriarca respondeu severo.
–Mas... – a jovem tentou argumentar.
–Pode sair, Hermione! – disse Lilían – Vá para o seu quarto.
A morena subiu as escadas entristecida pelo castigo que levara do pai. Era a primeira vez que havia sido punida porque geralmente procura ser a mais correta que podia em suas atitudes.
–Harry, por você ter arrumado a maior confusão fara horas extras nos fins de semana e a noite no trabalho, nada de sair com a Cho — disse Thiago.
–Pai, eu não sou nenhum garotinho para ficar preso na empresa ou em minha própria casa!
–Não ouse me responder, rapaz! – o pai falou aborrecido – Você foi o mais errado nessa situação toda!
E Harry saiu pisando duro, bufando de raiva porque sabia que não adiantava argumentar com o patriarca. O jeito seria aguentar o castigo, ou simplesmente, achar uma forma de dribla-lo.
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–Senhorita Luna... Senhor Draco... Seus pais os esperam na sala de estar – disse um segurança que abriu a porta do carro para os dois.
–Mario, tem como você levar o Draco? Ele bebeu demais e não consegue ficar em pé – pediu a loira.
–Claro, senhorita! – disse pegando Draco e praticamente arrastando-o até a sala onde o ajudou a sentar no sofá
–Meu Deus Draco, o que houve com você? – Lucio fala após ver o olho roxo e a boca inchada do filho.
–Pai, essa lunática pediu pro namoradinho dela, meu ex amigo, me bater!- o loiro fala tonto pela bebida e deitando no enorme sofá.
–Para de mentir Draco! – a loira fala irritada fuzilando o outro com os olhos.
–Luna, eu não vou admitir que mais nenhum dos seus namoradinhos batem no meu filho! – Lucio fala zangado.
–Eu não fiz nada! Esse loiro azedo que vive pegando no meu pé! – notou que Lucio a olhava com desprezo, mas não se deixou abater.
–Eu não tolero desrespeito dentro da minha casa, se esqueceu Luna? – grita o patriarca Malfoy com ira.
–Luna, você tem que ter mais respeito com o seu irmão, minha filha! – reprendeu Narcisa falando pela primeira vez e tentando acalmar os ânimos dos dois, mas sem sucesso.
–Mãe, eu não fiz nada! – Luna apelou para ela.
–Mentirosa! Ela mandou o namoradinho dela me bate e ainda continuou me xingando! – Draco fala entre vários soluços tentando se sentar sem sucesso.
–Narcisa, Draco me deixem a sós com Luna! – ordenou Lucio.
Mãe e filho se retiraram ficando padrasto e enteada cara a cara.
–Luna Lovegood Malfoy, acaso se esqueceu de por que esta aqui?
–Como esquecer se você me lembra disso todos os dias? – ironiza a loira irritada.
–Diferente do seu pai eu te aceitei, te fiz herdeira, mesmo sabendo que meu filho Draco é o único legitimo da herança da minha família — o patriarca fala com fúria nos olhos.
–Se minha mãe se apaixonou e o traiu eu não tenho culpa, assim como não tenho de ter nascido... – antes que Luna pudesse continuar, Lucio lhe deu um tapa na cara derrubando a garota que cai ao lado do sofá de cara no chão.
–Sabe que odeio que me lembrem desse acontecimento! – grita o pai enfurecido.
–Que te lembrem que sua adorada esposa te traiu, que teve um filho com outro homem, e que você aceitou pra não a perde-la e ser difamado diante de toda a sociedade? – ela deu uma rápida pausa – Eu sei que sou a filha bastarda, mas nunca pedi pra ter nascido! – a loira cuspia as palavras em Lucio
–Se você se atrever a continuar me respondendo lhe dou um safanão na cara! – disse entre os dentes com a mão levantada.
Luna não disse nada, apenas se levantou em direção da garagem da mansão.
–Luna volte já aqui! – gritava Lucio, mas a loira nem lhe dava ouvidos — Se passar por essa porta será deserdada.
–Pra que se você já disse que nunca fui herdeira e sim Draco? — gritava entre choros e soluços
Passou da porta chegando ao lugar almejado, pegou as chaves do carro que ganhou da mãe em seu aniversário, e sem pensar duas vezes, saiu em alta velocidade da mansão em direção ao único lugar que era bem tratada, a mansão Potter.
Ao chegar à casa dos amigos foi recebida por Hermione que ainda não havia dormido depois da discursão com os próprios pais.
–Nossa Lu – fala a morena incrédula depois de ouvir tudo que a amiga lhe contou.
–Eu não aguento mais viver mais lá, Mione- disse tremendo – Desde que eu me lembro por gente ele me humilha dentro daquela mansão. Agora fora dela ele se faz de pai amoroso.
–Sabe que pode ficar aqui – disse e em seguida amparando Luna com um abraço.
–Acho que vou juntar o dinheiro que tenho na poupança e comprar uma casa pra, em fim, sair daquele inferno em que vivo – falou com os olhos esperançosos.
–Acho que você fara bem se sair de lá, Luna- disse Hermione tomando um gole do seu chocolate quente que acabara de prerarar – Se quiser eu te ajudo na compra.
–Eu não quero te incomodar!
–Não me incomoda! Eu estava pensando sobre sair de casa, então, talvez nós pudéssemos morar juntas- fala a morena já imaginando a bagunça que seria a casa.
–Amigas pra sempre! –lembra a loira ate que sente algo vibrar na cama – Acho que tem algo tremendo aqui...
–É meu celular- a morena pega o aparelho estranhando o numero desconhecido.
–Alô quem fala? – pergunta uma voz masculina um pouco familiar para a morena do outro lado da linha.
–Hermione Potter! – já podia adivinhar de quem era a voz do outro lado da linha – Rony Weasley?
–Eu mesmo! Peguei seu telefone no celular da minha irmã. Eu queria pedir desculpa pelo briga na boate e... — o ruivo parecia tímido – Gostaria de saber se aceita sair comigo... Você pode escolher o dia, a hora e o lugar. Deixo tudo ao seu critério...
–Eu iria adorar sair com você!- disse sorrindo – Pode ser sábado? Umas quatro da tarde?
–Que tal um cinema?
–Ótimo! Eu escolho o filme, te vejo sábado, ruivo! – disse sorrindo e pulando de alegria por dentro.
–Irei contar os dias – Rony tentou galantear.
–Eu também! — disse a morena entre suspiros apaixonados antes de desliga o celular.
Luna que só ouvia aquela conversa cheia de suspiros apaixonados decidiu matar a curiosidade.
–Então, me contar com quem você vai ao cinema sábado? – perguntava Luna ansiosa com a resposta.
–Eu vou sair com Ronald Weasley- ao falar o nome dele seus olhos brilharam.
–Espera um pouco, mas como vai se esta de castigo? – questionou a amiga.
–É fácil, digo que vou à biblioteca, então minha amiga querida vai me buscar para me levar no cinema, e depois me deixar de voltar pra biblioteca da universidade – explica com o rosto esperançoso de uma menina que quer muito o brinquedo tão sonhado.
–O que eu não faço por você – ri Luna.
–Quer dizer que você vai sair com um Weasley? – pergunta o moreno que ouvia a conversa das jovens
–Harry?- indaga a irmã apavorada.
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