Notas iniciais
Isso mesmo, vocês não estão ficando loucos. Depois de 3 anos sem fazer uma fic sequer, resolvi voltar a ativa com minha antiga conta. Atualizarei ela aos poucos, mas não sei se atualizarei as antigas fanfics.

Aos poucos o Sacerdote foi abrindo os olhos. Não sabia onde estava e muito menos o que havia acontecido. Levou a mão até a altura dos olhos, a qual estava protegendo-os da forte luz que provinha das lamparinas presentes na sala. Ajeitou-se no leito, como quem tentava sentar-se, mas tudo fora em vão, logo o sacerdote caiu deitado ainda em seu leito, percebendo o quão fraco e debilitado estava.

Ouviu os gritos de uma jovem a qual vinha em sua direção. Sabia que a conhecia de algum lugar, mas porque ela estava tão indecifrável? A jovem ajoelhou-se do seu lado, e o abraçou com força, enquanto falava algumas palavras de consolo e saudade, mas eram incrivelmente inaudíveis, pelo menos aos sentidos debilitados do sacerdote.

A jovem sentou-se na beirada da cama do moribundo, fazendo uma pequena prece para que ele se recuperasse logo, e felizmente surtiu efeito. Fez mais algumas preces para abençoa-lo e também foi funcional.

– Olá, Klaus. Finalmente você acordou!

O sacerdote não se lembrava de onde conhecia a jovem, mas sabia que seu rosto não lhe era nenhum pouco estranho. A jovem de cabelos dourados, os quais iam até a altura da cintura, e com seus grandes olhos azuis que praticamente gritavam de felicidade ao ver os olhos avermelhados do sacerdote, obviamente só podia ser uma pessoa.

– S-Samantha?

A jovem o abraçou mais uma vez. Não podia acreditar que depois de tanto tempo ele ainda lembrava-se dela, mesmo ela tendo mudado muito. Não era mais a pequena Samantha, a qual andava com seu enorme laço carmesim na cabeça, a qual tinha rubores contínuos e a qual era indefesa, muito pelo contrário, a antiga sacerdotisa parecia ter se tornado uma mulher surpreendentemente forte.

– V-você está diferente. O que aconteceu?

E então a jovem dissertou. Começou a explicar tudo o que tinha acontecido desde o dia em que o sacerdote caíra no sono.

– Lembro como se fosse hoje. Você e Alexius tinham ido para o Monte Mjolnir à procura da Abelha Rainha. Teimosos como vocês são, não avisaram para o resto do grupo, e foram por vocês mesmos, mas algo deu errado... vocês não voltaram depois de um tempo. Marieé e eu saímos a procura de vocês dois, e quando encontramos vocês, já era tarde demais. Estavam feridos, ensanguentados e desacordados. – Os olhos do sacerdote iam arregalando-se cada vez mais. Mal sabia que tudo isso havia acontecido e de poucos fatos se lembrava. Percebendo o quão eufórico o jovem já estava, Samantha decidiu não continuar, e tentou acalmá-lo um pouco, acariciando seus cabelos brancos como neve.

– Pararei por aqui, Klaus, você tem que descansar. – A jovem deu um leve beijo no rosto do jovem e levantou-se da cama, indo em direção à porta, quando ouviu alguém chamando pelo seu nome.

– Samantha, há quanto tempo faz tudo isso? Foi ontem? – O jovem sacerdote questionava, enquanto sentava-se na cama.

– Faz sete anos.

Ao ouvir as palavras proferidas pela amiga, o sacerdote ficou estático. Não sabia o que fazer e muito menos o que pensar. Não sabia como, o que e quando foi que tudo aconteceu. Não conseguia imaginar quantas aventuras e histórias perdeu enquanto esteve durante sete anos nesse profundo sono. Eufórico com a situação acabou entrando em um frenesi, e desmaiou. A amiga, a qual esteve todo esse tempo ao lado dele, correu novamente até o jovem, tentando reanima-lo, mas tudo fora em vão. O sacerdote já havia dormido novamente.

Mais ao norte da cidade de Prontera (cidade a qual o Sacerdote estava, mais especificamente dentro da Catedral, em um dos aposentos dos Arcebispos) havia o Palácio de Prontera, onde apenas os Templários, Paladinos e Guardas Reais poderiam entrar livremente, assim como espadachins que queriam seguir o caminho dos guerreiros sagrados. Marieé, uma Sicária de renome, sabia o quão complicado era pra alguém fora dessa classe, ou até mesmo fora do clero, entrar no Palácio. Como era especialista em esconderijos, não pensou duas vezes em camuflar-se nas sombras alheias e ir a procura de Alexius, o Templário que caiu num sono profundo juntamente com Klaus, seu amigo Sacerdote.

Como já era de costume, foi até o quarto do Templário, e ficava observando com cautela a porta do quarto, até que os paladinos e clérigos que faziam suas preces dentro do quarto do templário deixassem o recinto, dando espaço para que Marieé entrasse sem ser percebida. Fez isso durante sete anos, e não era agora que seria pega por espionagem.

- Ai, Alexius... como eu queria que você estivesse acordado. Estamos tão preocupadas com você e com Klaus. – Dizia a Sicária, rondando o leito do templário, ainda em seu esconderijo das sombras.

Aos poucos o templário foi abrindo seus olhos, e deixando que a luz do lugar iluminasse seus grandes orbes acinzentados. Ao ver que suas palavras surtiram efeito, Marieé assustou-se, saindo de seu esconderijo sombrio e parando estática ao lado da cama do jovem moribundo.

- Marieé? Porque está vestida com essa roupa? O que aconteceu? Porque estou no Palácio de Prontera?