–-------------------------------------Quebra de tempo- 2 semanas atrás------------------------------------

Erza Pov´s

Quando eu sai da guilda estava muito confiante no que ía fazer. Eu sabia que tinha que encontrar o Jellal custe o que custasse. Não iria ser fácil porque como o Jellal, a Meredy e a Ultear eram uns criminosos e furagidos, não seriam fácil de encontrar, por isso tinha que prestar muita atenção e também cuidado, porque de certeza que não sou a única à procura deles.

Eu decidi ir para a cidade de Onibus Town pois eu tenho alguns contactos que talvez saibam de alguma coisa e me possam ajudar. Eu peguei um trem e passado duas horas seguei ao destino.

Eu fui até a um bar nos extremos da cidade onde deve estar a pessoa que eu procuro para me ajudar. O bar é frequentado por magos e pessoas do submundo.

Autora Pov´s

Antes da Erza entrar a porta foi aberta e de lá saiu um homem que foi jogado por dois homens que riam descontroladamente. Rapidamente a porta fechou-se. O homem estava no chão um pouco machucado pela brutalidade que foi espulso do bar.

– Está bem?- disse a Erza esticando a mão para o ajudar a levantar-se.

– Sim, obrigada, acho que não parti ossos nenhuns. – disse ele fazendo uma cara de dor.

– Não está nada bem , eu acho melhor ir ao hospital, esses hematomas estão muito maus.

– Não é necessário. – disse o homem.

–Quem eram aqueles homens? – perguntou a Erza.

– Eles são horriveis, eu apenas queria pedir informações sobre a cidade. Eu sou novo aqui, e a primeiro sitio que vi foi este mas aqueles homens nem me deixaram falar, só me começaram a atacar, eu tentei defender-me afinal sou um mago mas eles eram muito fortes ...- a Erza nem se quer o deixou terminar e dirigiu-se para a porta – Ei moça onde vai?

– Entrar, eles têm de pedir desculpas pelo que fizeram por vocês.- o homem arregalou os olhos.

– O quê? Você quer se matar? Porque é isso que vai aconteceu se entar ali. – disse ele.

– Não se preocupe. Você não vem?- disse a Erza continuando a ir para a porta.

– Não, boa sorte moça. – a Erza simplesmente sorriu e entrou. O bar era muito grande, as paredes eram escuras e todo era feito de madeira, tinham algumas mesas espalhadas e um balcão à direita. Todos que se encontravam no bar olharam-na de cima a baixo e depois de analisarem começaram a rir maliciosamente. Os homens que estavam sentados numa mesa perto da porta falaram.

– Ei gostosa para que a armadura, vem te sentar aqui.

– Não obrigada, eu queria saber quem é que expulsou aquele homem de à pouco daqui. – disse mantendo-se séria. Dois homens que se encontravam junto ao balcão manifestaram-se e deram dois passos á frente.

– Oi boneca, é teu namoradinho é? Tenho pena mas ele era muito fraco. – disse um-

– Ele não presta eu sou muito melhor, fica comigo?- disse o outro sorrindo maliciosamente para ela. A Erza não os deixou continuar e pôs-se em posição de luta, e atacando-os.

– Kason Kureha no Yoroi (Armadura de Asas Negras). – Eles nem se conseguiram defender e cairam no chão, logo os outros partiram para cima dela mas a Erza desviou facilmente de todos os golpes e atacou. Em menos de cinco minutos todos estavam no chão. O homem que tinha sido expulso entrou e arregalou os olhos e ficou surpreso e , acabou por fugir assustado.

– Agora, Rob sai de trás do balcão e chega aqui.- Um homem moreno, baixinho e magro sai do seu esconderijo e fica à frente da Erza.

– Ohayo Erza-sama, desculpe-me não ter tido uma boa receção mas eu não sabia que você viria. – disse o homem assustado e com receio foi dando alguns pequenos passos para trás-

O Rob era um mago pouco habilidoso que trabalhava no submundo, ele fazia vendia mercadorias roubadas e era um intermediário de alguns homens muito influentes, por ter este trabalho ele mantia-se informado sobre tudo o que acontecia. A Erza teve uma missão de apanhar um grupo de bandidos com quem o Rob trabalhava. Ele foi preso mas por pouco tempo, mas a Erza encontrou mais tarde e desde daí pedia-lhe informações quando precisava. O Rob tinha muito medo dela pois na primeira vez que se encontraram ele foi parar ao hospital com a perna e os dois braços partidos e com bastantes hematomas.

– Eu queria saber tudo sobre a guilda Crime Sorciere e onde ela pode estar.

– Eu não sei Erza-sama – A maga estava em volta de uma aura maligna que o fez estremecer, engolir em seco e depois falar- Bem, a identidade dos membros não é conhecida são apenas especulações mas dizem que a guilda é constituída por apenas três magos: dois ex-membros da guida das trevas Oracion Seis e o ex-presidente do conselho Siegrain, eles têm vindo a desmantelar guildas das trevas nestes últimos anos. Pelo o que eu ouvi o mestre da guilda está ferido e perderam um membro, sobrando apenas dois. Eu ouvi boatos que a guilda estava nos arredores de Oak Town.

– Obrigada. – E saiu sem dizer mais nada. Como estava a anoitecer, a Erza decidiu esperar pelo dia seguinte. Não consegui dormir pois sempre se lembrava da frase “o mestre da guilda está ferido”. Quando amanheceu a Erza apanhou um trem e foi para Oak Town. Esteve durante dois dias à procura de uma pista sobre a localização de Jellal mas ninguém aparentava saber de nada. Até que no terceiro dia, a Erza em numas das muitas conversas que teve com os habitantes da vila, dizeram que talvez uma mulher Sora poderia ajudar pois sabia que a mesma alugou uma pequena casa na montanha para um casal. A Erza demorou pouco tempo a encontra-la. Ela era velha e baixinha, o seu cabelo era branco e grisalho, era gentil e meiga, vivia numa pequena casa no centro da vila e contou-lhe que alguns dias esteve com um casal e que lhe tem vindo a levar-lhes algumas coisas mas que os mesmos pediram segredo, mas mesmos assim indicou-lhes o local exato da casa.

– Eu vi no seu olhar que você é uma boa jovem mas que sofreu muito mas quer muito ajudar as pessoas que procura. Tinho muito gosto em ajudá-la.

– Obrigado.- a Erza sorriu e a pequena mulher retribuiu sorrindo gentilmente.

A Erza não conseguiu esperar mais e foi para o lugar indicado. Quando avistou a casa entrou sem fazer barulho. A casa era pequena, ela percorreu a cozinha e quando chegou à sala, congelou.

– J-Jella-l – o mago estava sentado no sofá, mas logo virou-se e disse:

– Erza? És tu?- disse ele agora virado para ela.

– S-sim. – Ela dirigiu-se a ele e os dois abraçaram-se e a Erza começou a chorar.

– Eu estou aqui Erza.