Always Fairy Tail
11 Capitulo 11
Erza: Jellal... Aishiteru – sussurrou desabando a chorar, as suas pernas fraquejaram e ela caiu no chão com as mãos na cara.
Jellal: Eu também Erza – sussurrou deixando cair uma lágrima quando abandonava o local.
–---------------------------- Quebra de tempo – Casa de Jellal e Meredy --------------------------
Ela de joelhos chorando e soluçando sem parar.
Ele olhando para a casa vendo-se distanciar.
Ela não queria acreditar no que estava acontecendo.
Ele sabia que nada podia ser feito para mudar o inevitável.
Ela não entendia o porquê de sempre dar tudo errado.
Ele sabia que tudo era culpa dele.
Ela acreditava nele.
Ele simplesmente parou de tentar viver o que achava ser impossível para ele. Um grande amor que superava tudo e todos. Ele sempre soube que não conseguiriam ficar juntos, sempre achou ser o melhor para eles, para ela. Desistir, deixá-la viver, encontrar alguém que fosse tudo o que ele não era. Agora só teria de esperar para puder a deixar de vez, sem restringi-la a nada, só teria que aguardar o momento do seu fim. Afinal ele não tinha medo de morrer, sempre soube que acabaria assim, uma pessoa como ele não podia viver, não tinha esse direito. Tentou iludir-se neste tempo todo, achar que podia ajudar a tirar o mal do mundo mas ele próprio foi esse mal. Nada podia ser mudado. Nem ela podia mudar nada, tudo já tinha sido feito, os seus caminhos se distanciaram para nunca mais se encontrar.
How can you see into my eyes like open doors?
Leading you down into my core
Where I've become so numb?
Without a soul, my spirit's sleeping somewhere cold
Until you find it there and lead it back home
Como pode olhar dentro dos meus olhos como portas abertas?
Guiando você até o meu interior
Onde me tornei tão insensível?
Sem uma alma, meu espírito está dormindo em algum lugar frio
Até você encontrá-lo ali e guiá-lo de volta pra casa
Ela não queria desistir, não podia desistir, desistir dele era o mesmo desistir dela própria. Ela até podia viver sem ele, sem o seu olhar, sem o seu sorriso, sem ele ao seu lado. Sim, ela podia mas não queria. Que graça teria a vida, que felicidade a reservava se só com ele podia se sentir realmente viva. Todos estes anos sobrevivendo pelos seus amigos, pela sua família mas o céu para ela era mais cinzento, todas as cores não eram tão alegres se não o tivesse perto, todas elas sem exceção se tornavam escuras, não tão belas, essas mesmas cores que ele a fez enxergar, olhar em volta no meio da escuridão e notar que tudo não era tão duro assim.
(Wake me up)
Wake me up inside
(I can't wake up)
Wake me up inside
(Save me)
Call my name and save me from the dark
(Me acorde)
Me acorde por dentro
(Eu não consigo acordar)
Me acorde por dentro
(Me salve)
Chame o meu nome e me salve da escuridão
Mostrou-lhe que não devia desistir e deixar-se apenas ser um corpo sem vida, que realmente podia viver. Aquela menina frágil, medrosa e chorosa mudou, ele a mudou, fez se tornar a mulher que era hoje, mais forte pela sua família, mais corajosa para lutar pelos seus amigos, sem chorar e olhar em frente, pelo menos á vista dos outros. Sim, mesmo assim aquela menina ainda existia no fundo do seu coração, mas escondia a sua tristeza, á frente dos inimigos era a Titânia mas sempre sofreu em silêncio, preferia assim. Mas agora que ela achou que podia ser feliz verdadeiramente a sua felicidade é arrancada dela outra vez de maneira bruta e sem piedade.
(Wake me up)
Bid my blood to run
(I can't wake up)
Before I come undone
(Save me)
Save me from the nothing I've become
(Me acorde)
Faça o meu sangue correr
(Eu não consigo acordar)
Antes que eu me desfaça
(Me salve)
Me salve do nada que eu me tornei
Now that I know what I'm without
You can't just leave me
Breathe into me and make me real
Bring me to life
Agora que eu sei o que me falta
Você não pode simplesmente me deixar
Me dê fôlego e me faça real
Traga-me para a vida
Não, ela não iria deixar tudo assim, ainda acreditava nele, ainda tinha esperança, não se renderia sem nem menos tentar, sem dar tudo dela.
All of this time
I can't believe I couldn't see
Kept in the dark, but you were there in front of me
I've been sleeping a thousand years, it seems
Got to open my eyes to everything
Without a thought, without a voice, without a soul
Don't let me die here
There must be something wrong
Bring me to life
Todo esse tempo
Não posso acreditar que não pude ver
Mantida na escuridão, mas você estava lá na minha frente
Eu estive dormindo por mil anos, ao que parece
Tenho que abrir meus olhos para tudo
Sem um pensamento, sem uma voz, sem uma alma
Não me deixe morrer aqui
Deve haver algo mais
Traga-me para a vida
Agora mais calma parou de chorar aos poucos, até deixar rolar apenas uma lágrima por onde muitas outras já tinham passado. Deixou-a cair e depois levantar-se e olhar para frente com um olhar determinado, sem medo, um olhar que mostrava que iria batalhar até o conseguir de volta, um olhar tão brilhante, tão cheio de vida, sim vida, ela estava viva e não iria desperdiça-la. Não iria esperar mais não tinha esse tempo, já o desperdiçou demais.
Não esperou a Meredy chegar, não sabia a reação da Meredy mas tinha que lhe contar assim, não teria outra forma, apenas procurou um papel e uma caneta para escrever um bilhete. Quando o terminou, deixou-o em cima da mesa da sala.
Meredy, o Jellal foi levado pelo conselho. Não abandones a casa, fica onde estás. Eu o trarei para casa novamente.
Pegou nas suas coisas e dirigiu-se para a porta a fechando depois de passar por ela e seguiu o seu caminho. Em nenhum momento olhou para trás agora o que apenas importava era chegar ao seu destino. O Conselho mágico.
–----------------- Quebra de tempo – Algumas horas depois no Conselho mágico -------------
– Desconhecido: PAREM-NA!!! ELA NÃO PODE ENTRAR ALI!!! – gritou.
Um bando de guardas tentaram barrar a sua passagem. Logo que ela chegou não se importou em esperar ou aguardar que alguém viesse falar com ela, sabia que ninguém viria, e estava nervosa de mais para esperar, podia não chegar a tempo. Entrou rebentando a porta da frente onde se encontravam vários guardas conversando, rindo, até dormindo. Todos eles se assustaram com o estrondo, todos eles encaravam agora a entrada sem o seu enorme portão levantando uma enorme poeira evitando que vissem quem entrava. Esperaram a poeira abaixar assustados e alertas. A poeira agora deixava enxergar uma silhueta de mulher andando em sua direção. Logo se prepararam para a atacar, avançaram para cima dela com socos e pontapés mas a figura se desviava facilmente e revidava com golpes precisos e fortes, atirando quem fosse atingido para vem longe, tirando-os da frente, cada vez chegavam mais homens para ataca-la e prende-la mas ninguém conseguir encostar nela. Quando finalmente a poeira dispersou só se podia ver a entrada toda destruída. O enorme portão no chão, muitos homens espalhados igualmente pelo chão, alguns inconscientes, outros reclamando de dor sem ter força para se levantarem, e outros apenas não se levantaram porque estavam apavorados pela figura que em nenhum momento parou de andar. No meio dos homens a figura se mostrava vigorosa e vitoriosa, medonha. O estado dela era tão inacreditável que muitos não acreditariam se não presenciassem. A Erza continuava a andar a caminho do grande corredor que dava para as outras salas, sem nenhum ferimento nem rasgão na roupa, simplesmente impecável, nem um só cabelo se encontrava fora do lugar, nem se mostrava cansada, nenhuma gota de suor á vista, nada simplesmente nada que evidenciasse o ocorrido.
Ela usava a sua armadura casual e a sua saia azul, não trazia qualquer espada. O seu olhar era sério e amedrontador. Continuou andando até a um rececionista estava encontrava encolhido atrás de uma mesa. Encarou-o e ele ainda se encolheu mais com o medo que estava.
–Erza: Onde estão os membros do Conselho? – perguntou séria.
Apavorado o homem apenas conseguiu apontar para uma sala ao fim do enorme corredor com grandes janelas deixando o local mais claro e várias peças decorativas dando um olhar mais requintado ao local. A Erza não disse mais nada, direcionou-se ao local indicado.
Os membros do conselho se encontravam reunidos numa enorme sala, nenhum parecia ter percebido o que se passava. As paredes da sala eram grossas e maciças evitando interromper alguma reunião importante. O conselho era formado na maioria por homens de idade avançada porém bastante influentes e ainda fortes, não se resumiam a velhos inúteis conversando.
Mas ela não temia nada nem ninguém, não naquele momento. Foi de encontro à sala. Andava pelo corredor longo, quando parou a meio sentindo uma presença. Forte e perto dela. Não, não era apenas uma presença, eram várias, por volta de quinze monstros apareceram á frente dela impedindo a sua progressão. No meio deles, apenas existia um homem que certamente era responsável pelas criaturas. Cada uma delas era mais estranha que a outra, à primeira vista pareceriam inofensivas mas o poder mágico que emanava delas era grande.
–Homem: Rende-te! Se preservas a tua vida desiste e entrega-te que ainda podes ser perdoada. Muitos tentaram invadir este lugar mas nenhum conseguiu passar por mim por …
Porém ele não pode mais terminar a frase. A Erza simplesmente lançou-lhe um olhar frio e irónico, amedrontador diriam muitos, não ligou para o que o homem falou, afinal ela já derrotou cem monstros nos Jogos Mágicos, quinze seria fácil. Pensou em atacar o homem para não perder muito tempo mas reparou que não seria tão fácil assim. Os monstros posicionavam-se de forma a defender o seu mestre. Ela partir para o ataque, rapidamente mudou a sua armadura. Agora vestia a armadura samurai, comn apenas ligas envolta dos seios e uma calça larga vermelha com chamas laranjas no fim. O seu cabelo apresentava-se preso. Em cada uma das mãos possuía uma espada longa.
Passou por entre os monstros distribuindo golpes precisos e rápidos fazendo-os desaparecerem em partículas pequenas e brilhantes. Em apenas um minuto todos foram derrotados, agora apenas faltava o homem. Esse encontrava-se perplexo com a luta, congelado encarando o chão. A Erza largou as espadas avançando para ele. O homem recuperou-se e partiu para a luta, os dois partilhavam socos e pontapés, estava renhido até que a Erza acerta um pontapé no homem fazendo-o bater na parede e ficar desacordado. Finalmente ela chegou á porta. Abriu-a fazendo-a explodir, todos na sala encararam-na incrédulas. A expressão da Erza mudou de serena para impaciente e séria emanando uma aura negra.
–Erza: ONDE… — suspirou tentando-se acalmar – onde é que está o Jellal, quero que o soltem agora mesmo! – falou num tom mais baixo.
Todos se encararam com caras sérias e preocupadas esperando alguém falar.
– Presidente: Não somos nós que o temos. – falou o presidente.
– Erza: O QUÊ?
– Presidente: Já devíamos ter avisado mas alguém anda a trás dele.
– Erza: Quem e o que eles querem?
– Presidente: Eles precisam das informações e o poder dele.
– Erza: Quem? – repetiu impaciente.
– Presidente: A dark guild… Saikõ no Guild.
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