Always At Your Side
1 Onde tudo começou...
Notas iniciais
3 anos atrás...
- Autora –
O dia mais esperado por todos os estudantes do terceiro ano tinha chegado. A semana fora muito corrida e agoniante para Elena e Bonnie. Eram preparativos para cá e para lá. Era enfim o baile de formatura. Elena sofrerá muito nessa ultima semana. Já que tivera que suportar Damon Salvatore atrás dela. Sempre era assim. Os dois brigando, discutindo e falando mal um do outro. Ultimamente Elena era perseguida por Damon para acompanha-lo ao baile. Um convite ao qual ela recusará já que ela não sabia se ele queria brincar com sua cara. Digamos que Damon não era nada confiável. Pois mais que Elena dissesse que não bem no fundo ela queria muito dizer sim e acompanha-lo. Elena já teve uma paixonite por Damon. Mais o jeito irritante e idiota de ser fez com que ela guardasse essa paixão para si. Stefan o melhor amigo de Damon era outro que azucrinava a pobre Elena. Elena não aguentava e dava muitos socos e pancadas em ambos. Mais um motivo para os três se “odiarem”. Já que o nosso querido Damon era completamente apaixonado por Elena. Hoje era o grande dia. A festa já estava acabando. O barulho de fogos era bastante audível. Vestidos esvoaçavam dando uma coloração fora do normal ao ambiente. Risos e murmúrios excitados tomavam conta do grande salão. Todos pareciam muito contentes e dividiam abraços aconchegantes como se jamais fossem se ver mais uma vez. No meio de tantos risos, sempre havia alguém com lágrimas nos olhos.
– Elena, não chore! Logo iremos nos rever. — disse Bonnie, sua melhor amiga. Suas bochechas estavam afogueadas e seus olhos reluziam toda aquela festividade trazida pelos fogos.
A morena fungara o nariz. Seus olhos estavam bastante vermelhos e seu cabelo já mostrava que seu penteado não sustentava mais o visual.
– Ai! Bonnie! É que... É tão... Estranho. — disse Elena, assuar o nariz em um lenço que Tyler havia lhe consentido. — Eu passei praticamente minha vida inteira ao redor de vocês e tudo termina assim? Com um bando de babacas assoviando no seu ouvido, quebrando garrafas de champagne e dizendo graças a Deus?
Bonnie sorriu, sentando-se ao lado da amiga. Passou um de seus braços confortavelmente pelo ombro da morena e puxou sua cabeça para seu ombro.
– Eu sei que não deveria acabar, mas devemos encontrar nosso caminho agora. Eu jamais vou deixar de ter contato com você e espero que aconteça o mesmo. Eu amo você, minha maninha.
Elena deixou escapar um meio sorriso ao ouvir Bonnie chamá-la de maninha.
– Promete que nunca vai me deixar? — perguntou a morena erguendo a cabeça.
– Palavra de Bonnie Bennet — disse a morena, levando os dois indicadores cruzados em direção aos lábios e beijando-os duas vezes.
– Você é demais. Desejo tudo de bom para você. — disse Elena, não se contendo e abraçando-a.
– Desejo o mesmo a você, Elena.
Bonnie a apertou nos braços sentindo pela primeira vez a dor da partida. Todos os anos que haviam dividido na escola foram o bastante para comprovar que a confiança que uma tinha pela outra era mútua.
– Ah! Mas como eu estou com inveja deste abraço...
Elena nem precisou erguer o olhar. Reconhecia perfeitamente aquela voz arrogante que a infernizou durante todo aquele ano. Se de uma coisa que estava muito feliz de se ver livre era do moreno popular chamado Damon Salvatore.
– Como sempre engraçadinho né! — a indagou, com o cenho enrugado.
– Na verdade... — o garoto tombou um pouco para frente. -... Eu estou mais engraçadinho por que bebi algumas com o Stefan. Sabe né. Para manter a alegria.
Bonnie e Elena entreolharam-se confusas quando Damon abraçara a si mesmo.
– O que eu preciso fazer para ganhar um abraço desses? — perguntou ele, girando.
– Damon... Você precisa ir para casa. — Elena cruzou os braços, lançando em direção a ele o famoso olhar de desaprovação.
– Eu? Casa? Que piada! — Damon fizera um barulho bastante estranho com a boca, fazendo Elena rir um pouco. – Ah. Você riu. Vou fazer careta agora...
– Damon, acho que Stefan está te chamando. — disse Bonnie, sorrindo.
–Stefan está ocupado demais! — Damon dera outra tombada. — Suas mãos não conseguem se soltar da cintura de Katherine Pierce
Bonnie gargalhou, enquanto Elena balançou a cabeça indignada.
– E por que está com as mãos desocupadas, Salvatore? Que eu saiba você é do mesmo nível que nosso amigo Salvatore. — a voz de Elena saiu como um sopro inofensivo na direção do garoto. Se fosse a condições normais, ambos com certeza começariam um pé de guerra.
– Na verdade, eu vim aqui te dar um abraço, Gilbert. — Damon abrira os braços na direção dela. — Vem aqui para o titio.
Elena olhou para os lados na esperança de que alguém a salvasse. Abraçar Damon e ainda por cima bêbado, não era a melhor forma de encerrar sua festa de formatura.
– Damon, posso deixar para a próxima encarnação?
– Claro que não!
– E por que não?
Damon agachou-se, ficando cara a cara com ela. Calmamente, apoiou as mãos nos joelhos da jovem fazendo-a recuar um pouco.
– Por que você será o Damon e eu serei a Elena. — começou ele com a voz engrolada. — Mas é claro que vai ser bem mais fácil se for pensar bem... — ele fizera uma pausa e coçara o queixo. -... Eu vou adorar abraçar eu mesmo. Cara, que homem gostoso eu sou.
Bonnie só faltava chorar. Sua barriga parecia que iria explodir de tanto que doía devido as suas estonteantes gargalhadas. Elena alisou a testa, meio nervosa, pois não estava sabendo lidar com o moreno.
– Então por que você não vai até um espelho e tenta se abraçar? — a sugeriu, apoiando suas mãos em cada ombro de Damon.
– Sabe que não seria uma má ideia? — Damon balançou a cabeça, falsamente pensativo. — Mas você vem comigo.
– Damon...
Ela tentou retrucar, mas, quando se dera conta, Damon a havia puxado com força fazendo com que ambos ficassem no meio da pista de dança. Não havia música, apenas gritos eufóricos e mais fogos de artifício sendo lançados. Damon segurou uma das mãos de Elena e a levou suavemente ao seu ombro, enquanto perdia uma de suas mãos com destreza em sua cintura.
– Damon...
– Eu só quero te dizer uma coisa, Elena, e você só precisam escutar.
Por mais que ela negasse, os olhos de Damon chamavam bastante sua atenção. Eram azuis um brilho extremamente encantador. O sorriso dava o toque especial recebendo o reajuste perfeito causado por seus cabelos despenteados.
- Quero dizer que...
– Damon, sai dessa. Vem beber mais com a gente. — berrou Stefan do outro lado, de mãos dadas com a garota que Elena reconheceu ser Katherine.
Damon dera um suspiro rasgaste. Parecia que não seria daquela vez que diria o que mais queria que Elena soubesse.
– Preciso ir ou ele me esgana!
– Mas... Você não queria falar comigo? — perguntou ela desentendida.
Damon a encarou por alguns segundos. Ouvira o berro de Stefan mais uma vez e resolveu terminar sua tentativa de conversar com a morena, dizendo:
– Nos vemos algum dia, Elena.
Elena viu Damon partir e nunca mais voltar. Ela queria muito saber o que era tão importante que Damon queria falar. Mas bem lá no fundo Elena queria muito que ele dissesse que a amava.
Fim do Fash Back
Os primeiros raios de Sol invadiam o quarto de Elena, indicando que mais uma difícil manhã estava por vir. O despertador já tocava insistente e a morena parecia não estar nem um pouco disposta a acordar, pois seus olhos permaneciam fechados tentando recuperar o sonho que lhe fora gentilmente interrompido.
A morena sentia seus olhos arderem, mas só se dera conta da quantidade de sono que sentia quando decidiu desligar o despertador e sentar-se na cama. Seu corpo estava acostumado demais em acordar tarde e, em plena segunda-feira, tentar manter-se de pé às 06h30min da manhã era uma tarefa que precisava de bastante disciplina.
Ainda sentada na cama, ela fechou os olhos novamente. Seu quarto estava bastante abafado devido ao calor, mas Elena parecia não se importar. Aquele dia, que prometia ser tão quente quanto os outros, poderia mudar sua vida pacata.
Tentando ajustar os pensamentos, a mente da morena voltou-se ao sonho interrompido. Não era a primeira noite que sonhava com a festa de formatura. Desde que havia terminado a escola, a jovem havia ficado muito mais muito curiosa para saber o que Damon viria a dizer a ela. Por mais que ele estivesse bêbado e trocando as palavras, ela tinha certeza de que era algo importante.
Os olhos de Damon fixos aos seus ainda era uma presença marcante. Ela tentou ignorar esse fato por três anos, mas, quanto mais ignorasse, mais a lembrança insistia em permanecer, inquietando-a.
Os anos passaram-se desde aquele dia e Elena tentava ajeitar sua vida. Havia sido uma aluna brilhante na escola, mas jamais pensou que sua rotina fora dela seria tão banal. Tinha arrumado alguns empregos, mas nada que lhe desse total satisfação. Estava fazendo alguns cursos, mas mesmo assim odiava ter as tardes livres para ficar de "pernas para o ar" dentro de casa.
Sua nova oportunidade era justamente naquele dia, e sentia-se irritada por saber que estava completamente indisposta. Na noite anterior, Elena havia dado uma revisada em seu guarda-roupa e não encontrou nada que lhe agradasse. A proposta de emprego era em uma microempresa no centro de New York e ela analisou a situação e percebeu que deveria estar ao menos apresentável.
Jenna, sua tia, estava colocando toda a sua fé em Elena. Por mais que a família não passasse nenhum aperto financeiro, era de se cortar o coração vê-la parada em casa, ajudando Meredith com os afazeres e ficando trancada horas a fio dentro do quarto. Não que fosse intencional, mas era estranho ver Elena agir daquela forma já que sempre fora uma pessoa bastante ativa.
Quando dera 06h40min, Elena já estava enfiada dentro do chuveiro com a água bastante fria. Ela queria garantir que estaria bastante acordada para não correr o risco de responder alguma besteira diante do seu possível chefe. Elena começava a sentir o nervosismo tomar conta de sua espinha e resolveu fazer um grande esforço para não entrar em pânico.
Cinco minutos depois, a jovem saíra do chuveiro enrolada na toalha. Abrira a porta e ficara surpresa ao ver sua tia dentro do local abrindo, sem pedir permissão, as cortinas. Os raios de Sol pareciam mais fortes e, mesmo com as janelas abertas, Elena teve certeza que não havia vento e que sofreria por conta disso. Uma das coisas que mais odiava era o verão misturado com o caos nova-iorquino.
– Pronta? — perguntou Jenna, sentando-se na cama.
– Nervosa. — respondeu Elena, puxando as roupas que havia conseguido separar de cima da cadeira de frente a escrivaninha. — Eu espero muito que eu consiga.
– Irá conseguir. Você é uma excelente profissional — Jenna levantou-se e dera um beijo carinhoso na testa da sobrinha. — O café já está na mesa. Não faça muito barulho, pois Meredith ainda dorme.
– Quando ela pretende casar? — perguntou Elena, balançando a cabeça entre risos.
– A última vez que conversamos, ela afirmou que seria logo.
– Que assim seja.
Dizendo isso, Elena esperou sua tia sair do quarto para poder se trocar. Vestiu uma saia social cintura alta creme, uma camisa branca de mangas compridas e colocou um Scarpan também creme e pegou sua bolsa marrom.
Quando já ia ao banheiro passar uma maquiagem e ajeitar os cabelos, Elena ouvira seu celular tocar. Lembrando-se do aviso da tia em evitar acordar Meredith, a garota saltou em direção a bolsa pegando o pequeno aparelho que se agitava em sua mão.
– Alô – disse atendendo sem olhar
– Bom dia, querida. Eu sei que não deveria estar ligando a essa hora, mas estou presa em um puto trânsito e morrendo de calor. — a voz do outro lado da linha soava divertida e isso fez Elena sorrir. — E eu queria muito saber como minha heroína está nesta linda manhã caótica de Sol.
Elena não havia verificado o identificador de chamada, mas nem precisou disso. A voz de Bonnie era completamente reconhecível.
– Em pânico. — exclamou Elena com energia. A passos lentos, voltou ao banheiro onde se sentou na tampa da privada.
– Hum...deve se acalmar! — disse Bonnie, simplesmente.
– Ah. Diga-me a fórmula disso?
De todos os contatos da escola, Bonnie fora o único que havia restado. Fazia bastante tempo que não ouvia falar de Caroline, Stefan, Tyler e Matt. Até mesmo de Damon ela não tinha mais notícias.
– Vai dar tudo certo. — disse Bonnie, tentando passar algum tipo de calma para a melhor amiga.
– Eu espero muito que dê certo... — Elena respondeu, com uma voz excessivamente cansada. Meio perdida, alisou a testa tentando afastar de sua mente todos os pensamentos negativos que estavam começando a atordoá-la.
– Eu sei que... — Bonnie fizera uma pausa. Um barulho estridente de buzina a impediu que continuasse a falar. -... Eu sei que tem sido muito difícil para você, Elena, mas não se deixe abater. Você é jovem e linda. E olha que sorte, você tem a mais linda morena como sua melhor amiga. Não vamos estragar tudo, certo?
Elena dera um riso abafado. Era maravilhoso ouvir a voz de Bonnie naquele horário, te dando confiança. Depois de sua tia, Bonnie era considerada uma mina de ouro nos seus momentos mais difíceis.
– Não iremos estragar — Elena colocou-se de pé diante do espelho. — Somos uma dupla, certo?
– Exatamente. Alias o trio. Não se esqueça da nossa Sweet Caroline. — afirmou Bonnie, não deixando de sorrir. Depois de uma entrada perigosa na pista, à morena se divertia ao ver dois motoristas quase saindo na pancada no meio da avenida por sua causa. — Qualquer coisa entre em contato, ok.
– Nossa. Que falta faz a Barbie. Não é? Queria que ela estivesse aqui. — afirmou Elena, abrindo a gaveta do armário e tirando de dentro dela uma escova de cabelo.
- Também. Pena que ela é prima do idiota do Damon. – disse Bonnie
- A gente não escolhe a família não é mesmo? – disse Elena e riu.
- É verdade. – disse Bonnie sorrindo — Qualquer coisa entre em contato, okey?
- Okey. Assim que terminar a entrevista te ligo.
– Irei cobrar — respondeu Bonnie. — Cuide-se, Elena.
– Você também. Até mais
– Até
Ao finalizar o contato com a amiga, Elena resolveu terminar de se aprontar. Ajeitou os cabelos, destacou ainda mais seus olhos com uma sombra clara e vários retoques de rímel. Nos lábios passou apenas um gloss e, para disfarçar sua aparência cansada, colocou um par de brincos. Ela considerava o acessório um fator importante para dar luminosidade ao seu rosto.
Depois de verificar se todos os documentos estavam na bolsa e seu currículo seguro dentro de uma pasta, Elena descera às escadas em direção a cozinha onde encontrou sua tia pendurada no telefone tagarelando entre risos. Sem querer interromper, sentou-se à mesa e tentou se servir com alguma coisa, mesmo sabendo que seu estômago não aceitaria muita comida logo cedo.
– Ai. Querida. — Jenna virou-se em direção à Elena, assim que terminou o telefonema. – Sara é realmente engraçada. Só ela para me fazer rir logo cedo.
– Ah. É aquela que tem um caso com o leiteiro? — perguntou Elena, com uma mão apoiada no rosto.
– Exatamente. — exclamou Jenna. — Só que agora é a vez do açougueiro.
As risadas ecoaram pela cozinha, mas logo foram abafadas pelo simples fato de não quererem acordar uma Meredith entregue aos nervos. Ultimamente era assim. O motivo? O casamento se aproximando.
– Acho que devemos ir. — disse Elena, olhando de relance para o relógio de parede e levantando-se. — Como estou?
– Perfeita, sua exibida — disse Jenna.
– Não estou sendo exibida, apenas...
– Chega de tentar se defender mocinha — disse Jenna, sorrindo. – Toma. – Jenna entregou a chave do carro a Elena. — Que o dia ainda é longo.
– Nem precisava lembrar
Elena caminhou até o jardim. O calor realmente resolvera dar seus sinais logo cedo. Não havia vento e os tímidos raios solares já queimavam as bochechas de Elena deixando-há um pouco corada.
A morena ficara parada ali, dando uma boa olhada em seu bairro. Muitos de seus vizinhos ainda não haviam saído da cama, pelo que parecia. Alguns pais com seus filhos já se entregavam a segunda-feira, enquanto os vizinhos mais idosos passavam mais um dia de suas vidas como se fosse um final de semana, regando suas plantas e cortando a grama.
Tinha horas que ela queria um pouco mais de agitação. Se conseguisse o emprego, passaria menos tempo em casa e isso já seria muita coisa, pois já estava de paciência esgotada em aguentar Meredith e seus histerismos. Queria tomar conta de suas próprias coisas, como antes, sem depender de seus pais como estava acontecendo.
Entrou no carro e seguiu rumo a seu futuro emprego. Era o que Elena mais desejava.
Continua...
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