Always At Your Side
17 Just a kiss
Notas iniciais
O capitulo mais esperadoo...
O próximo vocês vão gostar... A partir do próximo capitulo as coisas vão ficar tensas...
Obrigada pelos comentários...
Boa leitura.
– Você veio se encontrar com meu primo. — Caroline dera uma piscadela e caminhou até a loja de sapatos deixando uma Elena ruborizada para trás.
– Não, na verdade não. — Elena quase tropeçou em cima do vendedor que parecia mais interessado no decote de Caroline do que no interesse dela pelos sapatos. — Ele apareceu na porta da minha casa e simplesmente...
– Simplesmente? — Caroline ajeitou as sacolas nas mãos não escondendo o interesse. Damon sempre falava de Elena para ela quando podia, mas não sabia que a situação deles já era consideravelmente avançada.
– Nada não, Caroline.
– Ah! Agora conta! — Caroline não escondia o entusiasmo. Adorava ouvir sobre o relacionamento das outras pessoas. Ainda mais de suas amigas.
– Não tem nada demais. — Elena sorrira e voltou sua atenção para a vitrine. Um sapato de um vermelho forte chamou sua total atenção.
– Você gosta do meu primo, né?
Os sentimentos de Elena estavam bastante confusos naquele momento. Depois que vira Damon sorrir e depois mudar seu sorriso para uma feição de confusão, ela já não sabia onde estava pisando. Seu coração parecia apertar e sua respiração falhar quando se lembrou do rapaz saindo às pressas para estancar o sangue que escorria de seu nariz. Por mais que ele tentasse consolá-la, ela sentia o corpo irrequieto demais. Os pensamentos confusos demais.
– Ele é uma boa pessoa, Caroline. — disse Elena com sinceridade. — Posso dizer que estamos nos conhecendo melhor agora.
– Damon gosta muito de você, sabe! — Caroline encolhera os ombros e fitou a vitrine. Parecia que nada mais lhe interessava ali. — Ele saiu de NY por sua causa.
A garganta de Elena secou tão rápido que ela teve um acesso de tosse. Suas bochechas pareciam queimar e seu corpo parecia congelado e fixo no soalho lustroso do shopping.
– Como é?
– Você não sabia?
– Não!
Caroline mordera o lábio inferior. Percebera que dera com a língua nos dentes e Damon possivelmente a afogaria na privada mais próxima. Havia assuntos que ela prometera guardar segredo, mas sempre teve a certeza de que alguns já estavam muito claros para um grupo de pessoas que se conheciam há anos e conviviam basicamente um dentro da vida do outro.
Damon sempre teve Caroline como sua confidente quando os assuntos se tratavam do coração. No caso Elena Gilbert, ele costumava falar tanto com a prima tanto quanto Lexi. Bonnie também era incluída por consequência, mas ele tomava todo o cuidado para que nenhuma delas, inclusive sua prima, soubesse de muitas coisas sobre seus sentimentos que o afetassem em um momento futuro. Damon gostava de guardar as coisas para si por simples medo de afetar as pessoas ao seu redor de maneira inoportuna.
Quando ele se foi, Caroline ficou encarregada de cuidar de muitos de seus assuntos, inclusive vigiar Elena. Isso ela nunca saberia, ainda mais por saber que ela tinha um gênio indomável. Se Caroline falasse mais do que sua boca, com certeza as duas sairiam-nos tapas dando um espetáculo à parte para as pessoas entediadas que passavam por elas totalmente desinteressadas.
Tentando se recompuser da besteira que fizera, Caroline tentou oferecer seu melhor sorriso, mas ele não serviria como desculpa. Com certeza Elena iria querer saber de tudo sobre o motivo que acarretou a saída de Damon de NY.
– Eu não deveria comentar, pois pensei que você sabia. — Caroline dera uma olhada para os lados procurando algum lugar que elas pudessem ficar. — Vem comigo!
Elena a acompanhou sem entender nada. Subindo alguns lances de escadas rolantes, logo estavam em um pequeno Cafe pedindo duas xícaras de café e alguns cookies.
– E então... — Elena retomou o assunto assim que se sentaram. Observou Caroline se mover desconfortavelmente na cadeira e, profundamente, ela não estava nem aí.
– Elena, eu não poderia estar te dizendo nada sobre isso, mas é um assunto meio óbvio.
– Óbvio?
– Damon é famoso por tentar fugir dos problemas sentimentais e você sempre foi um problema.
– Eu sempre fui um problema? — Elena enrugou a testa, confusa.
– Ele ama você.
Elena balançou a cabeça, tirando os cabelos da face. Seu cérebro parecia que havia recebido uma martelada ao ouvir as palavras de Caroline. Sempre ouvira que Damon gostavadela e não a amava.
Amor é uma palavra muito forte, pensou ela dando uma bebericada no eu café.
– Tá! — Elena tentou permanecer insensível, ma seu coração parecia que ia pular pela boca. — Isso não é um motivo muito bom para fazer alguém ir embora.
– Você namorava outro cara e isso o machucava.
– Namorar com Josh foi algo de momento, Caroline.
– De momento? Vocês ficaram juntos por quanto tempo?
– 3 meses depois da formatura. Nada mais.
– Para você pode ter sido qualquer coisa, mas para ele não foi. — Caroline apoiou as mãos na mesa e fitou a garota. — Damon gosta muito de você. Eu só não sei a intensidade disso porque ele nunca se abriu cem por cento comigo, mas a única coisa que eu tenho certeza é de que em todas as vezes que ele disse que te amava, ele te amou. Você ter ficado com Josh foi a gota d'água para ele fazendo sua saída de NY totalmente possível.
– Entendi.
Elena empurrou a xícara para longe sentindo seu estômago protestar. Uma súbita vontade de ir para casa tomou conta de seu peito que parecia atordoado demais para aguentar toda aquela gente rindo perto de seus tímpanos.
– Não fica assim. — pediu Caroline querendo bater em si mesma por ter sido tão bocuda.
– Eu estou bem. — Elena tentou sorrir, mas até um simples gesto parecia difícil. Seu corpo estava travado, impotente a qualquer demonstração de afeto.
– Você gosta dele? Nem que seja um pouquinho? — Caroline a encarou esperançosa. Sabia que qualquer pedaço de sentimento que Elena sentisse por ele algum dia, seria de grande valor para fazê-lo se sentir melhor.
A jovem não sabia o que responder. Qualquer palavra que soasse de seus lábios iria parar diretamente nos ouvidos de Damon. Ela deveria ser cautelosa. Mais era sua amiga e seria sincera.
– Sim, Caroline. Como eu estava te dizendo, estamos nos conhecendo melhor agora. Eu não tenho do que reclamar. Ele tem sido muito legal comigo e estou aceitando o jeito atrapalhado dele. Ah! — a lembrou de repente — e o jeito egocêntrico também.
– No fundo ele é humilde — sorriu Caroline, puxando o prato de cookies. — e divertido.
– É... Ele sabe ser divertido. Quando quer. — frisou Elena juntando as mãos no colo. Queria ir embora e passou a se perguntar onde estava Damon.
– Eu tenho que concordar com isso. — Caroline sorriu enquanto terminava de mastigar um pedaço do cookie.
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– Por falar em ficar bem, Elena e você... O que tá pegando?
– Não está pegando nada. — Damon riu, passando as mãos nos cabelos. — Eu a chamei para dar uma volta, ela aceitou. Na verdade, é muita coisa para contar e eu prefiro fazer isso em casa.
– Ah! Vai ter que contar tudo mesmo. — Tyler riu também. Feliz pelo amigo estar finalmente se entendendo com Elena. — Segunda você tem consulta. Sabe disso né!
– Sei sim. E eu prometi a Elena que iria.
– Hum... Agora está dando satisfação é?
– Meu nariz começou a sangrar e ela ficou preocupada.
– Entendi. — Tyler concordou com um aceno de cabeça. — Você tem que cuidar disso antes que piore.
– É só uma anemia, Tyler.
– Mas você é relaxado. Sua mãe está preocupada com você.
– Ela se preocupa com os eventos que ela tem e não comigo. — Damon alisou a testa, sentindo o nervosismo tomar conta de seu corpo. Antes que pudesse retrucar, seus olhos encontraram Elena e Caroline paradas diante de uma loja de perfumes. — Caroline e Elena... Ali.
Quando Tyler e Damon se aproximaram, Elena não conseguiu disfarçar o alívio que sentiu ao se ver livre das perguntas e do poder de consumo de Caroline Seus pés já doíam de tanto que havia caminhado e não tinha mais mãos suficientes para manejar as sacolas. Ela tinha certeza que seus cabelos estavam desgrenhados e suas bochechas denunciavam o cansaço de tão vermelhas que poderiam estar. Damon deixou muito claro isso, quando colocou o dedo na sua face abrindo um largo sorriso.
Caroline parecia feliz em encontrar o namorado. Qualquer minuto longe dele parecia uma eternidade. Não que a companhia de sua melhor amiga fosse chata mais ela gostava ainda mais de ficar pertinho do seu Ty. Companhia de Elena tinha sido muito útil, mas ela preferia estar.
Ao olhar para Tyler ela abriu um largo sorriso e ele retribuiu. Enquanto Damon sorria na direção de Elena. Ambos sabiam o que fazer.
– Acho melhor irmos, então. — prosseguiu Elena. Estava sentindo tanta dor nas pernas que não queria mais tomar nem sorvete mais.
– Eu também acho. — concordou Damon, lançando um olhar cúmplice na direção de Tyler. — Preciso te deixar em casa antes que sua tia crie um rancor excessivo de mim.
Elena riu, balançando a cabeça.
– Não se preocupe. Ela me ouviu durante anos te xingando e nem por isso ela hesitou em me deixar sair com você.
– O que é um milagre, por assim dizer. — disse Tyler, sorrindo, mas seu olhar já bastava para demonstrar o quanto se sentia feliz por ver Elena e Damon juntos sem estarem se estapeando.
– Milagres acontecem. Agora eu acredito nisso. — disse Damon, sorrindo. — Bom... Vamos nessa. Tyler cuide da minha prima.
– Pode deixar! — respondeu Tyler, calmamente.
– Tchau Tyler. Tchau Caroline. — se despediu Elena, dando um beijo na face de cada um.
– Tchau amiga – disse Caroline sorrindo.
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Ao desligar o motor, Damon observou Elena erguer o olhar para dentro de sua casa. Havia algumas luzes acessas e ela pôde distinguir o quarto de Meredith e o quarto de seus pais. Ao consultar o relógio, se exaltou ao ver que eram quase dez da noite e, com toda certeza, deveria torcer para que não encontrasse a irmã no meio do corredor para evitar um questionário e uma possível briga.
Dando um suspiro, ela se virou na direção de Damon e sentiu sua bochecha corar ao ver que ele estava observando-a. Enrugando a testa rapidamente, deixou um sorriso esvair e dera um cutucão no garoto que tentou em vão segurar sua mão.
– Está entregue. — disse ele se livrando do cinto de segurança. — E eu acredito que seus tios estejam te esperando.
– Eu também acredito nisso. — concordou Elena, meneando a cabeça. — Mesmo quando eu saia com Bonnie e Caroline eu não costumava chegar tão tarde.
– Então acho melhor começar a dizer a sua tia para ela se acostumar com isso, pois a tendência é piorar.
– Piorar? — perguntou Elena, surpresa.
– Sim, você ainda me deve um sorvete. Se eu fosse cobrar no shopping, você chegaria super tarde e eu não quero correr o risco de perder a benção da sua tia de sair com você.
– Infelizmente, eu senti que minha tia confia em você. Depois de tudo que já disse sobre você a ela, eu pensei que você seria expulso da minha casa hoje.
– Eu sou adorável, Elena. Você é a única pessoa que não percebeu isso ainda. — Damon riu, fazendo-a lhe dar um beliscão no braço. — Se continuar me assediando vou travar as portas e quem vai te assediar sou eu.
– Se você fizer isso, julgue-se um homem morto.
– Vai me matar é?
– Sou formada em assassinato.
– Medo de você, okey? Pode ficando longe de mim. — Damon a empurrou de levinho, fazendo-a rir.
– Pensei que fosse mais machão, Sr. Salvatore.
– Não me queira ver bancando o machão. Você vai acabar sonhando comigo.
– Mais é um convencido mesmo. — Elena estalou a língua no céu da boca, balançando a cabeça negativamente. Depois do episódio do nariz de Damon sangrando ela parecia mais aliviada ao vê-lo sorrindo. Ela não poderia negar que era algo realmente reconfortante.
– Tem certas coisas que não mudam. — disse ele, fitando-a de canto. Não queria que ela fosse embora. Queria que aquele momento jamais terminasse.
– Por falar em coisas, o que você estava falando com Tyler?
– Sabia que tava demorando em você perguntar.
Damon coçou a testa e dera um jeito para ficar de frente para Elena. Ela fizera o mesmo não escondendo o interesse de saber o que havia acontecido.
– Eu estava tentando te distrair primeiro. — explicou Elena, simploriamente.
– Safada! — exclamou Damon, rindo. — Bom... Não foi nada demais — ele parou de rir. -... Apenas o que aconteceu no Shopping.
– Hmm – disse Elena – Damon por que você e o Stefan voltaram para NY?
Elena puxava assunto. Ela não queria descer ainda.
– O Stefan queria fugir da ira de Katherine e me obrigou a vir com ele. – disse Damon e os dois sorriram — Mais digamos que eu também tinha assuntos inacabados.
– Eu não entendo por que Stefan se casou com Katherine sendo que logo a traiu.
– Isso todos querem saber – disse Damon vagamente — E, sinceramente, acho até melhor.
– Por quê?
– Porque ele não a amava. — respondeu Damon, com firmeza para espanto de Elena.
– E desde quando você entende disso, Damon?
– Não me faça responder.
Eles se fitaram em silêncio. Elena sentia seu corpo paralisado no banco enquanto Damon parecia lutar contra seus instintos de querer prender Elena e nunca mais soltar. Ambos pareciam estar brigando com forças interiores para não fazerem o que realmente sentiam: ficarem juntos.
– Não precisa responder. — Elena sentiu suas bochechas esquentarem e agradeceu por estar escuro.
– Um dia eu vou responder.
– Precisamos ir nessa direção?
– Não, mas posso fazer uma pergunta?
Damon estava sério para pavor de Elena. Quando ele assumia a posição de controlar a situação, algo muito forte vinha a caminho.
– Pode! — consentiu Elena, sentindo as palmas de suas mãos suarem.
– De todas as vezes que eu disse que gostava de você, em quantas você acreditou?
– Isso não é pergunta que se faça Damon. — Elena enrugou a testa e cruzou os braços. Damon não resistiu e começou a rir. — O que foi?
Calmamente, ele apoiara as mãos nos braços da jovem, fazendo-a mudar seu posicionamento para seu tremendo inconformismo.
– O que você está fazendo?
– Não quero que fique usando seu mecanismo de defesa a todo o momento comigo. Seja natural.
– Cruzar os braços quando você diz asneira é a forma como meu corpo responde me economizando palavras.
– Isso para mim já é válido como resposta a minha pergunta.
Damon virou-se na direção do volante e consultara o relógio. Elena percebera a inutilidade que havia dito, mas parecia tarde demais para consertar. Ele havia dado a deixapara que ela fosse para casa. Uma deixa que ela não deixou de lado quando abrira a porta do carro.
– O que você está fazendo? — perguntou Damon, ao virar na direção dela.
– Indo embora.
– Você está maluca?
– Não! — Elena não sabia mais o que dizer, não tinha onde colocar sua cara depois do seu sarcasmo detonar mais uma vez Damon Salvatore.
– Espera!
– Damon, eu preciso mesmo ir. — Elena encolhera os ombros. — Minha tia vai ficar maluca comigo e eu nem sequer telefonei para avisar que estou bem.
– Você está certa. — concordou Damon meneando a cabeça. — Está tarde e você precisa descansar.
– Você também precisa. E ir ao médico também. — lembrou ela, fazendo um meio sorriso brotar do rosto do moreno.
– Não vai me deixar em paz né?
– Não! — exclamou Elena com firmeza. — E eu tenho seu telefone.
– Vou correr para mudá-lo antes que você me localize.
– Engraçadinho.
Elena saíra do carro, assim como Damon. Em silêncio, ele a acompanhou até a porta tentando esquecer o questionamento estúpido que havia lançado para a garota.
– Bom... Acho que é isso. — Damon não subira os degraus, fazendo Elena ficar mais alta que ele.
– Pois é! — Elena dera uma olhada para trás, como se esperasse que alguém surgisse do nada.
– Melhor você entrar. Está muito frio aqui fora.
– Eu vou, mas antes eu tenho uma coisa para te dizer.
Damon enrijeceu enquanto Elena descia os outros degraus. Eles ficaram em uma altura equiparada, os olhos fixos um no outro. Os corpos duros com medo do que poderia vir a seguir.
– O que você tem a me dizer? — perguntou Damon, alteando uma sobrancelha.
– De todas as vezes que você me disse que gostava de mim eu só cheguei a acreditar uma vez.
Damon sugou o ar com dificuldade enquanto Elena tentava manter as duas pernas firmes no chão. Ela sabia que estava arriscando tudo ao dizer isso para ele, inclusive perder seu mecanismo de defesa que construíra com todo cuidado para que ninguém — especialmente Damon — derrubasse.
– E que vez foi essa? — perguntou Damon dando dois passos a frente.
Elena pigarreou, pois sentia sua garganta seca demais para continuar. O vento batia furiosamente no seu rosto agitando seus cabelos suavemente para longe dos ombros.
– Foi na formatura. — começou Elena juntando as mãos. — Na verdade, você não chegou a dizer. Deve ser por isso que acreditei.
– Eu estava bêbado. — lembrou Damon. Aquela tinha sido sua única chance de poder dizer o quanto Elena o deixava confuso a ponto de se sentir sufocado com o sentimento que o prendia a ela. Talvez, se não tivesse dormido com April naquela mesma noite, tudo poderia ter sido diferente.
– Sim, estava. — continuou ela. — Mas, eu não sei explicar, eu acreditei... Só pela maneira que você olhou para mim.
Tudo parecia difícil de dizer, difícil de explicar. Elena praguejou internamente por não ter entrado e deixar aquele assunto de lado. Ela não poderia mentir para si mesma, mas o estado de humor de Damon parecia amenizá-la ou preocupá-la. Naqueles dias, Damon parecia estar em tudo o que ela via e ouvia. Parecia que a essência dele estava impregnada em sua mente, em seu corpo e em seu coração.
E essa era a parte mais complicada: admitir que estivesse começando a retribuir tudo o que ele sentia por ela.
– Se eu te disser agora, você acredita? — Damon apoiou suas mãos sobre as delas com receio de que ela pudesse retirá-las rapidamente.
– Damon... Não faça isso. — pediu Elena, sentindo as mãos dele sobre as suas. Queria sair correndo, mas seu corpo não estava obedecendo ao seu cérebro.
– Eu quero fazer. — Damon se aproximou o suficiente para sentir o calor que emanava do corpo de Elena. De leve, ele viu as bochechas dela ruborizarem e, sem pensar muito, selou seus lábios com os dela ficando por lá tempo suficiente para que ambos se sentissem aquecidos.
– Não precisa fazer. — sussurrou Elena, apoiando uma de suas mãos no ombro de Damon, sentindo o coração dar um salto com a aproximação. Sua respiração falhava enquanto sentia o peito de Damon descompassado ir de encontro ao seu corpo.
– Elena...
Ele silenciou e Elena fechou os olhos à espera do golpe. O que podia sentir era uma massa de calor encostar-se a seus lábios tão suavemente que a fez prender a respiração.
– Eu amo você! — sussurrou Damon, com os lábios colados aos dela, sentindo sua respiração sair rasgada enquanto a trazia para mais perto puxando sua cintura.
– Damon... Eu...
Ela não disse mais nada. Os lábios de Damon selaram os seus com gentileza e, por mais que quisesse fugir, aquele era o lugar que ela queria estar. Elena sabia que queria estar com ele. Que sempre quis compartilhar sua vida com aquele idiota que nunca a deixara em paz.
Ao recuperar o ritmo de sua respiração, Elena retribuiu o gesto, apoiando suas mãos na nuca do moreno que investiu seus lábios contra os dela com urgência, não se importando se a tia da garota abrisse a porta naquele momento. Ele queria ficar ali e nada e nem ninguém poderia ser capaz de separá-lo dela agora.
Era o momento que ele sempre esperou em toda sua vida. O cheiro, os cabelos e a pele de Elena eram afrodisíacos ao seu cérebro que não reagia a se ver totalmente colado a morena que agarrava sua jaqueta com firmeza impedindo que os lábios se desgrudassem. Ela queria mais e ele estava disposto a lhe dar tudo que quisesse.
Quando o ar realmente faltou para ambos, eles se separam poucos centímetros com muito custo. Sem pensar, Elena apoiou sua testa no ombro de Damon fazendo-o acariciar seus longos cabelos com todo cuidado. Agora, mais do que nunca, ele não queria ir embora.
– Damon...
– Elena, acho melhor você entrar. — disse Damon, observando-a assim que ela levantara a cabeça. — Não quero que sua tia brigue com você.
Ela suspirou, afastando-se um pouco mais dele.
– Tudo bem. — concordou ela com dificuldade. — Minha tia já deve estar surtando.
– Por isso mesmo. — Damon lhe dera um beijo carinhoso na testa e afastou seus cabelos do ombro. — Vai descansar.
Ela segurou a mão dele que pendia sobre sua cintura e perdendo todo o resto de timidez que ainda lhe restava, selou seus lábios mais uma vez nos de Damon, deixando-o desnorteado com a atitude.
– Se cuida, ok? — disse Elena, com a voz rouca, soltando a mão dele cuidadosamente.
– Eu vou me cuidar. — Damon dera um meio sorriso. — Você também se cuide.
– Eu irei.
Elena lhe dera as costas com relutância e entrou na casa com certo pesar. Não havia ninguém na sala — para seu alívio — e com toda destreza subira as escadas. A ficha ainda não havia caído. O gosto dos lábios de Damon ainda estava perdido nos seus, assim como o cheiro que emanava de seu corpo. De fato, Damon estava grudado a ela de uma vez por todas e era inegável contestar o que estava sentindo.
Ao chegar ao seu quarto, correu para a janela e vira o carro de Damon partir na escuridão. A sensação de perda que havia sentido dentro do cinema, parecia ter voltado e uma vontade louca de se isolar falou mais alto quando voltou para trás e girou a chave na maçaneta.
Sem pensar muito, deitou na sua cama, presa em pensamentos, presa nas saudades que já sentia e presa a única lembrança que Damon lhe dera: o pequeno urso de pelúcia que ela nunca o abraçara como agora.
Continua...
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