Always And Forever

5 Capítulo 5 – O convite


Notas iniciais
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Sarah ficou muda. Por dentro seu coração batia a mil por hora e ela não conseguia explicar o motivo. Por fora sua coinciência dizia que aquilo era errado, entrar no carro de um homem que mal conhecia então... provavelmente ela seria pregada na cruz se a Madre Shiffer soubesse. “Mas por que estou me preocupando com o que ela vai achar? Eu não sou mais uma freira!” – ela pensou.

- tudo bem. Eu vou sim.

Ele abriu um sorriso enorme como se fosse uma criança recebendo um presente de Natal. Como um perfeito cavalheiro, ele abriu a porta do carro para que ela entrasse e depois entrou no carro também.

O desconforto de Sarah era visível, ela estava exageradamente nervosa ao lado dele. Sentia suas pernas bambas, suas mãos suavam frio. Era algo inexplicável pra ela.

Gerard acelerou o carro e os dois pararam em frente a uma sorveteria. Talvez a maior e mais cara da cidade.

- ual! – Sarah disse maravilhada.

- que foi?

- eu nunca vim num lugar desses!

- nunca? Onde você mora? Em outro planeta? – ele brincou. – essa sorveteria é a mais conhecida da região.

- eu sei, mas nunca tive liberdade de... – ela se calou.

- continua.

- não, deixa pra lá.

- então tá. – ele achou estranho, mas não quis insistir — Você prefere sorvete de quê?

- napolitano.

- hummm meu favorito! – ele disse sorrindo.

- ai, novamente esse sorriso... – ela pensou alto mas ele não a ouviu.

Com os sorvetes em mãos e sentados num sofázinho que tinha na sorveteria, eles conversavam animadamente. Se alguém os visse assim, pensaria que eram velhos amigos.

- então você preocurava pelo seu tio que não vê a muito tempo?

- isso mesmo. Eu preciso encontrá-lo antes que meu dinheiro acabe e eu fique sem lugar para ficar.

- como assim?

- é que eu estou morando numa pensão aqui perto. O pouco dinheiro que eu tenho só dá pra mais alguns dias. Depois disso estou na rua.

- caramba... – ele parou de tomar seu sorvete e ficou olhando fixamente pra ela, pensativo.

- que foi? Eu tô suja de sorvete? – ela passava as mãos no rosto tentando se limpar da sujeira que não existia.

- você pode ficar comigo, quero dizer, no mesmo hotel que eu estou.

- hã?? Você não ouviu? Eu estou sem dinheiro, não posso pagar uma diária num hotel.

- e quem disse que você vai pagar?

- Gerard... – ela ficou espantada. – eu... eu não posso.

- por que não? Olha Sarah, eu quero te ajudar. Eu tenho dinheiro, posso pagar.

- mas Gerard... você mal me conhece!

- eu sei disso, mas não tenho medo de arriscar. Vai aceita, pelo menos até você encontrar esse seu tio. – ele pedia com aquela carinha de cachorro que cai do caminhão de mudança. Era de cortar qualquer coração.

- não sei... eu não acho certo... – ela evitava olhar nos olhos dele porque tinha a certeza que se o fizesse cairía em tentação.

- por favor... aceite isso como um pedido de desculpas pelo que aconteceu. Eu não sou nenhum serial killer, acredite em mim.

Ela riu. Era incrível como estar ao lado dela a fazia sorrir. E foi justamente quando ela levantou a cabeça e encarou os olhos verdes dele que conseguiu tomar sua decisão. A decisão mais pecadora de sua vida.

- tá bom. Eu aceito.

Pela segunda vez no dia Gerard parecia uma criança em dia de festa. Seus olhos brilhavam como nunca e transmitiam uma alegria incalculável. Nem ele mesmo conseguia definir o que estava sentindo por aquela menina, uma completa desconhecida algumas horas atrás.

Depois do sorvete, eles partiram para a pensão onde Sarah buscou suas coisas e ela fechou sua estadia. Em algumas horas estaria morando no mesmo hotel que Gerard Way, o ‘desconhecido’ que mecheu com seu coração.

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