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15 The Return Of Villains Part 2 – New Day For Die.


— Obrigado a todos por virem. – Jenny disse a todos reunidos no MTAC. – Estou contente em ver velhos e novos rostos. Estamos tentando pegar dois inimigos muito perigosos.

Abby segurou a mão de Nick em busca de conforto. Ele se inclinou e beijou a testa dela. Ela estava finalmente se recuperando e agora os dois vilões estavam de volta juntos.

— A presença de vocês dá um significado maior a palavra família. – Jenny sorriu de novo e passou a mão sobre o ventre de cinco meses. – Nas pastas que vocês todos receberam, há cópias de todas as informações sobre ambos. Alguma pergunta?

— Vocês teriam mais informações sobre a missão de Abby no Brasil? – Reid já havia lido as duas pastas. – Ou sobre Any?

— Eu tenho. – Abby se levantou e foi até a frente. – No ano que eu estive disfarçada eu percebi que ela adora gatos. Eu sei que muita gente gosta, mas o notebook dela tinha muitas fotos de animais. Na maioria gatos. E ela gosta de ficar na cama até dez, onze da manhã quando ela não está trabalhando.

— Obrigado. – Reid assentiu e se sentou.

— Então qual é a probabilidade de Any e Vance estarem trabalhando juntos agora? – Hotch perguntou. – Quero dizer, Any parece ser do tipo independente, que trabalha sozinha e que não gosta de ninguém “atrapalhando” seus planos de assassinatos.

— Vance parece mais o tipo carente, especialmente depois da morte da esposa. – Rossi continuou. – Ele desejaria atenção mais do que tudo, não importa a sede de vingança de alguém.

— São observações interessantes. – Gibbs deu um passo à frente. – A menos que considerarmos a gravação que Ana Fornell fez com a caneta. Vance e Any tramaram o sequestro de Abby e Ana ao mesmo tempo que Vance se mantinha a frente de uma agencia federal e Any tinha um namorado rico.

— Sim, o empresário, Rick. – Emily olhou para a foto. – Morto na Itália dois dias depois de chegar com sua namorada. Ela foi retirada da lista de suspeitos rápido demais.

— Suborno é uma boa forma de escapar. – Rossi recebeu acenos positivos. – Então ela suborna o chefe de polícia italiana, usa a fortuna do homem para comprar um jato novo e vem para os estados unidos.

— Eles matam um agente federal respeitado. – Tony suspirou. – E pegam o sangue dele para escrever uma mensagem na parede.

— Parece que a dupla do mal chegou. – Hotch foi direto ao ponto.

— O que devemos fazer? – Callen perguntou. – Eu não posso deixar Elisa sair desse prédio sozinha até que não peguemos os dois.

— As mulheres que não usarem armas vão ficar aqui na agencia, protegidas por dois seguranças. – Jenny foi franca. – Elas não sairão daqui sem um segurança ou sem os respectivos maridos.

— Ouviu, Pen? – Derek deu um beijo na testa da esposa. – Fique tranquila, mandei agentes para cuidar da nossa filha e da minha mãe e irmãs.

— Obrigado. – Penelope abraçou Derek, mais calma.

— Eu mandei seguranças para a casa minha e de sua mãe, Derek. – Rossi se aproximou. – Se nossa neta estiver lá, ela vai ficar protegida.

Derek nunca havia agradecido tanto por Rossi se casar com sua mãe como agora.

— Eu mandei seguranças para a casa de Jéssica. – Hotch abraçou Emily. – Vai ficar tudo bem, ok?

— Eu sei. – Emily se sentiu mal por Pen. – Acha que ela vai ficar bem?

— Ela é forte, Em. – Hotch a beijou.

Se passaram quase uma semana até que as pistas finalmente começassem a aparecer. A movimentação deles era quase parecida com o cartel Heinosa o que fez Gibbs se perguntar se Any sabia sobre aquele segredo.

Ninguém ali realmente estava julgando Gibbs, mas Any e Vance pareciam estar brincando com a equipe.

Any havia conseguido um lugar bastante isolado para levar Abby. Ela queria terminar o que havia começado. Entrando no carro, os dois estavam indo direto para uma provocação.

Vance e Any finalmente chegaram à frente da sede da NCIS. Eles sabiam que McGee provavelmente estaria vigiando as câmeras e era uma clara provocação aos agentes.

Tim olhou para Any sorrindo para uma câmera, mas no segundo seguinte, ela havia saído e ele saiu correndo.

Saindo pela frente, todos os agentes o seguiram para fora e apontaram as armas para Vance e Any.

— Deve ser horrível saber que eu estive tão perto de pegar uma das moças. – Any literalmente se apresentou. – Ok, quer saber, ele me chantageou para ir pegar Abby e Ana.

— E por que deveríamos acreditar em uma traficante? – Jenny saiu de perto e caminhou até quase perto de Any. – Por que parece que está se entregando de bandeja?

— Porque eu desisti de ser uma fugitiva. – Any deu um passo até Jenny e entregou a arma que tinha. – Eu me entrego. Me prenda.

Ela fez um pequeno movimento e Vance saiu correndo.

Enquanto Steve algemou Any e a levou para dentro da sede da NCIS, Callen deu um tiro em Vance que conseguiu ainda pegar o carro e sair em alta velocidade.

Correndo e perdendo sangue, Vance olhou para as fotos de seus filhos e decidiu acabar com tudo aquilo. Ele nunca seria pego com vida.

— Onde diabos ele está indo? – Gibbs olhou para Jenny. – Você deveria estar aqui?

— Eu preciso fazer parte disso, Jethro. – Jenny se segurou com o cinto de segurança e colocou um capacete. – Vamos logo.

— Ele não vai ficar impune. – Tony ainda tinha a imagem do agente DeAngelo morto queimando seus olhos. – Ziva, assume a direção.

A mulher pulou para o volante e acionou seu modo motorista para acompanhar a rapidez de Gibbs e Jenny.

As sirenes todas ligadas enquanto Vance ia direto para seu final feliz. Para ele, o final era perfeito. Ele não era feito para ir preso então, sangrando e sem como poder voltar, ele acelerou.

Enquanto ele acelerava, os outros carros pararam quando o carro de Vance saltou do precipício.

Todos correram bem a tempo de ver o carro dele cair no chão e explodir. Não havia jeito de ele ter sobrevivido a aquela queda e mesmo que sobrevivesse, a morte seria pela explosão.

Jenny olhou para Gibbs e todos suspiraram. Ele tomou a saída que achou mais perfeita para ele, mas eles estavam realmente querendo que ele vivesse para contar tudo o que ele fez de ruim.

Enquanto isso, Any estava de frente a Steve McGarrett na sala de interrogatório. Ela ainda não fazia ideia que Vance estava morto. Steve abriu mão da perseguição para descobrir os motivos que Any tinha para virar uma narcotraficante.

— Eu não entendo o motivo de você ter virado o que é agora. – Steve fechou a pasta. – Então me ajude.

— Eu tinha uma vida boa no Brasil com meus pais. Éramos duros demais tanto que eu nem podia me manter. Basicamente, eu roubava pequenas quantidades de dinheiro da carteira do meu pai para me sustentar. – Any cruzou as pernas. – Então esse homem chegou na minha casa e ele ficava me olhando. Todo o tempo que ele esteve lá ele me paquerava.

— Você se apaixonou por um traficante? – Steve perguntou. – Por que não um médico ou policial?

— Porque eu queria mais do que eu realmente tinha. – Any balançou o cabelo. – E quando ele morreu, ele me beneficiou no testamento dele.

— E isso tudo valeu a pena? – Steve afastou a cadeira um pouco. – Valeu a pena terminar presa?

— Claramente você não pensa do mesmo jeito que eu. – Any sorriu docemente para ele. – Diga uma coisa para Abigail?

— O que? – Steve deixou a porta entreaberta enquanto queria sair de lá.

— Diga a ela que eu desejo o melhor para ela. – Any deu um sorriso diabólico.

Steve apenas olhou para Any com uma cara de poucos amigos e saiu para fora, fechando a porta e deixando a traficante ali sozinha.

Pela primeira vez, Any percebeu que ela poderia nunca mais ver o sol livre. E que nada do fez valeu a pena. Ela viu a porta ser aberta e dois delegados federais a levarem para a cadeia.

Tudo o que ela tinha se desfez diante do olhar dela e tudo o que ela poderia ter na vida, acabando. Ela entrou no carro e foi para a cadeia feminina.