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23 The Penna Case
Abby devorou outro pedaço de um bolo de chocolate feito pela amiga que era dona de uma padaria próxima a casa dela e de Nick. Ser casada com o latino mais quente da agencia era quase como ganhar na loteria, exceto que ela estava grávida de quase sete meses.
Ela esperava Gibbs para se juntar a ela naquela manhã fabulosa. O arquivo que ele dera a ela logo antes do casamento, deitado na mesa, com a capa para baixo.
— Desculpe a demora. – Gibbs deu a ela um beijo na bochecha. – Isadora está tendo cólicas e Jenny estava preocupada. Passei a noite toda na emergência.
— Mas ela está bem? – Abby ficou imediatamente preocupada com a afilhada.
— Sim, aparentemente é mais comum do que pensamos. – Gibbs olhou para o arquivo na mesa. – Você leu?
— Sim. – Abby largou o chá de ervas na mesa. – Eu tenho que perguntar, como chegou a tudo isso?
— Eu juntei desde o dia que Eric Penna foi morto. – Gibbs pediu um café e algumas batatas fritas. – Vance nos convenceu que era um suicídio e Ducky tentou dizer que não era, mas Vance o suspendeu por duas semanas sem pagamento. Depois disso, o caso foi para o arquivo morto. Mas eu não esqueci do caso.
— Eu não quero ver ninguém investigando esse caso nesta agencia. – Vance repreendeu Gibbs e a equipe. – Ele literalmente se matou, não há motivos para uma investigação.
— Posso garantir a você, diretor, esse jovem rapaz não se matou. – Ducky recebeu um olhar de raiva do homem.
— Está suspenso, doutor Mallard. – Vance pegou o crachá dele e o guardou. – Por duas semanas.
— Ele impediu uma investigação, parece algo que alguém sujo como ele faria. – Abby suspirou. – Por que o caso Penna é especial?
— Porque seu pai foi o primeiro a investigar ele. – Gibbs a viu olhar para ele. – Albert era da CIA muito antes de você nascer e ser adotada pelos Sciutos.
— Meu pai era da CIA? – Abby suspirou outra vez. – Por que ninguém me contou?
— As operações que seu pai fez, embora fosse do governo americano, renderam a ele algumas falhas. Como sua irmã no Brasil. – Gibbs olhou para Abby. – Você tem uma irmã no Brasil, Abbs.
Se levantando, ela havia decidido que não queria ouvir mais nada de Gibbs, porque no interior já sabia a verdade. E para ela era mais devastadora que qualquer coisa.
— Eu finalmente estou à frente da absoluta Abby. – Any falou quando Abby acordou pela primeira vez no cativeiro. – É um prazer te conhecer de verdade.
— Any, o que você está fazendo? – Abby tentou saber o que a mulher sabia. – Eu e você éramos amigas.
— Nós duas nunca poderíamos ser amigas. – Any a jogou na parede e a deixou cair no chão. – E eu nunca seria amiga de alguém que nem sequer sabe a verdade. A verdade sobre a gente.
— O que eu não sei sobre a gente? – Abby sentiu uma bofetada e suspirou. – Ok, vamos com calma.
— Você vai saber. – Any se levantou e empurrou Abby para a cela dela. – Mesmo se eu te matar, antes você vai descobrir.
Abby correu para casa a pé, sentindo que estava prestes a começar a chorar. Nick correu quando a viu e a abraçou, fazendo com que ela caísse nos seus braços e a deixando chorar.
Elisa entrou no prédio da NCIS em Washington. Ela precisava reabrir o caso Penna. O jovem merecia justiça e ela olhou para Gibbs, derrotado.
— Parece que alguém atropelou seu cachorro. – Elisa tentou brincar. – O que aconteceu?
— Eu contei a Abby sobre a irmã dela. – Gibbs acionou o botão para o andar e Elisa apertou o botão de parada. – Ei, o que diabos está fazendo?
— Fazendo você tomar rumo na vida, agente Gibbs. – Elisa deu um tapa em Gibbs. – É geralmente nessa hora que eu digo que a verdade é a melhor coisa, mas talvez ela estando grávida de quase oito meses não seja exatamente a hora perfeita.
— Certo, e há uma hora ideal para contar que a pessoa que torturou ela por três meses e a sequestrou é sua irmã? – Gibbs olhou para Elisa e acionou o botão. – Eu penso assim.
— De qualquer forma, Jenny me chamou aqui para fazer o caso Penna finalmente avançar. – Elisa retirou uma pasta maior. – Callen e eu tiramos folgas pessoais assim como Kensi e Deeks e estávamos trabalhando nele. Há mais coisas agora do que antes.
— Obrigado. – Gibbs caminhou com ela pelo saguão, vendo Ziva, Tony e Tim arrumando suas gavetas. – Bela foto, Tony.
O agente corou um pouco quando percebeu que a foto era dele com um Minikini. Ele logo guardou e sorriu.
— Bishop pediu transferência para a CIA. – Gibbs informou. – Ela queria novos desafios e penso que o agente da BAU também esteja pensando nisso.
— Bishop e Reid sentados no arbusto... – Ziva cantou e sorriu. – O que?
— Arvore, Ziva. – Tony a corrigiu. – Arbusto é algo mais fraco e não é algo bom para se sentar nesse tipo de situação.
— É oficial, temos Tony de volta. – Tim brincou. – Mas a mesa é minha.
— Novato... – Tony viu Tim tirando um chapéu da bolsa. – O que é isso?
— Tecnicamente você é o novato aqui. – Tim sorriu.
Todos sorriram, mas pararam quando Torres chegou e parou a centímetros de Gibbs.
— O que diabos você estava pensando quando falou para Abby que ela era irmã de Any? – Torres estava um pouco irritado. – Ela está lá em casa chorando por causa disso. E se algo acontecer com nosso bebê, eu mesmo vou atrás de você.
— Agente Torres. – Jenny falou do alto. – Vá beber uma agua, fazer uma sessão de yoga ou tomar um sol. Você, agente Gibbs, venha ao meu escritório. Agora.
Gibbs sabia que quando Jenny o chamava pelo nome que era atribuído a ele, era para levar um puxão de orelhas.
— Jen, desculpe, eu não sei o que deu em mim. – Gibbs se sentou. – Você parece chateada.
— Bishop não faz mais parte do time, mas ainda me preocupo com ela. – Jenny colocou a ficha da missão de Bishop na frente de Gibbs. – Estou vendo um dejavu aqui ou estou ficando maluca?
Gibbs abriu a ficha e percebeu o que fez Jenny se preocupar.
— Eles mandaram Bishop para Minas Gerais para acompanhar uma garota que pode ser a substituta de Any. – Gibbs leu. – A garota chegou em um jato dois dias depois da morte de Any na prisão de segurança máxima. Você acha que a CIA fez um acordo com Any para fingir a morte dela e ela ir embora?
— Se for isso, Catarina Madsen pode ser Any, com outra aparência e nome. – Jenny disse. – Eu tentei ligar para a responsável, mas me disseram que ela morreu há dois dias atrás de um derrame.
— Havia um frasco de perfume ao lado do corpo dela, mas não foram encontrados vestígios de perfumes no corpo dela. – Gibbs olhou pela janela. – Já viu o filme “A paciente Errada”?
— Aquele onde uma mulher que era inescrupulosa e fazia muitos procedimentos porque tinha inveja de uma moça com quem ela estudava na faculdade? – Jenny se recordou de ter visto o filme. – Sim, ela matava com.... – Jenny olhou para a foto do frasco de perfume e sentiu um estranho sentimento. – Frasco de perfume com veneno.
— Iodeto de Metila. – Abby entrou pelo escritório e foi direto abraçar Gibbs. – Desculpe pelo o que Nick fez. Ele está superprotetor comigo.
— Eu que peço desculpas, Abbs. – Gibbs a abraçou. – Agora, nos fale tudo o que sabe sobre esse tal de Iodeto de Metila.
Abby se sentiu em paz pela primeira vez naquele dia. Gibbs e ela voltaram as pazes felizmente.
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