Always

13 The Past


Alguns anos antes...

— A que devo a honra dessa visita? – O secretário de defesa dos estados unidos cumprimentou Leon Vance. – Eu achei que você estaria em um encontro com Jackie hoje.

— Ela foi chamada para uma daquelas reuniões de pai e mestres chatas. – Vance se sentou. – Eu quero um lugar mais alto no NCIS.

— Desculpe, mas essa vaga já é de Jenny Shepard. Todos por lá a amam. – O homem serviu uma bebida para Vance. – Embora, eu acho que uma reabertura de investigação possa ser possível.

— Eu quero o caso La Grenouille. – Vance pegou a pasta e sorriu. – Jenny Shepard se tornou uma peça mal posicionada na agencia. E se ela matou um homem apenas por vingança, eu acho que é hora de a gente ir atrás dela.

— Faça o que tiver que tiver de fazer, Leon. – O homem bateu seu copo com o de Vance. – Jenny Shepard precisa deixar esse cargo.

Vance sorriu. Ele sabia que era um jogo sujo, mas ele ficaria com a vaga dela, nem que para isso, ele precisasse tirar um ou dois esqueletos do armário.

2008...

Rio Grande do Sul, Brasil...

Any tinha 12 anos quando ela foi apresentada ao homem que a levaria para o mundo pervertido das drogas.

Ela sabia que seus pais nunca aprovariam um relacionamento naquela época, então ela apenas deu a palavra ao homem.

Se passaram seis meses e Any descobriu que o homem havia sido morto por americanos em uma operação.

Seu ódio pela polícia americana começou a crescer.

Assim que ela fez 18 anos ela deixou a família, o estado onde nasceu e foi para Minas Gerais. Como prometido por seu primeiro amor, ela assumiu o controle do cartel dele, passando a vender não só drogas, mas também armas.

Washington D.C...

Atualmente.

— Vance organizou uma caça às bruxas depois de La Grenoiline morrer. – Jenny se virou para Gibbs. – Ele nunca quis saber se eu o matei ou não. Ele só queria ficar com meu cargo e minha sala.

— E você precisou fazer uma escolha? – Gibbs a viu assentir. – Por que?

— Jethro, quando aquela mulher veio atrás de nós, ele decidiu forjar uma cena falsa. – Jenny se levantou e pegou a pasta que guardava no cofre. – Eu quero que você leia.

— Jen... – Gibbs a viu levantar a mão.

— Deixe eu terminar, ok? – Ela viu Gibbs assentir. – Depois de eu fingir minha morte eu fui até Kort. Eu pedi a ele que mantivesse meu segredo em troca de um cargo na CIA. Eu estive em mais lugares, fiz coisas, matei pessoas, mas eu te garanto que todas essas pessoas mereceram morrer.

— Nunca te julgaria por isso. – Ele a puxou para perto dele e a beijou.

Alguns anos antes...

— Alô? – Ziva ouvia o transito ao fundo.

— Ziva, eu tenho certeza que você tem perguntas agora, mas eu vou lhe explicar depois. – Jenny dirigia rapidamente. – Pegue Tali e saia dessa casa. Kort ficou louco e está indo para aí. Estou chegando em cinco minutos.

Ziva desligou o celular e correu pegando a filha e a mala que mantinha para emergências. Ela tinha uma para Tali e uma para ela. Seu senso de agente do Mossad ainda funcionava.

Ela viu um carro estacionar e ela jogou as malas na parte de trás e entrou.

— Jenny? – Ziva olhou para a mulher dirigindo como ela dirigiria em uma situação dessas.

— Depois, temos que ir para longe desse lugar. – Jenny dirigiu por quase duas horas sem outra palavra.

Haveria tempo para palavras, frases ríspidas e questionamentos. Quando elas estavam longe demais, um foguete passou por elas e explodiu ao longe.

Ziva apenas suspirou sabendo que Jenny salvou ela e Tali.

— Eu acho que você merece uma explicação, Ziva. – Jenny colocou um café na frente da mulher e pegou uma mamadeira para Tali. – Eu fingi a minha morte, não para machucar todos, mas porque eu não tive escolha.

— Eu entendo, Jenny. – Ziva a olhou com os olhos cheios de lágrimas. – Se você não tivesse nos levado embora daquela casa, Deus sabe o que teria acontecido.

— Eu sei que você vai me odiar, mas acho que deveríamos fingir a sua morte. – Jenny levantou a mão antes que ela completasse. – Eu sei, mas se Kort pensar que você está morta, ele vai cometer erros. E todos queremos nos ver livres daquela barata.

— E quanto a Tali? – Ziva se preocupava com a filha dela e de Tony. – Eu não quero deixar ela com qualquer um.

— Que tal com Tony? – Jenny pagou a conta e as três saíram. – Eu acho que ele merece conhecer a filha.

— Eu não entendo como você consegue me convencer. – Ziva abraçou Jenny. – Estou feliz que você esteja viva.

— Vamos? – Jenny cantou pneu no momento em que Ziva e Tali estavam de cinto.

Agora...

— Eu fiquei tão arrasado com sua morte que eu deixei a agencia. – Tony puxou Ziva para seus braços. – Graças a Deus e a Jenny que você está viva. E hoje eu sou um homem feliz com dois filhos.

— Ela salvou a gente e nos uniu de novo. – Ziva se aninhou perto de Tony. – E eu te amo demais.

Elisa e Callen ficaram até tarde revisando o depoimento dele para a assuntos internos. Vance podia ser um procurado pela polícia, mas ele deveria ter sido preso. Depois do fiasco do casamento, ele desapareceu no ar.

— Eu sei que eles te pressionaram e te deram um processo administrativo, mas eu estou aqui. – Elisa o beijou. – Mesmo que você seja meu noivo, eu posso lhe defender bem.

— É por isso que eu te amo, Lise. – Callen a beijou. – Vamos dormir?

— Sim. – Elisa o puxou para o quarto. A papelada temporariamente esquecida.

Ana e Sam estavam vendo um filme na sala de estar. Era bom ter um namorado com ele. Sam nunca pressionava Ana para fazer coisas que ela não queria, a levava para a cama nos braços quando ela dormia no sofá e a beijava.

— Você acha que Fornell vai nos deixar em paz algum dia? – Sam perguntou depois de Fornell o observar de longe mais uma vez. – Estou começando a achar que deveríamos ir para minha casa.

— Nem pensar, rapaz. – Fornell viu Ana revirar os olhos. – O que vocês dois vão fazer lá que não podem fazer aqui?

— Você realmente não quer saber, maninho. – Ana o viu corar. – Agora se você nós der licença, vamos fazer uma maratona de qualquer coisa.

— Aqui. – Fornell entregou o box de dvd’s para a irmã. – Podem assistir minha coleção de chocolate com pimenta ou senhora do destino.

— Aliás, eu tenho uma surpresa para você, seu Fornell. – Sam entregou uma carta para Fornell. – Eu tive que pedir meus favores lá na rede globo.

Fornell abriu o envelope e percebeu que era uma foto de Renata Sorrah com uma dedicatória para ele.

— Eu vou dormir agora. – Ele não cabia em si de felicidade.

— Obrigado por fazer ele dormir. – Ana olhou para Sam com todo o carinho e sentindo seu corpo vibrar. – Acho que você merece um prêmio.

Eles até mesmo esqueceram o filme enquanto se perdiam nos beijos um do outro.