Always
5 Salvation.
— Sabemos onde Any e seus comparsas se escondem, precisamos ir. – Jenny apareceu vestida com um macacão parecido com o de Natasha Romanoff. – O que? A CIA me deixou escolher minha roupa.
— Parece como a da viúva negra. – Tim comentou e levou um tapa de Gibbs na nuca. – Desculpe, Jenny.
— Não, Tim. Eu não me ofendi. – Jenny olhou para Gibbs. – Agora, se você puder parar de bater nas pessoas, eu adoraria sair.
— Eu ainda não estou gostando de tudo o que está acontecendo. – Gibbs pegou uma AK47 da caixa de armas e a empunhou. – Vamos de uma vez.
Jenny apenas revirou os olhos. A verdade era que Gibbs ainda estava agindo como se fosse uma criança, mas ela estava ignorando por enquanto.
Abby e Ana estavam deitadas sobre as macas em que foram postas. Os olhos delas ainda estavam fechados, mas elas estavam conscientes. Elas podiam ouvir tudo ao redor dela.
Abby entrou em pânico quando não conseguiu abrir os olhos. Ela sabia que não poderia estar cega e que qualquer coisa que Any havia dado a elas duas, era o motivo para isso.
Tudo que elas duas podiam fazer agora era esperar. Ela tinha hematomas pelo corpo de ser espancada, tinha queimaduras de ser queimada com cigarros e ferro em brasa e Ana estava com um machucado feio na testa.
Gibbs, Jenny, Tony e Ziva entraram em um dos carros alugados. Tim, Bishop, Torres estavam em outro carro. Torres olhou para uma foto de Abby em seu celular e suspirou. Três meses. Dizia muita coisa, especialmente a mensagem que ele baixou no próprio celular.
— Você sabe que provavelmente quando encontrarmos Abby, ela vai estar machucada. – Bishop foi franca. – Mas se chegarmos lá antes que ela seja morta, talvez vocês dois tenham uma chance de ficar juntos.
— Eu nem sei se ela vai querer ficar comigo, Ellie. – Torres disse, meio chateado. – Ela e eu não terminamos, eu estive em uma relação depois que ela e eu meio que terminamos.
— Se eu conheço Abby, ela vai querer ficar com você, Nick. – McGee finalmente disse algo depois de algum tempo. – Ela me disse que estava feliz. Com você.
— Sério? – Torres corou um pouco. – Mas ela disse que não contaria a ninguém.
— Você conhece, Abby. – Tim olhou para ele do volante. – Abby sempre que está feliz gosta de dividir com todos. Vamos salvar ela, a amiga e se dermos sorte pegar Any.
— Deus te ouça, Tim. – Torres olhou para as estrelas. – Deus te ouça.
No outro carro, o clima era diferente. Gibbs estava concentrado em seguir as instruções do gps, uma vez que estava em um país diferente e em uma cidade totalmente desconhecida.
— Quando vamos falar sobre o coelho na sala? – Jenny perguntou. – Isso, seja o teimoso, faça silencio.
— Eu só quero recuperar Abby das mãos da traficante que você a fez entrar em contato. – Gibbs ainda estava chateado. – Essas estradas de terra parecem nunca acabar.
— Nós deveríamos ter pego um carro só para nós. – Ziva sussurrou. – Eu detesto ser tocha aqui.
— Vela, Ziva. – Tony a beijou. – Tocha é algo diferente.
— Tocha parece melhor, afinal, aqui está pegando fogo. – Ziva beijou Tony de volta. – Mas se Gibbs e Jenny se estapearem, eu pulo do carro.
— E a gente entra em uma dessas casinhas, pede um quarto e passa a noite namorando. – Tony a completou.
— Vocês dois vão mesmo falar esse tipo de coisa agora? – Gibbs chamou a atenção do casal. – Eu estou feliz que vocês tenham se encontrado, mas estamos indo resgatar Abby.
— Deixe os dois, seu ranzinza teimoso. – Jenny revirou os olhos. – Nós estamos chegando. Preparem-se por favor.
Tony e Ziva deixaram o modo romance para trás por enquanto.
O galpão era isolado o suficiente para que ninguém ouvisse os gritos.
— Any escolheu muito bem o cativeiro. – Jenny comentou. – Ela estudou os locais aqui de Minas Gerais. Sabia os lugares que estariam vazios e sabia exatamente como faria para sequestrar duas agentes.
— Ela também nos mandou informações falsas por três meses. – Ziva disse. – Ou seja, qualquer coisa que Abby supostamente mandou, foi Any.
— O nome falso. – Tony se recordou. – Eu respondi o email de “Abby” sobre isso. Disse que o nome falso estaria na lista de observação.
— Essa garota é mais doida. – Gibbs comentou. – Vamos, eu quero Abby e Ana em segurança. E se possível, Any em custódia.
Enquanto a equipe começa a operação, Any subiu em um jato particular com destino a Itália.
— Obrigada por me levar em uma viajem romântica. – Ela beijou o empresário. – Eu estou feliz por dar um tempo no trabalho. Esses últimos três meses foram bem cansativos.
— Trabalhar em lojas de luxo é assim, querida. – Rick foi para trás dela e começou a massagear os ombros dela. – Agora, eu vou lhe dar férias em grande estilo.
Any sorriu, sabendo que a equipe nunca a acharia ainda mais com o nome de Constanza Faccelli. O jato levantou voo e os dois logo estariam fora do espaço aéreo do Brasil.
— Ok, pessoal, me escutem. – Jenny desceu do carro e logo começou a dar ordens. – A polícia brasileira nos autorizou a fazer a operação de salvamento, uma vez que as duas são nossas agentes, mas eles irão auxiliar a gente, dando apoio. Tony e Ziva, vão pela entrada sul. Há uma porta dupla. Tomem cuidado. Tim e Bishop, vocês dois vão para a entrada leste. Gibbs e Torres, entrada oeste.
— E você? – Gibbs estranhou que ela ficasse de fora.
— Eu vou entrar com o capitão Nascimento pela entrada norte. – Jenny viu a cúpula do ciúme de Gibbs aparecer. – O que, agente Gibbs?
— Capitão, o senhor se importa em ir com Torres? – Gibbs viu o policial dar de ombros. – Vamos.
— Depois eu e você vamos ter uma conversa, seu teimoso. – Jenny carregou a AK e a engatilhou. – Todos na posição?
— Sim. – Tony e Ziva responderam.
— Afirmativo. – Torres E Nascimento responderam.
— Positivo. – Tim e Ellie responderam.
— Na minha contagem. – Jenny respirou fundo. – 1, 2, 3. AGORA! NCIS!
— NCIS! – O restante da equipe gritou, invadindo e começando uma troca de tiros.
— Deita no chão seu verme! – Nascimento colocou a arma na cabeça em um dos capangas. – Onde estão as garotas, seu lixo?
— Na segunda sala, senhor. – O homem estava tremendo. – Por favor, não atire, eu sou o apoio da senhora Shepard.
— Está tudo bem, Nascimento. – Jenny liberou Chris. – Onde está Any, Chris?
— Ela foi embora há mais de duas horas. – Chris se ajeitou. – Ela disse que iria deixar Abby e Ana irem dessa vez.
— Eu as encontrei. – Gibbs falou na escuta e correu, desamarrando Abby primeiro. – Tim, desamarre Ana. – Gibbs segurou Abby nos braços e a levantou. – Abbs, abra seus olhos.
— Temos que sair daqui agora! – Tony gritou. – Todo mundo. Tem uma bomba no prédio!
Todos saíram correndo. Gibbs carregava Abby com a ajuda de torres enquanto Tony e McGee seguravam Ana.
Mal o prédio foi esvaziado, ele foi pelos ares, levando todas as provas. Mas tudo o que eles poderiam pensar agora era que tanto Abby quanto Ana estavam em relativa segurança.
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