Always

20 I Can Feel Your Love


— Não acredito que o dia hoje está chuvoso. – Any olhou pela janela. – E como foi que você conseguiu passar pela segurança do presídio?

— Passando. – O amante de Any sorriu. – Mas me conte, como você está?

— Desejando muito um café com leite. – Ela sorriu quando a sacola foi colocada em sua frente. – Ah, parece muito bom.

— Eu sei. – Ele observou ela beber o café com um sorriso no rosto. – Como está o gosto?

— Muito bom. – Any suspirou. – Obrigada.

Ela se levantou para colocar o copo no lixo, mas se sentiu incrivelmente fraca e olhando para o homem que um dia lhe disse que a amava, ela caiu no chão com o olhar vazio.

— Precisamos de um médico! – A guarda colocou o dedo no pescoço de Any, mas ela estava morta. – Chame a NCIS.

A mulher fechou os olhos de Any enquanto o homem que havia matado a traficante saiu pela porta da frente.

Jenny estava de volta ao cargo. Faziam duas semanas que ela havia tido Isadora e ela desligou, suspirando e olhando a filha dormindo. Ela e Gibbs decidiram não colocar um segundo nome na filha.

— Amor, algum problema? – Gibbs a viu preocupada. – Parece que você poderia usar uma pequena massagem.

Ele se aproximou dela e começou a acariciar os ombros dela, a fazendo gemer de cansaço.

— Any foi assassinada na cadeia agora há algumas horas. – Jenny o sentiu ficar tenso. – Eles desconfiam que alguém a envenenou.

— Eu vou mandar Abby e Tony. – Gibbs a sentiu suspirar. – Há algo mais?

— O comparsa de Any nunca foi preso, Jethro. – Ela pegou a foto recém impressa e passou para o marido. – Acho que temos que ligar para Callen e Elisa.

— Merda. – Gibbs concordava com Jenny. Ele sabia que o homem era dos assuntos internos e era o mesmo que estava querendo fichar Callen.

Callen e Elisa estavam fazendo uma caminhada por um dos parques de Los Angeles. A gravidez de Elisa estava indo bem e estava no sétimo mês naquele momento.

Callen a fazia carregar uma pequena arma desde que Any atacou a todos no Brasil.

— G, eu posso te dar um abraço? – Elisa queria muito olhar para o homem que os seguia de um jeito disfarçado. – Eu te amo tanto.

Olhando para o homem, ela soltou G e deu um beijo nele.

— Tem um cara nos seguindo. – Ela disse enquanto o beijava. – Homem alto, cabelo curto e com uma arma na cintura e outra na perna.

— Certo. – Callen sorriu e fez um sinal para que ela se abaixasse o máximo que conseguia naquele momento. – Quando eu contar até três, você corre.

Elisa fez um sinal positivo, mas ela não queria correr. Ela sabia atirar e ela queria mostrar quem era que mandava.

— Corre! – Callen se levantou de arma em punho e com o distintivo a mostra. – NCIS! Quem é você?

— Deveria saber quem eu sou. – Ele apontou para Elisa, que apontava uma arma também. – Agente Callen, mande a sua esposa para o salão de beleza que o meu problema é só com você e não com ela.

— Lise, por favor. – Callen olhou para a esposa, que ao invés de se afastar, se aproximava mais e segurava a arma mais firme. – Lise, não faça algo que vai fazer você se machucar.

— G, eu te amo, e não vou permitir que esse vadio te machuque. – Ela mal falou antes de disparar três vezes contra o homem que ameaçava o marido dele. – Vá para o inferno, seu cretino.

Callen apesar de estar assustado com a ação da esposa, ficou muito orgulhoso. Isso até ver o liquido manchando a roupa da esposa.

— Hã, amor? – Callen apontou para a parte de baixo da esposa. – Lise, você está bem?

— Callen, acho que rompi a bolsa. – Elisa se sentou no chão. – Oh, senhor!

— Tem algum médico aqui? – Callen rasgou a calça da esposa. – Eu compro outra.

Ele colocou o casaco que usava e a cobriu com toda a dignidade que ela precisava naquele momento.

— Callen, o que está acontecendo? – Kensi viu os gemidos de Elisa. – Oh, meu Deus.

— Temos que levar ela para o hospital. – Deeks virou o rosto antes que ele desmaiasse. – Deus.

— Esquece o hospital. – Kensi vestiu o par de luvas que sempre carregava. – Querida, você precisa empurrar.

Algumas moças fecharam os olhos e G se posicionou atrás dela, segurando a mão dela.

— AHHHHHHHHHHHHHH! – Elisa literalmente gritou. – FAZ ISSO SAIR!

— Calma querida. – Kensi se posicionou pronta para tirar a primeira filha. – Empurre com tudo agora!

— AHHHHHHHHHHHHHH! – Elisa gritou, seguida de Callen. – AHHHHHHH!

— Querida, respire, ok? – Callen tentou acalmar a esposa, que lhe pegou pelo colarinho.

— Se não calar a boca você nunca mais vai respirar, está certo? – Elisa largou Callen que revirou os olhos.

Mais dois empurrões depois um choro de bebê foi ouvido e Elisa olhou para a bebê enrolada em um pano de prato florido na mão de Kensi.

— Sua primeira filha está aqui. – Kensi viu a ambulância parar. – Deixe esse homem de lado, aqui há uma grávida em trabalho de parto de gêmeos.

— Coloque-a aqui dentro, vamos. – A chefe sênior disse. – Certo, a primeira já está sendo aquecida, agora você precisa dar à luz a segunda.

— AHHHHHHHHHH! – Elisa gritou enquanto fazia força.

Hetty chegou correndo a cena e passou direto do homem morto e foi em busca de Callen, sua esposa e suas filhas.

Logo que ela chegou, um choro de bebê foi ouvido e ela parou, impressionada pelo milagre.

Ela sentiu um orgulho de quem Callen havia se tornado na vida.

— Elas são lindas. – Callen as segurou com cuidado. – Parecem com a mãe delas. Forte, destemida e uma super esposa.

— Eu te amo. – Elisa o beijou e sentiu a filha começar a chorar. – Acho que tudo o que passamos até agora nos trouxe até aqui.

Hetty não pode deixar de concordar quando viu as pequenas, saudáveis e bem.

Jenny estava com lágrimas nos olhos quando desligou o telefone com Los Angeles. Ela olhou para a filha no bercinho e sorriu. Indo para a sacada, ele viu todos olharem para ela.

— Eu acabei de falar com Los Angeles. O homem que matou Any está morto pelas mãos da senhora Callen. – Jenny começou. – Ela também teve as filhas agora há pouco, as três estão bem e eu estou autorizando nossas folgas e vamos todos visitar as meninas em Los Angeles.

Houve uma salva de palmas e enquanto todos comemoraram, Tony e Ziva chegaram por trás da agente Delgado e a prenderam sem nenhum alarde.

— Eu acho que as comemorações estão de pé! – Gibbs beijou Jenny do alto para todo mundo ver.

— Eu te amo, Jethro. – Jenny sorriu com o beijo.

— Eu e Nick só queremos somar as comemorações e dizer que eu e ele estamos adiantando o casamento. – Abby anunciou. – E vamos dividir com Sam e Ana.

— Sim, e estamos passando álcool. – Nick e Abby ganharam olhares. – O que? Todos aqui de um jeito ou outro casaram grávidos. Nós só vamos nos juntar.

— Isso merece uma comemoração com sorvete. – Gibbs sorriu.

E nenhum deles duvidava que agora eles seriam muito mais felizes. Any estava “morta”, o homem que ameaçava Callen e Elisa estava morto e a traidora no NCIS havia sido presa.

Brasil...

Um avião pousou no aeroporto de Minas Gerais e uma loira misteriosa desceu acompanhada de alguns homens.

— Senhora Pontes, que bom ver você outra vez. – Um homem do aeroporto a ajudou a descer.

— É um prazer, Hélio. – A mulher entrou dentro de um carro preto com janelas escuras e foi embora de lá.

Ninguém sabia quem realmente ela seria ou a importância dela. Tudo o que sabiam era que ela era um fantasma do governo.