Alvorecer.

7 Pura eletricidade.


Notas iniciais
Gente tava com problema na net,peço desculpas de verdade, eu devia ter postado na segunda. Enfim, espero que curtam! E quero agradecer a linda recomendação da GiihMore Muito obg sua linda! *-* Boa leitura e não esqueçam de favoritar ♥

Charlie sempre disse que cafeína não era um bom remédio. Mas, para quem já estava tão acostumada como gosto azedo dos antidepressivos, a cafeína se tornava o melhor remédio do mundo.

E Coca-Cola, ah sim, o veneno americano vendido por um dólar e cinquenta e encontrado em maquinas nos corredores de qualquer escola pública do mundo.

Apertando com força aquela latinha vermelha, sentindo meu coração voltar ao normal, e minhas mãos pararem de tremer, eu respirei fundo passando a ponta da língua nos lábios, absorvendo os últimos resquícios da bebida que tomei em um único e rápido gole.

Levantei a cabeça, e encarei os olhos azuis do homem que havia me ajudado quando tive aquela pequena crise de choro e falta de ar.

Ele encarava meus lábios quase de maneira atormentada, seu corpo uma barreira de pura masculinidade entre mim e qualquer coisa que pudesse se aproximar. Estávamos nas arquibancadas de uma quadra, completamente sozinhos, e estranhamente, o pensamento não me trouxe medo.

Não quando ele havia balançado uma daquelas maquinas fazendo cair chocolates, e refrigerantes ao meu bel-prazer, não quando ele pareceu notar meu pânico assim que ouvimos passos de pessoas se aproximando, não quando ele parecia incrivelmente protetor ao ponto de me levar até ali sem ninguém me encarar como uma louca que eu sabia que possivelmente parecia.

— Obrigada. — Agradeci com uma voz fina, e arranhei a garganta a fazendo ficar mais forte. — De verdade.

— Talvez você devesse... — Ele mordeu o interior de sua bochecha, suas mãos estavam na sua cintura, sua camisa era branca apertada de manga longa, com três botões abertos mostrando colares meio hippies, e sua postura era digna de uma foto para uma capa de revista, principalmente com toda aquela pinta de modelo em calças jeans caras e coladas. Não era aquela beleza irracional dos Cullen, mas uma beleza sombria. Como se ele estivesse envolta de um magnetismo natural. — Ir para o hospital.

Balancei a cabeça rapidamente.

— Estou melhor, só foi... — Deixei a latinha vazia do meu lado, e encarei o saquinho de M&Ms o abrindo e evitando o encarar o máximo que conseguia. — Algumas lembranças que vieram à tona. Demônios que não calam a maldita boca. — Rosnei as ultimas palavras tão baixinho que achei que ele não tivesse ouvido, então o encarei de novo enquanto já apreciava o chocolate.

— Você é muito nova para fugir de demônios, amor. — ele falou meio zombeteiro, quase malicioso, mas soube, não entendendo como, que aquilo, aquela prepotência não chegava aos seus olhos preocupados, aos olhos que pareciam duas piscinas de uma alma antiga e machucada. — Talvez algum desses rapazes sem cérebro tenha lhe provocado? Conte-me, e saberá que isso nunca mais se repetirá.

Perdi o ar com a promessa velada por trás daquelas palavras, meu queixo até caiu e sabia que eu mal piscava, e mesmo que ele sorrisse, havia algo nos lábios, uma maldade secreta que predadores deviam sentir quando abocanhasse uma presa. Não conseguir saber se era uma mera brincadeira sua oferta. Então...

Fiquei minimamente irritada com aquela minha mente que via demais, e me empertiguei.

— Está enganado. — Falei mais alta, o fazendo piscar surpreso por me ouvir falando em um tom mais forte, já quase recuperada do meu ataque de pânico. — Não foi o que aconteceu. — Apertei com força o chocolate puxando minha bolça para o meu colo, o guardando como a latinha vazia de refrigerante para jogá-la em algum lixo quando o visse. — Mas agradeço sua ajuda... — Fiquei em pé em um pulo apertando a ponta dos meus pés para não bambear se caso me trouxesse vertigem. — Klaus não é?

Ele sorriu de lado, uma covinha que o fazia parecer mais novo do que os seu... Vinte e cinco anos? Talvez mais.

— Klaus Mikaelson amor, ao seu dispor. — ele roubou minha mão que não apertava a alça da bolça, e sem deixar de me encarar levou as costas dela aos seus lábios que ainda sorriam, sua encurvatura muito cavalheiresca, como um lorde de algum filme antigo fazendo a corte a alguma dama da sociedade.

O formigamento veio como um raio, aquecendo minhas entranhas até o bico dos meus seios. A mais pura onda de eletricade enervando meu cerebro e aquecendo meus sentindos.

Foi um sentimento que nunca sentir, e mesmo assim soube que beirava ao carnal. Não quis, mas não foi possível evitar, ofeguei e corei tão fortemente que sentir que estava começando a hiberventilar. Meu coração começou a bater mais forte, chegando a criar uma musica nos meus tímpanos. E me sentir ávida e desejosa por algo que nao soube explicar realmente o que era.

Ele sorriu mais largamente, como se lesse qualquer uma daquela insanidade passando pela minha mente. Logo soltei quase de maneira grosseira sua mão da minha. Porque a mera perspectiva de que talvez ele risse de mim, me fez ficar irritada e começar a descer sem encará-lo.

— Espere, Bella Swan... — Soltou um risinho parecendo gostar de falar meu nome em voz alta, e evitei como aquela eletricidade me rondou novamente ao notar que gostei de como meu nome sai na sua voz rouca e intesa. Logo com agilidade ele estava girando ao meu redor, ficando um degrau abaixo da arquibancada que eu estava. Meu peito bateu no dele quando parei abruptamente, e dei um passo para trás vendo que mesmo que ele estivesse um degrau abaixo de mim, ainda era o suficiente para me encarar debaixo. — Não quis irritá-la amor é só... — Um dedo seu foi levantado, em direção a minha bochecha, prendi o ar quase temerosa que ele me tocasse novamente e eu sentisse aquele raio me avivando como fogo em gasolina. Mas seu dedo abaixou-se me fazendo soltar o ar de modo tremulo.— O que vai fazer agora?

Com certeza não era aquilo que Klaus Mikaelson queria falar, ele mordeu os lábios quase irritado consigo mesmo, e depois novamente suas mãos estava na cintura em uma postura que eu não sabia catalogar muito bem.

— Tenho aula, já pedir o segundo período. — Discursei mais para mim mesma, o vendo balançar a cabeça positivamente, meus pés batiam na madeira como um tique de nervoso e ele encarou-os como se fosse interessante tal ato.

— Jante... — Ele encarou seu lado direito, e depois o esquerdo, como se procurasse alguma coisa, não pude deixar de liberar um sorriso quando a cena era engraçada e ao mesmo tempo agradável. — Você quer jantar comigo?

Pisquei realmente surpresa, e ele me encarou fixamente, e em seus olhos havia labaredas de anseio que ele parecia não conseguir resguardar.

— C-Como... — gaguejei estupidamente e foi minha hora de desviar o olhar. — Como um encontro?

Me voltei novamente para ele que coçava a nuca claramente envergonhado encarando novamente meus pés. O clima ficou quente, quase abafado quando era óbvio que nenhum de nos dois estava entendendo muito bem o outro.

Então Klaus se empertigou, e sorriu maliciosamente, colocando uma mascara que achei que ele sabia lidar melhor do que o nervosismo de chamar alguém para jantar. Aimeudeus! Eu realmente estava sendo convidada por um encontro por alguém que parecia todas as faces da lua? Uma versão bipolar de um deus grego? O pensamento me trouxe arrepio e uma sensação quase prazerosa de vaidade. De normalidade.

— Sim, um encontro, afinal você come não é? — Deu um riso superior. Cruzei os braços levantando uma sobrancelha. — Pergunta estupida. — resmungou para si mesmo cambaleando em sua confiança de novo, como alguém não acostumado aquilo — Jantar, as oito? Eu te pego. — Falou mais serio apertando as mãos em punhos, o rosto uma versão mais franca, e mais seria.

Mais bonito.

— Mesmo que eu quisesse... — O rodei voltando a descer, parando de analisá-lo, ou tentando, porque não estava gostando e encará-lo tão fixamente como um quebra-cabeça que eu precisava ver a imagem. — Estamos em toque de recolher, sabe. Por causa de um atirador...

— Oh, mais isso vai ser resolvido. — Falou confiante, com um timbre poderoso que me arrepiou, o encarei de lado vendo que também sorria altivo. — Vamos lá, você é nova na cidade não é? Posso te mostrar algumas coisas.

— Na verdade, eu vinha aqui minha infância toda. — Contei quando ele abriu uma das portas laterais para voltamos aos corredores da escola, me deixando passar na frente educadamente. — Sou uma Fell, mas não levo o nome.

— Verdade?! Então claramente sei aonde você mora, perto da minha casa, devo dizer. — Falou mais para si mesmo me fazendo encará-lo por sob o ombro ainda andando para nenhum lugar especifico, claramente, para alguém como eu, não era uma boa ideia quando quase bati em um extintor de incêndio. Mais tão rápido como um piscar de olhos Klaus me puxou para si, apertando minha cintura, fazendo meu traseiro está praticamente em seu colo, seu nariz tocando minha bochecha, seu coração batendo forte contra minhas costas. — ­O-obrigada.

Me desvencilhei corada, sentindo tantas borboletas no estomago que sabia que a sensação logo se transformaria em um ânsia de tão forte que era.

— Estou começando a achar que você é meio atrapalhada amor. — Disse secamente, mais foi para si mesmo, analisando-me em todo momento como eu fazia com ele. — Não que eu esteja reclamando. — um sorriso cretino e muito sexy brotou em seus lábios me fazendo bufar e revirar os olhos. — Mas vamos dizer que não quero que tenha outros salvadores, não é mesmo?!

Inclinei a cabeça em sua direção fazendo uma careta.

— Em que século que você vive? Garotas podem se salvar sabia?

— Oh, é claro que sim, mas nem por isso gostam menos de príncipes não é? — Rebateu divertido.

— E você é um príncipe? — rebati um tantinho afiada, o fazendo sorrir felinamente.

— Claramente que não... — se aproximou me fazendo andar para trás até uma parede me prender. — Príncipes são tolos demais. Eu... — Seu nariz quase tocava o meu, sua mão estava do lado direito da minha cabeça e eu podia sentir seu dedão tocar o lóbulo da minha orelha me causando arrepios. — Sou um guerreiro. Um conquistador. — Declarou como se dissesse que o céu é azul, mas com orgulho de um Imperador.

— Se você diz... — sussurrei tolamente com um sorriso minimo absorvendo, mesmo sem ter percebido, todo seu perfume; forte, másculo, sedutor.

Eu nunca tinha vivido aquilo. Um namorado quando tinha 16 anos beirando aos 17, e um termino brutal aos 18. Beijos macios, toques programados, sedução totalmente dependente de tudo que ele era por seu vampiro. Aquilo se resumia minha vida sentimental.

Mas com Klaus, ali tão perto, seu joelho tocando minha coxa aonde a saia não cobria, seu tórax quase pressionando meus seios, seu hálito fresco de menta e Bourbon se embrenhando ao meu de chocolate e Coca-Cola. Sua mão quase na minha nuca, seu tamanho me cobrindo como um cobertor necessário.

Encarei os lábios de Klaus, e ele se movimentou minimamente, então... Então o sinal tocou me assustando o suficiente para eu pular e sair daquele transe.

— Ah, ah... Eu preciso... — Apontei o dedão para o corredor que já se enchia de alunos, ele me observando com um sorriso esperto, meu rosto pegando fogo. — Obrigada por tudo... Agora, bem, tchau.

— E o jantar? — Seu sorriso era mais malicioso, mais sedutor, concerteza notando o quanto eu reagia tolamente quando ele era mais confiante e direto.

Balancei a cabeça espantando aqueles pensamentos.

— Hun... — Mordi os lábios já notando que os alunos pareciam finalmente nos ver ali, um grupo de três garotas encantadas com o sorriso do loiro que suspiraram como bobas. — Não posso, o toque de recolher, sabe... Tchau Klaus Mikaelson.

Já havia me virado antes dele perguntar algo mais, e só esperei que meu coração voltasse a bater normalmente.

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Não houve almoço depois do quarto período, e bem, não havia alunos suficiente para o quinto período. Por isso todos haviam sido dispensados para alegria dos professores que também estavam muito preocupados com o atirador e o toque de recolher.

— Você vai? — Giovana me perguntou novamente, me encarando fixamente enquanto eu esperava meu pai aparecer para me buscar. Ela não queria muito ir, mais se suas amigas iriam, ela também iria.

Qualé Gi, ela enfrentou a vaca da Gilbert, demonstrando coragem, claramente que ela vai.

— Vocês viram? — Indaguei surpresa, porque tudo pareceu isolado para mim.

Olívia riu alto chamando atenção dos poucos alunos que assim como nós também saiam para o estacionamento.

— Sim, mas eu a chamaria de puta porque não quero ofender minhas amigas vacas sabe.

— Liv! — Gi a repreendeu olhando ao redor com medo de alguém saber de quem falávamos. — Ela apenas está meio que apaixonado pelos irmãos Salvatore, e não acho que eu possa julgá-la.

— Eu também não posso. — Liv parou do lado de um New Beattle vermelho. — Eles são quentes... — se abanou abrindo a bolsa para procurar a chave. — Mas o Stefan é fiel, sabe Bella, diferente do Damon que já dormiu com metade da cidade, até mesmo com a amiga de Elena, a Louca Caroline Forbes.

— Eu não a vir hoje, digo, Caroline. — Disse mais para mim mesma achando aquilo sobre Elena um tantinho claro ao lembrar a forma que ela me tratou quando eu mencionei ter conhecido Damon.

— Ela é namorada do Tyler, devem está se embolando em alguma mata. — Liv sussurrou abrindo o carro.

— Aff Liv, dar pra parar com isso, e sinceramente, como você sabe dessas coisas? — Gi indagou encarando a amiga tão chocada quanto eu.

Olívia piscou e nos deu um sorriso esperto.

— Se fazendo de surda, é claro. — Liv nos deu uma piscadela depois ficou mais séria encarando o horizonte. — Uma das coisas que tem que saber sobre esse bando de estranho convivendo junto Bella... É que em algum momento, todos se pegam, e pode crer que eu gostaria de estar ali, mas nunca vou me importar menos de não está quando todos parecem fodidos ao ponto de se machucarem fisicamente, ou psicologicamente de uma maneira que só Deus sabe como. Vejam o caso de Bonnie Bennett, soube que ela não sai de casa desde que Jeremy a traiu com a ex-namorada ou algo assim.

— Gosto muito de ser sua amiga nessas horas Olívia. — Gia sussurrou tão séria quanto abrindo a outra porta do carro. Acho que poderia dizer a mesma coisa.

— Pois eu também gosto de ser minha amiga, cara mia. — Liv riu da própria piada e fez um gesto para o carro que se aproximava. — Diga pro seu velho que vai estudar com a gente, tenho certeza que ele quer que você faça amigos.

Mordi os lábios pensativa, depois assentir.

— Oi Charlie, eu fiz amigas, se importa de eu ir estudar com elas?

Charlie ficou radiante com a novidade, e claramente me liberou, só esperava que ele não soubesse sobre o tal toque de recolher, mas pelo simples relato de seu dia, ele e meu recluso avó estavam pescando a manhã toda, e iriam assistir a algum jogo com tio Ray que iria embora pela noite.

— Bora lá garotas, vamos ver o que Rebekah Mikaelson tem planejado para nós.

Recebi um soco quando lembrei da loira que estava dando a festa, e que Elena havia atingido com aquela afronta de a única pessoa que se importava com ela ser seu irmão. Klaus.

— Mikaelson não é um nome comum. — Lancei á Olívia, esperando por alguma informação.

— Ah e não é mesmo. — Quem respondeu foi Giovana. — Mas eles apareceram a o quê... Três ou quatro meses atrás? Até fizeram um baile para se apresentar. E como eu gostaria de ser Caroline dançando com aquele deus grego do Klaus, ele é irmão mais velho da Rebekah, Bella.

— Duas. — Liv concordou solenemente suspirando apaixonadamente enquanto Giovana balançava uma mão do lado do rosto.

Sentir uma raiva subida por aquelas palavras, para o meu choque.

— Achei que Caroline namorasse o Tyler. — Encarei a janela para evitar de demonstrar qualquer coisa, porque realmente eu não sabia porque estava sentindo necessidade de saber mais sobre Klaus.

— Assim como namorou Damon Salvatore, e depois o Matt, e nem uma semana depois Tyler, então Tyler sumiu, e nem uma semana depois ela estava lá no baile, toda sorrisinho para Klaus, sério... — Liv fez uma careta de nojo. — Não sei como esse povo não pega uma DST.

— Sem contar que ela estava em cima de Stefan quando ele apareceu, igual urso no mel. — Giovana completou. — Não que eu a condene.

— Você não condenaria nem Hitler, Gi. — Olivia declarou fazendo a morena lhe mostra a língua. — Mas sendo sincera Bella, não se aproxime muito da turma Gilbert... — A loira aconselhou e logo diminuiu a velocidade do seu carro quando chegamos perto do que claramente era a festa em uma casa residencial bem grande com um jardim apinhado de alunos. — Porque pelo que eu pude observar, todos são satélites orbitando ao redor de Elena e todo o drama que ela é.

Absorvi o concelho enquanto saia do pequeno carro vermelho e me preparava para me animar com aquela festa anti toque de recolher.

Notas finais
Huhuhu! Klaus sabe aonde a Bella mora, e logo tem sauto no tempo, vamos jogar as cartas na mesa quando Klaus chamar uma amiga vampira para cidade que entende tudo sobre lobisomem! Gostaram? Espero que sim INTÉ ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.