Como sempre o sonho começava do mesmo jeito.

Eu, minha mãe Sophie, meu irmão gêmeo Luan e meu pai Michael, na porta do conservatorio de Washington, esperando a Mercedes do meu pai. Estávamos tão distraídos que não observávamos que éramos os últimos a sair do Conservatório, a rua estava deserta, foi tudo tão rápido.

Num minuto estávamos sorrindo e olhando para Luan fazendo suas gracinhas de sempre no outro um homem altamente estranho estava em cima de nos pedido dinheiro e jóias, ele estava armado, e eu fiquei assustada.

Meu pai pedia para que ele não nos machucasse , entregou o dinheiro,o relógio, as abotoaduras que minha mãe lhe dera naquela tarde,ele pediu o medalhão da minha mãe que se recusou a dar então houve um disparo.

Outro disparo.

Quando dei por mim meus pais estavam deitados no chão cobertos por sangue, entrei em estado de choque. Luan ficou na minha frente para me defender, pois eu era a caçula dele, apesar de sermos gêmeos, e ele sempre me defendia de tudo e de todos.

O homem veio para cima de nos, empurrando meu irmão, que caiu,então ele me pegou a força, mas meu irmão foi mais rápido e pulou na minha frente caindo os dois e houve mais dois disparos.Luan e o assassino de meus pais estavam mortos,abaixei perto de meu irmão e falei:

–Você não pode me deixar, você prometeu.-eu soluçava, ele olhou para mim e disse:

–Minha Marie eu nunca vou te deixar nem eu nem nossos pais você precisa ser forte, eu te amo muito minha Marie. Minha irmã. Minha filhinha.

Foram as ultimas palavras do meu irmão. Depois delas eu sempre acordava gritando nessa noite não seria diferente.

–Não. Vocês não poderiam me deixar.-eu gritava em pânico.

A luz do meu quarto acedeu automaticamente e mãos me abraçavam, acordei rapidamente.

–Foi só um sonho Lanna, só um sonho, vai ficar tudo bem minha querida.-eu chorava e soluçava sem parar. E minha tia todo tempo me acalmando.

–Esta, mais calma Lanna?Tem algo que eu...

–Não se preocupe e só um pesadelo tia. Você poderia ficar aqui comigo ate eu pegar no sono de novo.-pedi enxugando as lagrimas.

–Claro querida.- disse ela automaticamente

Ela me abraçou e deitamos na cama enquanto ela me tranqüilizava o tempo todo, ate que peguei no sono novamente.

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Quando acordei, minha tia estava com uma linda bandeja com meu café da manha nela.

–Eu posso me acostumar com isso, tia Louise.-brinquei m me sentando na cama.

–Nem tente Lanna Marie. Há, me desculpe esquecei.-ela sussurrou constrangida.

–Tudo bem, mas, por favor, não esqueça ta ok?

–Ok.

Ela saiu e eu tomei meu café, depois escovei os dentes, tomei banho e me vi diante de um grande dilema com que roupa eu iria à escola!?

–Tudo bem Lanna Scofield, vamos ter calma. -dizia para mim mesma tentando me acalmar, fucionou um pouco.

Peguei uma bata linda rosa que tinha um laço de cetim branco , uma calça jeans,sapatinhas e um casaco azul meu favorito,que raras vezes eu usava. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo com meu franjão para frente,quando terminei olhei meu rosto e meus cabelos ,eles eram tão parecidos com os dos meus pais,meu cabelos eram de um preto profundo e bem lisos(iguais ao do meu pai) contrastando em harmonia com meus olhos verdes(iguais ao de minha mãe),e minha pele era cremosa e rosada ao mesmo tempo,emoldurados por cilios espesos.

–Lanna,esta pronta?

Tive um sobresalto qundo minha tia me chamou.

–Ja estou descendo.

Quando cheguei ate a sala ela estava sentada e uma pequena caixa de joias nas mãos.

–Há querida senti-se aqui,bem ao meu lado.- ela pediu triste e sentei automaticamente.

–Bom,isso chegou para você ontem a noite,não quis te acordar,então me desculpe.

–Tudo bem,mas o que tem ai dentro?

–Pelo o que me falaram são as joias de seu pais,eu não olhei esperava por você para que víssemos juntas.

–Tudo bem.-peguei a caixa e abri.

Lá estava tudo.

As abotuaduras de ouro,o relogio de prata do meu pai e o medalhão prata de minha mãe. A pulseira do meu irmão com o nome dele,igual a minha. Peguei a pulseira de meu irmão e passei o dedo pela escrita de letra bem elegante e li mentalmente.

Luan Edward Santclair Scofield,e comparei com a minha,Lanna Marie Santclair Scofield.

–Como elas chegaram ate aqui?-disse colocando a pulseira do meu irmão no lugar e pegando o medalhão de minha mãe,abrindo e vendo a foto de minha familia e lendo a escrita em frances em voz alta,- “Je t’aime plus que ma propre vie.”Mais que minha propria vida.

– Os policias deWashington mandaram para você depois que colheram as impressões digitais .-ela explicou com a voz rouca e respirou fundo.

Falar sobre meu pai sempre abalava minha tia,eles eram muito ligados e a morte dele foi um duro golpe para ela que já não tinha mais os pais.

–Coloque o medalhão de sua mãe,você vai ficar tão linda com ele Lanna.- ela pediu e eu o coloquei no meu pescoço onde jamais iria sair.

–Como fiquei?

–Ficou lindo,mas ja esta na hora de ir para a escola.

–So um minutinho tenho que guardar essas joias.

–Tudo bem,mas não demore,se não você ira se atrasar.

–Tudo Bem.-subi rapidamente e coloquei a caixa na minha gaveta desci correndo as escadas para o meu alvorecer.

Meu novo começo.

Fui dirigindo meu volvo,pelo menos algo era familiar,meu unico porto seguro naquele lugar estranho. Meu carro.

A Forks High School era um predio antigo e simples nem parecia uma escola.

Desci, peguei minha bolsa e minha pasta com minhas partituras. Nunca saia sem elas, mesmo que eu não tocasse mais.Andei pela calçada sentindo os olhares das pessoas nas minhas costas.

Encarar as pessoas ainda não era falta de educação?! Não nessa cidade.

Fui direto para a secretaria me informar,havia uma jovem muito simpatica que me recebeu com um sorriso.

–Ola.-disse ela amavelmente.-O que deseja?

–Meu nome é Lanna Scofield.

–Ah.A nova aluna,bem vinda senhorita Scolfield.

–Obrigada.

–Aqui estão seus horarios –ela disse.-E peça para seus professores assinarem esta ficha, sim.

–Tudo Bem.

E sai da sala indo para minha primeira aula,Literatura Inglesa.

Estava tão destraida olhando o mapa da escola que nem vi o garoto na minha frente e quando dei por mim já tinha esbarado nele, estavamos no chão um de cada lado.

–Me desculpe,eu sou tão desatenciosa.Você se machucou?- questionei rezando para que não tivesse.

–Não esta tudo bem.-ele disse e me ajudou a pegar minhas coisas.

–Você é musicista?-sua pergunta me pegou de surpresa,fiquei paralizada sem responder nada.

–Era.A muito tempo,como você sabe?

–Pela partitura!

–Ah.-eu disse sem graça.

–Mas que falta de educação a minha. Eu me chamo Rafael Matarazzo e você?

–Lanna Scofield,mas pode me chamar de Lanna.

–Muito prazer em colhece-la. –ele disse.

–Igulmente.- falei.

–Para que aula você vai?

–Para literatura inglesa.

–È a minha tambem. Eu posso te acompanhar?

–Claro,muito obrigada.-era melhor andar com alguem que conhecia a escola do que ficar vagando por ela com um mapa.

A aula foi tranquila apesar de eu ja ter visto essa materia ,Rafael me perguntava muitas coisa,eu respondia o basico,não queira que ninguem descubrise o real motivo de estar em Forks.

Meu motivo: Fugir do meu passado, da minha tragedia.

Depois de todas as primeiras aulas monotonas,fomos para o refeitorio,Rafael fez questão de me acompanhar e me inturmar com todos,ele estava sendo muito gentil e atencioso,isso estava me assustando. E muito.

Sentamos na mesa com nossos lanches e ele foi me apresentando aos outros que estavam nela.

–Lanna esssa é minha irmã Vitoria.

–Muito prazer Lanna.-ela assenou para mim e eu assenei de volta.

–E aqueles são meu irmãos Diego e Sam

–Oi Lanna.-eles responderam em total sicronia.

Foi estranho,mas dava pra ver que eles eram gemios identicos.

O que me fez sentir falta do meu irmão.

–Oi.-eu disse

–Nossos amigos:Gabriel,Saulo,Mary,Maryene,Douglas e Jessica.-todos me cumprimentaram quando seu nomes foram chamados eu disse ola para todos.

Rafael puxou uma cadeira para mim perto de Maryene,eu me sentei e ela começou a falar coisas que eu nem prestava atenção.

Tagarelava, tagarelava sem parar ate que alguem a interrompeu.

–Rafa,você ja teve a sensação de que conhece o Cullen?-Diego perguntou enquanto olhava para alguem e eu virei para ver quem era mas não consegui ver.

–Às vezes,mas deve ser só impressão.-ele disse ao longe.

–Ele me lembra meu tio.-Vitoria disse e todos riram.

–Vick,você e o Rafa eram pequenos demais quando ele morreu.-Sam disse.

–Como ele morreu?-eu perguntei e eles riram.

–Vá lá Rafael. Se vanglorie.-Mary disse e eu fiquei confusa.

–Nossa familia descende de uma das grandes familias italianas que gorvernavam Florença em harmonia,mas houve um desintendimento e meus descendentes foram tirados do poder e isolados nessa penisula,enqunato o poder ficava nas mãos da outra familia,os Artiolli.-Rafael disse e minha mão tremeu,meu coração bateu mais forte ao ouvir aquele nome.

–Ele foi morto,ou sumiu.Nunca soubemos ao certo.-ele disse e voltei a prestar atenção nele.

–Sinto muito,parece que vocês eram muito ligados a ele.

–E como.-os quatro suspiraram saudosos.

A conversa sobre o passado parou ai ,ninguem disse mais nada enquanto comiamos distraidamente. Ás vezes alguem falava amenidades mas nada serio.

Antes do o sinal tocar,eu fui para a biblioteca pegar um livro para o trabalho de Espanhol.

Estava tão destraida com os livros que não prestei atenção quando uma mão pegou o mesmo livro que eu,e ela era gelada.O que me assutou.

–Me desculpe.-a voz disse suave e eu olhei para cima sentindo minha respiração acelerar e meu coração bater mais forte.

Seus olhos cor de ambar me hipnotizavam, sua respiração tão perto da minha que podia ser confundida em uma só.

Ele tinha os cabelos tão negros quanto os meus e a pele tão clara quanto a minha e um perfume avassalador de horquidia.

–De onde eu conheço você?-nós dois sussurramos juntos enquanto olhavamos um para o outro.

–Eu conheço você.-ele disse com a voz embragada e tremula enquanto eu sentia lagrimas rolarem pela minha face.

–Lukas,vamos.-uma garota de cabelos castanhos dourados disse .

–Eu... Ja vou Nessie.-ele sussurrou sem ve-la enquanto soltava sua mão do livro.

Ele saiu tão atordoado e confuso como eu estava.

Enchuguei as lagrimas estranhas,e levei o livro para a bibliotecaria.

–Por favor,a senhora poderia me dizer quem era o rapaz que saiu com a garota de cabelos dourados?-eu perguntei tentando ser discreta e ela sorriu.

–Lukas Cullen.Um dos filhos caçulas do doutror Cullen.-ela disse sorridente.-Otimo garoto.Ja leu tudo dessa biblioteca.Os professores dizem que ele ja deveria ter ido para a universidade. Mas qual dos Cullen ja não deveria ter ido?!-ela disse me entregando o livro.

–Obrigada.-eu disse e sai da biblioteca indo para a minha aula de biologia.

Eu entrei em silencio tentando me mistutar com os outros alunos ,o que fucionou pois ninguem percebeu quando eu entreguei a folha para ele assinar.

–Seja bem vinda,sente-se ali.-ele disse indicando o local.

Eu me sentei e logo em seguida alguem se sentou ao meu lado e por incrivel coincidência era ele ao meu lado.

–Oi.-ele sussurrou suave.

–Oi.-eu sussurrei sem vê-lo.

Foi a unica palavra que trocamos durante a aula inteira, no final dela ele guardou suas coisas e saiu apressadamente.

Um rapaz e uma garota sairam correndo atrás dele .

Eu suspirei fundo e sai da sala esquecendo o assunto.

Enquanto andava em direção ao meu carro a chave caiu no chão, abaixei para pega-la e acabei ouvindo um pedaço de uma conversa.

–Você não pode nos deixar. -a mulher dizia desolada.

–Eu preciso pensar. Preciso sair daqui. -Alguém disse descontrolado.

–Lukas. -alguém pediu e eu levantei minha cabeça enquanto meu celular tocava.

–Vá. -eu pode ouvir depois que entrei no meu carro e atendi o celular.

–Alô. -eu disse nervosa.

–Querida sou eu Louise. -ela disse do outro lado

–Oi tia, aconteceu alguma coisa?

–Não, estou só ligando para te lembrar que vou chegar mais tarde. Plantão.

–Tudo bem, tia tenho muito dever de casa vou ficar entretida por horas.

–Então tudo bem. Beijos e ate, mais tarde.

–Ate.-eu disse e logo em seguida liguei o carro querendo chegar logo em casa,mas antes de desviar meus olhos da cena dos três a mulher me olhou furiosa.

Seu olhar era pura ira e raiva o que me fez encolher-me no banco e afundar o pé no acelerador.

Quando cheguei em casa tomei um logo banho,almocei,fiz meu deveres e fiquem sem nada para fazer.

Então fui para a sala com minha partitura e comecei a escrever.

A melodia foi surgindo quando dei por mim já tinha uma musica,não toquei no piano pois havia prometido a mim mesma que jamais voltaria a tocar.

Tia Louise chegou bem tarde e eu já estava na cama dormindo foi um dia infinitamente longo e eu sabia que tinha que aproveitar enquanto estava cansada pois o pesadelo não viria.

Foi à primeira noite que não tive o pesadelo de minha família morrendo sem poder fazer nada, algo em Forks estava me transformando.

Notas finais
Imagens do capitulo: Lanna: http://iv1.lisimg.com/image/2206971/600full-lucy-hale.jpg Lukas: http://us.cdn281.fansshare.com/photos/benbarnes/full-ben-barnes-1062660614.jpg