Alvorada

8 Capítulo VII


Notas iniciais
Desculpem a demora!

– Melinda! — gritou meu pai atrás de mim, parei a cadeira e o esperei. — Você não pode tratar o Nate daquele jeito.

– Ele já foi te contar? — eu disse girando a roda e meu pai segurou a cadeira.

– Não, eu ouvi os seus gritos. Como você pôde ser tão grosseira, ele só queria lhe ajudar.

– Eu nunca pedi ajuda à ele.

– Você deveria agradecer por ele ser tão educado com você.

– Não acho nada educado da parte dele se meter na minha vida.

– Não é se meter Melinda, é ajudar! — gritou meu pai.

– Eu. Nao. Quero. Ajuda. Dele. — eu disse pausadamente quando Nate chegou.

– Desculpe Nate. A Melinda não queria falar aquilo, ela vai se desculpar. — disse meu pai e eu olhei para o nada. — Melinda! — disse meu pai aumentando o tom de voz.

– Creio que você deveria se concentrar mais na sua pesquisa e me esquecer, seu idiota.

– Melinda! — protestou meu pai.

– Tudo bem, Sr. Roland. Nós só falamos aquilo que o nosso coração tá cheio. — ele disse e foi embora. Senti meu sangue esquentar de raiva.

– Quem você pensa que é? — gritei. — Ele não sabe NADA de mim, NADA! — eu disse girando a roda bruscamente, Cora correu até mim.

– Calma Mels. É melhor você descansar. — disse Cora tentado me levar até o quarto.

– Eu não quero descansar! Eu quero falar com ele agora. — eu disse tentando virar a cadeira.

– Mels, você está muito nervosa. — disse Cora pegando no meu ombro.

– Ele tem razão. — disse meu pai.

– Ele é um idiota! — eu disse virando a cadeira com um pouco de dificuldade para o lado do quarto do Nate.

– Melinda, sem escândalo, por favor. — disse meu pai e eu me estiquei meu tronco para bater na porta. Ele apareceu com um sorriso torto. Sorriso? É sorriso. Cínico!

– Eu preciso falar com você. — eu disse. — Em particular. — eu disse olhando para o meu pai.

– Com educação. — sussurrou meu pai no meu ouvido e saiu. Nate se afastou para que eu entrasse com a cadeira. O quarto dele ( quarto de hóspedes, tem que deixar bastante claro) era bem arejado, com uma janela ampla, era organizado para minha surpresa. No criado mudo havia a foto de Nate com uma criança. Ele percebeu que fiquei olhando aquela foto e disse:

– Este é o Austin, meu irmão.

– Eu vou ser bastante breve com você. — eu disse cortando o assunto. — Quero que pare com esses seus joguinhos. Eu não quero sua ajuda, não se sinta obrigado a me ajudar.

– Eu não me sinto. — disse ele tão calmo que a raiva que eu sentia foi aumentando.

– Por que você disse aquilo?

– Não é a verdade? Se você está cheia de angústia e ódio você só vai refletir isso para as pessoas.

– Você age como se me conhecesse.

– Infelizmente você não me deu a oportunidade. — ele disse e eu rir de ódio.

– Você não pode viver a sua vida e fazer de conta que eu não existo? — gritei querendo já socar a cara dele.

– Sabe... disse ele se virando e indo até a janela. — Você se assemelha a um passarinho preso em uma gaiola, a diferença é que aquele passarinho triste na gaiola ele quer sair e você? Se acomodou à gaiola? — disse ele virando e me encarando.