Notas iniciais
Capítulo 7 da fanfiction já lançado! Espero que gostem ;)

— Desculpe-me pela demora, Nevi-Professor Longbottom — Desculpou-se Alvo, logo ao entrar na estufa. Quase chamou o Professor Longbottom de Neville, pelo fato do vice-diretor visitar Harry quase que toda semana, junto de sua esposa, Hannah Abbott e sua filha, Alice, que era uma terceiranista da Grifinória. Na escola, porém, Alvo tinha que chamar Neville de Professor Longbottom.

— Tudo bem, Alv-Senhor Potter. Creio que o motivo da demora foram os testes de Quadribol, não? — Perguntou Neville, quase chamando Alvo pelo seu nome. Porém, como o garoto era seu aluno, tinha que chamar ele como chamava os outros.

— Sim — Respondeu Alvo, balançando a cabeça positivamente.

— O Professor Brenton me pediu para dizer que sente muito por não ter podido ir assistir os testes. Agora, todos vocês foram fazer o teste? — Neville deu um aviso, e em seguida fez uma pergunta.

O Professor Brenton citado por Neville era o professor de Transfiguração e também diretor da Casa da Grifinória.

— Erh... N-na verdade não, professor. Eu, a Rose, a Blythe e a Nola fomos somente assistir o teste — Murmurou Holly. Parecia nervosa.

— Entendo. Infelizmente, terei que tirar um ponto de cada uma. A Diretora McGonagall avisou que somente os alunos que iriam de fato fazer o teste poderiam perder as aulas. Agora, sentem-se, por favor — Neville primeiro avisou, mas em seguida fez um pedido. Não estava contente em tirar pontos da Grifinória, mas o regulamento era o regulamento. Assim mesmo, tirou poucos pontos para não prejudicar sua casa.

Os nove assentiram. Rose se sentia um pouco mal por ter feito sua casa perder um ponto, mas não era muita coisa. Porém, ela tinha quebrado uma regra, coisa que realmente odiava. Por isso, foi se sentar, mas não muito feliz. Haviam apenas duas mesas vazias. Alvo, Scorpius, Rose e Leo se sentaram juntos. Holly, Nola, Blythe e Ken Finnigan se sentaram em outra. Com tristeza, Alex se sentou junto a Nathan e mais dois primeiranistas da Lufa-Lufa, um de sobrenome Finch-fletchey e outro de sobrenome Macmillan.

— Hoje iremos aprender sobre plantas fixeis e móveis! — Anunciou Neville, animado. — Alguém poderia me citar um exemplo de planta móvel? — Perguntou o professor.

Não foi surpresa para ninguém quando Rose levantou a mão. Alvo e todos os Grifinórios do primeiro ano sabiam que a ruiva era muito inteligente, assim como a sua mãe.

— Rose, quer dizer, Senhorita Weasley? — Se enganou Neville, provocando a risada de alguns alunos.

— Um exemplo de planta móvel é a Mandrágora! — Exclamou Rose, ansiosa.

— Isso mesmo. Cinco pontos para Grifinória. Agora, vamos começar a aula de fato — Avisou Neville.

Depois disso, Alvo teve que admitir que a aula foi bem chata. Aprenderam sobre as plantas fixeis e móveis e depois tiveram que responder um questionário de três questões, a qual Rose acertou tudo e garantiu mais 15 pontos à Grifinória, enquanto uma garota chamada Kyla Bones ganhou a mesma quantidade de pontos para a Lufa-Lufa, acertando tudo. Após a aula de Herbologia, vieram dois horários de Poções, ensinada pelo professor Horace Slughorn.

Alvo novamente fora ótimo na aula, fazendo Essência de Murtisco de forma rápida e boa. Leo e Holly também foram excelentes fazendo a poção, sendo os únicos a conseguir. Isso totalizou 30 pontos à Grifinória, deixando a casa em primeiro lugar na competição pela taça das casas. Rose saiu resmungando da sala.

— Como vocês podem ir tão bem em Poções? Se eu continuar assim vou acabar repetindo o primeiro ano — Resmungou a ruiva, enquanto saía das Masmorras junto dos amigos.

— Se acalma, Rose. Você é uma das melhores alunas da escola, não vai repetir — Holly tentou acalmar Rose.

— É fácil falar isso quando se tem um bom desempenho em poção — Respondeu Rose, com raiva. Estava realmente decepcionada por não ter sido boa na aula. Sua mãe era boa em Poções. Seu pai era um pouco. E por que ela não era?

— Não fala assim com ela, Rose — Censurou Alvo, por algum motivo. Um segundo depois percebeu que tinha acabado de defender Holly e sentiu suas bochechas corarem.

— Ótimo, então fica aí com ela, Al. Porque eu vou para a biblioteca — Furiosa, Rose respondeu e em seguida se afastou dali, batendo pé.

Alvo subitamente parou de andar. Scorpius, Leo e Holly imitaram seu gesto e então se viraram para ele. Leo tinha um trejeito de sorriso marcado no rosto, mas não falou nada. Scorpius, porém, parecia preocupado, assim como Alvo.

— Eu acho que vou falar com a Rose — Falaram Alvo e Scorpius em uníssono, e em seguida eles se encararam, sem entender.

— Não — Falou Holly, firmemente, e os três garotos olharam para ela — A Rose está realmente irritada, melhor não. Relaxem e deixem comigo, eu falo com ela. Sou uma garota, e garotas se entendem. Me encontrem no Salão Comunal, provavelmente já estarei com a Rose lá.

E após falar isso, Holly se retirou dali. Alvo e Scorpius se entreolharam, pensando "Garotas". Leo, porém, continuava a sorrir de forma extremamente marota, olhando para Alvo. Os três ficaram uns cinco minutos ali, calados, no Saguão de Entrada, até que Leo se pronunciou.

— Defendendo a Holly, não é, Alvo? — Perguntou o garoto de cabelos pretos, soltando uma risada em seguida. Scorpius fez o mesmo.

— A Rose e a Holly são amigas, não quero ver elas brigando. Cala a boca, Leo — Retrucou Alvo, sem poder zoar Leo sobre garotas porque ele não demonstrava interesse em ninguém.

— Ou vai fazer o que, Al? — Provocou Leo, somente para provocar risadas de seus amigos, até mesmo do próprio Alvo.

— Vou te pegar! — Exclamou Alvo, fingindo raiva, mas rindo em seguida.

— Então, vem — Chamou Leo, dando um passo para trás, cauteloso.

Logo em seguida, Leo deu as costas à Alvo e Scorpius e saiu correndo. O filho de Harry saiu logo atrás de Leo, correndo. Scorpius gritou "Ei, esperem!" e saiu correndo atrás dos seus dois amigos, sorrindo. Foi uma enorme perseguição de Alvo e Leo. Correram até o sétimo andar, recebendo reclamações de Chile Denzel, monitor da Grifinória por estarem correndo nas escadas. Ao chegar em frente ao quadro da Mulher Gorda, Leo exclamou a senha e entrou no Salão Comunal. Alvo e Scorpius foram logo atrás.

Leo foi acuado até a porta do dormitório do primeiro ano. Tentou abrir a porta, mas ela estava trancada. Quando puxou a varinha para exclamar "Alohomora!", Alvo e Scorpius chegaram atrás dele.

— Chegamos, garotos! — Exclamou Holly, aparecendo logo atrás de Alvo e Scorpius.

Os três garotos se viraram assustados, mas perceberam que era somente Holly, acompanhada de Rose. Leo suspirou e guardou sua varinha. A ruiva filha de Rony e Hermione parecia bem mais calma. A conversa com Holly parecia ter surtido efeito.

— Finalmente chegaram — Comentou Scorpius, descendo as escadas do dormitório e se sentando em uma poltrona no enorme Salão Comunal.

— Ainda temos alguma aula hoje? — Perguntou Leo, desinteressado, se sentando num sofá.

— Temos Astronomia à meia-noite, então não é teoricamente hoje, mas... Ah, vocês entenderam — Respondeu Rose. Seu tom de voz demonstrava calma.

— Pelo menos amanhã é Sábado — Comemorou Alvo, se sentando ao lado de Leo.

— E o que vocês planejam para amanhã? — James de repente apareceu, acompanhado de Fred II e Roxanne. Alvo e Leo acabaram se assustando.

— James?! O que você tá fazendo aqui? — Perguntou Alvo, rapidamente se levantando do sofá.

— Eu sou da Grifinória também, não lembra? Mas já estamos de saída. Estamos procurando o Carl e o Liam — Respondeu James, revirando os olhos.

— Respondendo vocês, ainda não sabemos o que fazer em nosso primeiro fim de semana de Hogwarts. Vocês do terceiro ano vão para Hogsmeade, não é? — Perguntou Rose, olhando para seus três primos.

— Sim. Realmente tô precisando comprar mais Fogos Filibusteiros e tudo mais — Respondeu Fred, dando de ombros.

— Estou ansiosa pra ir pela primeira vez à Dedosdemel. Mamãe disse que é legal lá — Comentou Roxanne, que realmente gostava muito de doces e chegava a ter um vício neles.

— Papai me aconselhou a comprar o máximo de coisas que eu puder da Zonko's. Disse que eu tenho que eu tenho que fazer o maior número de travessuras que puder e provar ser um verdadeiro Weasley — Comentou Fred, dando uma pequena risada em seguida. Pelo menos tinha uma desculpa para aprontar.

— O tio George não devia te aconselhar a ser mais bagunceiro do que já é! Não que você vá parar de ser, claro... — Rose deu sua opinião, cruzando os braços.

— É, Rosinha, parece que eu estava enganado sobre você. Sabe, chamaríamos você pra ser uma Nova Marota, mas você é certinha demais para isso — Comentou James, em tom de brincadeira.

— O que é isso? — Dessa vez quem perguntou foi Leo.

— Os Novos Marotos é um grupo escolar liderado por mim. Nosso objetivo é zoarmos o máximo que pudermos! — Respondeu James, em uma exclamação.

— Eu gostaria de entrar nesse grupo — Comentou Leo, em tom de súplica.

— Ótimo, pequeno Leo. Vocês estão convidados a fazer um teste no Domingo para vermos se realmente podem entrar — Dessa vez, quem respondeu foi Fred, sorrindo.

— E agora vamos indo. Precisamos mesmo encontrar Carl e Liam — Explicou Roxanne, parecendo apressada.

E assim, o grupo se despediu e logo os três primos já tinham saído do Salão Comunal. Rose e Holly se levantaram e disseram que iam ao dormitório. Agora que a primeira semana de aulas tinha praticamente acabado, boa parte dos alunos estavam escrevendo cartas para seus pais falando sobre sua semana. Alvo, Scorpius e Leo decidiram fazer o mesmo e então se levantaram. O loiro parecia meio nervoso. Quando os três chegaram à porta do dormitório masculino do primeiro ano, ela finalmente se abriu.

Foi uma visão meio estranha. Alex, Ken e Nathan saíram do dormitório que anteriormente estava trancado, e não pareciam bem. Alex estava com seus cabelos castanhos sujos de fuligem. Ken estava com o rosto muito preto e com os cabelos arrepiados. Nathan tinha um pequeno corte na bochecha e ele sangrava um pouco.

— Mas o que vocês estavam fazendo? — Indagou Scorpius, sem entender nada.

— Praticando duelos — Respondeu Nathan, o rosto redondo demonstrando dor. Ele deu uma tossida em seguida.

— Cara, você tá sangrando — Avisou Leo, arregalando os olhos — É melhor não praticarem muitos duelos não, vocês tão com uma aparência horrível.

— Disso eu sei — Retrucou Ken, tentando abaixar seu cabelo e não conseguindo.

— Vamos à ala hospitalar logo, Nathan, você não parece nada bem — Aconselhou Alex, não que ele estivesse bem.

Alvo, Scorpius e Leo deram espaço para os seus três colegas de dormitório passarem, e foi isso que aconteceu. Então eles entraram no dormitório. Leo passou por último e fechou a porta. Alvo já estava abrindo o seu baú e tirando um pedaço de pergaminho. Tirou também uma caneta. Atualmente, a maioria dos bruxos tinha se atualizado e não usava mais penas, e sim canetas. Alvo subiu em cima de sua cama e começou a escrever. Abel, a coruja, estava no corujal.

— Eu tô com medo de escrever uma carta para meu pai — Admitiu Scorpius, se sentando em sua cama, segurando pergaminho e caneta nas mãos.

— Por quê? — Perguntou Leo, começando a escrever a sua carta.

— Porque sou o primeiro Malfoy a não ir para Sonserina. E fui logo para a Grifinória, casa que meu pai não gosta muito... Ele vai ficar furioso, eu tenho certeza — Respondeu Scorpius, melancólico.

— Ah, relaxa, Scorpius. A amiga da minha mãe, Luna, sempre diz que o que importa não é o que as pessoas dizem sobre você, e sim sobre o que você é — Alvo tentou acalmar o seu amigo.

— Só espero que meu pai não fique com raiva por eu ter ido para uma casa que não seja a Sonserina... — Comentou Scorpius, ainda mais melancólico.

Alvo e Leo se entreolharam. Os três rapidamente começaram a escrever suas cartas, e logo já tinham terminado. Decidiram ir juntos ao corujal, que ficava no alto do castelo, na Torre Oeste. Não demoraram a chegar lá, e quando iam entrar, deram de cara com um homem realmente muito alto, que teve que se agachar para passar pela porta. Quando ele olhou para os três garotos, seu rosto se iluminou.

— Alvo, então você está aqui! Não te vejo desde que chegou na escola. E vocês são Scorpius e Leo, não é? — Sugeriu o homem, sorrindo.

— Oi, Hagrid! — Exclamou Alvo, que gostava muito do meio-gigante,

— Sim, somos Scorpius e Leo — Apresentou-se Leo, sem medo nenhum do meio-gigante, ao contrário de Scorpius.

— Você nunca foi me visitar na minha cabana, Alvo! Que tal fazer uma pequena visita nesse Domingo? — Sugeriu Hagrid, ansioso.

Alvo se lembrou do teste que James faria no Domingo para ver se Leo poderia entrar no "grupo de causadores de confusão" de James. Alvo também estava interessado em entrar no grupo, mesmo sem parecer. Porém, o teste deveria ser de manhã ou de tarde, então daria tempo de fazer uma visitinha a Hagrid.

— Acho uma boa ideia — Respondeu Alvo, sorrindo.

— Vocês podem ir com o Alvo, também — Acrescentou Hagrid, para Scorpius e Leo. Então ele pareceu se lembrar de algo — E onde está a Rose?

— N-no Salão Comunal — Gaguejou Scorpius.

— Digam a ela que pode ir também. Agora, eu tenho que ir — Pediu Hagrid, em seguida dando um aviso.

Os três assentiram e deram passagem a Hagrid, que saiu dali, satisfeito. Depois disso, os amigos entraram no corujal. Alvo entregou sua carta a Abel, enquanto Scorpius e Leo usaram corujas de Hogwarts mesmo, por não terem uma coruja própria. Logo após isso, voltaram ao Salão Comunal da Grifinória. Ficaram sem fazer muita coisa até a aula de Astronomia. Juntos, os 12 primeiranistas da Grifinória foram até a sala de Astronomia, tomando cuidado para não acordar ninguém, afinal, já era meia-noite.

A professora de Astronomia atual se chamava Tamela Kaylie. Era uma mulher alta de cabelos castanhos e que usava óculos. Era muito severa, mas ensinava muito bem. Porém, logo a aula acabou, às 00:45 e assim os Grifinórios voltaram a seu Salão Comunal e logo subiram para seus dormitórios. No Sábado, Alvo ainda estava dormindo, às 10:30 da manhã. Porém, seu sono logo foi interrompido quando escutou passos fortes e em seguida a porta do dormitório se abriu.

Alvo abriu os olhos com dificuldade, e sua visão estava muito embaçada pelo sono. Deu um forte bocejo, passou a mão nos olhos e enfim conseguiu ver tudo direito. Scorpius e Leo estavam na porta do dormitório. O loiro trazia consigo um prato com duas torradas, salsichas e bacon. Leo trazia dois copos de suco de laranja. Alvo fez cara de "o que tá acontecendo?".

— Você perdeu o café da manhã, cara. Viemos trazer pra você como bons amigos que somos — Avisou Leo, e Alvo deu um sorriso.

— Já são mais de 10:30, Alvo. Você praticamente hibernou — Brincou Scorpius, mais animado agora.

— Hoje é Sábado, Scorpius. Eu realmente tenho que relaxar — Retrucou Alvo, se levantando de sua cama com um sorriso no rosto.

Depois de lavar o rosto e tirar o pijama, Alvo tomou café e logo estava descendo as escadas junto de Scorpius e Leo, quando escutou passos rápidos logo atrás deles. Os três olharam para trás e viram Alex, Ken e Nathan.

— O que vão fazer hoje? — Perguntou Nathan, com sua voz fina.

— Ainda não sabemos — Respondeu Alvo — Planejamos só andar pelos campos da escola mesmo.

— Que tal brincarmos um pouco? — Sugeriu Alex — Sabe, eu sou um nascido-trouxa e conheço algumas brincadeiras bem legais que eu brincava na minha antiga escola de trouxas.

— Que tipo de brincadeiras? — Indagou Scorpius, curioso.

— Podemos explicar a vocês quando chegarmos aos campos da escola. Mas claro que precisamos de mais pessoas para brincar. Onde estão as garotas? — Perguntou Alex, de forma calma. Parecia bem melhor do que no dia anterior, agora com os cabelos sem fuligem.

— Estão nos campos da escola também — Respondeu Scorpius, dando de ombros.

— Então vamos para lá. Admito que tô ansioso pra saber sobre essas brincadeiras trouxas — Admitiu o pequeno Ken, sorrindo.

E assim, os seis desceram as escadas. Alvo, Scorpius, Leo e Ken estavam curiosos sobre as brincadeiras trouxas. Os quatro eram filhos de pais bruxos, então eram acostumados obviamente com brincadeiras bruxas. Alex e Nathan, por outro lado, eram nascidos-trouxas, bruxos filhos de pais trouxas. Assim, eles conheciam todas as brincadeiras não-mágicas.

Eles demoraram um pouco a chegar até os ensolarados campos de Hogwarts, e lá encontraram Rose, Holly, Nola e Blythe, perto do Lago Negro. A ruiva estava estudando, como sempre. As outras três tentavam praticar alguns feitiços. Os seis garotos logo se juntaram as garotas. Rose nem prestou atenção e continuou lendo.

— Oi — Falou Nola, ainda sem entender porque os garotos estavam ali.

— Estamos procurando pessoas para brincar com a gente — Revelou Nathan, ignorando completamente o "oi" de Nola.

— Brincar de...? — Perguntou Blythe, curiosa.

— Uma brincadeira trouxa. Chama-se "tica-tica", nome ridículo eu sei. Mas é bem legal — Respondeu Alex, ansioso.

— Eu brincava dessa brincadeira na minha escola trouxa! — Exclamou Holly, atraindo os olhares dos outros nove — Sabe, eu sou uma nascida-trouxa...

— Eu também — Revelaram Alex e Nathan, em uníssono. Eles se entreolharam e deram uma risada.

— Como é essa brincadeira? — Perguntou Scorpius, olhando para os três nascidos-trouxas ali.

— Bom, é bem simples. Uma pessoa é escolhida para correr atrás das outras. Quando a pessoa escolhida tica outra pessoa, essa outra pessoa vai ter que correr atrás das outras. Existem várias variações da brincadeira também, uma onde a pessoa ticada ajuda a ticar as outras, outra onde a pessoa ticada tem que ficar parada... — Explicou Holly, animada.

Rose fechou seu livro com força e todos olharam para ela. A ruiva guardou o objeto na sua mochila, que estava ao seu lado, e então se levantou.

— Parece interessante — Disse, por fim — Quero brincar.

— Eu também — Avisou Holly, com animação.

Nola e Blythe se entreolharam, sorriram e então disseram que iam também. Alvo, Scorpius, Leo e Ken aceitaram brincar também. E assim, eles começaram a brincar, com Alex sendo o tal "tica". Foi bem divertido e eles passaram cerca de meia hora brincando, até que Bianca Chase, a segundanista apanhadora reserva do time da Grifinória, apareceu. Ela sorriu ao ver Alvo. Seus cabelos pretos estavam bem penteados, e seus olhos azuis brilhavam à luz do sol. A garota andou até os 10 Grifinórios que brincavam.

Alvo percebeu Bianca ali e imediatamente paralisou, sem saber o porque de fato. Os outros logo pararam de brincar também, e ficaram olhando para a recém-chegada, que se aproximava deles.

— Erh... Oi? — Perguntou Holly, sem entender o motivo da segundanista estar ali.

— Alvo, o seu irmão está te chamando para conversar no Salão Comunal da Grifinória. Ele disse que é importante — Respondeu Bianca. Alvo achou a voz da garota bem agradável e bonita.

— Ele não falou sobre o que é? — Perguntou Alvo, curioso.

— Não. Podemos ir logo? — Perguntou Bianca, sorrindo — É que seu irmão e sua turma vão para Hogsmeade dentro de alguns minutos, e ele disse para não demorar.

— Podem ficar aí, eu volto logo — Avisou Alvo, olhando para os amigos — Espero que o James não me atrase muito, tava tão divertido...

Bianca deu uma pequena risada. Alvo sorriu, nervoso.

— Você é engraçado — Disse ela, finalmente.

— Eu vou com você, Alvo — Disse Holly, mas Bianca pigarreou. A loira arregalou os olhos.

— O James disse que é uma conversa particular, tanto que eu vou ficar esperando o Alvo do lado de fora do Salão Comunal. Relaxa, eu levo e trago ele em segurança — Retrucou Bianca, dando mais uma risadinha.

E então, Bianca e Alvo saíram andando dali. Holly cruzou os braços e observou os dois até eles entrarem no castelo e ficarem fora de vista. Alvo olhou para Bianca. Ela era uns quatro centímetros maior que ele. Ficaram em um silêncio incômodo até chegar as escadas, Alvo por algum motivo nervoso demais para falar. Bianca decidiu puxar assunto, quando os dois chegaram ao primeiro lance da escadaria.

— Você foi bom no teste de Quadribol ontem — Parabenizou Bianca, sorrindo.

— Obrigado — Agradeceu Alvo, imediatamente — Você também, vai ser legal ser seu colega de time.

— Obrigado — Foi a vez de Bianca agradecer — Você tem quantos anos?

— 11 — Respondeu Alvo, olhando para a garota a seu lado. — E você?

— 12 — Bianca respondeu e Alvo sentiu seu estômago afundar. Lembrou-se vagamente de algo que James havia falado no ano anterior. — Foi alguma coisa que eu falei? — Perguntou Bianca, sentindo que Alvo havia ficado triste.

— Não, nada... — Retrucou Alvo, forçando um sorriso pra mostrar que estava bem. Bianca não pareceu ter acreditado, mas decidiu ignorar aquele fato.

— Sabe, eu acho que esse ano ganhamos a Taça de Quadribol. Não ganhamos a um bom tempo, eu sei, mas... Acho que com você no time temos chance — Desejou Bianca, e Alvo sentiu suas bochechas ficarem muito quentes. Virou o rosto para a amiga não perceber que ele estava corado — Quer dizer, está no sangue, não é? Seu pai e sua mãe foram apanhadores excelentes. Minha mãe foi uma aluna da Grifinória, era quatro anos mais nova que seu pai, mas disse que ele realmente jogava bem.

— O pior é que eu nem sei voar muito, estou com medo de não ir bem e fazer a gente perder — Revelou Alvo, nervoso.

— Tenho certeza de que irá se sair bem — Comentou Bianca, para confortar Alvo.

E logo eles pareciam se conhecer a muito tempo. Não demoraram a chegar até o sétimo andar. Quando chegou em frente ao quadro da Mulher Gorda, Alvo deu a senha (Cabeça de Dragão) e então entrou no Salão Comunal. Bianca ficou esperando na frente do quadro. Somente James, Fred, Roxanne, Carl e Erick estavam no Salão. Os outros alunos deviam estar esperando para ir à Hogsmeade.

— Ah, irmão, finalmente chegou aqui! Olha, eu quero te perguntar algo: Gostaria de ir com a gente para Hogsmeade? — Perguntou James, sorrindo de forma marota.

— Quê? Mas alunos do primeiro ano não podem ir ao povoado — Respondeu Alvo, sem entender.

— Eu trouxe a Capa da Invisibilidade do papai, oras. Era só você se cobrir com ela e ninguém descobriria — Revelou James, revirando os olhos.

— Isso é contra as regras, James! — Avisou Alvo, descrente.

— Você realmente não presta para ser um Novo Maroto, Al, desculpe dizer. Precisa se soltar mais, cara — Comentou Roxanne, sorrindo.

— Se eu for pego, vou receber mais uma detenção, e se isso acontecer a diretora McGonagall vai escrever para o papai e a mamãe. E eles não vão ficar nada felizes em saber que recebi duas detenções em uma única semana — Respondeu Alvo, balançando a cabeça de forma negativa.

— Vamos te trazer alguns doces da Dedosdemel então, Alvinho, mas seria tão melhor se você fosse com a gente... — Tentou convencer Carl, contendo um sorriso.

— Não, melhor não. Agora se me dão licença, vou voltar aos campos da escola, eu estava brincando antes de vocês me chamarem — E ao falar isso, Alvo deu as costas aos cinco.

Antes de sair do Salão Comunal, ouviu Fred dizer "Ele prefere brincar a ir a Hogsmeade? Meu Deus, criança é fogo..." e os outros quatro darem uma risadinha. Alvo não saiu do Salão Comunal muito feliz, mas forçou um sorriso para Bianca não fazer perguntas. A garota não perguntou o que James queria. Quando os dois já estavam quase saindo do sétimo andar, uma forma esquisita apareceu em sua frente.

Parecia um fantasma, mas não era. Tinha uma pele levemente branca, mas não era prateado igual os fantasmas. Usava uma espécie de pijama e um gorrinho azul na cabeça. Ele segurava um balde com algum conteúdo desconhecido e estava flutuando.

— Ah não, é o Pirraça... — Comentou Bianca, dando um passo para trás.

Pirraça era um Poltergeist de Hogwarts. Era uma criaturinha muito travessa que vivia importunando os alunos e professores. Parecia preparado para fazer mais uma travessura.

— O que duas crianças como vocês estão fazendo dentro do castelo num dia como esse? Não estão... — Pirraça falou e então aumentou o tom de voz — NAMORANDO?!

Alvo sentiu suas bochechas corarem. Seu rosto devia estar parecendo um pimentão. Então, olhou para Bianca e viu que ela estava ainda mais vermelha que ele. A garota de cabelos pretos pegou sua varinha e fez uma expressão de raiva. "Ela fica ainda mais linda com raiva", pensou Alvo, mas ao notar o que pensou, fez força para afastar o pensamento, usando a desculpa de que ainda era muito nova. Bianca apontou sua varinha para Pirraça. A garota fez um círculo no ar com sua varinha.

— Tune Cito! — Berrou ela, e então um lampejo verde saiu de sua varinha.

Pirraça foi atingido bem na barriga e saiu dali girando e praguejando. Bianca sorriu e guardou sua varinha. Alvo suspirou e sorriu aliviado, sentindo suas bochechas ficarem menos quentes.

— Feitiço que veio à calhar — Comentou Alvo, sorrindo.

— Você vai aprender no segundo ano em Defesa Contra as Artes das Trevas — Avisou Bianca, sorrindo.

— Esse Pirraça é realmente uma ameaça... Imagino se alguém tivesse escutado o que ele falou — Comentou Alvo, preocupado.

— Ah, relaxa, Alvo. Ninguém ia acreditar, o Pirraça é um mentiroso-nato. Além do mais, acho que isso não tem nada demais, muita gente daqui de Hogwarts namora e- — Bianca se deu conta do que estava falando e parou, repentinamente.

Um silêncio incômodo se seguiu a partir daí. Alvo sinceramente não sabia o que falar, e simplesmente abaixou a cabeça, pensativo.

Notas finais
Espero que tenham gostado e comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.