Notas iniciais
Oiii, minha gente! Já que não ganhei mais uma recomendação, dedico esse capítulo novamente a Jenni Fire e Elle Valdez, como já disse, eu serei eternamente grata a vocês *-* Bom, é o seguinte! Como o prometido eu darei o capítulo hoje, mas, esse é o ANTEPENÚLTIMO capítulo então para o próximo eu quero muitas recomendações, reviews e "favoritações". Sim, é nesse capítulo que eles irão entrar na passagem, é bem legal e espero do fundo de my heart que vocês gostem!

Naquela noite, Alvo teve mais um pesadelo. Dessa vez, após Bob Rondres o arrastar para a Floresta, apareceu Tiago. Ele estava lá... Viu que Alvo corria perigo. Viu que Alvo estava prestes a se entregar, mas ele deixou.

Alvo acordou. Não sabia se este sonho realmente ia se realizar, mas estava decidido. Iria procurar Betusa e ela lhe mostraria onde ficava a passagem. Depois do que o irmão lhe falara e depois da história que Rosa contara, Alvo estava disposto a fazer alguma coisa... Precisava provar ao irmão que tinha coragem... Que honrava sua família... Que era como o Cavaleiro Azarado e que nunca precisara da Fonte da Sorte: Tiago.

Ele não prestou atenção em nenhuma aula no dia seguinte. Carlos e Rosa também estavam distraídos. Foi a primeira vez na vida que Alvo viu Rosa ficar a aula inteira sem responder a sequer uma pergunta.

Quando as aulas acabaram, os três subiram silenciosos para o salão comunal da Grifinória. Não estava muito cheio, a não ser pelo time de quadribol que estudava estatísticas, mas Tiago não estava lá. Alvo passou reto e foi sentar-se na poltrona em frente a lareira.

-Acho que temos chances. –disse Rosa.

Alvo não a olhou. De repente o fogo na lareira parecia bem interessante.

-Sabe, — continuou ela. –nossos pais vivem falando que já passaram por muitas aventuras, inclusive no primeiro ano. Se eles puderam, por que não nós?

Alvo forçou um sorriso e depois voltou a observar o fogo. Ele não fazia ideia de quanto tempo passara ali, só sabia que quando o chamaram, já era noite.

-Vocês não vão comer? –perguntou Annie.

-Não estamos com fome. –respondeu Rosa, mas sua barriga deu uma boa roncada nessa hora.

-Eu estou! –disse Carlos. –Mas... Acho que vou ficar por aqui.

-Vocês estão estranhos... Não vão descer?

-Vamos ficar aqui... Temos detenção... –disse Rosa.

-Ah, a detenção... –disse Annie, e após Rosa conseguir convencê-la de que era por isso que eles estavam estranhos, ela foi jantar, mas depois trouxe comida para eles.

-Obrigado... –agradeceu Alvo.

Eles comeram.

Quando chegou a hora marcada, Alvo deu um grande suspiro, mas foi o primeiro a levantar. Rosa e Carlos fizeram o mesmo.

-Bem... Acho que é isso então... –disse Carlos.

-Não fique me lembrando... –disse Rosa, mas ficou meio sem graça e acrescentou: -Não vamos ficar pensando, ok?

Alvo concordou e eles desceram. Foram direto ao Saguão de Entrada, sem falar nada. Guelch os esperava, muito mal humorado, junto com Draco, que tinha um sorriso satisfeito.

-Ah, meninos! –disse ele abrindo os braços, Alvo teve a má impressão de que ele iria abraça-los.

Alvo recuou, os outros dois fizeram o mesmo. Carlos fez um “argh”, como se aquilo lhe desse muito nojo.

-Vejo que continuam com os maus modos... Preciso falar com os seus pais, Sr. Cattér...

-Por que não fala com o meu? –perguntou Rosa. Alvo admirou-se pela coragem da prima. –Tenho certeza de que ele quer muito falar com você... Sabe, acho que agora ele deve estar vigiando o quarto andar com o tio Harry...

Draco a olhou, os olhos fuzilando-a, mas logo reabriu o sorriso maldoso.

-Bem... Guelch vai leva-los até a Floresta Proibida... Espero que... Não se metam em confusão... –disse penetrando os olhos cinza nos verde-vivos de Alvo, que sentiu que ele estava quase mandando eles irem até o túnel. –Se é que conseguem, o que... Tenho minhas dúvidas...

-Cala a boca! –disse Carlos.

-Olha... –resmungou Draco, e apontou para a ampulheta gigante da Grifinória. Tinha apenas uns poucos rubis, e Alvo pode ver que não tinham mais que cem pontos marcados. –Não queria ser o responsável a fazê-los perderem os únicos pontos que restam, mas... Já está na hora, vão indo... E muita má... Sorte...

-Digo o mesmo. –resmungou Carlos. –Tomara que o pai da Rosa cruze com você por aí...

Guelch os arrastou para fora do castelo. Alvo estava mais confiante. Rosa estava certa, era ruim lembrar que dali alguns minutos estaria enfrentando... Bob Rondres em pessoa, mas era difícil não lembrar... O bom era que depois disso todos iriam respeitá-lo, ou pelo menos Tiago, que era a única pessoa de quem ele estava querendo respeito agora.

Chegaram à cabana de Hagrid. O gigante segurava Canino num braço, e um arco no outro.

-Ah, vocês estão aí! Não estão muito nervosos, eh?

-Estão em detenção. –rosnou Guelch. –Precisam estar nervosos e pagar pelo que fizeram.

-E se bem me lembro, não pedi sua opinião, pedi Guelch? –perguntou Hagrid. –Vamos, vamos... Agora os três aqui comigo... Temos que terminar a tarefa dos tronquilhos... Ah, Canino, não! Canino, volte aqui!

Canino pulou do colo de Hagrid e foi até Carlos.

-Eu fico com ele. –disse Carlos pegando o cachorro no colo.

-Hoje não vamos precisar dos ovos de fadas e nem dos bichos-de-conta. Já separei um grupinho de tronquilhos no meio da floresta, amarrei-os por segurança. Só temos que achar as árvores. Não será muito difícil...

Os quatro foram caminhando, de árvore em árvore, procurando pelos tronquilhos. Canino foi bem útil nessa tarefa, ele latia cada vez que sentia o cheiro de um deles. Alvo estava imaginando se Bob Rondres estaria entrando no túnel á essa hora.

-Onde estão as fadas? –sussurrou Carlos.

-Não sei... –disse Rosa. –Nos perdemos...

-E agora? –perguntou Carlos.

-Vamos nos perder. –disse Alvo, no mesmo instante que Canino deu um latido do colo de Carlos, como se concordasse também.

Eles foram ficando para trás, deixando Hagrid sozinho mais a frente. Alvo virou um canto e Rosa e Carlos foram atrás. Ele não podia explicar, mas sabia onde estava indo, era como se alguém apontasse a direção, mas não havia mais ninguém ali... Ele simplesmente deixava que seus pés os guiassem.

Foi olhando para a copa de uma árvore que ele viu a casinha das fadas. Estava ali, feita de barro, como uma casinha de passarinho.

-É ali. –disse Alvo, mostrando a casinha. –Hum... Betusa?

Mas ninguém respondeu. Nem as luzes se acenderam. Alvo de repente se lembrou que ele e Rosa tinham uma espécie de “fama” que os fazia conhecido entre as fadas e centauros.

-Sou Alvo Potter, e minha prima, Rosa Weasley...

No mesmo instante, a luz da casinha de barro se acendeu, e na janela apareceu Betusa. Mas ela estava diferente... Parecia estar com medo.

-Ah... Alvo Severo, o garoto escolhido pela profecia... –disse ela, os olhos expressavam temor, mas fixando Alvo, um pingo de esperança. –Betusa sabia que você viria... Veio para nos salvar... Salvar daquele que quer o lugar do antigo Lorde das Trevas...

-Isso mesmo, Betusa, -disse Alvo, tentando ser o mais gentil possível. –você sabe de Bob Rondres, não sabe? Ele quer passar pelo túnel hoje, não quer?

-Ele já passou, Escolhido... –disse Betusa, os olhos esbugalhados agora mirando algo que Alvo não podia ver. –Peço perdão, Escolhido, peço perdão...

Era estranho ser chamado de “Escolhido”, mas Alvo estava tão apreensivo que não ligava para isso.

-Por quê? –perguntou Alvo.

-Jubáth e Betusa são guardiãs do túnel, Escolhido. –disse ela, os olhos ainda fixos em alguma coisa. –Esta noite ele apareceu... Usava um capuz, mas sabíamos que era ele... Somos Fadas Inteligentes, Escolhido, sabemos dessas coisas... Ele sabia que éramos nós... Fomos ameaçadas... Ele disse que nos puniria da Floresta se não mostrássemos... Betusa não teve culpa, Escolhido, não teve... Betusa e Jubáth não podiam ficar sem a Floresta, não sobreviveríamos... Mostramos a ele, escolhido... Mostramos... Mas ele foi cruel, levou a irmã de Betusa, levou Jubáth... Mas agora o Escolhido precisa ir até lá, precisa salvar Jubáth...

-Eu vou. –disse Alvo. –Mas você precisa me mostrar o túnel, Betusa, e eu trarei sua irmã de volta.

Betusa assentiu e saiu da casinha. Ficou de costas para Alvo e começou a olhar para a árvore. Ela passou a mão por todo o tronco, e por fim, sacudiu as asinhas, soprando um pozinho na árvore, que imediatamente abriu um buraco.

-Fica aqui. –disse ela. –Betusa não sabe o que tem lá embaixo, Escolhido, mas Betusa sabe que não é nada bom... Somente o outro Escolhido e seus amigos conseguem passar...

-Outro escolhido? –perguntou Alvo.

-Sim, -disse Betusa. –o menino que sobreviveu, Escolhido, ele que casou com a menina de cabelos de fogo e teve você, o outro escolhido.

-Meu pai? –perguntou Alvo. –Meu pai é o outro Escolhido?

Betusa assentiu.

-Boa sorte, Escolhido!

-Temos que descer... –disse Alvo olhando o buraco, mas era escuro como breu.

-Você vai primeiro, Escolhido... –disse Carlos, um sorriso despreocupado no rosto.

-Pode me chamar de Alvo. –resmungou ele. –Bem... Lá vou eu...

Sem pensar muito, ele se jogou pelo buraco. Não via nada. Era como se estivesse em um escorrega gigante, a única diferença é que você não sabia onde ia parar e quando ia parar. Ele ouviu os gritos de Rosa e Carlos, e o latido de Canino, e quase no mesmo instante, bateu em algo duro. Seu nariz começou a latejar, e Alvo torceu para que não estivesse quebrado. Levantou-se, Carlos e Rosa ainda não haviam caído, estavam no túnel e...

-Aresto Momentum! –gritou Rosa quando estava prestes a cair no chão. Ela e Carlos ficaram suspensos no ar por um tempo, e depois voltaram a cair.

-Sempre me esqueço desse feitiço... –disse Alvo massageando o nariz.

-Onde estamos? –perguntou Carlos.

Alvo olhou à sua volta. Deviam estar a metros debaixo da Floresta. O lugar lembrava uma caverna. Não era muito mais iluminado ali, a não ser por um lampião que estava ali, quase apagando. Rosa foi examiná-lo, quando voltou, fez uma careta e disse:

-Ainda está quente... Ele não deve estar muito longe...

-Bem... A aventura nos espera... –disse Carlos, ele não estava muito preocupado.

No fim da sala, havia uma porta. Eles abriram-na e atravessaram-na, deram de cara com...

-Uma esfinge! –gemeu Rosa.

O animal estava parado bem á frente deles. O corpo louro de um leão, e a cabeça de mulher. Ela roçou a pata no chão e depois foi se aproximando deles. Alvo e os outros dois recuaram.

-Não tenham medo... –disse ela. Sua voz era um misto de suavidade e rosnado. –Não vou fazer nada a vocês, ainda... Vocês procuram o Medalhão de Prata, não é? Eu soube que vocês viriam... Estão bem perto dele, bem perto, o caminho mais rápido é passando por mim...

-Então tudo bem, a gente vai seguir. –disse Carlos indo em direção à porta, mas Rosa o puxou imediatamente.

-É uma esfinge! –sussurrou ela.

-E o que tem isso? –resmungou o garoto. -É só um gatinho com cabeça de mulher, vamos...

-Só um gatinho que mata você. –disse a esfinge calmamente. –Agora, terão de decifrar meu enigma, ou... Devoro vocês. –Rosa e Carlos deram um gemido. –Vamos lá.

-Hum, espera! –disse Alvo de repente, ele ouvira sobre as esfinges, e sabia que poderia ser devorado ao interrompê-la, mas correria este risco. –Bob Rondres passou por você, não foi? Ele acertou o enigma?

A esfinge deu um rugido em resposta.

-Alvo, o que está fazendo? –sussurrou Rosa, sua voz saiu trêmula.

-Deixa comigo. –respondeu ele. –Hum... Você sabe quem é ele? Ele é um assassino... Você não deveria ter o deixado passar...

-Sou uma esfinge. –rosnou ela. –Não me importo com o que vai acontecer com vocês.

-Mas... Mas ele vai matar todas as esfinges. –inventou Alvo depressa. A esfinge ergueu as sobrancelhas. –Não sabia disso? Ele detesta esfinges... E você o deixou seguir, agora se ele matar todas as esfinges, será sua culpa.

-Não me importo com isso. –disse ela, mas Alvo percebeu um quê de preocupação em sua voz.

-Mas nós podemos concertar isso! –disse Alvo. –Se nos deixar passar ou... Fizer um enigma fácil, poderemos ir mais rápido e impedi-lo de pegar o Medalhão de Prata.

A esfinge o encarou por um tempo, depois, apertou os olhos e disse:

-Tudo bem, farei o seguinte: darei pistas e vocês terão de descobrir do que estou falando. Prestem muita atenção, porque não irei repetir. Primeiro, são um pouco maiores que gnomos, mas podem ser confundidos com eles. Segundo, não são muito inteligentes, e qualquer um poderia dar um jeito nele, mas vocês, crianças, não iriam gostar de ouvir sua risada. E terceiro, são bem populares pela Bavária.

-Só isso? –perguntou Alvo. A esfinge assentiu. –Mas... É impossível! São poucas pistas! Não tem como...?

-Quer calar a boca, Al? –gritou Rosa. –Eu preciso pensar!

Alvo sentiu um grande alívio. Ás vezes ele esquecia-se que estava acompanhado por um gênio sabe-tudo de nome Rosa Weasley.

-Andem logo, estou com fome, aquela fadinha não foi nem aperitivo.

-Fadinha? –repetiu Alvo. –Q-Que fadinha?

-A que guarda a árvore. –disse a esfinge sorrindo maldosamente. -O assassino me deu ela em troca da passagem.

-Você comeu a Jubáth? –exclamou Alvo. –Ele te subornou e você...

-ALVO FICA QUIETO! –berrou Rosa. Alvo calou-se imediatamente, tinha bastante experiência com as vezes que irritava a prima e isso lhe disse que era melhor ele deixa-la pensar em paz. –Deixe-me ver... Maiores que gnomos, têm muitos... Talvez diabretes... Crianças não gostariam da sua risada... Bem, poderia ser o gira-gira, que as crianças adoram capturar para ter a picada que causa efeitos de levitação, mas a risada? Espera aí... A Bavária? A risada... Já ouvi falar neles... São... Diabretes, não... Elfos! Elfos da Bavária! É isso, eles atraem as crianças com sua gargalhada e depois as comem!

A esfinge resmungou, mas depois saiu da frente da porta. Eles atravessaram a câmara e abriram a passagem para a seguinte.

Alvo, que foi o primeiro a passar pela porta, atirou-se para trás ao ver o que os esperava, e caiu em cima de Rosa e Carlos. Levantou-se lentamente. A figura de um enorme dragão cinza, com chifres na cabeça, dormia serenamente na outra câmara.

-O que, em nome de Merlin, este bicho faz aqui? –perguntou Carlos num sussurro, soltando Canino no chão para massagear a perna que Alvo machucara quando caíra por cima.

-Acho que querem proteger o Medalhão de Prata. –sussurrou Rosa em resposta. –É um Rabo-Córneo Húngaro adulto.

-Mas demos sorte. Ele está dormindo. –disse Alvo o mais baixo que pode. –Rondres deve ter o feito dormir, vamos, a porta fica ali.

Eles caminharam o mais silenciosamente possível. Estavam quase lá, quase lá... Até que... Foi tudo muito depressa: Alvo pisou em alguma coisa, no mesmo instante, Canino deu um uivo de dor, o dragão acordou e cuspiu chamas que encheram a sala.

Alvo, Carlos, Rosa e Canino achavam-se agora debruçados no chão da câmara.

-O que vamos fazer? –perguntou Rosa.

-Teremos de improvisar!

-Droga, eu torci para que você não dissesse isso...

Alvo levantou-se, no mesmo momento em que o dragão lhe jogou uma ventania de fogo que, por muito pouco, não pegou sua orelha esquerda. Ele apontou a varinha para o animal e fez a primeira coisa que veio à sua cabeça:

-Expelliarmus!

A luz vermelha que saiu de sua varinha voou em direção ao couro do animal, mas não lhe causou nenhum efeito, a não ser, deixa-lo ainda mais zangado.

-ELE É UM DRAGÃO, O EXPELLIARMUS NÃO FUCIONA NELE! –berrou Rosa desviando-se do fogo que o dragão mandara em sua direção.

-É, agora eu sei. –disse Alvo.

Ele se jogou no chão e empurrou Canino, que estava a cinco centímetros da outra bola de fogo que o dragão cuspira. Assim que Alvo o soltou, o cachorro deu uma mordidinha em sua mão, em agradecimento, mas que causou uma dor terrível em Alvo, pois ele mordera bem onde a última bolha da tragédia das aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas, ainda estava cicatrizando.

Ele encarou a bolha, que agora estourara, e deu-se por conta. Aquelas marcas em sua mão... Ele as ganhou enfrentando um dragão... De repente, ele sabia o motivo de Draco querer que eles enfrentassem o dragão. Ele queria que eles soubessem como passar pelo dragão adulto para poderem chegar até Bob Rondres. Ele levantou-se de um pulo e ergueu a varinha:

-Conjuctivitus! -gritou.

Quando o feitiço atingiu o bicho, ele soltou um uivo de dor, e começou a se debater.

-DEPRESSA! –berrou ele, abrindo a porta da câmara enquanto o dragão se contorcia.

Os outros dois passaram por ela, e deram de cara com uma parede de galhos. Alvo trancou a porta e sentou-se no chão, ofegante. Dava para ouvir os uivos do dragão ainda.

Nesta outra câmara, além da parede de galhos, havia também sobre uma mesinha no canto, uma grande tesoura.

-O que... Temos... Que fazer? –perguntou Carlos.

-É uma... É um pé de Euachtãna. –disse Rosa. Ela olhou a parede por muito tempo, depois disse: -Temos que cortar os galhos para passar para o outro lado.

-Ótimo! –exclamou Carlos. –A planta nervosinha!

Ao terminar essa frase, a parede criou um galho e esticou-se até Carlos, dando um tapa em seu braço.

-AI! –gritou ele.

-Você não aprende, não é? –perguntou Rosa. –Tem que ser educado com ela.

-Mas... Se o Rondres passou por aqui... E ele cortou a parede... Como...?

-Se você prestasse mais atenção nas aulas de Herbologia, saberia que elas crescem instantaneamente. Agora... Com licença, Sra. Euachtãna, não queremos ser mal educados ou coisa assim, mas temos que passar para o outro lado e... Precisaremos cortar seu galhos, dona Planta...

-Dona Planta? –repetiu Carlos, a Euachtãna esticou o galho para batê-lo, mas desta vez, ele foi mais rápido e desviou.

-Bem... A senhoritanos permite que cortemos os seus tão belos galhos?

A Euachtãna fez um ruído que Alvo supôs ser um sim, por que logo depois, Rosa sorriu, pegou a tesoura e se pôs a cortar os galhos.

-Vocês aí, — disse ela. –podem usar o Diffindo.

Eles começaram a cortar os galhos. Carlos levou mais umas três galhadas da Euachtãna, por resmungar dela:

-Nossa! Essa planta tem galhos mais duros que a cara-de-pau do Draco. –resmungou ele. –E olha que... AIEE!

Eles cortaram até abrir um buraco na parede de plantas, grande o suficiente para os três passarem. No outro lado da câmara, não havia nenhuma esfinge, dragão ou planta. Mas haviam gatos, ou melhor, amassos.

-Ah, não! –disse Alvo. –Até aqui eles me perseguem?

-Espera, Al... –disse Rosa se aproximando do amasso preto que estava à frente dos outros. –Tem um papel aqui...

Ela aproximou-se do gato lentamente, ele levantou-se depressa e lhe mostrou as garras.

-Hum... Eu só quero pegar o papel que está no seu pescoço. –disse ela. Alvo achava estranho ter que dar satisfações a um gato. Quando ela disse isso, o gato foi baixando a pata. Rosa foi calmamente até ele e retirou o papel. Leu em voz alta:

Forasteiro,

Você teve muita sorte até aqui. Agora lembre-se, nossa raça não permite mentiras, muito menos a injustiça e a maldade. Se tiver somente boas intenções, pode responder nossas perguntas tranquilamente, se tiver más intenções, prepare-se para o pior. Aqui vão as perguntas:

Você quer o Medalhão?

Para que o quer?

Pretende matar alguém?

Já esteve em Azkaban?

O que acha de zonzóbulos e testrálios?

O que acha dos amassos?

-São essas as perguntas? –perguntou Carlos. –Que coisa mais idiota.

-Temos que responder a ele... –disse Rosa.

–Ah, está brincando, não é? –disse Alvo. Ele não gostava nada de amassos, detestava ter que dar satisfações a um gato.

-Não reclama, Al...

-Não podemos apenas passar? –perguntou ele, andando em direção à porta, que ficava além dos amassos, mas quando ele deu o primeiro passo, os gatos todos lhe mostraram as garras e Alvo teve certeza de que não ajudaria nada lhe dizer que ele só queria atravessar para o outro lado.

-Ótimo! –resmungou ele. –Vamos... Qual é primeira pergunta?

-Tudo bem, mas... Tem que ter cuidado... “Você quer o Medalhão?”

-Quero, eu realmente o quero.

O gato o encarou, Alvo entendeu que ele estava o ouvindo.

-“Para que o quer?” –perguntou Rosa.

-Para... Por que quero impedir Bob Rondres de pegá-lo.

-“Pretende matar alguém?” –perguntou ela, os olhos fixos em Alvo, quase implorando para ele não falar nenhuma besteira.

-Na verdade sim. –respondeu ele sincero. Estava com raiva de Rondres... Com medo também, ou ele o matava ou o assassino mataria ele.

O gato assentiu a cabeça.

-“Já estava em Azkaban?” –perguntou Rosa.

-Não.

-“O que acha de zonzóbulos e testrálios?”.

-Não faço ideia do que são zonzóbulos e tenho pavor de testrálios, espero nunca ver um.

-Certo, Al... É a última... “O que acha dos amassos?”.

Alvo respirou. Tinha que ser delicado nessa. Tinha que dizer o máximo possível de elogios daqueles gatos, ou então, teria suas cicatrizes no braço novamente. E eles precisavam ser rápidos.

-Adoro amassos. Acho que são umas gracinhas. Sério, não vejo gatos mais bonitos que os...

Mas foi interrompido pelo pulo que o amasso da frente deu. De repente todos os gatos estavam se aproximando deles, e não pareciam nada felizes. As unhas de fora, as bocas arreganhadas, mostrando os dentes afiadíssimos.

-Que foi que eu fiz? –perguntou Alvo recuando, mas não havia saída. O pé de Euachtãna já havia crescido e formado uma parede sólida novamente.

-Você não foi sincero! –disse Rosa irritada.

-Queria o que? –perguntou Alvo recuando, apavorado ao ver a multidão de amassos que se aproximavam. –Que eu falasse que os odiava?

-Ai, Al, você não leva jeito com amassos, não leva! –disse ela.

-E agora? –perguntou Carlos.

O amasso preto da frente saltou em cima de Alvo. Os outros fizeram o mesmo, pulando para cima de Carlos e Rosa. Quase imediatamente, algo puxou o amasso de cima de Alvo, impedindo-o de lhe fazer um grande arranhão na mão. Alvo procurou a volta para ver quem que o salvou, mas não fora Carlos nem Rosa, fora Canino. O cãozinho agora latia e mordia os amassos da frente.

-É claro... –disse Rosa, havia um arranhão enorme em sua bochecha. –A raça de Canino é protetora...

O cão agora espantava os gatos apenas com a voz. Seu latido era suficiente para fazer todo o batalhão de amassos recuar.

Calmamente, eles foram dando a volta nos amassos e chegaram ao outro lado, onde havia mais uma porta.

-Canino! –chamou Carlos. O cachorro voltou correndo e pulou no colo de Carlos.

Eles abriram a porta, e atravessaram-na. No outro lado, era escuro como breu. Alvo foi na frente, deu um passo e tochas paradas na parede se ascenderam. Alvo quase deu um pulo quando viu o que os aguardava.

Não havia chão mais à frente. Havia apenas uma pequena ponte de cordas que o fez lembrar-se da antiga casa na árvore que eles tinham. Só que agora, não havia uma casinha de madeira além da ponte, mas vários túneis em cada uma das extremidades da estrada, que tinha quatro pontas. Aos lados da ponte, não dava para ver nada, a não ser uma escuridão infinita. Alvo teve certeza de que teriam de atravessar aquela ponte de cordas, mas suas cordas e suas tábuas eram tão fininhas, que Alvo duvidou que aguentasse pelo menos Canino.

-Isso é... Assustador... –disse Carlos assombrado, olhando para a escuridão logo a frente deles.

-Não tem como passar. –disse Alvo. Seu coração batendo forte. –Duvido que aguente Canino, nós não...

-Não precisamos atravessar a ponte. –interrompeu Rosa. Seus olhos estavam vidrados, concentrados na escuridão, ela parecia ver algo que nem Alvo nem Carlos podiam ver.

-O quê? –exclamaram os dois.

-É um feitiço. –disse ela calmamente. –Não é real. Quero dizer... A ponte sim, mas isto... –ela apontou para a escuridão ao lado da ponte. –É um encantamento. É firme.

-Como assim? –perguntou Carlos.

-É irreal. –disse ela. –É chão. Isso é genial... Foi feito para enganar os que não conhecem... Qualquer um iria querer atravessar a ponte, mesmo sabendo que ela não aguentaria... Mas acho que há um buraco em baixo da ponte, para quem atravessá-la cair. Deixe eu ver... É... Teremos que atravessar...

-Como é que você sabe disso? –perguntou Carlos.

-Minha mãe me falou tudo sobre esses encantamentos. –respondeu ela. –Bem, é meio difícil de explicar, mas se você prestar bem atenção, vai perceber... E também é óbvio! É claro, precisa de um pouco de lógica, mas se Bob Rondres já passou por aqui, se devêssemos atravessar a ponte, ela já estaria arrebentada.

-Rosa, você é a pessoa mais inteligente que já conheci! –disse Carlos. Rosa corou.

-Bem... Então temos que descer em um túnel? –perguntou Alvo.

-Sim, mas agora é mais difícil... Tenho certeza que três deles são falsos...

-Ótimo! –resmungou Alvo. –Quer dizer que se a gente acabar em um túnel errado, vamos cair em algum lugar bem longe do Medalhão?

-Provavelmente.

-Olha, não temos tempo para ficar pensando. –disse Alvo. –Vamos ter que confiar na sorte.

-Acho que não será necessário dependermos tanto assim da sorte. –disse Rosa. –Espere... -ela começou a murmurar palavras para a própria varinha e por último disse: — Me oriente!

A varinha em sua mão, deu um giro e depois parou apontando para o buraco da ponta esquerda.

-É ali... –disse Rosa. Ela respirou fundo e pisou na escuridão que cercava os lados da ponte. Mas seu pé não afundou. Os três deram um assobio de alívio. Alvo e Carlos foram atrás dela. Alvo tentou ao máximo possível não olhar para o chão, mirou uma tocha na parede e seguiu até o buraco.

-Acho que é o próximo... –disse Rosa, olhando para o fundo do buraco.

Alvo engoliu em seco e depois se jogou no túnel. Não era como o primeiro onde ele descia escorregando pela parede, mas ele estava solto no ar. Mas já estava preparado. Pegou sua varinha... A qualquer momento iria cair... Ele tentou olhar para baixo... Viu uma luzinha que foi ficando cada vez maior até que...

-Aresto Momentum!

Notas finais
O que acharam??? Bem, agora é o seguinte: eu subestimei vocês pedindo só 10 reviews a mais, então vou propôr um desafio, temos 233 reviews agora, para o próximo capítulo na sexta eu quero 270, ok? Ah, por favor gente! São mais de 80 leitores!!! Por favor gente! O próximo capítulo será com ELE! O VILÃO DESSA FIC! NADA MAIS NADA MENOS QUE... BOB RONDRES!!! Por favor! Quero pelo menos 270 reviews e três recomendações, tah?? Ah, gente! Eu sei que tô pedindo demais, mas a fic tá emocionante, neh? Eu imploro, estou mega ansiosa para o próximo capítulo! Mais que vocês!! Enfim...
Bjs, Amandinha Weasley *-*