Altos e Baixos da Verdadeira Amizade

15 O passado fica no passado! Okay?


Notas iniciais
Alguém me disse um tempo atrás Que há calmaria antes da tempestade Eu sei Ela está vindo por algum tempo Quando terminar então eles dirão Vai chover num dia ensolarado Eu sei E estará brilhando como água Quero saber Você já viu a chuva? Quero saber Você já viu a chuva? Vindo num dia ensolarado Ontem e dias atrás O sol está frio e a chuva é dura Eu sei Tem sido dessa maneira por toda minha vida Sempre assim acontece Através do círculo rápido e devagar Eu sei E eu não consigo parar de pensar nisso Quero saber Você já viu a chuva? Capitulo narrado por Neiva...

Parece que estou totalmente encrencada, terei que contar toda a verdade para Carrie e para Oliver, e bem... Eu terei que estar ciente que todos ficariam sabendo sobre eu ser uma “Landrut”, e ai, começará tudo de novo... Pedi tanto para que desta vez eu pudesse ser alguém normal, mas estou vendo que isso é impossível. Sempre pedi para que Maryann guardasse esse meu segredo, mas bem... Eu mesma acabei me revelando, eu não quero contar toda a estória de que meu pai só me considerou filha quando completei dez anos, após um teste de D.N.A, eu não estou preparada para passar por isso de novo; não quero todos tendo dó da pobre Neiva que nunca foi aceita por sua família paterna. EU SÓ QUERO SER ACEITA SENDO O QUE EU SOU. Cansei de ser a filha do grande empresário Leif B. Landrut, eu apenas quero ser a Neiva, quero poder ter meu brilho por mim mesma, sem depender da fama de meu pai... Eu apenas quero ser uma garota normal. É tão difícil conseguir isso?

– Estou pronta! Estou pronta para contar a vocês toda a minha verdadeira historia sobre mim... Só que eu não vou ser a única a falar aqui! Ou vocês me contam alguma coisa sobre vocês, ou queridos, vocês irão ficar sabendo apenas que pertenço à família Landrut. – Falei me juntando a Oliver e Carrie, cujos já estavam sentados na mesa que fica em frente à quadra de tênis a minha espera.

_________ Flashback_________

Illinois, Chicago
2 de julho de 2008
Casa de Neiva
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Confesso que estou ansiosa para saber qual será o presente que papai ira me da este ano, lembro-me bem do presente do ano passado... Ah, aquela casa de bonecas não tem como esquecer, afinal ela ainda esta em meu jardim e é meu refugio quando quero fugir de algo. Lá sempre fico sozinha, penso, reflito, preciso dela mesmo já não tendo idade para brincar de bonecas! Bom, ontem foi meu aniversario e papai me ligou avisando que levaria meu presente no dia posterior de meu aniversario, e pelas minhas contas... É HOJE!

Dim dom... O som da campainha havia ecoado por toda casa, eu estava na sala junto à mamãe assistindo a meu desenho preferido “Totally Spies”, quando a porta principal foi aberta por um homem, era “papai”. Mas para minha tristeza, ele não estava com uma enorme caixa rosa com um laço em cima ou muito menos com algo extraordinário do lado de fora da casa. Ele apenas segurava uma pequena e comprida caixa verde com um laço amarelo com um pequenino pedaço de papel escrito “para Neiva”.

– Abra Neiva! – Falou o mesmo se inclinando para ficar de meu tamanho.

Peguei a mesma caixa e aos tê-la em mãos abri a mesma rapidamente com toda curiosidade de uma garota de nove, ops... Dez anos pode ter. Passaportes? Passagens para um voo?

Não precisei nada falar, apenas olhei para papai que logo começou a se explicar... “Exatamente isso que você está pensando!” Começou o mesmo, mal sabia ele que eu não estava pensando em nada. “Você ira comigo para Alemanha! E não tente falar que não! Eu tive que te assumir como filha não tive? Pois bem! Agora que você é uma Landrut, ira morar com todos nós em Berlim”

– Jamais! Eu não sou uma Landrut, não preciso viver com eles. Minha vida inteira eu nunca precisei de um pai... E quando mais precisei; você não estava aqui! Eu posso sim ter “Landrut” no final de meu nome, mas eu não sou uma! Eu só irei para Berlim MORTA! – Falei correndo para meu quarto. – MORTA!

– Ah você vai! Não se esqueça de quem é o pai aqui mocinha... – Falou o mesmo correndo atrás de mim. – Você vai! Se for preciso, levo você morta!

“A deixe ficar! Por favor, Leif, não tire meu único bem precioso”. Gritava mamãe tentando parar o mesmo que por sua vez corria pela escada atrás de mim, ela tentava segura-lo com toda sua força, mas o tal homem era muito mais forte que mamãe, não adianta fazer mais nada a não ser aceitar. Ele é meu pai e tem o direito de ter minha guarda, mesmo que não mereça! Ele ganharia de mamãe na causa, afinal ele pode pagar os melhores advogados com a quantia de dinheiro que o mesmo tem. Eu não aguento ver mamãe sofrer, não mais uma vez! Eu simplesmente desisto!

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Oh, finalmente, depois de nove horas de voo e uma hora de estrada estou adentrando a “House of Landruts”, admito que não estou feliz em conhecer minha “família” paterna, não estou feliz em ter que morar com eles, não estou feliz por estar aqui e muito menos por ter que deixar minha mãe em Chicago. Na verdade não estou feliz por nenhum acontecimento recente, posso afirmar que ESTE SERÁ O PIOR ANO DE TODOS, não apenas esse, mas todo o tempo que eu ficar aqui!

A casa de papai é enorme, mesmo da janela do carro, consigo ver o tamanho da mansão do mesmo, não posso negar, a casa é maravilhosa, quadra de tênis, três piscinas, gramado bem verde, coqueiros em frente à casa... Pode ser a pior coisa morar com meu pai, mais nesta casa... Ah, eu irei aprontar todas, e tenho certeza que volto rapidinho para a casa de mamãe me livrando de uma vez por toda de toda essa gentalha! E sem eu menos perceber a porta da limousine foi aberta, uma mulher com uma saia azul marinho e um blazzer da mesma cor havia aberto. Desci do tal automóvel e parei na frente ao mesmo ver que eu não irei ser a única criança lá, havia mais três! E algo me diz que não me darei bem com eles... Ah, disso eu tenho certeza.

– Pessoal esta é a Neiva, minha filha! – Oh, papai falava isto como se fosse uma coisa boa. – Mandy! Porque você não leva a Neiva para dar uma volta pela casa? Assim vocês se conheceram melhor e viram amigas! Você não vai mais ficar sozinha Mandy... Se você pudesse sentir meu pulso agora. Ele estaria batendo como uma marreta. Se você pudesse sentir as batidas do meu coração agora elas te acertariam como uma marreta. E vai ser uma longa e dolorosa jornada... Eu só quero me livrar de tudo isso! Só isso. Estou pedindo muito?

“Eles nos chamam de geração perdida
Ou geração gananciosa
Ou a geração conectada
A uma tela de plasma
Ou geração do por que
O suficiente não é suficiente
Ou talvez eles nos chamarão de geração de amor
Geração do amor

Somos crianças do divórcio
Vítimas de disfunção
Nós verificamos a ortografia é claro
E usamos o GPS para uma união adequada
Conseguimos muito bem"

_________ Fim do Flashback_________

E foi isso, agora os dois já sabiam de toda a verdade, eu não tinha nada mais a esconder... O meu maior segredo foi revelado e bem... Em breve todos saberão, e ai “Bow” tudo começa de novo!

– Eu sou filha do divorcio, nunca tive uma família como todos os outros, sempre tive que optar ficar com um, e muitas das vezes; fui obrigada a ficar com quem poderia pagar todos meus gastos... Dois anos sem ver minha mãe, dois anos seguindo regras, dois anos chorando a cada noite que se passava... Dois anos queimando em um inferno. Vocês jamais saberão o que isso significa vocês sempre tiveram os pais de vocês juntos, em um relacionamento estável... Vocês sempre tiveram algo verdadeiro, e eu? – Falei deixando lagrimas rolarem em minha face fazendo com que minha voz ficasse extremamente irreconhecível.

– As pessoas vivem de aparência! – Falou Oliver.

– Tanto faz! Eu contei, agora... Carrie, por que você não começa contando como você se tornou essa rainha que todos veneram? – Falei curta e grossa, desta vez sem lagrimas.

– Até você provar não ser anônimo... Querida, não ira saber nem a cor do meu esmalte! Não vou contar nada para você Neiva, ultimamente tudo o que você sabe sobre mim, anônimo também sabe! Estranho Não? – Falou Carrie se levantando. – Se Donna é tola e te faz de diário, não posso fazer nada! Mas eu não vou cair nesse seu jogo querida... Não esqueça que eu cito as regras! Adeus, não tenho mais o que fazer aqui.