Notas iniciais
Me desculpem pela demora! A fic está no final, só mais um único capitulo. Espero que gostem desse. *** Sempre pensamos de que forma será o final, mas e quando ele finalmente chega? Apenas lamentamos não termos aproveitados cada momento. Então, isto acaba aqui, não é mesmo? "Esse não é o fim Esse não é o começo É só uma voz como uma revolta" - L.P

Mil palavras, mil sentimentos para apenas uma pessoa. É deste modo em que a tarde um tanto triste de Neiva começa, lagrimas em seu rosto, sem um motivo aparente. Presa em um mero quarto de uma casa alugada. Após ter aceitado passar suas ultimas semanas de férias ao lado da família paterna, seu mundo simplesmente ficou tedioso. Sem atender as ligações de Carrie, sem retribuir o carinho de Oliver todas as vezes que o mesmo foi visita-la. Mas, agora que o final da melhor parte de sua vida chega ao fim, à ficha realmente caiu. Duvidas constantes em sua cabeça, atos que apenas causam arrependimentos. Não a julgo, é difícil quando as pessoas perguntam se você está bem sem realmente se importar com a resposta.

− Neiva! – Carrie esbravejava escancarando a porta do quarto da mesma. Carrie havia voltado ao normal, sua amizade com Sarah estara melhor que nunca, seu cabelo, apenas com mechas loiras e cacheadas, com todo de volta ao normal, não precisara mais implorar por atenção e optar por mudanças radicais para alcançar tal desejo. Ela é apenas ela mesma agora. – Pode-me dizer que estava te deixando tão ocupada que não podia atender um celular? Eu fiquei preocupada! Principalmente quando Oliver falou que você não queria visitas de minha pessoa. O que esta acontecendo? Eu simplesmente não entendo o motivo de você me ignorar desde que chegamos a Atatalia e hoje simplesmente me mandar uma mensagem falando que precisa de ajuda.

− Oh, é uma historia longa! Mas não posso conta-la até que todos estejam aqui presentes! Precisaremos de toda ajuda possível. Afinal, anônimo estará aqui esta noite.

− Como é? – Carrie se jogou na cama de Neiva, a capa protetora cuja guardada seu vestido foi ao chão.

− Chegamos priminha! – Beatrice empurrara a porta do quarto. Seguida de Oliver e Maryann.

− Bem, é uma historia longa! Creio que Beezus e Carrie não fazem noção do que está acontecendo, mas faço questão de explicar para vocês!

− Neiva! Shiiu. – Maryann interrompeu a mesma. – Não é uma historia longa, coisa nenhuma! Anônimo entrou em meu apartamento e praticamente destruiu meu quarto inteiro. E quando eu cheguei, alguém estava lá! Eu vi a sombra saindo pelo corredor. Simplesmente havia um pedaço de papel escrito algo do tipo “ Querem saber quem sou eu? Abram seus olhos! Eu estou em todos os cantos, pena que desta vez não é com mascara! Teria que mostrar minha face” Eu realmente fiquei morrendo de medo, estou dormindo em um hotel de estrada desde que recebi isso!

− Ual! Porque raios vocês não me contaram? – Carrie cruzou seus braços. Até porque odeia ser a ultima a saber.

− Isso é o de menos, o importante agora é que precisamos agir! Oliver e eu compramos câmeras portáteis para espalharmos ao redor da casa. – Neiva levantara de sua penteadeira e caminhara até sua cama, e de baixo da mesma puxara uma caixa branca, era onde as câmeras estavam guardadas, ainda lacradas nas devidas embalagens.

− E se... – Beatrice correra para perto de todos, que se encontravam ao redor da cama de Neiva. – Nos dividíssemos e cada um ficara com um canto da casa? Podíamos pegar a planta e marcar todos os cômodos liberados para a festa! Desta forma, seja quem for anônimo simplesmente não teria chance!

− Grande ideia! – Oliver falara erguendo sua mão e a batendo na de Beezus.

–----

− Ande Neiva! – Carrie fez cara de desaforo, revirou seus olhos para cima, apertou suas mãos com toda sua força, fincando a unha em sua carne e por fim bufou. – Não quer que eu faça tudo sozinha não é mesmo? Anônimo importa tanto a mim, tanto a você! Se essa criatura confirmou presença, precisamos correr com essas câmeras! Dá para ajudar?

− Ah Carrie, please! – Neiva fincou sua pantufa no chão frio e molhado e correu até ela. – Deixe-me descansar! Ainda são 17h, a festa só começara dentro de quatro horas. Além de eu precisar absorver o fato de que eu serei apenas a isca de anônimo, então me deixa!

O crepúsculo vespertino irá se situar em poucas horas, ainda faltara quatro das dez câmeras noturnas a serem instalada. As ultimas, eram no topo das arvores, dentro do aglomerado de arvores que existe ao lado e aos fundos da casa. Era tudo o que elas precisavam para ficar de olho em cada pessoa que passa pela porta principal, corredor, quartos, cozinha, sótão, porão, e por fim... Bem, dentro do aglomerado de arvores.

− Está vista é realmente incrível! – Neiva parou no meio do caminho e apontara para todo o ambiente ao seu redor. – Por mim, ficaria aqui admirando o por do sol. Mas não, eu tenho que por essas câmeras em cima de arvores e carregar a escada. Oh céus, a que ponto cheguei!

− Calada! – Esbravejou Carrie. Logo após com seu corpo colado ao chão, à mesma havia escorregado no solo molhado.

Neiva riu. Revirou sua cabeça para o outro lado e logo após pôs-se ao chão, igualmente a Carrie, sentou-se lá mesmo. Ah tempos ela não fazia aquilo, ser uma adolescente normal num momento crucial da vida. Apesar de estar fazendo coisas absurdas, naquele momento ela estava feliz, sentia-se apenas uma garota bonita comum.

19h 00 min

− Repassando o plano... – Maryann falara. Eles estavam reunidos no quarto da empregada, afinal, lá iria ficar seus computadores, qual serão usados para monitorarem todas as imagens das câmeras. – Beezus fica com o salão de fora. Oliver com o de dentro, Neiva com sua família recebendo os convidados e por ultimo, mas o mais importante Carrie e eu aqui neste quarto vigiando as câmeras. − As trocas ocorreram dentre meia hora! Estejam aqui na hora certa! Todos prontos?

− Nasci pronta! – Carrie ironizou.

As luzes do quarto se apagaram. O silencio pairou por todo o quarto, todos continuaram parados, sem mexer um único dedo, podia-se ouvir a respiração ofegante de Beezus, ela estara com medo, mas não é a única, todos ali se encontravam com o coração pulsando rapidamente. Uma luz branca aparecera na tela do notebook cujo estava na mesa em frente à janela, todos se juntaram em volta dele, letras pretas começaram a se reproduzir em forma de frase.

“Que o jogo comece! Já vim até vocês, agora restam vocês me acharem. – Anônimo”.

− Gente, o que vocês estão fazendo no escuro? – Donna aparecera no quarto, ela passou a mão no interruptor, fazendo com a luz do notebook ficasse insignificante. – É uma festinha particular? – Ela riu.

Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.